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Depois da chegada de empresas como a Quatá Laticínios, que constrói uma unidade em Itaperuna, o Rio de Janeiro continua a atrair mais empreendimentos da indústria leiteira. A última a confirmar investimentos no estado é a Brasil Foods, que já iniciou a construção de uma fábrica em Barra do Piraí, que deve entrar em operação em 2013.
A unidade da Brasil Foods vai se juntar às demais 52 indústrias e usinas lácteas atualmente em operação, que, incentivadas pelo programa Rio Leite, já investiram R$ 315,7 milhões nos últimos três anos no estado. Só em 2012, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária, o número de cooperativas e associações de leite reestruturadas chegaram a 58 por meio de créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com total de R$ 60 milhões em recursos.
"A consolidação do Rio de Janeiro na industrialização láctea trará benefícios diretos para os produtores fluminenses, com melhores preços para o leite e um leque de opções maior para sua comercialização", disse o secretário estadual de Agricultura e Pecuária, Alberto Mofati, que vê o estado se consolidando como polo produtor.
Tecnologia - Para aumentar a produção de leite e atender à demanda das novas indústrias lácteas, o governo fluminense criou o programa Rio Genética, que oferece a pequenos e médios produtores biotecnologias para melhorar a qualidade do rebanho. Em 2013, a iniciativa pretende ampliar a oferta de inseminação artificial e de animais resultantes de fertilização in vitro, produzidos em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A iniciativa inclui ainda crédito para a aquisição de animais e embriões. Por meio de feiras de animais realizadas em todas as regiões fluminenses, foram financiados 8,5 mil bovinos com genética voltada para a produção leiteira, totalizando investimento de R$ 20 milhões e beneficiando mil produtores.
Região Serrana - Este ano, o programa Rio Rural investiu também em ações emergenciais de apoio à infraestrutura de produção para famílias rurais afetadas pelas chuvas na Região Serrana. Por meio de financiamento do Banco Mundial, 1.947 produtores de 124 comunidades rurais receberam recursos. No total, foram aplicados R$ 14 milhões em incentivos diretos.
(Fonte: Jornal do Comérdio-RJ)
Técnicos das unidades estaduais e nacional do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) receberam, nesta quinta-feira (29/11), orientações para a confecção do Relatório de Gestão 2012. O documento é uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), que fiscaliza os atos de execução orçamentária e financeira da instituição.
Mais um pleito do cooperativismo brasileiro foi atendido no Congresso Nacional. A aprovação da Medida Provisória (MPV) nº 578/2012 na forma do projeto de Lei de Conversão (PLV) 27/2012 pela Câmara dos Deputados, ontem (28/11), reabre o prazo para adesão ao programa de consolidação de débitos fiscais criado pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, conhecido como REFIS da crise, possibilitando regularizar a situação fiscal de um grande número de contribuintes.
A Conab vai realizar, na próxima quinta-feira (29), mais um leilão para a remoção de 4,25 mil toneladas de milho ensacado para os municípios baianos de Itaberaba, Feira de Santana, Guanambi, Juazeiro e Vitória da Conquista. O produto é destinado às operações do Vendas em Balcão, programa que comercializa milho em grãos para pequenos criadores rurais e agroindústrias de pequeno porte, a preços compatíveis com o mercado. Por força da Portaria 601/12, o programa vem comercializando o produto a preços subsidiados.
Segundo o superintendente de Abastecimento Social da Conab, Nilton Lélio de Melo, o fato do produto embarcar já ensacado vai agilizar todo o processo de comercialização. "Quando o milho chegar já ensacado, pode ser disponibilizado para venda imediata", explica. "E vamos prosseguir com esta ação, ensacando ainda cerca de 35 mil toneladas no Mato Grosso e 5 mil em Goiás para os próximos leilões".
Os lotes oferecidos fazem parte dos estoques da Conab localizados no centro do país e são vinculados aos Contratos da PGPM. De acordo com o edital, disponível no site da Companhia (Aviso nº 443/2012), o preço de abertura será informado por meio de comunicado específico antecedente à realização do leilão. Já o valor do produto para fins de emissão dos documentos fiscais será R$0,2100/kg.
(Fonte: Conab)
O setor cooperativista ganhou nesta quarta-feira (28/11) uma Câmara Temática para discutir políticas públicas com o objetivo de alavancar o setor. O espaço, constituído pela cadeia produtiva e seus representantes, foi criado para incentivar e fortalecer o segmento no país – um dos que mais gera emprego e renda aos brasileiros. Seus membros discutirão desde a infraestrutura, até o abastecimento e a logística do setor. A instalação foi na tarde desta quarta-feira, quando o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Caio Rocha, assinou a portaria instituindo o novo fórum de debates. O ato foi realizado no auditório do CNPA, localizado no edifício-sede do Ministério, em Brasília, e contou com as presenças do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas – que presidirá a Câmara – e do superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, entre os demais representantes das instituições que compõem o grupo.
“Foi com o desafio de pensar estrategicamente o cooperativismo em nível nacional que assumi este cargo. E o ambiente desta Câmara, composta por entidades representativas das diversas cadeias que compõem o agronegócio brasileiro, é o mais propício para este fim”, declarou Freitas, na abertura da cerimônia de instalação. Na opinião do dirigente, o espaço é importante para o setor trabalhar estratégias que impulsionem ainda mais o cooperativismo. “O cooperativismo é um setor que movimento anualmente R$ 200 bilhões, tem 11 milhões de cooperativados no País. É um setor econômico expressivo e este espaço será fundamental para discutirmos as políticas públicas a serem implementadas”, disse.
As Câmaras Setoriais e Temáticas trazem como vantagens a proposição de ações e políticas, favorecendo o desenvolvimento equilibrado do setor e da sociedade no médio e longo prazo. O fórum contribuirá, também, para a solução de conflitos por meio da negociação, cooperação e construção do consenso possível entre as partes; melhor estruturação dos diferentes elos das cadeias produtivas e comerciais; maior eficácia das negociações internas e internacionais; diálogo organizado entre o setor privado e o setor público; harmonização e grande aproximação de interesses públicos e privados; além da valorização do agronegócio e de seus componentes perante a sociedade.
A necessidade da criação do espaço foi identificada em reunião do Grupo de Trabalho para Construção de Ações Conjuntas do Ano Internacional das Cooperativas, coordenada pelo Denacoop, no início deste ano. Além do grupo ligado às cooperativas, o Mapa já formalizou outras 34 câmaras setoriais e temáticas. Reunidos nesses grupos, produtores e dirigentes de organizações têm mais facilidade para negociar a solução de conflitos, dialogar com o setor privado e estruturar os diferentes elos das cadeias produtivas e comerciais.
Está suspenso o embargo russo às exportações de carne bovina, suína e de aves de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. A decisão foi comunicada ao Embaixador do Brasil em Moscou e ao Secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques Pereira, durante encontro com o Chefe do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) na última sexta-feira, 23 de novembro, em Moscou, depois que a equipe russa concluiu a análise dos documentos apresentados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o serviço sanitário brasileiro.
A retomada das exportações dos três estados ainda depende da emissão de um comunicado oficial da Rússia e da habilitação específica por estabelecimento exportador. O secretário Ênio Marques, explica que os dois países também acertaram que todos os lotes de carne a serem enviados ao país europeu deverão ser acompanhados de declaração adicional confirmando a ausência de hormônio de crescimento.
De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, a perspectiva é de que os estabelecimentos localizados nesses três estados retomem as exportações após aprovação, pela autoridade russa, dos planos de ação demonstrando o cumprimento das normas da união aduaneira. “Apesar de termos conquistado mais espaço com a venda do produto a outros países, é inegável a importância do mercado russo. A perspectiva para o próximo ano é que o setor de carnes brasileiro bata recordes históricos de exportação com facilidade”, afirmou.
Para detalhar aspectos adicionais sobre sanidade animal, os dois países acordaram em se reunir novamente em janeiro de 2013 para continuar o debate e trabalhar a equivalência de sistemas veterinários e fitossanitários.
Negociações - As restrições temporárias de exportação de produtos brasileiros à Rússia foram impostas em junho de 2011. Desde então, já foram realizadas mais de 160 supervisões em estabelecimentos brasileiros exportadores do Brasil de produtos de origem animal e enviados relatórios de auditoria e planos de ação, além de mais de 10 encontros com autoridades russas para tentar resolver o impasse.
De agosto de 2011 a agosto de 2012, 26 frigoríficos localizados em outras Unidades da Federação voltaram a exportar carnes bovina, suína e de frango ao país europeu após o Ministério da Agricultura prestar informações quanto a inconformidades encontradas.
Apesar das restrições, as exportações brasileiras de carnes mantiveram-se estáveis entre janeiro e outubro deste ano, somando US$ 12,981 bilhões, enquanto nos mesmos meses de 2011 foram R$ 12,965 bilhões. A Rússia também permanece sendo o principal destino dos produtos brasileiros. As vendas para esse país foram estáveis nos dez primeiros meses do ano, somando US$ 1,43 bilhão. Em 2011, no mesmo período, o resultado foi de US$ 1,48 bilhão.
"A Rússia é um parceiro estratégico para o Brasil, um dos países membro dos Brics (acrônimo de Brasil, Rússia, Índia e China). Por isso, é imprescindível que não haja ruídos nas relações internacionais", afirmou o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Célio Porto.
A tendência é de elevação nas exportações de carne no próximo ano. Além da regularização do comércio com os russos, em 2013 espera-se que o Japão inicie as importações de carne suína brasileira do estado de Santa Catarina, reconhecido, após cinco anos de negociações com o Ministério da Agricultura japonês, como livre de febre aftosa sem vacinação. Os japoneses são os maiores compradores mundiais do produto, importando US$ 5,2 bilhões em 2011.
(Fonte: Mapa)
Com o objetivo de promover o debate sobre a inserção das cooperativas de infraestrutura no atual cenário de energia elétrica brasileiro, o Sistema OCB realizou hoje (28/11) o Seminário Nacional das Cooperativas do Ramo Infraestrutura. Com a presença de lideranças do setor, parlamentares e representantes da Agência Reguladora do setor (Aneel), o encontro trouxe à tona informações relevantes para definir estratégias em prol do crescimento das cooperativas do ramo infraestrutura. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, em uma rápida abertura do evento, destacou como principal meta para o próximo ano a conquista de um marco regulatório específico para o setor.
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (28/11) o Projeto de Lei 5/2011, integrante da Agenda Legislativa do Cooperativismo 2012, que cria o Programa de Produção de Biocombustíveis por Cooperativas (PNBC). O Sistema OCB atuou direta e decisivamente para a aprovação da matéria,atuando tanto na Comissão de Minas e Energia como na Comissão de Agricultura.
Para ajustar o texto original da proposta aos anseios do setor, foram realizadas diversas reuniões com os relatores da matéria e com representante do Governo Federal. O projeto, que contempla a proposta do Sistema OCB, segue agora para análise da Comissão de Finanças e Tributação.
Com o Programa, os produtores rurais poderão associar-se em cooperativas agropecuárias para produção e comercialização de biocombustíveis, com isenção de tributos indiretos sobre a produção. O superintendente da OCB, Renato Nobile, destaca a importância da matéria, que garantirá a correta incidência do ato cooperativo na produção e utilização de biocombustíveis, reduzindo custos e, consequentemente, o valor agregado do produto final.
Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, será um dos homenageados na noite desta terça-feira (27/11), em São Paulo, quando ocorre a solenidade de entrega do 35º Prêmio Fórum de Líderes Empresariais. Representando Freitas, que cumpre agenda em Brasília (DF) nesta data, o assessor da presidência do Sistema Ocesp, Américo Utumi, receberá a homenagem, resultado de indicação direta feita por importantes empresários da região, integrantes do Fórum. Em sua 35ª edição, o Prêmio já se consolidou no cenário nacional como importante reconhecimento ao empresariado brasileiro, promovendo a competitividade sustentável, paradigma de uma nova economia que nasce para ficar.
Garantir a inclusão de cooperativas de eletrificação rural, principalmente de pequeno porte e seus consumidores diretos nos benefícios de redução tarifária previstas pelo governo federal. Com esse objetivo, o Sistema OCB sugeriu quatro emendas à Medida Provisória 579/2012. Em audiência com o vice-presidente da República, na tarde desta terça-feira (27/11), em Brasília (DF), o sistema cooperativista obteve de Michel Temer o compromisso de uma articulação conjunta junto ao relator da MP, o senador Renan Calheiros.
Foco na governança para aprimorar o atendimento às demandas do setor. Esse foi o tom dos discursos proferidos na tarde desta terça-feira (27/11), na primeira reunião do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Infraestrutura, realizada na sede do Sistema OCB, em Brasília (DF). Constituído após a reestruturação do modelo de governança do sistema cooperativista, o Conselho tem como objetivo consolidar e acompanhar as ações desenvolvidas pelas cooperativas do setor.
Além de temas administrativos, como regimento interno do Conselho e definição do calendário de reuniões 2013, a pauta do grupo previu, também, o alinhamento técnico e político para o Seminário das Cooperativas de Eletrificação Rural, que será realizado nesta quarta-feira (28/11).
De acordo com o novo formato de gestão da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Celso Régis, diretor da entidade e responsável pelo acompanhamento das ações do ramo, também esteve presente à reunião. Além de representantes do segmento, participaram, ainda, o superintendente da OCB, Renato Nobile, o gerente e o analista de Ramos e Mercados da instituição, Gregory Honczar e Marco Olivio Morato, respectivamente.
Antecipar o prazo de remessa do plano contábil das instituições financeiras para um melhor acompanhamento da dinâmica do mercado. Essa é a intenção do Banco Central ao propor a alteração às instituições que compõem o Sistema Financeiro Nacional (SFN) – entre elas, as cooperativas de crédito. De acordo com o Chefe Adjunto de Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro do BC, Ailton Santos, os prazos, que variam de acordo com o tipo de documento produzido, deverão ser reduzidos pela metade. “Nossa primeira preocupação é com a padronização. Hoje, os prazos são contados de forma diferente: alguns em dias corridos, outros em dias úteis. E o que estamos propondo às instituições, de imediato, é a contagem em dias úteis para todos eles. A partir daí, a redução pode chegar a 50% ou até 60%, conforme cada caso”, explica.
Os sete adidos agrícolas que trabalham em embaixadas do Brasil no exterior, em regiões consideradas estratégicas para o comércio agropecuário, estarão reunidos durante esta semana, em Brasília. Promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o III encontro anual dos adidos tem como objetivo discutir as políticas prioritárias do ministério e as atividades de atuação desenvolvidas nos postos internacionais. Na quinta-feira (29), o grupo será recebido pelo ministro Mendes Ribeiro Filho.
Os debates terão a participação de representantes das unidades do Ministério da Agricultura. O secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Célio Porto, participa da agenda. Ele destaca que o encontro anual dos adidos é uma oportunidade para a troca de informações, bem como para identificar as necessidades do agronegócio. “Nossa intenção é definirmos, em conjunto, as prioridades e as estratégias para 2013. O papel dos adidos, além de defender os interesses do Brasil, também está ligado à identificação de novos mercados e destinos para os produtos nacionais”, disse o secretário ao ressaltar a importância da presença de um adido no exterior para atuar na prevenção de problemas e nas negociações sanitárias, evitando questões de impasse.
V Reunião Estratégica do Agronegócio Brasileiro
Na quinta-feira, 29 de novembro, os adidos também participam da V Reunião sobre as Estratégias do Agronegócio Brasileiro para o Mercado Internacional. A iniciativa visa reunir representantes dos principais setores exportadores do agronegócio com o objetivo de apresentar os desafios e as demandas de seus respectivos segmentos, além de recolher elementos para a elaboração de estratégias de negociações Internacionais.
Saiba Mais
Os adidos agrícolas estão lotados nas embaixadas do Brasil em Bruxelas (Bélgica), Genebra (Suíça), Buenos Aires (Argentina), Moscou (Rússia), Pretória (África do Sul), Tóquio (Japão) e Washington (Estados Unidos). O posto de Pequim (China) ainda está em fase de seleção para o novo adido.
(Fonte: Mapa)
Saldo positivo. Esse é o balanço que a Câmara Temática de Insumos Agropecuários, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) faz do desempenho setor durante 2012. Reunidos na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) nesta segunda-feira (26/11), os membros do órgão consultivo apresentaram dados relativos à performance das entidades ligadas ao segmento e definiram as prioridades para 2013.
O Grupo de Trabalho de Biodiesel do Paraná esteve reunido na tarde desta segunda-feira (26/11), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba (PR), para discutir temas relativos à nova normatização para concessão do selo Combustível Social (Portaria nº 60). Também foram temas de debate a habilitação de cooperativas e o acesso à DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), além do desenvolvimento de um software para o envio direto e seguro de informações ao Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA). Estiveram presentes representantes das cooperativas Copagril, Coopagricola, Lar, Cocari, Coopertradição e Bom Jesus, além de técnicos do Sistema Ocepar, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep), Emater, Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) e MDA. A reunião foi aberta pelo superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken. Também participou do encontro o delegado do MDA no Paraná, Reni Denardi.
Inclusão social – Criado em 2004, o Programa de Utilização e Uso do Biodiesel (PNPB) tem por objetivo gerar inclusão social e desenvolvimento regional. Por isso, as usinas que industrializam o combustível precisam comprar parte de sua produção de agricultores familiares. Cooperativas nas quais 60% de seus cooperados sejam agricultores familiares podem habilitar-se a comercializar sua produção em melhores condições de comercialização e garantir suporte para a assistência técnica. “As usinas compram matéria-prima dos agricultores familiares pagando pela saca da soja até R$ 1,30 acima do preço de mercado. E as cooperativas habilitadas recebem um incentivo de até R$ 0,50 por saca em recursos destinados à melhoria da assistência técnica ao produtor”, explica Robson Mafioletti, analista técnico e econômico da Ocepar.
A Portaria nº 60 trouxe mudanças que terão consequências no setor cooperativista. “Exige-se, para que a cooperativas se habilite ao PNPB, que 60% de seus cooperados sejam agricultores familiares. Antes, o percentual era de 70%. Essa redução é positiva e facilita o acesso de novas cooperativas ao Programa”, afirma. Atualmente, no Paraná, possuem DAP Jurídica as cooperativas Coasul, Coagro, Copagril e Bom Jesus.
No entendimento da analista de Ramos e Mercados da OCB, Flavia Zerbinato, a redução do percentual exigido deve ampliar o número de cooperativas habilitadas. "Poderia ser ainda melhor se o governo flexibilizasse mais as exigências também para a comercialização de produtos para a merenda escolar, por exemplo. Considero importante a realização de reuniões em vários estados para esclarecer dúvidas, o que contribuirá para a inserção de mais cooperativas no PNPB”, avalia.
Dúvidas – O coordenador geral de Biocombustível do MDA, André Grossi Machado, esclarece dúvidas sobre a Portaria 60, DAP e também a respeito do software Sabido, que envia dados dos produtores diretamente ao MDA, sem passar pelas usinas. No Sul do Brasil, a usina de industrialização de biodiesel deverá, até 2013, comprar 40% de sua demanda total por matéria-prima de agricultores familiares. Hoje, o diesel consumido no Brasil tem em sua composição 5% de biodiesel.
(Fonte: Sistema Ocepar)
Consideradas as regiões mais pobres do país, o Norte o Nordeste aumentaram a contribuição no Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma de todos os bens e serviços do país ), entre 2002 e 2010. No Norte, a participação subiu de 4,7% para 5,3% (aumento de 0,6 ponto percentual) e, no Nordeste, de 13% para 13,5% (alta de 0,5 ponto percentual).
Os dados fazem parte da pesquisa Contas Regionais do Brasil 2010, divulgada na última sexta-feira (23/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, no Centro-Oeste, também houve aumento da contribuição, de 8,8%, em 2002, para 9,3%, em 2010 (elevação de 0,5 ponto percentual). No mesmo período, diminuíram a participação no Produto Interno Bruto o Sul (de 16,9% para 16,5%, queda de 0,4 ponto percentual) e o Sudeste (56,7% para 55,4%, redução de 1,3 ponto percentual).
Segundo a pesquisa, oito estados continuam concentrando 77,8% das riqueza do país e São Paulo continua responsável pela maior contribuição, com 33,1% do PIB. Entre os estados, Roraima deu a menor contribuição para o cálculo, 0,2%. De acordo com o IBGE, no Norte do país, o aumento refletiu a valorização dos preços internacionais do minério de ferro exportado pelo Pará, que puxou o crescimento da economia da região, além do aquecimento da indústria no Amazonas e da agropecuária em Rondônia.
Na Região Nordeste, o Maranhão, com o menor PIB per capita do país (R$ 6.888,60), consolidou-se como maior produtor de soja do Brasil, influenciando o resultado da região. Também teve impacto no aumento da participação do Nordeste no PIB o avanço do setor de serviços no Ceará, principalmente o comércio.A contribuição do Centro-Oeste no PIB está relacionada ao agronegócio e aos altos salários em Brasília. O Distrito Federal contribuiu com renda mais alta por pessoa no país, R$ 58.489,46.
Ao divulgar os dados, o IBGE informou que os indicadores do PIB regional serão atualizados em breve com base na revisão do Sistema de Contas Nacionais, que está em curso.
(Fonte: Agência Brasil)
Uma sentença favorável à ação tributária movida pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Piauí (Ocepi) foi proferida nesta semana. De acordo com a decisão, as cooperativas piauienses, filiadas ao Sistema OCB/Sescoop, terão direito a restituição dos valores pagos indevidamente a título de PIS e Cofins nos últimos dez anos.
Cerca de 700 pessoas, entre representantes das cooperativas paranaenses, autoridades do governo local e especialistas, participam do Fórum Coop 2012, em Carambeí (PR). O evento, organizado pelo Sistema Ocepar, conta com a participação dos superintendentes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Luís Tadeu Prudente Santos, representando o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. O governador do estado, Beto Richa, também prestigiou o encontro, acompanhando a abertura dos trabalhos, na noite desta quinta-feira (22/11). O fórum encerra as comemorações do Ano Internacional das Cooperativas.
A forma de atuação e os benefícios proporcionados pelo cooperativismo no Estado do Paraná foram ressaltados por Beto Richa. “Estamos aqui para demonstrar o respeito e a consideração do governo ao cooperativismo, que contribui de forma decisiva para o desenvolvimento econômico e social do Paraná. O setor gera 1,5 milhão de empregos, recolhe R$ 1,2 bilhão em impostos, participa com 55% do PIB agropecuário paranaense e exportou US$ 2,2 bilhões. Nossa intenção é fortalecer cada vez mais o cooperativismo”, afirmou.
Crescimento – Em seu pronunciamento, o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, ressaltou que o cooperativismo paranaense deve registrar mais um ano de crescimento. “Deveremos passar dos R$ 32 bilhões alcançados em 2011 para R$ 35 bilhões este ano, valor que pode ser ainda maior em função do desempenho do segundo semestre. Lembramos ainda que o cooperativismo de crédito já atingiu mais de R$ 12 bilhões de ativos e que ele responde por mais de 20% da aplicação dos recursos do crédito rural no Paraná. O ramo saúde atende a mais de 1,8 milhão de usuários. O setor está avançando também em outros ramos como educação, infraestrutura, transportes, trabalho”, ressaltou. “Assim, o cooperativismo paranaense está contribuindo para construir um mundo melhor, mais justo e com distribuição de renda”, acrescentou.
Modelo – Para o superintendente da OCB, que acompanha o evento desde sexta-feira (22/11), inclusive a realização do Encontro de Núcleos Cooperativos da Ocepar, o modelo de discussão praticado no Paraná é um exemplo a ser copiado. “Ao presenciarmos as apresentações, saímos mais convictos de que é uma ferramenta democrática para discutir assuntos do sistema. O modelo está sendo levado pela OCB, nacionalmente, como uma assertiva de funcionamento que pode ser copiada por outras organizações estaduais no país”, comentou.
Intercooperação – O resultado alcançado pela prática da intercooperação foi outro ponto abordado no evento e destacado por Nobile e pelo superintendente do Sescoop, Luís Tadeu Prudente Santos. A união das cooperativas Castrolanda e Batavo foi apresentada como exemplo eficaz para se chegar a um desenvolvimento conjunto, com a minimização de custos.
Formação – Luís Tadeu também fez uma avaliação dos 13 anos de existência do Sescoop, que já capacitou cerca de 2,6 milhões de pessoas e atendeu a 1,8 milhão com ações de promoção social. “Com certeza, os números aferem que estamos no caminho certo. Em 2012, por exemplo, investimos muito na informatização do sistema para que os dados cheguem o mais rápido possível em toda base, afinal estamos num país de extensão continental”, disse. Para o próximo ano, segundo ele, a meta é “implantar o mais breve possível o ensino a distância, estamos com programas direcionados a diversos ramos do cooperativismo com assuntos específicos atendendo as demandas dos estados”, destacou. (Com informações do Sistema Ocepar)
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“Representatividade político-institucional: eficácia e resultado” foi o tema abordado hoje (23/11) pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, no I Congresso Distrital de Cooperativismo. “O trabalho de representação é determinante para o crescimento e o sucesso de um sistema, mostra seu poder de organização. Seu objetivo é garantir um ambiente favorável ao desenvolvimento do setor, com ações diretas frente, principalmente, aos três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. Essa é a nossa missão”, ressaltou o líder cooperativista em sua apresentação. O evento, que é uma iniciativa do Sistema OCDF, reúne representantes do movimento, além de autoridades.
Freitas também destacou a importância da participação da base nesse processo. “As vitórias de uma representação efetiva refletem, na realidade, uma base sólida e participativa. São vocês, na ponta, que nos trazem o sentimento e as bandeiras prioritárias a serem trabalhadas”, comentou o dirigente. Ele citou como exemplo a instituição do Ano Internacional das Cooperativas, pela Organização das Nações Unidas (ONU).
“Fizemos um trabalho de sensibilização com as Nações Unidas, que teve início ainda quando o Roberto Rodrigues era presidente da Aliança Cooperativa Internacional. Com essa ação, conseguimos chamar a atenção da ONU para o papel que o setor desempenhou na mitigação dos efeitos da crise no mundo e a sua contribuição na geração de trabalho e renda”, comentou.
Outras ações - Nesse contexto, o presidente do Sistema OCB listou outras conquistas alcançadas durante 2012, fruto da representação político-institucional. “Durante o ano, registradas várias vitórias, como: a sanção da lei que regulamenta as relações entre as cooperativas de trabalho e os tomadores de serviços; uma loteria federal, uma moeda e um selo comemorativos ao Ano Internacional das Cooperativas. Além disso, destaca-se a nomeação de Roberto Rodrigues para o cargo de embaixador especial do cooperativismo mundial na FAO”, disse.
Reunidos nesta quinta-feira (22/11) em audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), representantes das usinas sucroalcooleiras e dos produtores de cana-de-açúcar cobraram do governo uma política permanente para o etanol, capaz de reverter as quedas na produção e ampliar a participação do combustível na matriz energética brasileira. O analista de Ramos e Mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) Paulo César Dias acompanhou os debates realizados no Senado Federal, em Brasília (DF).
Ao lado de um marco regulatório, que dê confiança aos investidores quanto ao cenário no médio e no longo prazo, representantes do setor defenderam a adoção imediata do aumento da cota de álcool anidro na gasolina, de 20% para 25%, e a desoneração sobre a produção de etanol, além de medidas de apoio aos agricultores, para recuperação da produtividade das lavouras.
Antônio de Pádua Rodrigues, presidente interino da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), contou que a expansão de etanol verificada a partir de 2000 foi interrompida em 2008 e, desde então, o mercado está em retração.
Como resultado, disse, 41 usinas já fecharam e a sexta parte das que estão em operação acumulam dívidas que equivalem a seu faturamento bruto. Ele reclama que o apoio governamental dado à produção de gasolina, com a redução de tributos, por exemplo, não chega ao setor sucroalcooleiro.
O representante do Ministério de Minas e Energia, Ricardo de Gusmão Dornelles, negou a existência de desequilíbrio nos incentivos e afirmou que há desoneração de impostos regulatórios também sobre os biocombustíveis. Quanto à incidência de PIS e Cofins, Dornelles observou que, não sendo regulatórios, continuam onerando o etanol. "No entanto, o governo avalia a possibilidade de também reduzir PIS/Cofins, sem afetar a estabilidade fiscal e monetária do país", informou.
Em defesa da atividade sucroalcooleira, o senador Benedito de Lira (PP-AL) pediu ao governo que dê ao setor os mesmos incentivos que têm sido dados à industria automobilística e à de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
Os incentivos governamentais se justificam, na opinião do presidente da CRA, Acir Gurgacz (PDT-RO), tendo em vista ser o setor responsável por 12% do PIB do agronegócio e 2% do PIB nacional, conforme dados citados pelo parlamentar.
Açúcar x etanol
Ao comentar afirmação de que a queda de volume de etanol foi decorrente da migração das usinas para a produção de açúcar, por conta do melhor preço desse produto, Antonio de Pádua disse ter sido essa flexibilidade que evitou o agravamento das perdas com o etanol. No entanto, ele avalia que a queda do preço do açúcar nos últimos dois anos comprometerá ainda mais a rentabilidade da indústria e a remuneração de agricultores.
Mesmo considerando lícito que empresas visem o produto com melhor preço, o representante do Ministério de Minas e Energia ponderou que a participação no mercado de energia exige maior comprometimento do que o exigido do mercado de commodities agrícolas em geral. "Não se pode reduzir a produção [de etanol] em um momento, para resolver problema de rentabilidade", disse Ricardo Dornelles.
Em resposta, Antonio de Pádua afirmou que, havendo política que recupere e preserve a rentabilidade do setor, haverá contrapartida. "Se o governo sinalizar com uma política pública que beneficie aqueles que se comprometerem com o etanol hidratado, o setor está preparado para assumir o compromisso do mandato de produção de etanol", afirmou.
Dificuldades dos agricultores
Os problemas e as demandas específicas dos produtores de cana-de-açúcar também foram discutidos na audiência pública. Na visão do presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério Nogueira, os mais prejudicados hoje são os produtores que têm a atividade como principal fonte de renda, os quais respondem por 60% da produção nacional.
Conforme explicou, os demais 40% são provenientes de grandes grupos econômicos, para os quais a cana é atividade secundária. "Esses grupos tem melhor condição de suporte. A solução tem que ser dirigida ao produtor genuíno de cana, que representa 60% da produção nacional, mas em Alagoas e no Nordeste representa 100% da cana produzida", opinou Nogueira.
No mesmo sentido, Maria Cristina Pacheco, vice-presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil, defendeu investimentos para a recuperação da produtividade das lavouras, afetadas por problemas climáticos, incidência de doenças e falta de recursos para melhoria dos solos após as colheitas.
Marco regulatório
Para o setor, a definição de um marco regulatório e a adoção de políticas de longo prazo dariam confiança aos investidores, aos usineiros e aos produtores, que precisam dessa sinalização para assumir novos investimentos e fazer frente às dificuldades atuais. "Está na hora do governo dar previsibilidade ao mercado e entender que etanol e gasolina não são concorrentes, mas complementares", disse Luiz Custódio Cotta Martins, coordenador do Fórum Nacional Sucroenergético.
Também Maria Cristina Pacheco considerou urgente a definição de políticas que permaneçam além do tempo de mandato dos governantes e indiquem ao produtor de cana-de-açúcar que ele pode voltar a investir na atividade.
Ao final dos debates, o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) lembrou que tramita na comissão projeto, relatado por ele, que estabelece a política nacional para os biocombustíveis (PLS 219/2010), cuja aprovação beneficiará a produção de etanol no Brasil. (Fonte: Agência Senado)
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