Com indicação geográfica, Coopric fortalece produtores locais e valoriza região
Contexto e desafios
A Cooperativa dos Produtores Rurais de Ibicoara e Chapada Diamantina (Coopric), localizada na Chapada Diamantina (BA), foi fundada em 2018 pela união de pequenos produtores de Ibicoara. A cooperativa atua no cultivo de café e hortifrúti.
Apesar do contínuo trabalho e esforço, os produtores rurais viviam em um estado de baixa autoestima, pois não sentiam que suas origens, seus produtos e sua história eram valorizados no mercado.
A cooperativa decidiu mudar essa situação apostando no registro de seus produtos com o selo de Indicação Geográfica (IG). O registro é conferido a produtos ou serviços que são característicos de uma região, trazendo reputação, valor e identidade, diferenciando-os dos demais concorrentes no mercado.
Objetivos
O objetivo do registro era valorizar o território e as práticas sustentáveis da cooperativa. A IG da Chapada Diamantina reconhece a origem geográfica como um diferencial de qualidade e identidade do café da Coopric.
A sustentabilidade também era uma meta ao obter o selo IG. Com seu uso, é possível proteger o território e os saberes locais, evitando a padronização industrial de produtos locais.
Outro propósito foi o fortalecimento da economia local e a inclusão social. A IG promove o desenvolvimento de comunidades rurais por meio da valorização do trabalho dos pequenos produtores, como foi com os membros da Coopric.
Tal ação gera impacto social positivo, reduzindo desigualdades e incentivando a permanência das famílias no campo. A sustentabilidade, nesse contexto, não é apenas ambiental, mas também social e econômica.
Desenvolvimento
A primeira estratégia usada para o sucesso do projeto foi a divulgação dos benefícios da IG. A cooperativa focou em comunicar as vantagens do selo para o desenvolvimento da atividade econômica local.
Além disso, houve a integração com regiões de Indicação Geográfica já reconhecidas. A Aliança, entidade gestora da IG na Chapada Diamantina, estabeleceu parcerias financeiras com instituições como o Sebrae, prefeituras da região e universidades, entre elas a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
A Indicação Geográfica alcançou, de forma direta, mais de 20 municípios da Chapada Diamantina. Foram muitos impactos positivos para os pequenos, médios e grandes produtores da região, em especial para os que pertencem a cooperativas associadas à Aliança dos Produtores Rurais.
Resultados e impacto
Como a certificação aconteceu em novembro de 2024, a implementação da IG continua em desenvolvimento. Já é possível, porém, identificar impactos econômicos positivos graças ao fortalecimento da Chapada Diamantina, o desenvolvimento de novas rotas turísticas e a valorização da cultura local.
Com a chegada do selo, os produtores locais e a própria Chapada Diamantina receberam inúmeros benefícios. Entre eles, o aumento da produtividade e da competitividade, o estímulo à economia local e a cobertura midiática.
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