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06/04/2026
Cooperativismo é contemplado em Plano Nacional de Bioeconomia
Iniciativa prevê R$ 350 milhões em investimentos e busca estruturar nova lógica produtiva no país
Notícias eventos
25/01/2026
Coops Day | Se Liga no Sistema OCB
No mundo inteiro, o Dia Internacional das Cooperativas (Coops Day) celebra o papel transformador das cooperativas na construção de um futuro mais justo e sustentável.
Neste episódio do Se Liga no Sistema OCB, a analista de Inovação Hellen Beck bate um papo com a superintendente Tania Zanella sobre as ações especiais que o Sistema OCB preparou para marcar essa data em um ano tão simbólico: o Ano Internacional das Cooperativas.
Dá o play e confira!
Notícias representação
03/01/2026
Nota Conjunta sobre a atuação do Banco Central do Brasil
Notícias representação
29/12/2025
Retrospectiva institucional: o legado do coop brasileiro em 2025
Sistema OCB ampliou presença institucional, fortaleceu diálogo internacional e consolidou movimento como modelo de desenvolvimento sustentável
2025 ficará registrado como um dos anos mais estratégicos da história do cooperativismo brasileiro. Em um contexto global marcado por desafios climáticos, econômicos e sociais, o Sistema OCB ampliou sua presença, fortaleceu o diálogo internacional e projetou o cooperativismo como uma resposta concreta para o desenvolvimento sustentável. A celebração do Ano Internacional das Cooperativas deu o tom dessa trajetória, que combinou comunicação, articulação global e ações de campo.
Um ano para mostrar o valor da cooperação
Alinhado ao reconhecimento internacional do coop, o Sistema OCB lançou uma ampla campanha de comunicação nacional para dialogar diretamente com a sociedade: Bora cooperar por um mundo melhor? A estratégia buscou traduzir, de forma inspiradora, o impacto real das cooperativas na vida das pessoas e nos territórios. Estruturada em três fases ao longo do ano, a campanha percorreu desde uma abordagem mais conceitual e inspiracional até a apresentação de histórias reais e, por fim, o aprofundamento da agenda ESG.
Já o Dia Internacional do Cooperativismo foi marcado por ações simbólicas e de forte impacto, que projetaram o cooperativismo brasileiro para o mundo. Produções audiovisuais especiais resgataram a trajetória histórica do movimento. A estratégia incluiu ainda conteúdos editoriais em grandes portais e ativações urbanas que levaram a mensagem da cooperação a públicos diversos. O Coops Day foi tratado como um marco de posicionamento institucional.
Cultura cooperativa como legado
Outro destaque de 2025 foi o investimento na valorização da memória e da identidade do coop. O lançamento do Mapa Digital do Patrimônio Cultural Cooperativo e do livro e exposição fotográfica Cooperativas do Brasil: Retratos de um mundo melhor, consolidaram um legado que une história, inovação e pertencimento.
Esse legado foi complementado pelo documentário Histórias de um Mundo Melhor, que reúne histórias de agricultores, extrativistas, profissionais da saúde, jovens, lideranças comunitárias e empreendedores que encontraram no modelo cooperativista um caminho para gerar renda, fortalecer comunidades e preservar tradições locais.
Cooperativismo e clima: da narrativa à prática
A agenda climática ocupou espaço central na atuação institucional do Sistema OCB. A preparação para a conferência do clima realizada no Brasil incluiu iniciativas inovadoras de aproximação com formuladores de políticas públicas, órgãos internacionais e imprensa.
A imersão pré-COP30 levou representantes de ministérios, bancos de desenvolvimento e agências multilaterais a vivenciar, no campo, experiências cooperativistas no Sul e no Norte do país. O contato direto com cooperativas de crédito, agroindústrias, organizações extrativistas, hospitais e projetos comunitários mostrou, na prática, como o cooperativismo entrega resultados alinhados à sustentabilidade, à inclusão produtiva e à preservação ambiental.
Poucos meses depois, uma press trip, organizada também pelo Sistema OCB, reuniu jornalistas em diferentes regiões da Amazônia. As reportagens resultantes contribuíram para qualificar o debate público e apresentar o cooperativismo como solução concreta para desafios globais.
Protagonismo na conferência do clima
Durante a COP30, o coop brasileiro ocupou espaços estratégicos e participou ativamente dos principais debates. A presença em todas as zonas oficiais do evento consolidou o setor como articulador de soluções baseadas no território, com foco em produção sustentável, segurança alimentar, financiamento verde, seguros e transição justa.
Ao longo da programação, dezenas de painéis, oficinas e casos práticos mostraram como as cooperativas já atuam na redução de emissões, na adaptação climática e na geração de renda. A celebração do Ano Internacional das Cooperativas, realizada durante o evento, simbolizou o reconhecimento global do modelo e encerrou um ciclo de visibilidade sem precedentes.
Um legado que aponta para o futuro
2025 deixou um legado institucional robusto para o cooperativismo brasileiro. Em um ano histórico, o movimento se consolidou como parte essencial da solução no Brasil e no mundo. Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o ano representa a consolidação de um modelo que coloca as pessoas no centro das decisões.
“O cooperativismo mostrou, em 2025, que é parte essencial da solução para os desafios do nosso tempo. Não falamos apenas de discurso, mas de resultados concretos: geração de renda, inclusão social, produção sustentável e fortalecimento das comunidades. Esse é o legado que deixamos e o caminho que seguimos construindo, juntos”, afirmou.
Saiba Mais:
Sistema OCB amplia voz política e cooperação climática em 2025
Relatório da ONU cita o coop como solução local para ação climática
Avanços regulatórios e políticas públicas fortaleceram o coop em 2025
Notícias saber cooperar
29/12/2025
Cinco conquistas do Ano Internacional das Cooperativas
O cooperativismo brasileiro encerra 2025 com conquistas que reforçam sua relevância econômica, social e institucional. Ao longo do Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o movimento ampliou sua visibilidade, fortaleceu parcerias e consolidou seu papel como força capaz de construir um mundo melhor e promover soluções para desafios globais de desenvolvimento sustentável.
“O Ano Internacional nos deixa um legado de avanços concretos: maior reconhecimento institucional, mais articulação com os poderes públicos, fortalecimento da governança e da integração com agendas globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Com o respaldo da ONU, as cooperativas mostraram, na prática, que é possível gerar crescimento econômico com responsabilidade social e protagonismo coletivo”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Confira cinco conquistas do Ano Internacional das Cooperativas 2025:
Mais visibilidade para o coop
A declaração de 2025 como Ano Internacional das Cooperativas é um marco histórico que chamou a atenção do mundo para o nosso modelo de negócios e permitiu que o movimento cooperativista ampliasse sua atuação global.
No Brasil, a campanha SomosCoop de 2025 teve como mote “Bora cooperar por um mundo melhor” e reforçou o impacto social e econômico do cooperativismo por meio de ações de comunicação e projetos de valorização do movimento. Na celebração do CoopsDay, em julho, uma ação inovadora do Sistema OCB levou o cooperativismo para as ruas de cinco capitais brasileiras, em projeções mapeadas vistas por milhares de pessoas. O coop também conquistou espaço em grandes veículos de comunicação, intensificou a atuação nas redes sociais por meio de parcerias estratégicas com influenciadores e reforçou laços com a imprensa, ampliando seu alcance entre os brasileiros.
Mais influência política do coop
O ano de 2025 foi um período de fortalecimento da articulação institucional do movimento cooperativista junto aos Três Poderes nos âmbitos local, estadual e federal. Uma das conquistas mais importantes foi a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional. De autoria do deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a proposta destaca a inserção do cooperativismo na sociedade brasileira e sua força transformadora.
Em julho, uma sessão solene na Câmara dos Deputados homenageou o Dia Internacional do Cooperativismo com a presença de parlamentares, lideranças cooperativistas e autoridades – entre elas o representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza. A homenagem destacou a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento do país e reforçou a necessidade de garantir políticas públicas que fortaleçam as cooperativas.
Mais ação climática coop
No Ano Internacional das Cooperativas, outro marco histórico também impulsionou a presença do coop nos debates globais: a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém (PA), com participação histórica das cooperativas. O movimento demonstrou, com cases reais, que é parte da solução para a crise climática em áreas como transição energética, agricultura de baixo carbono, financiamento verde, bioeconomia, segurança alimentar e fortalecimento de comunidades vulneráveis.
Mais de 60 cases cooperativistas foram apresentados na COP30, com participação presencial de 36 cooperativas em painéis em áreas estratégicas, entre elas a Blue Zone (onde ocorreram as negociações oficiais), na Green Zone, na AgriZone, na Casa do Seguro e no espaço Coop na COP 30, organizado em parceria com a ONU.
Mais orgulho de ser coop
O reconhecimento da ONU, a maior visibilidade do coop na sociedade e a repercussão nas redes sociais e na mídia impulsionaram o orgulho de ser coop entre os mais de 25,8 milhões de brasileiros que fazem parte do movimento.
Essa valorização do pertencimento a um modelo de negócios que gera impacto econômico e social de forma sustentável foi retratada no documentário Histórias de um mundo melhor: o Brasil que o cooperativismo transforma. A produção audiovisual percorreu as cinco regiões do país para contar histórias reais que mostram o impacto das cooperativas para as pessoas e suas comunidades. O resultado é um mosaico sensível e potente sobre como o coop amplia oportunidades e constrói um Brasil melhor. Além do documentário, o livro fotográfico Cooperativas do Brasil: retratos de um mundo melhor também reúne imagens e relatos de 60 cooperativas de todos os estados brasileiros que representam propósito, pertencimento e prosperidade nos locais onde atuam.
Mais coop pelo mundo
Para encerrar o Ano Internacional das Cooperativas e deixar um legado de reconhecimento, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) desenvolveu, com apoio do Sistema OCB, o Mapa do Patrimônio Cultural Cooperativo, um inventário digital de marcos históricos e simbólicos da cooperação nos cinco continentes.
A plataforma já reúne 31 locais simbólicos para o coop em 25 países e será atualizada de forma colaborativa. O Brasil está representado com o Monumento ao Cooperativismo, situado em Nova Petrópolis, berço da primeira cooperativa de crédito do país e Capital Nacional do Cooperativismo. A próxima etapa do projeto da ACI é a catalogação de tradições orais, práticas e rituais que incorporam a cultura cooperativa, compondo o patrimônio imaterial do coop pelo mundo.
Conheça as ações realizadas pelo cooperativismo brasileiro durante o Ano Internacional das Cooperativas no site especial.
Notícias representação
27/12/2025
Sistema OCB defende atuação do Banco Central do Brasil
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), entidade de representação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), nos termos da Lei n° 5.764/1971, alinhada à manifestação pública de outras associações do mercado, reitera o seu reconhecimento e apoio institucional à atuação técnica, independente e responsável do Banco Central do Brasil (BCB) no exercício de suas competências constitucionais e legais de regulação, supervisão e fiscalização das instituições financeiras.
O Banco Central do Brasil exerce papel essencial para a estabilidade, solidez e credibilidade do Sistema Financeiro Nacional, nos termos do art. 192 da Constituição Federal, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e da Lei Complementar nº 179, de 24 de fevereiro de 2021, que assegura sua autonomia técnica, operacional e decisória. Essa independência é condição indispensável para que os processos de supervisão ocorram com base em critérios objetivos, técnicos e isentos, livres de pressões circunstanciais, garantindo previsibilidade regulatória e segurança jurídica.
Para o cooperativismo de crédito brasileiro, que hoje responde por parcela relevante da inclusão financeira, do financiamento à atividade produtiva e do desenvolvimento local em milhares de municípios, a atuação firme, técnica e imparcial da autoridade supervisora é elemento central para a preservação da confiança dos cooperados e para a sustentabilidade do modelo cooperativo. A supervisão exercida pelo Banco Central contribui diretamente para o fortalecimento das boas práticas de governança, gestão de riscos e solvência das cooperativas de crédito.
A OCB reafirma que a independência do Banco Central nos processos de fiscalização e supervisão das entidades supervisionadas não constitui prerrogativa institucional isolada, mas sim um instrumento de proteção do interesse público, da poupança popular e da estabilidade do sistema financeiro como um todo. Questionamentos ou debates institucionais devem ocorrer nos marcos do devido processo legal, com respeito às competências legalmente estabelecidas e às instâncias próprias de controle.
Nesse contexto, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, por meio da OCB, reitera seu compromisso com a defesa da institucionalidade, da segurança jurídica e da autonomia técnica do Banco Central do Brasil, pilares fundamentais para o funcionamento equilibrado e sustentável do Sistema Financeiro Nacional.
Sistema OCB, 27/12/2025
Notícias representação
22/12/2025
Avanços regulatórios e políticas públicas fortaleceram o coop em 2025
Atuação técnica e política garantiu segurança jurídica, crédito, novos mercados e competitividade
A agenda de regulamentação e políticas governamentais foi um dos pilares da atuação do Sistema OCB em 2025. Em um ambiente legislativo marcado por reformas estruturais, medidas provisórias e decisões judiciais relevantes, o cooperativismo avançou em frentes decisivas para a segurança jurídica, o acesso a crédito, a sustentabilidade econômica e a ampliação de sua atuação em novos setores. O trabalho articulado com o Congresso Nacional, o Executivo, o Judiciário, órgãos reguladores e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) resultou em conquistas concretas para o movimento.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou a importância das realizações do ano. “Atuamos de forma técnica, permanente e articulada para garantir segurança jurídica, ampliar o acesso a crédito e fortalecer a competitividade das cooperativas em diferentes ramos, sempre com foco no desenvolvimento sustentável e no impacto positivo nos territórios”, afirmou.
Para o presidente da Frencoop, deputado Arnaldo Jardim (SP), “as conquistas regulatórias e legislativas do cooperativismo em 2025 refletem uma agenda construída com responsabilidade, visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento do país”.
Recuperação judicial
Um dos marcos do ano foi a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que definiu, por unanimidade, que créditos decorrentes de contratos entre cooperativas de crédito e seus associados configuram atos cooperativos e não se submetem aos efeitos da recuperação judicial. O entendimento em casos envolvendo cooperativas dos sistemas Sicredi e Sicoob, reafirmou os princípios da Lei 5.764/71 e fortaleceu a previsibilidade jurídica do setor, resultado de uma atuação contínua do Sistema OCB junto ao Judiciário.
Crédito, fundos públicos e desenvolvimento regional
A ampliação do acesso das cooperativas às políticas de crédito e aos fundos públicos foi uma das prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo em 2025. Ao longo do ano, o Sistema OCB apresentou estudos técnicos para fortalecer a atuação do cooperativismo de crédito nos Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE), defendendo ajustes normativos e operacionais. O diálogo envolveu ministérios, superintendências regionais, governos estaduais, parlamentares e conselhos gestores.
No Congresso, avançaram propostas estruturantes como o PLP 262/2019, que permite o acesso das cooperativas aos fundos de desenvolvimento regional (FDNE, FDA e FDCO), e a Lei nº 15.184/2025 que autoriza cooperativas a acessar diretamente recursos do FNDCT, principal fundo de financiamento à inovação do país.
Crédito consignado, trabalho e proteção social
Outro avanço relevante foi a sanção da Lei nº 15.179/2025, que moderniza as regras do crédito consignado. A atuação do Sistema OCB e da Frencoop foi decisiva para assegurar a manutenção dos convênios diretos entre cooperativas de crédito e empregadores fora da plataforma E-Consignado, preservando proximidade com o cooperado, taxas mais justas e continuidade operacional.
Na pauta trabalhista e previdenciária, o Sistema OCB contribuiu para o debate do PLP 42/2023, que trata do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) na aposentadoria especial, e acompanhou a Portaria MTE nº 1.039, que define critérios para habilitação na Plataforma Crédito do Trabalhador, avaliando seus impactos para as cooperativas de crédito.
Política agrícola, cadeias produtivas e gestão de riscos
A defesa de setores estratégicos também marcou o ano. Em audiência na Câmara dos Deputados, o Sistema OCB apresentou propostas para proteger a cadeia do leite, com foco em pequenos e médios produtores. A entidade defendeu a revisão de medidas antidumping contra importações da Argentina e do Uruguai, além de ações voltadas ao equilíbrio de mercado, à modernização produtiva e à qualificação da mão de obra.
O Sistema OCB acompanhou ainda o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, com R$ 78,2 bilhões destinados ao Pronaf, além de R$ 10,8 bilhões para outros programas destinados a esse público. E, ainda, do Plano Safra da Agricultura Empresarial 2025/2026, que disponibilizou R$ 516,2 bilhões em recursos. Na avaliação da presidente executiva, Tania Zanella, “os planos avançaram ao reconhecerem o papel das cooperativas, mas as condições de acesso ainda ficaram abaixo da demanda do setor”.
Na agenda de gestão de riscos, o cooperativismo manteve mobilização em torno de dois projetos com impactos diretos sobre a segurança econômica de atividades correlatas às atividades das cooperativas. O PL 2.951/2024, que trata do Seguro Rural, foi acompanhado pelo Sistema OCB com foco na ampliação da cobertura, na previsibilidade para produtores cooperados e no robustecimento do orçamento, considerados essenciais para estabilidade da produção agropecuária.
Já o PL 2.307/2023, que aborda a incidência da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) sobre ouro e ferro, foi monitorado em razão de seus efeitos sobre cooperativas inseridas nessas cadeias produtivas, com atuação para evitar impactos desproporcionais sobre custos, investimentos e geração de empregos nos territórios.
Tributação, energia e equilíbrio regulatório
A pauta tributária teve acompanhamento permanente em 2025. O Sistema OCB atuou contra o aumento do IOF, posicionando-se publicamente e acompanhando a tramitação do PDL 214/2025, suspendeu os efeitos do reajuste. Também alertou para os riscos da MP 1.303/2025, que propôs a tributação de LCAs e LCIs, defendendo previsibilidade e segurança jurídica ao lado de instituições como o BNDES.
No setor elétrico, a mobilização institucional garantiu a aprovação da MP 1.304/2025 sem o dispositivo que extinguia a subvenção por baixa densidade de carga, preservando a sustentabilidade das cooperativas de energia que atuam em áreas rurais e regiões remotas. E também a aprovação da Medida 1.300/2025, que garante ajustes imediatos no setor.
Agenda climática, inovação e novos mercados
A atuação também esteve alinhada às agendas climática e de inovação. O Sistema OCB participou das reuniões das Câmaras Consultivas do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), contribuindo para o debate sobre governança climática e o papel das cooperativas na implementação do Plano Clima.
Na economia verde, houve mobilização pela PEC da Reciclagem e avanço do PL 1.800/2021, que zera PIS e Cofins sobre a venda de resíduos recicláveis. Também avançaram o novo marco legal das PPPs (PL 7.063/17), e o PL 1.303/2022, que autoriza cooperativas a atuar em telecomunicações, e outras iniciativas voltadas à inovação, reciprocidade econômica e novos mercados.
“O aprimoramento das PPPs amplia a capacidade de investimento, fortalece a atuação das cooperativas em projetos estruturantes e contribui para levar serviços de qualidade a regiões onde o Estado e o mercado tradicional têm maior dificuldade de chegar.” avaliou o deputado Arnaldo Jardim.
Já em relação ao projeto que autoriza a atuação de cooperativas em telecomunicações, o deputado Evair de Melo (ES), autor da proposta, afirmou que “o texto reconhece o potencial das cooperativas para ampliar conectividade, inclusão digital e desenvolvimento regional, especialmente em áreas rurais e municípios de menor porte”.
Avanço regulatório no Ramo Seguros
Outro marco do ano foi o avanço na regulamentação das cooperativas de seguros. O Sistema OCB alinhou diretrizes regulatórias e modelos societários junto à Superintendência de Seguros Privados, com foco na construção de um ambiente regulatório adequado às especificidades do cooperativismo, garantindo solidez, transparência e segurança jurídica.
“Garantir regras claras, estabilidade regulatória e previsibilidade é essencial para que as cooperativas possam planejar, investir, gerar renda e ampliar seu papel no desenvolvimento econômico e social do país. Continuaremos trabalhando”, finalizou Tania.
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Notícias saber cooperar
22/12/2025
“Nunca fomos tão reconhecidos pela sociedade”, afirma Márcio Lopes de Freitas em balanço sobre o Ano Internacional das Cooperativas
O reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) ao cooperativismo em 2025 deixará um legado permanente para o movimento, com ganhos de visibilidade, ampliação de negócios e fortalecimento da representação institucional. A avaliação é do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que celebra o encerramento do período com o olhar para o futuro, trabalhando para consolidar conquistas e seguir mostrando ao mundo que as cooperativas são parte da solução para desafios econômicos, sociais e ambientais.
“A imagem do cooperativismo está mais moderna, mais próxima e mais confiável. O Ano Internacional das Cooperativas 2025 ampliou ainda mais essa exposição, conectando o Brasil a debates globais”, afirmou Lopes de Freitas em entrevista.
Entre as conquistas para o coop brasileiro durante o Ano Internacional, ele cita a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei (PL) 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, a participação histórica das cooperativas na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a ampliação do mercado de seguros para as cooperativas, entre outros avanços regulatórios e institucionais.
Para 2026, além de um novo modelo de governança estratégica – com Conselho de Administração e Diretoria Executiva – o Sistema OCB começa o ano com a missão de aprofundar a agenda propositiva sobre o coop, garantindo a defesa de interesses do movimento em planos de governo, nas plataformas legislativas e nas agendas estaduais e municipais.
Confira a entrevista completa:
Sistema OCB: Houve um aumento da visibilidade das cooperativas na imprensa, nas redes sociais e na sociedade em 2025. De que forma esse movimento foi construído ao longo do ano e quais os resultados desse conjunto de ações?
Márcio Lopes de Freitas: O crescimento da visibilidade é resultado de uma estratégia consistente: campanhas do movimento SomosCoop, maior presença nas redes sociais, aproximação com jornalistas, dados robustos apresentados no AnuárioCoop e o protagonismo das cooperativas em agendas sensíveis – como clima, crédito, segurança alimentar e desenvolvimento regional. As pesquisas mostram isso: nunca fomos tão reconhecidos pela sociedade. A imagem do cooperativismo está mais moderna, mais próxima e mais confiável. O Ano Internacional das Cooperativas 2025 ampliou ainda mais essa exposição, conectando o Brasil a debates globais e mostrando que o cooperativismo é solução real para desafios contemporâneos.
Qual o balanço da agenda do cooperativismo nos espaços públicos em 2025?
O cooperativismo brasileiro tem realmente trabalhado de forma cada vez mais intensa e efetiva sua representação institucional. No Ano Internacional das Cooperativas, atuamos de forma concentrada no Congresso, nas assembleias e nas câmaras municipais, com posicionamentos claros, propostas estruturadas e diálogo técnico permanente. O balanço é muito positivo: conquistamos avanços regulatórios importantes, ampliamos o reconhecimento do cooperativismo como ator estratégico para o desenvolvimento e aprofundamos o diálogo com o Executivo em temas como clima, energia, crédito e inclusão produtiva. O que faz diferença nesse processo é nossa abordagem propositiva. Em vez de reagir a agendas, levamos soluções prontas – com dados, impacto e articulação nos territórios. Isso mostra ao poder público que cooperativismo não é demanda: é oferta de políticas públicas eficazes.
Como a participação das cooperativas na COP30 contribuiu para essa agenda de reconhecimento?
A presença inédita e estruturada do cooperativismo brasileiro na COP30 é uma das maiores conquistas do Ano Internacional das Cooperativas. Levamos ao mundo um pavilhão próprio, painéis, oficinas, produtos da bioeconomia e experiências concretas em agricultura de baixo carbono, crédito verde, reciclagem e energias renováveis. Mostramos que o cooperativismo brasileiro não discursa – entrega. E isso foi determinante para posicionar nossas cooperativas como atores relevantes na implementação das políticas climáticas, na transição energética justa e na construção de economias mais resilientes. A COP30 abriu portas para novos acordos, parcerias e investimentos. E, principalmente, ampliou a autoestima das cooperativas brasileiras como soluções de impacto global.
Como a aprovação do Projeto de Lei (PL) 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, abre novas possibilidades para o movimento?
O reconhecimento do cooperativismo como manifestação cultural brasileira muda profundamente a forma como o país enxerga o nosso movimento. Estamos deixando de ser vistos apenas como um modelo econômico para sermos reconhecidos como parte da identidade nacional – uma forma brasileira de organizar trabalho, produção, solidariedade e vida comunitária. A mobilização da Frencoop [Frente Parlamentar do Cooperativismo no Congresso Nacional] no Ano Internacional das Cooperativas abre portas inéditas: preservação de práticas tradicionais, fortalecimento das cooperativas ligadas a territórios e culturas locais, valorização de saberes comunitários e inclusão do cooperativismo em políticas de turismo cultural, educação patrimonial e desenvolvimento regional. Em um país onde estamos presentes em milhares de municípios, esse marco reforça a mensagem de que cooperativismo não é apenas atividade econômica – é cultura viva, que atravessa gerações e molda territórios.
Quais os impactos de iniciativas internacionais como o Contrato por uma Nova Economia Global, a plataforma CM50 e a Estratégia Global da ACI 2026 - 2030 para o coop brasileiro?
Essas iniciativas inauguram uma nova etapa do cooperativismo no mundo. O Contrato Global, a plataforma CM50 e a Estratégia da ACI apontam para prioridades claras: resiliência comunitária, inclusão financeira, digitalização democrática, novas lideranças, segurança alimentar e climática. O Brasil está bem posicionado para essa agenda. Somos um dos maiores sistemas cooperativos do mundo, com impacto direto em setores essenciais como agro, crédito, saúde, energia, reciclagem e infraestrutura. Temos capilaridade, diversidade e resultados econômicos robustos. Mas também estamos desafiados. O novo marco global exige mais ambição. Precisamos intensificar a transição energética justa, ampliar o acesso ao financiamento verde, atuar em territórios vulneráveis e colocar jovens e mulheres no centro das decisões. Nosso compromisso é alinhar o planejamento do Sistema OCB à estratégia da ACI 2026-2030 e fazer do Brasil um dos protagonistas desse novo ciclo global do cooperativismo.
Para finalizar, quais as perspectivas do cooperativismo para 2026, ano eleitoral no Brasil?
De uma forma geral, para 2026, vejo três prioridades: consolidar o aumento da nossa visibilidade conquistada no Ano Internacional das Cooperativas, transformando-a em engajamento; aprofundar a narrativa de que as cooperativas são respostas práticas às crises ambiental, social e econômica; fortalecer agendas de juventude, inclusão de mulheres, inovação e bioeconomia, mostrando que o cooperativismo é tradição e futuro ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, será mais um ano de trabalho intenso e, acreditamos, conquistas efetivas. Vamos trabalhar para que o cooperativismo esteja presente nos planos de governo, nas plataformas legislativas e nas agendas estaduais e municipais. A prioridade será clara: transformar o legado do AIC 2025 e da COP30 em políticas públicas permanentes.
Entre os temas estratégicos estão: fortalecimento do crédito cooperativo e dos seguros; expansão das cooperativas de saúde, infraestrutura e reciclagem; bioeconomia e clima; inclusão produtiva; inovação, digitalização e formação de lideranças jovens e femininas. E, claro, também iremos acompanhar as eleições com responsabilidade institucional para garantir que o Brasil avance no reconhecimento das cooperativas como solução para emprego, renda, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
Notícias representação
22/12/2025
Sistema OCB amplia voz política e cooperação climática em 2025
Parcerias, acordos e presença na COP30 consolidaram papel do movimento na agenda
Ao longo de 2025, período marcado pelo Ano Internacional das Cooperativas, pela realização da COP30 no Brasil e por intensas agendas multilaterais, o Sistema OCB ampliou sua presença em espaços decisórios, fortaleceu alianças institucionais e projetou o modelo cooperativista como solução concreta para desafios econômicos, sociais e ambientais.
O ano começou com o lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2025, documento estratégico que consolidou as prioridades do movimento junto aos Três Poderes. A agenda reúne projetos de lei, políticas públicas e temas regulatórios com impacto direto para o setor, e orientou a atuação de representação institucional ao longo do ano.
A agenda climática foi um dos eixos centrais da atuação de representação institucional da entidade. No início do ano foi lançado o Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, com o tema Juntos por um futuro mais próspero e sustentável, estruturado em cinco eixos que incluem desde a segurança alimentar à adaptação e mitigação de riscos climáticos.
Em julho, a Imersão na Pré-COP30 reuniu autoridades nacionais e representantes de órgãos como Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Centro de Comércio Internacional (ITC). Durante cinco dias, o grupo conheceu experiências de cooperativas no Rio Grande do Sul e em Rondônia. A ação integrou a estratégia Coop na COP30, voltada a ampliar o reconhecimento do setor nas negociações internacionais. Em agosto, o Sistema OCB organizou uma Press Trip pela Amazônia, reunindo jornalistas de diversos veículos nacionais. A iniciativa ajudou a qualificar o debate público e posicionar o cooperativismo como resposta concreta aos desafios globais.
Na própria COP30, realizada em novembro, em Belém (PA), o cooperativismo ocupou espaços de destaque nas três zonas oficiais do evento — Green, Agri e Blue — e em áreas temáticas como a Casa do Seguro. No Pavilhão Coop, tecnologias sociais, produtos da sociobiodiversidade e modelos de governança deram visibilidade ao impacto econômico e socioambiental das cooperativas. A participação também reforçou debates sobre agricultura de baixo carbono, segurança alimentar, mercados de carbono, transição energética justa e gestão de riscos climáticos, além de ampliar parcerias institucionais e oportunidades de financiamento.
Projeção internacional e articulação global
Brasília sediou, em 2025, o encontro do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O evento reuniu lideranças de diversos países para debater estratégia, cooperação internacional e os rumos do cooperativismo no cenário pós-Ano Internacional das Cooperativas.
O ano também marcou a entrada das cooperativas brasileiras no CM50 — Círculo de Liderança de Cooperativas e Mútuas, rede global criada pela ACI para ampliar a influência do setor no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além disso, houve participação ativa na Assembleia da ACI, na 113ª Conferência Internacional do Trabalho, no Fórum Climático da ONU e no Grupo de Trabalho do G20 da ACI
A juventude cooperativista também ganhou projeção internacional com a representação brasileira na Conferência Internacional We the Youth (IFWY 2025), realizada em Seul, na Coreia do Sul. O evento reuniu jovens líderes de mais de 70 países para discutir paz, sustentabilidade e cooperação global.
Fortalecimento institucional e parcerias estratégicas
O projeto Conhecer para Cooperar seguiu aproximando o cooperativismo de crédito do poder público, por meio de visitas técnicas que apresentam boas práticas, impacto social e modelos de negócios que contribuem para a construção de políticas públicas mais aderentes à realidade do setor.
Outro destaque foi a assinatura de seis novos acordos de cooperação com órgãos do governo federal. Entre eles, o acordo de cinco anos com o BNDES, voltado à ampliação do acesso ao crédito, à inclusão financeira e ao fortalecimento do cooperativismo nas regiões Norte e Nordeste. Também foi celebrado um acordo com o Ministério da Educação (MEC), visando a melhoria da qualidade da educação brasileira e a promoção do desenvolvimento regional, por meio do fomento do cooperativismo como instrumento de desenvolvimento econômico e social.
Durante a COP30, ainda foram firmadas parcerias estratégicas com os ministérios de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), além da Natura, com foco em agricultura familiar, bioeconomia, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento sustentável.
A formalização de um Acordo de Cooperação Técnica com a Câmara dos Deputados, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi outro marco de 2025. A iniciativa amplia ações de formação cidadã e cria uma ponte educacional entre o Poder Legislativo e entidades do setor produtivo, com foco em jovens, estudantes e profissionais.
O acordo também prevê seminários, oficinas e cursos sobre processo legislativo e orçamento público, além do acesso a programas de pós-graduação e mestrado profissional da Câmara, mediante seleção.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, os resultados de 2025 refletem a maturidade institucional do movimento. “Esses acordos e articulações consolidam o cooperativismo como uma solução econômica, social e ambiental, capaz de integrar governo, empresas e sociedade em um ecossistema colaborativo voltado ao desenvolvimento sustentável”.
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19/12/2025
SomosCoop: Sistema OCB lança campanha inédita em 2026
Ação incentiva consumidores e cooperativas a fortalecerem a escolha por produtos com o carimbo SomosCoop
O cooperativismo brasileiro inicia 2026 com uma das maiores mobilizações de comunicação já feitas pelo Sistema OCB. No dia 23 de março, será lançada oficialmente a campanha Escolha o Coop, nova etapa do movimento SomosCoop, que traz uma proposta inédita: transformar o ato de consumir em uma escolha consciente, capaz de gerar impacto social, econômico e comunitário.
Construída a partir de pesquisas e da evolução das campanhas anteriores, a iniciativa tem uma mensagem simples, direta e orientada ao público, mas também estratégica para o fortalecimento das cooperativas. Ao estimular consumidores a buscar, reconhecer e escolher produtos e serviços cooperativos, a campanha amplia a presença do carimbo SomosCoop no mercado e engaja as cooperativas a aplicarem essa identificação em seus produtos e serviços. O objetivo é reforçar o pertencimento ao movimento e a visibilidade do modelo cooperativista no dia a dia das pessoas.
Para dar força à campanha, o Sistema OCB escolheu um dos rostos mais confiáveis e reconhecidos do país: Ana Maria Braga. A apresentadora será protagonista dos conteúdos digitais, para levar o Escolha o Coop de forma clara e acolhedora, características que consolidaram sua credibilidade ao longo de mais de duas décadas.
A campanha também contará com influenciadores digitais. Nath Finanças, especialista em educação financeira, será responsável por orientar o público sobre como tomar decisões financeiras mais conscientes utilizando os produtos das cooperativas de crédito. Já o humorista Ed Gama dará vida a um personagem lúdico e simpático: o carimbo SomosCoop. Por meio de conteúdos divertidos e interativos, Ed ajudará a aproximar o público da identidade visual do movimento.
“Com a campanha Escolha o Coop, queremos reforçar que consumir de cooperativas é uma decisão que transforma realidades. Quando o público reconhece o carimbo SomosCoop, ele entende que por trás daquele produto existe uma rede de trabalho, confiança e impacto positivo”, afirma Samara Araujo, gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB.
A campanha Escolha o Coop chega para abrir espaço para uma nova conversa com a sociedade. Em 2026, o cooperativismo quer estar onde as decisões acontecem: no carrinho de compras, no planejamento financeiro, na mesa da família e no consumo diário do brasileiro. Uma convocação para que cada pessoa faça uma escolha que transforma realidades: escolher o coop.
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18/12/2025
CMN acolhe pauta do CECO e moderniza captação municipal
Medida atualiza regras e amplia a atuação das cooperativas de crédito na retenção de riqueza nos municípios
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (19) a Resolução CMN nº 5.273, que moderniza as regras prudenciais aplicáveis à captação de recursos de municípios por cooperativas de crédito, reconhecendo a maturidade institucional e operacional do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) para atuar nesse segmento.
A possibilidade de captação de recursos públicos municipais por cooperativas de crédito tem fundamento legal na Lei Complementar nº 161, de 4 de janeiro de 2018, e estava regulamentada, no âmbito infralegal, pela Resolução CMN nº 5.051, de 25 de novembro de 2022, especialmente em seu Capítulo IV. Desde então, o tema vem sendo objeto de acompanhamento e aprimoramento contínuo pelo Banco Central do Brasil.
No âmbito do Sistema OCB, a modernização dessas regras figura como pauta prioritária do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (CECO) desde 2020, em razão da relevância do tema para o fortalecimento da atuação das cooperativas e a retenção da riqueza nos próprios municípios.
Passados quase seis anos da autorização legal, o SNCC tem sua maturidade, mais uma vez, reconhecida pelo Banco Central do Brasil, o que se materializa na edição dessa nova norma, com ajustes relevantes no regime prudencial aplicável à captação desses recursos.
Principais avanços trazidos pela nova Resolução
A nova norma estabelece um conjunto de medidas que ampliam a flexibilidade operacional das cooperativas, sem prejuízo da solidez do sistema. Entre os principais pontos, destacam-se:
Limite de captação de recursos municipais fixado em até 5% do total de depósitos da cooperativa, ou “o somatório dos saldos captados de municípios com cobertura assegurada por fundo garantidor, de vinculação obrigatória por regulação do CMN”, prevalecendo o maior desses valores;
Livre aplicação dos recursos captados;
Permissão para captação por meio de contas de pagamento, sem limitação de valor;
Prazo de adaptação até 31 de dezembro de 2026, permitindo que as cooperativas promovam os ajustes necessários em seus processos e sistemas;
Elevação do limite para 6% do total de depósitos, no caso de cooperativas filiadas a sistemas cooperativos de dois ou três níveis que mantenham mecanismo de garantias recíprocas capaz de prover liquidez às cooperativas singulares.
Além de ampliar a capacidade das cooperativas de crédito de atenderem aos municípios de forma eficiente e segura, a medida reforça o papel do SNCC no fomento ao desenvolvimento local, ampliando a concorrência no mercado e oferecendo aos entes municipais alternativas alinhadas aos princípios da cooperação, da proximidade e do compromisso com as economias regionais.
O Sistema OCB seguirá acompanhando atentamente a implementação da nova norma e atuando para que o cooperativismo de crédito cumpra o seu papel de agente de desenvolvimento.
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Notícias representação
18/12/2025
Arnaldo Jardim consolida protagonismo do coop no Congresso em 2025
Atuação do parlamentar garantiu avanços legislativos e novas oportunidades para o movimento
Ao longo de 2025, o cooperativismo brasileiro contou com uma atuação decisiva no Congresso Nacional para avançar em pautas estruturantes, defender direitos e ampliar o espaço das cooperativas nas políticas públicas. À frente desse movimento esteve o deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).
Com uma agenda intensa de articulação política, relatorias estratégicas e diálogo permanente com o Sistema OCB, o parlamentar foi protagonista em conquistas que impactam diretamente os ramos Crédito, Agro, Infraestrutura, Saúde, Seguros, Consumo, Transporte e Trabalho, além de fortalecer o reconhecimento institucional do cooperativismo no Brasil e no cenário internacional.
Um dos marcos do ano foi a aprovação do projeto que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional (PL 357/2025), de autoria do próprio deputado. A proposta, aprovada na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado Federal, reforça o entendimento de que o cooperativismo vai além de um modelo econômico e expressa valores como solidariedade, democracia, participação coletiva e desenvolvimento regional.
A iniciativa é uma das prioridades do Sistema OCB no Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela ONU em 2025. “O cooperativismo é uma forma de organização econômica, mas também é uma expressão cultural do Brasil profundo, que gera desenvolvimento com inclusão e identidade territorial”, afirmou o deputado.
Articulações
Outro destaque relevante foi a atuação de Arnaldo Jardim como relator do novo marco legal das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões. A modernização das regras amplia a segurança jurídica e cria condições para que cooperativas participem de contratos de longo prazo em áreas como saúde, infraestrutura, saneamento, armazenagem e serviços públicos.
No campo econômico e produtivo, o deputado teve papel central na articulação do Projeto de Lei da Reciprocidade (PL 2.088/2023), aprovado pelo Congresso e transformado na Lei nº 15.122/2025. Como relator da matéria, Arnaldo conduziu o diálogo entre diferentes bancadas e frentes parlamentares para assegurar um instrumento de defesa comercial que protege as exportações brasileiras contra barreiras abusivas impostas por outros países, uma pauta sensível para cooperativas agropecuárias e exportadoras.
Valorização
A agenda de sustentabilidade também ganhou força em 2025 com a apresentação da PEC da Reciclagem (PEC 34/2025), de autoria do deputado. A proposta cria um regime fiscal diferenciado para operações com materiais reciclados, fortalece a economia circular e reconhece o papel estratégico das cooperativas de catadores.
A iniciativa foi construída em diálogo com o Sistema OCB e representa um avanço relevante na valorização social, ambiental e econômica do setor. “A proposta quer corrigir distorções da reforma tributária e dar mais competitividade para a reciclagem. A ideia é simples: insumos reciclados terão tratamento tributário mais vantajoso do que aqueles retirados diretamente da natureza”, explicou Arnaldo.
No cooperativismo de crédito, a atuação do parlamentar foi decisiva para defender a inclusão das cooperativas — especialmente as independentes — no Programa Crédito do Trabalhador. Em lives, audiências e articulações no Executivo e no Legislativo, Arnaldo Jardim reforçou a necessidade de garantir condições equitativas de participação, além de destacar a capilaridade, as taxas mais baixas e o papel das cooperativas na democratização do crédito.
A atuação se estendeu ainda a pautas sensíveis, como a manifestação contrária ao aumento do IOF, que impactaria diretamente o custo do crédito e os investimentos produtivos, e à mobilização que resultou na retirada de dispositivos prejudiciais às cooperativas de energia durante a tramitação da reforma do setor elétrico. Em ambos os casos, a Frencoop, sob a presidência de Arnaldo Jardim, atuou de forma coordenada com o Sistema OCB e outras frentes do setor produtivo.
Diálogo
Além das votações e articulações legislativas, o deputado também teve presença ativa em eventos estratégicos promovidos pelo Sistema OCB, como os seminários sobre cooperativismo de crédito, seguros, desenvolvimento econômico e sustentabilidade, reforçando o diálogo entre Parlamento, governo, cooperativas e sociedade.
Em um ano simbólico para o setor, marcado pelo reconhecimento internacional do cooperativismo, o trabalho desenvolvido no Congresso Nacional contribuiu para fortalecer o ambiente institucional, ampliar oportunidades e consolidar o cooperativismo como vetor de desenvolvimento econômico e social no país. “Cooperativas constroem um mundo melhor — e o Parlamento tem a responsabilidade de criar as condições para que isso aconteça na prática”, concluiu Arnaldo.
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18/12/2025
Relatório da ONU cita o coop como solução local para ação climática
Case brasileiro integra publicação sobre a COP30 e reforça papel do modelo na aceleração dos ODS
O coop brasileiro finaliza o ano com mais reconhecimento internacional. O Sicredi foi citado no relatório Road to Belém: The Local Way, da Coalizão Local 2030, iniciativa apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), como um dos cases globais de soluções locais para ação climática e aceleração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
No documento, o Sicredi aparece como exemplo de financiamento verde cooperativo voltado ao fortalecimento das economias locais, com destaque para iniciativas que promovem a transição energética, a resiliência climática e a inclusão social no meio rural. O relatório reconhece o papel do modelo cooperativista na democratização do acesso ao crédito e na reinversão dos recursos nas próprias comunidades.
O reconhecimento internacional dialoga diretamente com a estratégia do Sistema OCB de posicionar o cooperativismo como parte da solução para os desafios climáticos globais. Nas últimas Conferências do Clima, o movimento tem ampliado sua presença e protagonismo ao levar experiências concretas de cooperativas brasileiras para os espaços de negociação e debate internacional.
Foi nesse contexto que o case do Sicredi integrou o conjunto de iniciativas selecionadas por meio de edital promovido pelo Sistema OCB, voltado à curadoria de boas práticas cooperativistas com impacto socioambiental. As experiências escolhidas foram apresentadas nos estandes do cooperativismo, do governo federal e de entidades parceiras durante a programação da COP, reforçando a narrativa de que soluções construídas a partir dos territórios são fundamentais para enfrentar a crise climática.
O relatório da ONU destaca, entre outros pontos, o alcance do Sicredi no financiamento da agricultura familiar, o apoio a projetos de energia limpa e a criação de mecanismos internos voltados à sustentabilidade, como fundos verdes. A publicação também aponta o potencial de replicação do modelo cooperativista em outros países, especialmente em regiões com forte presença rural e necessidade de ampliar o acesso ao financiamento climático.
“Esse destaque ao Sicredi mostra que o cooperativismo entrega soluções reais, construídas a partir das comunidades, com impacto mensurável na vida das pessoas e no enfrentamento das mudanças climáticas. Levar essas experiências para o centro do debate internacional é fundamental para mostrar que desenvolvimento sustentável se faz com inclusão, governança e cooperação”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas
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17/12/2025
Projeto que atualiza regras de premiações financeiras avança
PL 3162/2024 foi aprovado na CFT e amplia formatos de prêmios, incluindo cotas em cooperativas
A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3.162/2024, que permite a premiação em forma de quota parte em sociedade cooperativa. A proposta altera a Lei 5.768, de 1971, que trata da distribuição gratuita de prêmios e adequa o texto à realidade do sistema financeiro atual. O projeto é de autoria do deputado Sérgio Souza (PR), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que liderou as negociações para aprovação da proposta na Comissão. O PL foi relatado pelo deputado Josenildo (AP) e recebeu parecer favorável na CFT, com emendas construídas juntamente com o Sistema OCB e os sistemas cooperativos de crédito. A modernização da lei busca acompanhar a evolução do mercado e dar mais liberdade para que instituições financeiras inovem na relação com seus clientes e associados.
“A legislação de promoções comerciais ficou parada no tempo. Esse projeto atualiza as regras, amplia as opções de premiação e valoriza modelos como o cooperativismo, que estimulam a participação, a educação financeira e o desenvolvimento econômico”, destacou Sérgio Souza.
Para o cooperativismo de crédito, o avanço do PL 3.162/2024 representa um reconhecimento importante. A possibilidade de oferecer cotas partes como premiação reforça a natureza associativa das cooperativas, estimula a educação financeira e aproxima ainda mais os cooperados do modelo de negócio, baseado na participação e no fortalecimento coletivo.
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17/12/2025
CFT aprova acesso de cooperativas a fundos de desenvolvimento regional
PLP 262/2019 avança na Câmara e inclui cooperativas entre beneficiárias do FDNE, FDA e FDCO
A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, que amplia o acesso das cooperativas a importantes instrumentos de financiamento do desenvolvimento regional. O texto permite que cooperativas passem a ser beneficiárias dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), da Amazônia (FDA) e do Centro-Oeste (FDCO).
De autoria do senador Flávio Arns (PR), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto altera dispositivos de medidas provisórias editadas em 2001 e da Lei Complementar 129/2009, que trata da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Na prática, a proposta corrige uma lacuna histórica ao citar de forma expressa as cooperativas como agentes aptos a acessar políticas públicas de fomento voltadas à redução das desigualdades regionais.
Relatora da matéria na comissão, a deputada , Marussa Boldrin (GO), integrante da diretoria da Frencoop, destacou que a inclusão das cooperativas fortalece o alcance dos fundos e amplia o impacto social e econômico dos investimentos. O parecer foi aprovado sem alterações. “As cooperativas estão presentes onde muitas vezes o Estado e o mercado tradicional não chegam. Ao permitir o acesso aos fundos, estamos fortalecendo um modelo econômico que gera oportunidades, fixa pessoas no território e promove desenvolvimento com inclusão”, afirmou.
Com a aprovação do PLP 262, cooperativas de diferentes ramos — como agropecuário e infraestrutura — poderão apresentar projetos e acessar financiamentos em condições mais adequadas à sua natureza econômica e social. Isso significa mais investimentos, geração de renda local, fortalecimento da produção regional e estímulo à economia dos territórios onde as cooperativas atuam.
Para o Sistema OCB, a medida representa um avanço importante no reconhecimento do cooperativismo como instrumento de desenvolvimento econômico. “Ao permitir o acesso direto aos fundos, o projeto contribui para dar escala a iniciativas coletivas que já demonstram capacidade de promover desenvolvimento com inclusão, governança e compromisso com as comunidades locais”, destaca o presidente do Conselho de Administração da entidade, Márcio Lopes de Freitas.
Próximos passos Com a aprovação na Comissão de Finanças e Tributação, o PLP 262/2019 segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Após a aprovação nessa etapa, o texto estará apto a seguir para o Plenário da Câmara.
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Notícias saber cooperar
17/12/2025
Memes potencializam presença digital das cooperativas
A palavra meme entrou para o vocabulário de quem usa redes sociais há alguns anos e o conceito se tornou uma ferramenta estratégica de comunicação digital, inclusive no cooperativismo. De acordo com os dicionários, trata-se de “breve imagem, vídeo, texto ou semelhante, com efeito humorístico ou satírico, que se propaga rapidamente através das redes sociais, muitas vezes com pequenas variações”. Na prática, um meme tem poder para impulsionar a presença digital de uma pessoa comum, de um influenciador ou até de uma instituição com conteúdos que viralizam, geram engajamento e ampliam o alcance da mensagem.
Apesar de estarem constantemente relacionados à diversão e entretenimento, os memes também têm uma função importante de construção de identidade coletiva por meio de uma linguagem própria e uso de símbolos culturais, políticos ou sociais.
Por toda essa abrangência, os memes chegaram para ficar na comunicação cooperativista. De forma descontraída, eles transmitem mensagens complexas de maneira envolvente e têm ganhado espaço entre as contas institucionais de cooperativas que buscam inovar e se aproximar do público.
“Os memes são uma ferramenta poderosa quando falamos de estratégia de comunicação. Esse tipo de linguagem causa impacto e ajuda a aproximar a mensagem do cooperativismo de mais pessoas, conectando gestão estratégica e propósito dentro do movimento cooperativista”, destaca a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.
Segundo ela, na era da cultura digital, com várias páginas e conteúdos competindo para se destacar, o uso dos memes pode ser uma estratégia valiosa para o cooperativismo, para gerar engajamento e nas redes sociais, desde que usados com critério.
O poder das trends
Como usar os memes na comunicação da sua cooperativa? Para começar, é preciso entender a diferença entre eles e as trends, outra ferramenta de engajamento digital:
As trends são mobilizações amplas e repetidas nas redes sociais. Tradução em inglês da palavra tendência, elas se referem a um comportamento que ganha popularidade de forma rápida e exponencial nas redes sociais. Um exemplo foram os desenhos feitos pela inteligência artificial inspirados em um estúdio de cinema japonês, que viralizaram no primeiro semestre deste ano. A página do SomosCoop no Instagram embarcou na trend dos animes e fez a sua versão com os personagens da série SomosCoop na Estrada.
Já os memes têm como característica principal o humor ou a ironia e, muitas vezes, são conteúdos culturais, reproduzidos em várias versões e contextos. Um exemplo que vem do coop é a publicação do Sicoob Credsaopaulo no Instagram, que utilizou o meme em que a personagem Nazaré Tedesco parece confusa em meio a números para falar sobre educação financeira e a importância das cooperativas de crédito nesse processo. “Que tal não ficar mais assim igual a icônica Nazaré Tedesco, tentando lembrar onde gastou o dinheiro? Conte conosco para te ajudar na educação financeira!”, dizia a legenda do post.
Mais engajamento para o coop
O uso dos memes e trends como estratégia de comunicação também vem sendo colocado em prática pelo Sistema OCB em suas redes sociais oficiais com resultados expressivos. Em abril, um vídeo sobre como a Geração Z descreveria o cooperativismo fez sucesso na página @somoscoop no Instagram, com mais de 8 mil curtidas e cerca de mil comentários. O post agregou diversas gerações que se sentiram representadas pelo gerente financeiro do Sistema OCB, Fabio Luis Trinca, surpreendido com as gírias da nova geração para falar sobre o cooperativismo de forma leve e divertida.
Depois do post do SomosCoop, várias cooperativas também entraram na trend, como a Viacredi, do Sistema Ailos. O escolhido para apresentar o cooperativismo no estilo da Geração Z foi o diretor executivo da coop, Marcelo Cestari, que conquistou quase 2 mil likes com sua atuação descontraída.
Em setembro, o @somoscoop trouxe a série Wandinha, sucesso nos streamings, para conectar o público mais jovem ao cooperativismo. Com o mote “A Wandinha virou coop?”, o post abordou o tema de pertencimento, senso de coletividade e o carimbo SomosCoop de forma criativa e original.
Em várias partes do Brasil, cooperativas também têm se destacado na publicação de memes, utilizando a linguagem das novas gerações para apresentar os diferenciais do coop. Em outubro, a Sicredi Vale do Jaguari Zona da Mata inovou em um post com a temática do Halloween. A coop publicou um vídeo sobre educação financeira com o personagem Drácula e gerou muito engajamento da comunidade.
Nacionalmente, o Sicredi também tem produzido conteúdo engraçado a partir da linguagem de memes que tem atraído o público que ainda não tinha ouvido falar sobre o cooperativismo de crédito. O vídeo “Assombrações da vida adulta” é um exemplo de conteúdo que recebeu o seguinte comentário: “Adorei! Só comecei a seguir o Sicredi por conta do Coala 😂😂😂😂 show de bola o vídeo”.
A Viacredi Alto Vale - Ailos decidiu falar sobre a proximidade com o cooperado em suas agências por meio do humor e da identificação com a cultura da região. A coop utilizou como estratégia um vídeo leve e acolhedor que encantou os seguidores gaúchos pela identificação com o sotaque típico do Rio Grande do Sul. “O bom mesmo é saber que tu está num lugar que se importa contigo, que te trata com respeito, carinho e te chama pelo nome, não por número!”, diz a legenda da publicação que teve mais de 13 mil curtidas e 358 comentários.
Na Cresol, os escolhidos para levar a mensagem do coop para mais brasileiros foram bichinhos muito amados nas redes sociais: os gatos. No vídeo “Gatinhos explicando o cooperativismo de crédito”, o sistema cooperativista narra de forma simples – e fofa – as vantagens de ser coop e ter acesso a serviços financeiros justos, direito a voto nas decisões e participação nas sobras.
Estratégia digital
Em Minas Gerais, o Sicoob Crediriodoce vem dando o que falar em suas redes sociais. Este ano, a equipe de comunicação da cooperativa decidiu intensificar o uso de memes no Instagram após perceber que conteúdos com linguagem mais leve geravam maior conexão, interação e identificação. A analista de Marketing da coop, Ester Ferraz, explica que foi feita uma análise do comportamento do público na página e do que ele costuma consumir nas redes sociais.
“Adaptamos então nossa comunicação para formatos que entregam informação de maneira mais próxima e compatível com o que as pessoas já estão habituadas a ver”, conta. O levantamento mostrou que os seguidores da cooperativa nas redes buscam conteúdos com os quais consigam se identificar e que sejam interessantes de acompanhar, um desafio para os gestores diante da quantidade de informações disponíveis para navegar.
“Por isso, adequar nossa mensagem aos formatos que despertam interesse é fundamental. Os memes acabam sendo uma porta de entrada para apresentar conceitos do cooperativismo de forma mais leve e acessível”, afirma Ester Ferraz.
A coop hoje trabalha com três linhas principais de conteúdo: educativo, comercial e interativo. Cada uma tem objetivos diferentes e, por isso, gera engajamentos distintos, sendo que os conteúdos baseados em humor e em situações de identificação registram métricas superiores, especialmente em interação e compartilhamentos.
“Isso reforça a conexão com o público e amplia nosso alcance. Na última publicação desse tipo, por exemplo, mais de 70% das visualizações vieram de não seguidores, o que demonstra o potencial do formato para aumentar o reconhecimento da marca”, destaca a comunicadora cooperativista.
Segundo Ester, o trabalho de criação desses posts inclui pesquisas, análise de mercado e acompanhamento constante das tendências. No dia a dia, várias páginas e criadores são monitorados para identificar o que está em alta e avaliar como adaptar essas oportunidades às pautas do mês, sempre alinhadas ao planejamento estratégico da cooperativa. Para conteúdos com temas financeiros, a equipe de comunicação conta também com o apoio da área comercial para validação técnica.
Uso com moderação
Apesar do sucesso, o uso dos memes deve ser cuidadosamente avaliado nas estratégias de comunicação cooperativista. É preciso estar atento ao uso do humor, evitar preconceitos, estereótipos e ofensas a pessoas ou grupos. Segundo Ester Ferraz, do Sicoob Crediriodoce, nem todo meme pode ser utilizado por uma cooperativa.
“É importante ter cautela, porque conteúdos desse tipo podem gerar repercussões tanto positivas quanto negativas. O ideal é manter atenção ao tom da comunicação, evitar temas polêmicos e priorizar leveza e bom senso. A mensagem precisa refletir cuidado, empatia e responsabilidade, garantindo que o conteúdo contribua para aproximar o público da marca e não para criar ruídos e descrédito”, afirma.
Além disso, os memes têm vida curta, por isso é fundamental acompanhar as tendências com agilidade e publicar o material em tempo hábil para a compreensão do seu público, ou seja, sem parecer forçado ou desconectado.
Notícias representação
17/12/2025
Sistema OCB debate regulamentação das coops de trabalho com governo
Encontro discutiu decreto da Lei nº 12.690/12 e revisão da contribuição previdenciária
O Sistema OCB se reuniu, nesta terça-feira (16), com o secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho, e com Fernando Zamban, diretor do Departamento de Parcerias e Fomento, para tratar da minuta de decreto que regulamenta a Lei 12.690/2012, que dispõe sobre as cooperativas de trabalho. A agenda teve como foco o aprimoramento do marco legal, com vistas a garantir maior segurança jurídica, valorização do modelo cooperativista e melhores condições de atuação para essas organizações em todo o país.
Durante o encontro, o Sistema OCB destacou a importância de uma regulamentação clara e alinhada à realidade das cooperativas de trabalho, que reconheça suas especificidades e reforce o papel dessas organizações na geração de trabalho, renda e inclusão produtiva. A entidade ressaltou que a regulamentação adequada da lei é fundamental para evitar interpretações equivocadas e assegurar um ambiente mais estável para cooperados e cooperativas.
Outro ponto central da conversa foi a necessidade de revisão da alíquota de contribuição previdenciária dos cooperados enquadrados como contribuintes individuais. O Sistema OCB argumentou que a medida pode resultar em aumento da renda dos cooperados, além de contribuir para a sustentabilidade econômica das cooperativas de trabalho, sem prejuízo à proteção social.
Para o Sistema OCB, o diálogo com o governo é estratégico para o fortalecimento do cooperativismo de trabalho. “A regulamentação da Lei 12.690 é fundamental para dar segurança jurídica às cooperativas, valorizar o trabalho cooperado e assegurar condições mais justas para quem escolhe esse modelo de organização. Ao mesmo tempo, a revisão da alíquota previdenciária pode representar um avanço importante na renda dos cooperados e na sustentabilidade das cooperativas”, destacou Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB.
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Cooperativismo mineral ganha protagonismo em seminário nacional
Diálogo sobre propostas aos Fundos Constitucionais avança
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16/12/2025
Cooperativismo mineral ganha protagonismo em seminário nacional
Inovação, sustentabilidade e governança foram temas de debate em Macapá, no Amapá
Entre os dias 8 e 11 de dezembro, o Instituto Federal do Amapá (IFAP), em Macapá (AP), sediou o XXI Seminário Nacional de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral e o XVIII Encontro do Comitê Temático RedeAPLmineral. Os eventos contaram com a participação do Sistema OCB e reuniram representantes do poder público, universidades, centros de pesquisa, governanças locais, gestores e técnicos de APLs, além de entidades públicas e privadas ligadas ao setor mineral.
Coordenado pela Secretaria de Empreendedorismo e Inovação (Semi) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com apoio do Grupo de Trabalho Permanente de APLs (GTP APL), o seminário teve como foco o fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais de base mineral, a troca de experiências entre os territórios e o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico do setor.
Cooperativismo na agenda da inovação e da sustentabilidade
O Sistema OCB participou, no dia 9 de dezembro, do painel Fomento à inovação, sustentabilidade e inclusão social para o desenvolvimento dos APL de Base Mineral na Agenda 2030. O debate reuniu representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do MCTI, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A analista de Relações Institucionais do Sistema OCB, Letícia Monteiro, destacou como a entidade tem atuado para ampliar o acesso das cooperativas minerais às fontes de fomento à inovação, além de reforçar a importância da interlocução com o poder público para a construção de instrumentos específicos voltados ao fortalecimento dessas organizações. Ela também ressaltou que políticas públicas bem estruturadas são fundamentais para garantir segurança jurídica, sustentabilidade e inclusão social no setor mineral cooperativista.
No mesmo dia, Letícia foi moderadora do painel Gestão, Governança e Cultura Cooperativista na Mineração: Caminhos para o Fortalecimento dos APLs de Base Mineral e do Desenvolvimento Sustentável. A mesa contou com a participação do professor Alan Ferreira de Freitas, cooperativista e consultor com atuação em projetos socioambientais; de Chico Nogueira, presidente do Sindicato da Indústria da Mineração, Petróleo e Gás do Amapá (Sindminas/AP) e fundador da federação das cooperativas de mineração e garimpeiras do estado; e de Clemente Alves de Souza, presidente da Cooperativa dos Trabalhadores de Minério e Agricultura de Equador e do Seridó (RN).
O painel abordou os principais desafios enfrentados pelas cooperativas minerais, os avanços conquistados por meio de parcerias com a mineração industrial e a importância do diálogo com governos locais. Na moderação, Letícia enfatizou o cooperativismo como instrumento estratégico para a formalização da atividade garimpeira, com impactos positivos diretos na gestão, na sustentabilidade ambiental e no desenvolvimento regional.
Experiência prática e visita técnica
A programação do evento também incluiu uma visita técnica à Cooperativa Garimpeiros do Vale Vila Nova (Coopgavin), que atua na extração de ouro na região. A atividade permitiu aos participantes conhecer, na prática, a realidade de uma cooperativa mineral, suas formas de organização, desafios operacionais e estratégias para atuar de maneira mais estruturada e responsável.
Lançamento de livro em parceria com a UFV
No dia 10 de dezembro, o seminário foi marcado pelo lançamento do livro Cooperativismo no Garimpo de Ouro no Brasil, fruto de uma parceria entre o Sistema OCB e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). A obra analisa de forma crítica e aprofundada o cooperativismo no contexto do garimpo de ouro, além de reconhecer historicamente e constitucionalmente as cooperativas como instrumentos de organização econômica, inclusão social e desenvolvimento comunitário.
Com artigos inéditos e textos de referência, o livro apresenta diferentes perspectivas — jurídica, institucional, territorial, econômica e socioambiental — sobre os limites, contradições e potencialidades do cooperativismo mineral.
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Notícias saber cooperar
15/12/2025
Comunicação cooperativista deve valorizar proximidade como vantagem estratégica, diz especialista
Em um cenário de transformação digital cada vez mais rápida e ascensão da inteligência artificial (IA) como ferramenta de negócios, as cooperativas têm um diferencial que as conectam com seu público e as mantém relevantes: o fator humano. A avaliação é da publicitária e estrategista de dados Debora Nitta, umas das mais influentes executivas de comunicação e marketing do Brasil, com mais de duas décadas de atuação no mercado.
De acordo com a especialista, tecnologia se compra e se aprende, mas relações genuínas, construídas no olho no olho, levam tempo e não têm preço, o que dá às cooperativas uma vantagem competitiva em relação às empresas convencionais que precisa ser aproveitada.
“Não se desvinculem do que faz de vocês importantes, esse diferencial poderosíssimo que é valorizar o humano. E nessa mudança de ciclo que a humanidade está vivendo, isso vai ser ainda mais valorizado”, afirmou Debora Nitta em entrevista ao Sistema OCB. A executiva foi uma das palestrantes da Semana de Competitividade de 2025.
Na conversa, a ex-Head de Agências do Facebook e ex- diretora de Marketing para Negócios da Meta também falou sobre como a IA tem impactado as áreas de estratégia, planejamento e comunicação das organizações e como as cooperativas podem amplificar seu diferencial humano na era digital.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Como a inteligência artificial tem impactado as áreas de estratégia e planejamento?
Debora Nitta: A IA está impactando a humanidade, da mesma forma que um dia, lá atrás, fomos impactados pela eletricidade; pela internet, a partir da década de 80; por uma característica muito peculiar e única, que é a transversalidade do impacto dessa tecnologia. O impacto disso no planejamento e na estratégia é absoluto.
Ainda não sabemos quantificar, mas já começamos a tatear, e o primeiro grande movimento das pessoas que trabalham com estratégia de comunicação, que criam posicionamentos e desenvolvem estratégias para as marcas, é compreender como usá-la, se usá-la e qual é essa dosagem. Acredito que ainda vai levar um tempo até chegar a essas respostas, mas é uma obrigatoriedade começar a testar.
Sempre tem os pioneiros, que adotam e testam primeiro, e depois vêm as grandes ondas e assim os estrategistas e gestores de grandes e pequenas marcas em desenvolvimento precisam testar. Precisam começar a aprender usando, testando, abordando. Mas com um ponto muito importante, que é compreender o valor do humano nessa equação.
Se a gente está falando do universo de cooperativas e do cooperativismo – o fator humano sendo o elemento central da construção das relações que a partir delas existem, desde colaboração, desenvolvimento de produto, estratégias – isso precisa ser preservado.
Como essa tecnologia pode definir o futuro da comunicação estratégica?
Não dá para imaginar um apocalipse em que as tecnologias, a internet e a inteligência artificial vão acabar com tudo que foi feito, com os empregos, e trazer as soluções e as respostas. Não acredito nisso. Acredito que o olhar humano para humanos – para ler a entrelinha dos dados, das pesquisas de mercado e aplicá-las para humanos – vai ser ainda mais valioso, mas a gente precisa estar preparado para isso.
Antes não se falava da IA como se fala hoje, mas ela já estava por trás de grandes mecanismos e grandes soluções tecnológicas. O ponto é não se assustar achando 'meu Deus do céu, eu sou muito pequeno, isso vai nos engolir!’, porque não é verdade. Não acreditar que as grandes empresas e corporações têm as soluções e sabem como usar, porque elas também não sabem.
A gente precisa testar, eu tento testar ao máximo o que chega até mim: pergunto e busco saber de colegas, de fontes, de relatórios e me questiono: “isso significa o quê? Como vou aplicar isso?” E fazer as perguntas de novo, porque as perguntas precisam ser refeitas. Talvez ainda não tenhamos todas as respostas, mas a gente sempre precisa fazer as perguntas.
Quais são os maiores ganhos e benefícios do planejamento e estratégia para uma organização, especialmente no caso das cooperativas?
O nível de complexidade no mercado aumentou muito nos últimos 10, 15 anos. Tem uma curva, uma projeção geométrica do nível de complexidade que as marcas, instituições ou cooperativas têm que lidar hoje em dia. Não só a complexidade pelas inúmeras novas frentes, mas também a rapidez que tudo acontece. Então, seja pela evolução rápida ou pela complexidade, qualquer gestor de uma empresa ou de uma cooperativa convive com essa rotina hoje.
Quando você tem a estratégia e o planejamento como centro dessas conversas, o grande objetivo não é obrigatoriamente simplificar, mas ajudar a navegar na imprevisibilidade e na complexidade que só cresce. Então, os elementos que formam uma estratégia, desde entender e fazer um grande levantamento de dados a desenvolver um plano com essas informações, têm intencionalidade para colhê-los, para analisá-los e para usá-los.
Desenvolver hipóteses para as pesquisas de mercado ou qualquer tipo de pesquisa, trazer relatórios e dados de terceiros que podem enriquecer essas análises, testar, comprovar, errar, acertar, aplicar o que você aprendeu, compartilhar, tudo isso em um ciclo que é cada vez mais fluido, ele não é cartesiano. O planejamento vai ajudar a ser pulso, termômetro, bússola ou GPS nesse processo, mostrando como navegar nessas águas que são cada vez mais turbulentas.
Então, a importância crucial do planejamento e da estratégia aplicada à comunicação e ao marketing é clarear os olhos para conseguir enxergar o que mais faz sentido para aquele momento, porque a complexidade é tão grande que a gente começa a achar que tudo importa. Ainda mais quando a gente fala de dados e de pesquisa.
Quais os diferenciais das cooperativas nesse contexto de complexidade e velocidade das transformações diante das novas tecnologias?
Um dos fatores mais poderosos e a grande fortaleza das cooperativas é o fator humano, são as relações construídas para a geração de prosperidade que geram novas receitas a longo prazo. E as empresas comerciais não sabem mais fazer isso. O valor do humano é o mais difícil de conquistar, porque tecnologia a gente aprende, a gente compra, a gente aplica sistemas. E quanto mais escalabilidade essas tecnologias têm, mais baratas elas estarão, e na verdade elas já estão ficando muito mais acessíveis.
O que não tem preço – e que é extremamente difícil de estruturar na cultura de uma empresa, de implementar como um DNA corrente entre as pessoas que fazem parte destas marcas e instituições – é o valor do humano. Isso as grandes empresas não conseguem mais, elas se distanciaram de uma maneira que elas olham para os seus consumidores através de dashboard de dados.
E esse é um grande recado para as cooperativas: não se assustem, está todo mundo ainda não sabendo o que fazer e os grandes também não sabem. Eles não sabem e eles têm um porém: ao se desvincular da realidade do humano, de onde a verdade acontece, e ainda não terem a tecnologia aplicada, eles têm o pior dos mundos: não ter a tecnologia aplicada nem o humano como centro dessa conversa. Já as cooperativas têm esse enorme valor.
Os outros não vão aprender como valorizar o momento da verdade que acontece com o cliente, com o consumidor que tem um corpo a corpo, que tem um olho no olho, que tem o fator humano para tomar decisões que não demandam apenas de dados. Não se desvinculem do que faz de vocês importantes, esse diferencial poderosíssimo que é entender o humano. Não pensem que isso é menos valioso. Nessa mudança de ciclo que a humanidade está vivendo, isso vai ser ainda mais valorizado. E construir isso leva tempo, é caro. As plataformas ou a digitalização ainda não conseguiram atingir esse valor nessa profundidade. Estamos falando de relações construídas para serem relações de longo prazo.
O que fica de tudo isso é que os cases mais poderosos de trabalho e de sucesso, de construção de marca, são aqueles onde a marca conseguiu compreender verdades humanas e tensões e traduziu isso em produtos, serviços, soluções e comunicação que se ligam de verdade com a pessoa.
Notícias eventos
15/12/2025
Coopego avança na jornada de inovação com diagnóstico do Sistema OCB
Aplicação reforça maturidade, aponta melhorias e fortalece parceria com o Sistema OCB/CE
A Coopego, Cooperativa de Ginecologistas e Obstetras do Ceará, deu um passo importante na consolidação de uma cultura interna voltada à inovação. Nesta quinta-feira (11), a cooperativa participou da aplicação do Diagnóstico de Nível de Maturidade em Sistema de Gestão da Inovação, ferramenta desenvolvida pelo Sistema OCB para apoiar cooperativas na compreensão do seu estágio atual e na definição de caminhos estratégicos para evoluir de forma estruturada.
O instrumento, que já é adotado por cooperativas de diferentes ramos, permite avaliar o nível de maturidade em inovação, identificar oportunidades de melhoria e visualizar iniciativas que podem fortalecer processos internos. A atividade contribuiu para ampliar a compreensão da Coopego sobre sua própria jornada de inovação.
Segundo engenheiro doutor e consultor sênior que apoia o Sistema OCB no tema Gestão da Inovação, Hélio Gomes de Carvalho, o diagnóstico cumpre um papel que vai além da análise técnica. “Ele serve para uma reflexão sobre as iniciativas que podem ser implementadas. E isso contribui para a cooperativa estabelecer o seu plano de inovação como uma jornada ao longo da qual ela agrega mais e mais atividades para aumentar sua competitividade ao longo do tempo”, explicou.
O gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa, também destacou a importância do processo. “Entender a maturidade no sistema de gestão da inovação é um ponto de partida estratégico para qualquer cooperativa que deseja crescer de forma estruturada. A Coopego demonstrou grande disposição para avançar de maneira contínua e coletiva, fortalecendo sua capacidade de inovar e construir um caminho mais consistente, moderno e sustentável.”
Parceria
A aplicação contou novamente com a parceria do Sistema OCB/CE, que tem sido um aliado estratégica para ampliar o acesso das cooperativas do estado às iniciativas de inovação promovidas pelo Sistema OCB. A atuação conjunta reforça o compromisso em apoiar o desenvolvimento do cooperativismo cearense com soluções alinhadas às necessidades regionais.
O diagnóstico integra o conjunto de ferramentas do InovaCoop. Para se ter uma dimensão da relevância do tema, 87% das cooperativas respondentes da Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro 2024 afirmaram que inovar é importante. O levantamento também reforçou que avançar de maneira estruturada é fundamental para fortalecer a gestão, aprimorar processos e gerar resultados consistentes.
Cooperativas interessadas em realizar o diagnóstico podem acessar o site do InovaCoop e preencher o formulário.
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