Recuperação de vegetação nativa e preservação ambiental
O Porto de Suape é um dos mais conhecidos do Brasil e um dos 10 portos públicos de maior representatividade comercial. O local movimenta, anualmente, mais de 23 milhões de toneladas de cargas. Para a sua construção, foram investidos milhões de reais com geração de um grande impacto para o ecossistema local. Uma das tentativas de amenizar esse quadro é a plantação anual de, 450 mil mudas como compromisso para equilibrar os danos causados. O espaço conta com mais de 80 espécies de Mata Atlântica, incluindo pau-brasil, jenipapo, ingá, pau-ferro, pau-formiga, ipê roxo e amarelo, sapoti, cajá, entre outras. Esse é hoje o maior viveiro florestal de Pernambuco e envolve um detalhado trabalho de seleção, georreferenciamento, classificação e beneficiamento de sementes. Todo esse trabalho é realizado pela Cooates, cooperativa com sede no município de Barreiros que tem investido significativamente no conhecimento sobre a recuperação florestal. A Cooates também possui um viveiro próprio em sua sede, com 50 mil mudas de 30 espécies diferentes desde 2019. A área não apenas preserva as sementes da mata nativa, mas também divide o conhecimento com alunos de escolas locais, públicas e privadas, de 5 a 10 anos de idade, que visitam o local gratuitamente para aprender sobre a vegetação e também sobre as técnicas de preservação. Durante as visitas, os estudantes colocam a mão na massa e exercitam o processo de compostagem e beneficiamento. O viveiro possui um viveirista e um trabalhador de apoio e é mantido com a venda das mudas produzidas no local. Atualmente, a cooperativa conta com 26 cooperados e 34 funcionários e atua em diversos projetos incluindo a recuperação de três biomas – a Caatinga, em uma área de 1,8 hectares no município de Sertânia/PE; a Mata Atlântica, em uma área de 6,6 hectares, às margens do Rio Una, no município de Palmares, e Ipojuca; e como projeto piloto, a Restinga do mangue, em uma área de 1 hectare, na região de Suape. Nesse último bioma, a atuação será feita por meio de um projeto de nucleação, viabilizando a recuperação da área sem uma intervenção humana significativa. Algumas técnicas preveem a instalação de poleiros, a implementação de processos de regeneração natural, o plantio de mudas, decomposição orgânica, uso de materiais biodegradáveis e sustentáveis, além de outras ações que demandem a mínima intervenção no solo.
NOVO PROJETO
A cooperativa acaba de aprovar o projeto de construção de uma biofábrica de produtos apícolas, com recursos da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), da ordem de R$ 350 mil. A construção da primeira etapa da fábrica e a compra de equipamentos e caixa de abelhas para estímulo à produção serão as prioridades do empreendimento. Em 12 meses, será instalada uma fábrica para trabalhar a manipulação de mel gerando produtos como hidromel, vinagre de mel, própolis vermelho, produtos fitoterápicos, shampoo e cosméticos. Mantendo o compromisso com a preservação ambiental, um dos motivos que levaram a cooperativa a implementar o empreendimento foi o caráter sustentável da criação de abelhas, vital para a preservação das espécies de fauna e flora. No momento, a Cooates já está realizando um levantamento do mercado de produção e cadastrando os apicultores. A partir daí, serão realizados trabalhos de qualificação sobre manejo e produção do própolis, incluindo também o georreferenciamento dos apiários e a rastreabilidade e manipulação do mel. Ao todo, serão mobilizados 1.500 apicultores para atuação com 500 colmeias, nos primeiros dois anos, nos seguintes municípios: Barreiros, São José, Tamandaré e Rio Formoso. A biofábrica pertencerá integralmente à cooperativa e, após 24 meses de funcionamento, o empreendimento deverá gerar cerca de R$ 3 milhões de reais na região.
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