Lar estrutura programa de sustentabilidade e alinha produtores ao mercado global
Contexto e desafios
Fundada em 1964, a paranaense Lar Cooperativa Agroindustrial reúne mais de 15 mil associados e 25 mil funcionários. Para alinhar sua vasta cadeia de produção às demandas por sustentabilidade, a cooperativa identificou a necessidade de um programa que organizasse e reconhecesse as boas práticas no campo.
Antes da iniciativa, as ações de sustentabilidade nas propriedades eram dispersas e pouco padronizadas. Faltava uma estrutura formal para medir a evolução socioambiental dos cooperados, o que dificultava a rastreabilidade e a definição de compromissos ESG para a cooperativa como um todo.
A ausência de clareza sobre os melhores caminhos para uma produção alinhada aos cuidados com o meio ambiente e as pessoas expunha os produtores a riscos e limitava o acesso a mercados mais exigentes. O desafio era criar um sistema de qualificação que valorizasse o produtor.
Objetivos
O objetivo central do programa era estimular, reconhecer e valorizar os cooperados que adotam práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) em suas propriedades. A iniciativa busca fomentar a evolução contínua na gestão da propriedade rural e ampliar o uso de tecnologias sustentáveis.
As metas incluem fortalecer a competitividade dos associados e garantir que o desenvolvimento econômico da cooperativa esteja alinhado à preservação ambiental e à inclusão social.
Dessa forma, o programa reforça o papel do cooperativismo na região onde atua, garantindo uma cadeia produtiva mais sustentável, transparente e responsável.
Desenvolvimento
O programa teve origem em um projeto de desenvolvimento de líderes e foi estruturado em etapas. Primeiro, foi elaborado um checklist de avaliação com base em referências internacionais, como a certificação RTRS (Round Table on Responsible Soy), que garante a produção responsável de soja.
Em seguida, foram definidos o regulamento e as premiações. A gestão é conduzida por equipes de Sustentabilidade e Qualidade, em conjunto com as áreas técnicas da cooperativa.
O programa é aberto a todos os cooperados e já soma mais de 450 propriedades participantes em suas três primeiras edições. Na quarta edição, lançada em 2025, já são 314 inscritos.
A cada ciclo, a cooperativa promove as inscrições e as visitas de avaliação nas propriedades. Os cooperados recebem apoio técnico e participam de capacitações para melhoria contínua, com a ajuda de parceiros como o SENAR e o Sescoop.
O programa organiza os participantes em níveis, como inicial, intermediário e avançado, e prevê um pagamento adicional aos que atingem as melhores pontuações, valorizando na prática o esforço dos produtores.
Resultados e impacto
Com o programa, as boas práticas de sustentabilidade passaram a ser organizadas, monitoradas e reconhecidas de forma estruturada. Foram definidos indicadores socioambientais claros, que permitem medir a evolução das propriedades e gerar relatórios comparativos.
A capacitação contínua fortaleceu o conhecimento dos produtores sobre meio ambiente, gestão da propriedade e bem-estar social, o que reduziu os riscos regulatórios e aumentou a conformidade com as leis.
A iniciativa também criou uma base sólida para a rastreabilidade e para os compromissos ESG da cooperativa. Na prática, o programa valoriza as propriedades participantes e amplia o seu acesso a mercados que demandam uma produção cada vez mais responsável e transparente.
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Veja mais
A fim de aproximar os cooperados, a Coopera desenvolveu uma estrutura de elos que interligam diversos projetos em prol de um propósito comum. As iniciativas abordam a organização do quadro social, educação, gestão, cultura, esportes, lazer, saúde, meio ambiente e cidadania.
Objetivo: Promoção da producão sustentável da soja por meio da certificação de pequenos agricultores em critérios de sustentabilidade. Resultados: Repasse de R$ 889 mil em prêmios pela certificão RTRS (Round Table on Responsible Soy). Incremento médio anual de R$ 13.443,27 na renda das famílias cooperadas. 29.111 toneladas de soja certificada 100% nos padrões RTRS, com base nos critérios de sustentabilidade do bioma cerrado. 24 famílias certificadas e comprometidas, em uma área produtiva total de 9.758,10 hectares. Aumento de 24,5% nas operacões de crédito e promocão de assistência técnica e extensão rural para 259 famílias na área de atuacão da Cresol Goiás.
Objetivo: Gerar energia limpa e renovável através da biodigestão anaeróbia dos dejetos de suínos, minimizando os impactos ambientais da atividade de suinocultura, promovendo e incentivando as boas práticas de sustentabilidade e proteção do meio ambiente. Resultados: Horas de geração própria de energia: 19 mil horas. KWh gerado com o biogás: 1.127.869. Valores gerados com a produção do biogás: R$ 600 mil.
Com o foco em expandir os negócios, a Coopmetro decidiu investir no transporte de amostras de qualidade do leite e torná-lo ainda melhor. A cooperativa contou com a ajuda de uma Central de Cooperativas Agropecuárias e parcerias com laboratórios credenciados à Rede Brasileira de Qualidade do Leite para desenvolver a logística do transporte e capacitar cooperados.
