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"Dimensionamento dos impactos negativos do mercado internacional e ações para minimizá-lo", foi tema da palestra do coordenador da Câmara Temática de Leite da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira das Cooperativas de Laticínios (CBCL), Vicente Nogueira. Ele apresentou o tema na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite, realizada nesta quarta-feira (10/2), no Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), onde defendeu medidas para o País não perder mercado neste momento de crise.
Ele enfatizou a necessidade de uma ação conjunta dos ministérios da Agricultura, Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento, Indústria e Comércio e entidades de classe do setor, para o governo federal implementar medidas que busquem proteger o produtor rural e suas cooperativas neste momento de crise global.
Nogueira demonstrou que a crise já está refletindo no setor. Para isso, apresentou dados extraídos de fontes como o Usda, o departamento de agricultura dos Estados Unidos; Embrapa Gado de Leite, Cepea e SimLeite, sobre pesquisa, mercado e fomento, para alertar sobre quanto o setor está sendo atingido pela crise.
Com estímulos à produção, o índice de Captação de Leite, desenvolvido pela Embrapa, vem crescendo historicamente e os preços descendo, desde o final de 2007. Apesar disso, a projeção para 2009 é de pequeno encolhimento da produção brasileira, enquanto a mundial aumentará timidamente.Este fator somado a outros problemas fará com que os preços para o ano seguinte não remunerem o produtor, havendo necessidade, portanto, de medidas de apoio à produção e comercialização.
Nogueira entregou ao presidente da Câmara do Mapa, Rodrigo Alvim, a proposta das seguintes medidas: Efetivação da Linha Especial de Comercialização (LEC), ampliação dos Empréstimos do Governo Federal (EGF) e das operações de Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) e estabelecimento de Preços Mínimos realistas.
O representante da OCB na câmara do Mapa ressaltou a importância de se combater as importações desleais, por meio da consolidação da Tarifa Externa Comum (TEC) em 30% e da atenção sobre as operações de triangulação comercial praticadas por alguns países.
Um conjunto de sugestões à Medida Provisória 449/08, que altera a legislação tributária federal, foi apresentada ao relator, deputado federal Tadeu Filippelli, pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), nesta quarta-feira (11/2). O texto apresentado sugere alterações à MP para a mudança poder beneficiar o Sistema Cooperativista Brasileiro. As sugestões foram apresentadas em documento assinado pelo presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas.
A MP 449/08 foi apresentada pelo Poder Executivo em dezembro de 2008 e altera a legislação tributária federal no que envolve o parcelamento de dívidas de pequeno valor; cria o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais; autoriza o reconhecimento de ofício da prescrição dos créditos tributários; extingue cargos em comissão - DAS; autoriza a União a conceder subvenção aos produtores independente de cana-de-açúcar da Região Nordeste e a adquirir açúcar das usinas açucareiras nordestinas.
Segundo a Agência Câmara, o deputado Tadeu Filippelli, que integra a membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), apresentará seu parecer sobre a matéria após o Carnaval. A MP altera diversos pontos da legislação tributária e conta com 66 artigos que tratam de temas diversos. O deputado de Brasília considera a matéria um dos textos mais importantes em análise no Congresso Nacional. "Ela mexe com toda a economia", afirmou o deputado.
A OCB recebeu demandas do Sistema Cooperativista. O resultado final são as três sugestões seguintes:
1º Sugestão: Visa suprimir o inciso VII, do § 3º, e § 17º, os quais visam determinar o valor mínimo de R$ 500 para compensação de tributos.
Esse dispositivo deixa de fora a maioria das cooperativas de trabalho, que têm retido nas suas notas fiscais, 1,5% referente IR, o qual é devido pelos seus cooperados. Essa retenção, posteriormente, é transferida para o cooperado, que é o verdadeiro devedor do tributo. Esses valores, na sua grande maioria, costumam ser menores que R$ 500,00. (Emendas nº. 183, 184, 185, 186 e 187).
2º Sugestão: Visa suprimir o inciso IX, do § 3º, do art. 74 da Lei 9.430/96, acrescido pela redação do artigo 29 da MP.
Se aprovado esse o dispositivo, as empresas optantes pelo regime de apuração com base no lucro real, que estão sujeitas a apuração mensal, incluam-se aqui algumas atividades desenvolvidas por cooperativas (referente ao ato cooperativo), não poderão mais compensar o IRPJ e CSLL apurado por estimativa e recolhido antecipadamente. Essa prática era feito anteriormente com os créditos de PIS e da Cofins (Emenda 182).
3º sugestão: Inserção na MP nº. 449, para alteração no inciso V, do § 3º art. 8º da Lei 10.925/04. Essa inserção abre a possibilidade do produtor de Biodiesel, obter o direito ao crédito presumido de PIS e da COFINS na produção. Esse processo concede isonomia quanto ao crédito presumido para a produção Biodiesel, assegurando competitividade às cadeias integradas, tal qual é dada à produção em cadeias do óleo de soja, carne e demais produtos destinados à alimentação humana (Emenda 325 e 366).
"As exportações do agronegócio de janeiro, em moeda brasileira, totalizaram R$ 9,6 bilhões, valor 16,4% superior ao mesmo período do ano anterior, quando foram exportados o equivalente a R$ 8,2 bilhões. O superávit da balança comercial do agronegócio, em janeiro, registrou crescimento de 22%, alcançando o valor de R$ 7,8 bilhões. No mesmo período de 2008, o saldo positivo havia alcançado a cifra de R$ 6,4 bilhões. A valorização do dólar frente à moeda brasileira beneficiou o resultado da balança comercial do agronegócio no primeiro mês de 2009. De janeiro de 2008 a janeiro deste ano, a valorização da moeda americana em relação ao Real foi cerca de 30%.
Considerando os valores em dólar, a queda dos preços médios internacionais das principais commodities exportadas pelo Brasil foi sentida pelos setores exportadores. As exportações de janeiro registraram queda de 10,4%, diminuindo de US$ 4,63 bilhões para US$ 4,15 bilhões. Apesar disso, o complexo sucroalcooleiro apresentou excelente desempenho. O valor das exportações do setor registrou crescimento de 64%, passando de US$ 402 milhões, em janeiro de 2008, para US$ 659 milhões no mês passado. As vendas externas de cereais, farinhas e preparações também apresentaram forte incremento, impulsionadas pelas exportações de milho. A quantidade embarcada desse produto aumentou 242% em relação a janeiro de 2008. Com isso, a receita com as exportações de milho foram 166,5% superior, passando de US$ 86 milhões para US$ 228,4 milhões, apesar da média dos preços estarem 22% inferiores.
As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) apresentaram redução de 9,1%, totalizando US$ 640 milhões. Na moeda brasileira, no entanto, houve aumento de 18,3% do valor exportado em janeiro, que chegou a R$ 1,5 bilhão. Entre os produtos que compõem o setor, a soja em grãos apresentou ligeiro crescimento das vendas, de US$ 251 milhões para US$ 253 milhões, sempre na comparação com janeiro de 2008. A receita com a exportação de farelo de soja aumentou 36%, totalizando US$ 299,5 milhões. O óleo de soja foi o produto que influenciou negativamente nas exportações do complexo, registrando US$ 87 milhões, valor 62,6% inferior ao mesmo período do ano passado, resultado da combinação de redução de 50,5% do volume vendido com o recuo médio de 24,5% dos preços.
As vendas externas de carnes registraram retração de 26%, diminuindo de US$ 1 bilhão, em janeiro de 2008, para US$ 784 milhões no mês passado. A carne bovina in natura foi o produto que mais contribuiu para a queda do setor, registrando diminuição de 54% da receita que correspondeu ao valor de US$ 168 milhões. Esse valor é fruto da queda de 25% do preço médio e da redução de 38,4% do volume embarcado. A receita com as exportações de carne de frango in natura também registrou redução de 11,4%. Vale destacar que o valor exportado de carne suína in natura, por sua vez, aumentou em 9%, apesar da queda de 14,2%, em média, dos preços. O resultado foi consequência do incremento de 27% da quantidade vendida.
Destinos – As exportações do agronegócio apresentaram taxas negativas de crescimento para praticamente todos os principais blocos econômicos e continentes, com exceção apenas da Ásia (+28%), Aladi (+19%) e Oceania (+103,7%). Em relação aos países, destaca-se o incremento das exportações para os seguintes destinos: Venezuela (+36%), China (10%), Bélgica (9%), Hong Kong (16%), Arábia Saudita (+30%), Coreia do Sul (+62%) e Índia (+145%).
Acumulado – Nos últimos 12 meses, período entre fevereiro de 2008 a janeiro de 2009, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 71,3 bilhões, valor 20% acima do que foi exportado entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2008. O superávit comercial acumulado nos últimos 12 meses foi de US$ 60 bilhões. Em reais, no mesmo período, o superávit foi de R$ 110 bilhões, valor 14,7% superior ao do período anterior quando o saldo positivo foi de R$ 96 bilhões.
Os setores que mais contribuíram para o incremento das exportações do agronegócio no período analisado foram: complexo soja (+53%), carnes (+23%), complexo sucroalcooleiro (29%), café (21%), fumo e seus produtos (+18%) e lácteos (+59,5%). (Mapa)
A estimativa da safra mundial de grãos divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês), nessa terça-feira (10), mostra que o mundo deve produzir 2,22 bilhões de toneladas de grãos, na safra 2008/2009, enquanto a passada alcançou 2,12 bilhões de toneladas. A safra brasileira neste ano deve representar 6,1% da produção mundial de grãos.
O relatório do USDA destaca as perdas de produtividade provocadas pelas adversidades climáticas ocorridas na Argentina e no Brasil. Na Argentina, a produção de grãos prevista em 2008/2009 é de 13,6 milhões de toneladas, volume inferior ao obtido na safra 2007/2008. A maior parte dessa redução ocorre no milho, com 7,35 milhões de toneladas, na soja, com 5,7 milhões.
No Brasil, o levantamento do mês de fevereiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica redução de 8,4 milhões de toneladas na produção de milho e 2,8 milhões de toneladas na de soja. As estimativas para o País evidenciam a combinação do efeito climático a fatores como elevados custos de produção, preços mais baixos do produto, especialmente para milho, e efeitos da crise financeira mundial com projeções desfavoráveis para a agricultura.
O melhor desempenho previsto para a safra mundial será para o trigo, com aumento de 11,75% em relação à safra passada. Já a soja deve ter incremento de 1,48% e o arroz de 1,82%. A redução do milho deve ser de 0,63% em relação ao ciclo passado. De acordo com o relatório do USDA, entre os mais importantes países produtores, o Brasil e Argentina são os que mais devem ter produção reduzida em relação ao ano passado.
Confira a Estimativa produção mundial de grãos e a Relação Estoque/Consumo do Trigo Arroz e Milho. (Mapa)
Com o objetivo de preparar as cooperativas para a realização da Assembleia Geral Ordinária – que deve ocorrer nos três meses subseqüentes ao término do exercício, ou seja, de janeiro a março, em geral – o Sescoop/SP realiza o curso Assembleia Geral, em São Paulo e Piracicaba, nos dias 2 e 5 de março, respectivamente. A capacitação pretende fornecer instrumentos para que a atividade ocorra em conformidade com a legislação e faz parte do Programa de Educação Continuada do Sescoop/SP, que contribui para aprimorar a gestão e os resultados das cooperativas paulistas.
O curso é voltado para membros dos conselhos administrativo e fiscal, cooperados, advogados, contadores e funcionários de cooperativas. No conteúdo programático estão previstas as definições dos Tipos de Assembleias (Assembleia Geral Ordinária, Extraordinária e de Delegados); Convocação; Pauta; Quorum de instalação; Livros e documentos necessários; Direito a voto; Procedimentos para a condução da Assembleia; e Providências a serem tomadas após a realização da Assembleia.
As inscrições devem ser até 24 de fevereiro de 2009. Por se tratar de evento de grande relevância e dispor de apenas 30 vagas, sugerimos realizar as inscrições com antecedência. Clique aqui para se inscrever. Em caso de dúvidas, contatar Marcelo Freitas, fone (11) 3146-6287, ou e-mail:
O presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande, chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais, agravada pela atual crise mundial, durante sua participação no Programa Dia Dia Rural, do Canal Terraviva, nesta terça-feira, 10/2. Entrevistado no quadro “Conversa Franca” pelo apresentador Otávio Ceschi Jr., por cerca de 20 minutos, Del Grande abordou as perspectivas de produção nesta safra, as exportações das cooperativas, e também falou sobre a conquista dos produtores e cooperativas da Região do Vale do Paranapanema, que enfrentaram problemas climáticos em 2005 e conseguiram, recentemente, condições diferenciadas para renegociar as dívidas com instituições financeiras.
O presidente da Ocesp fez um histórico sobre os problemas dos produtores de 22 municípios paulistas, que apesar de terem a situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal em 2005, foram “esquecidos” pelo Ministério da Fazenda em 2008, na última Medida Provisória sobre a renegociação de dívidas. “É curioso, mas talvez, muitas pessoas pensem que no estado de São Paulo todos os produtores são ricos e não existem pequenos produtores com problemas climáticos”, refletiu.
Del Grande também salientou durante a entrevista o trabalho de várias pessoas que participaram da recente conquista. Dentre eles, Oscar Gozzi, ex-presidente do Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (Civap), Reinaldo Custódio da Silva, prefeito de Palmital e atual presidente do Civap, João Sampaio, secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, os deputados federais Aldo Rebelo e Arnaldo Jardim, Gilson Bittencourt, secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, e os diretores do Sindicato Rural de Palmital.
Sobre as dificuldades causadas pela falta de capital de giro para as cooperativas, Del Grande contou que também está conversando sobre o assunto com o secretário João Sampaio. “A negociação está em andamento, mas ainda não temos novidades. O ideal seria criar algum mecanismo que conte com a equalização por parte do Governo do Estado, como garantia para as instituições financeiras e compensação de juros para os produtores”, disse Del Grande.
O Dia Dia Rural desta terça-feira exibiu também uma reportagem sobre o balanço do cooperativismo brasileiro em 2008, que cresceu 15%, saltando de um faturamento de R$ 72 bilhões em 2007 para 83 bilhões no ano passado. Na reportagem, o presidente da OCB, Marcio Lopes de Freitas, mostrou-se otimista com o desempenho do cooperativismo brasileiro em 2009, mas ressaltou que o resultado dependerá de uma solução para a escassez de capital de giro. (Fonte: Ocesp)
"O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, e demais diretores da organização receberam a visita de diversas autoridades no estande da entidade, nesta segunda-feira (09/02), durante o primeiro dia do Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR). Na parte da manhã, antes da reunião da diretoria da Ocepar e do Conselho do Sescoop-PR, estiveram no local o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, os senadores Osmar Dias e Sibá Machado, o deputado federal, Dilceu Sperafico, o presidente da Itaipu, Jorge Samek, o deputado estadual Fernando Scanavaca, o prefeito de Cascavel, Edgard Bueno e o presidente da OCE do Acre, Valdomiro Rocha.
Esforço - Koslovski fez questão de frisar que o Show Rural é hoje um dos mais importantes eventos tecnológicos do país e exemplo de organização e participação de produtores e cooperados. "Sabemos de todo o esforço que a cooperativa desenvolve ao longo dos 365 dias do ano para a realização deste evento. O resultado é um verdadeiro show de organização. Para nós do cooperativismo é motivo de orgulho também participar deste evento, mostrando a força das nossas cooperativas nos seus mais diversos ramos", ressaltou.
O presidente aproveitou para apresentar alguns dados conjunturais do cooperativismo paranaense, destacando que a estimativa de movimentação econômica das cooperativas paranaenses de R$ 22 bilhões para 2008, será superada, chegando à casa dos R$ 25 bilhões. "Além do bom desempenho financeiro, atingimos US$ 1,5 bilhão em exportações, R$ 1,3 bilhão em novos investimentos e geramos mais de 100 mil postos de trabalho, colocando o sistema como um importante gerador de desenvolvimento econômico e social do estado", acrescentou.
Estande - Este ano, o estande da Ocepar ocupa uma área de 375 metros quadrados, instalado na avenida central do Parque Tecnológico Coopavel. Lá estão sendo expostos produtos industrializados pelas cooperativas e também serviços prestados em diversas áreas, como de saúde, crédito, transporte, trabalho, entre outros. Como nos anos anteriores, o local serve de ponto de encontro para centenas de produtores cooperados e seus familiares que visitam a feira. No espaço da Ocepar também será realizado um ciclo de palestras sobre mercado agrícola, a cargo do professor Eugênio Stefanelo. A Unimed de Cascavel também realiza no estande, durante toda semana, aulas de alongamento e ginástica e palestras sobre prevenção de câncer de pele e urologia.
Show Rural - Este é a 21ª edição do evento, iniciado em 1989 como um dia de campo. Hoje, num único espaço, reúne milhares de outras técnicas que vêm para continuar revolucionando o agronegócio local, nacional e internacional. São as últimas conclusões das empresas que se dedicam à pesquisa para gerar essas novas tecnologias, à mostra no Show Rural. E as informações são muito abrangentes. Vão de uma pequena hortaliça à gigantesca lavoura de soja, de um pequeno implemento à imponente colheitadeira. De uma simples produção de mel de abelhas à extensa pecuária e, do colorido dos jardins à consciência ambiental. (Fonte: Ocepar)
"Os cinco profissionais aprovados no concurso realizado pelo Sistema OCB-Sescoop/CE, no ano passado, participaram de uma reunião, na sede da instituição, para conhecer a estrutura física da sede e esclarecer a função e as tarefas desenvolvidas pelos setores. O grupo foi recebido no dia 6, pelo presidente da OCB/CE, João Nicédio Alves Nogueira. “Os novos colaboradores vão contribuir para o fomento do cooperativismo no nordeste e mostrar o potencial do setor no estado”, ressalta.
Os novos funcionários vão iniciar suas atividades a partir do dia 2 de março e as áreas que ocuparão serão de Autogestão, Planejamento e Controle, Contabilidade e Capacitação. Eles receberam ao final da reunião um informativo com as orientações para finalização do processo de contratação. O processo seletivo foi realizado em novembro de 2008 pelo Sistema OCB-Sescoop/CE, sob a organização do Instituto Cidades.
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Dubai e São Paulo, 10 de Fevereiro de 2009 - A maior área plantada com cana na safra 2009/10 deve alavancar em 11% a produção de açúcar do Brasil, maior produtor mundial da commodity. De acordo com dados da consultoria Datagro, a produção pode subir para 35,2 milhões de toneladas, ante os 31,6 milhões do ciclo 2008/09. "A demanda pelo açúcar brasileiro tem ganhado força em meio à escassez de produção e queda nos custos de transporte", justificou o presidente da Datagro, Plínio Nastari, durante a Kingsman Dubai Sugar Conference.
No entanto, a falta de crédito e baixa nos preços do açúcar podem levar os agricultores do País a usar mesmos pesticidas e fertilizantes, o que pode reduzir a produção nos próximos dois anos, segundo Nastari. O Brasil deverá moer 598 milhões toneladas de cana-de-açúcar e produzir 27,91 bilhões de litros de etanol na safra de 2009/10, em comparação com 566 milhões de toneladas de cana e 27 bilhões de litros de etanol na safra anterior.
As exportações de etanol devem cair para 3,75 bilhões litros no período 2009/10, frente a 5,05 bilhões de litros para a atual safra, de acordo com o presidente da Datagro, que acrescentou que o crescimento da demanda doméstica compensará as quedas nas exportações, ele acrescentou.
Moagem
Na safra 2008/09, que será concluída oficialmente em março, diversas usinas do Centro Sul do Brasil conseguiram bater recorde de moagem. A usina Equipav Açúcar e Álcool, localizada em Promissão (SP), divulgou que no dia 28 de janeiro concluiu sua moagem que bateu recorde de 6,5 milhões de toneladas de cana, 1,1 milhão a mais que na safra passada. A usina produziu 6 milhões de sacas de açúcar e 344 milhões de litros de álcool, entre anidro e hidratado. Foram produzidas mais de quatro mil toneladas de levedura, além de 283 mil MegaWatts (MWh) de energia, sendo que esta ainda é produzida durante a entressafra. Entre fevereiro e fim de março a usina ficará em manutenção.
Outro grupo que obteve recorde de moagem foi o São Martinho, que com suas três usinas, atingiu na safra 2008/09 a maior moagem de cana de sua história. Foram processadas um pouco mais de 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 17,5% mais que na safra passada (2007/08). O grupo produziu 555,3 mil toneladas de açúcar e 674,3 milhões de litros de etanol.
De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) o Centro Sul do País moeu até 15 de janeiro 499,6 milhões de toneladas, número que deve superar 500 milhões até o final da safra, com a moagem de 26 usinas que ainda permanecem. Dessas, dez devem continuar a moagem até o início da nova safra, em abril, desde que as condições climáticas permitam. A produção de açúcar até 15 de janeiro atingiu o volume de 26,75 milhões de toneladas, 2,11% superior à produção da safra anterior. A produção de etanol no Centro-Sul totalizou 24,79 bilhões de litros, 22,59% superior ao produzido na safra anterior. Deste total, 8,59 bilhões foi de etanol anidro e 16,2 bilhões de etanol hidratado, desempenhos superiores à safra anterior em 20,36% e 23,81%, respectivamente.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 9)(Bloomberg News e Redação)
Veículo: Gazeta Mercantil
Publicado em: 10/02/2009 - 09:05
De olho no promissor mercado de crédito de carbono, a Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), em Rio Verde (GO), está investindo na produção de energia de forma sustentável. Para isso, destinou R$ 6 milhões na adaptação de sua indústria a um sistema de co-geração de energia. O superintendente de apoio industrial da Comigo, Ângelo Thomáz Landim, explicou que o sistema possui uma caldeira de alta pressão que gera energia térmica e elétrica, por meio do aproveitamento de vapor.
Atualmente ela produz três megawatts de energia, de uma capacidade total de cinco megawatts, representando 30% do consumo total de energia do complexo industrial da cooperativa. De acordo com Landim, desde o pleno funcionamento do sistema, iniciado em dezembro, o sistema já gerou uma economia de R$ 350 mil por mês no consumo da energia elétrica. “Se essa média permanecer, estimamos que em até 24 meses os recursos investidos já estejam pagos”, disse o superintendente.
Para o funcionamento da caldeira são usados eucaliptos cultivados nas fazendas florestais da cooperativa como combustível. Landim conta que essa preocupação com a produção sustentável e com a preservação do meio ambiente é antiga. “A Comigo se preocupa com isso desde 1983, quando ela comprou áreas para plantar eucaliptos de forma sustentável para sua produção industrial. Agora eles serão utilizados para alimentar a co-geração de energia”, disse o executivo da Comigo. (Fonte: OCB/GO)
A estimativa da renda agrícola para este ano aponta queda de 8,4% comparada aos resultados de 2008, sendo que os maiores prejuízos são para o milho, soja e café. Em valores absolutos, a renda deverá ser de R$ 149,6 bilhões, R$ 13,7 bilhões menor que no período anterior (R$ 163,4 bilhões).
O coordenador-geral de Planejamento Estratégico, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques, assegura que esse resultado reflete dois aspectos: a baixa produção de grãos devido, especialmente, aos problemas climáticos na região Sul e em outros estados, e aos preços mais baixos dos produtos agrícolas. “O efeito destes fatores está fazendo com que a renda do produtor rural sofra forte declínio neste ano”, avalia. Ainda de acordo com Gasques, a estimativa para 2009 está muito próxima ao da renda de 2003, que foi de R$ 148,5 bilhões.
Entre os vinte produtos já analisados, cinco apresentaram aumento de renda em relação ao ano passado. Os maiores incrementos foram no amendoim (31,3%), laranja (13,6%) e arroz (12,7%). Para Gasques, estes resultados se devem à maior produção ou pelo melhor preço, ou, ainda, a combinação dos dois fatores.
Prejuízos - A redução de renda em 2009 acontece principalmente pelo baixo desempenho de importantes lavouras na formação da renda da agricultura. O coordenador do Ministério da Agricultura explica que as baixas ocorridas no café, milho e soja se manifestam com elevada intensidade no resultado total, pois essas três lavouras representam 45,6% do valor da produção agrícola. Milho e soja, isoladamente, respondem por 38,6%. Deste modo, o desempenho dessas lavouras tem efeito insatisfatório na formação da renda. Gasques destaca que a menor renda de milho e soja se deve a problemas climáticos e do café ocorre pelo que se chama de bienalidade - um ano de boa produção vem acompanhado de outro de menor produção -, como é o caso da safra atual.
Os preços foram outro fator responsável pela queda de renda. Os valores vigentes no período de cálculo da renda são menores do que a média dos utilizados para se obter a renda do ano anterior. “Com base nesses dados, a produção menor e os preços mais baixos direcionam a agropecuária brasileira a uma perspectiva, até o momento, não muito animadora”, pondera Gasques. (
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A contração do comércio internacional se acelera e a Organização Mundial do Comércio (OMC) faz hoje uma sessão especial com seus 153 países membros para acionar o alarme contra retorno do nacionalismo econômico.
Por sua vez, o Brasil começa a cobrar um compromisso dos Estados Unidos, da União Europeia (UE) e de outros parceiros de que os subsídios bilionários embutidos em programas de estímulo econômico sejam temporários.
O aprofundamento da recessão global aponta para uma contração próxima dos 4% no comércio internacional em 2009, o dobro dos 2,1% previstos até agora pela OMC. A queda nas exportações é brutal quando comparada aos 6,2% de crescimento no ano passado.
A Alemanha, maior exportador mundial, trouxe a última noticia ruim, com baixa de 4,6% na produção industrial em dezembro, mais do que em qualquer mês desde a reunificação em 1990. Diante do colapso da demanda por seus produtos, a maior economia da Europa pode anunciar uma contração econômica de até 2% no último trimestre de 2008.
Com a demanda despencando globalmente, governos de países desenvolvidos voltam a dar subsídios para setores industriais específicos, o que na prática viola as regras internacionais e distorce a concorrência. Investigações antidumping, pelas quais um país acusa outros de vendas deslealmente baixas, aumentaram 39% , de acordo com os dados mais recentes da OMC. O número de barreiras também cresce. Uma das últimas foi imposta pela Índia aos brinquedos importados da China.
Hoje na OMC, um dos alvos principais deve ser a inclusão da cláusula Buy American (compre produtos americanos) no pacote de estímulo econômico que o presidente dos EUA, Barack Obama, quer aprovar no Congresso.
O Brasil não tem como acionar a OMC sobre a parte do pacote que limita a importação de aço pelos EUA. E isso porque o Brasil não faz parte do Acordo de Compras Governamentais (ACG), da organização do comércio.
O que vinha ocorrendo é que nas compras governamentais a Casa Branca podia escolher se comprava ou não o aço de países que não participam do acordo. O que o Congresso faz agora é fechar essa possibilidade, exigindo, primeiro, que os compradores priorizem o aço americano e, segundo, que a importação venha somente dos países signatários.
O Brasil não assinou o acordo porque levou em conta o o impacto sobre sua indústria, segundo fontes do governo. É por isso que pode reservar as licitações públicas para empresas brasileiras, que não sofrem a concorrência estrangeira nas compras do governo.
Mas há outras medidas do Buy American no pacote americano, que podem ser questionadas como ajudas a indústrias especificas e que afetam a concorrência. Mas o Brasil não vai, neste momento, contestar essas ajudas. No entanto, o país se articula com a UE e outros parceiros. Primeiro, espera que o mecanismo de monitoramento contra o protecionismo da OMC ajude a mostrar o valor do que está na mesa de negociações na Rodada Doha. Uma ilustração são os subsídios americanos aos produtores de algodão, que vão explodir. A UE já retomou os subsídios para exportação de lácteos.
Sobretudo na reunião de cúpula do G-20, em abril, em Londres, o Brasil vai insistir para os chefes de Estado e de governo irem além de sinalização política de que o protecionismo não é o caminho para sair da crise. "O combate ao protecionismo comercial e financeiro está na nossa agenda", disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
A ideia é que os países com planos de estímulos econômicos assumam compromissos para reverter mais tarde a concessão dos subsídios às suas indústrias e também que seus bancos não se limitem a dar créditos apenas às empresas nacionais. "Os países em desenvolvimento não têm reservas para se engajar numa guerra de subsídios e precisamos de decisões claras contra o protecionismo", afirma o embaixador brasileiro junto a OMC, Roberto Azevedo.
Em reação a subsídios dos ricos, o Brasil e outros emergentes têm espaço para aumentar as tarifas de importação. Ou seja, em vez de despesas, aumentam a arrecadação. Só o Brasil poderia arrecadar quase R$ 30 bilhões a mais por ano, se elevasse as tarifas ao máximo, o que é autorizado pelos acordos da OMC. Isso porem têm limites, como mostrou a reação do setor privado à tentativa de controle das licenças de importação, que não durou 48 horas, diante do temor de maior custo da produção e efeito inflacionário.
A expectativa brasileira é uma reunião dos chefes de governo para baterem o martelo sobre as questões mais difíceis de Doha. Mas"
A Cooperativa Agropecuária Capanema (Coagro) distribuiu importância superior a R$ 1.100.000,00 aos agricultores da região neste ano. Um dos objetivos da cooperativa paranaense é empreender esforços para crescer mais ainda nos próximos dois anos e estar mais bem preparada para a devolução anual dos lucros. Por isso, em 2009, a meta ainda é capitalizar as sobras do exercício e, a partir do resultado de 2010, no início de 2.011, distribuí-las proporcionalmente a comercialização da produção por parte de cada cooperado.
Do resultado de 2008, os sócios receberam de retorno 0,47 centavos por cada saca de soja, 021 por saca de milho, 022 por saca de trigo e 0,08 por litro de leite.
Foram R$ 509.000,00 referentes a sobras do exercício de 2008, creditado aos associados; R$ 250.000,00 em devolução de capital social entre associados que se desligaram e sócios jubilados; e importância de R$ 355.000,00 de devolução de ICMS Rural.
De acordo com o presidente Sebaldo Waclawovsky, a Coagro tem ainda alguns investimentos de infra-estrutura a realizar (armazéns e silos) e atingir 10% de capital de giro próprio sobre o faturamento bruto, percentual hoje próximo de 9%. (Fonte: Ocepar)
As cooperativas que têm interesse em contratar capital de giro do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) já podem procurar as instituições financeiras que operacionalizam essa linha de crédito, como os bancos cooperativos e o Banco do Brasil. “A liberação aconteceu nesta quinta-feira (5/2), com a publicação da Circular nº 11, do Banco Central (BC). O documento regulamenta a Resolução nº 3678 do BC, que institui a modalidade capital de giro”, explica o técnico da Gerência de Mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Gustavo Prado.
Segundo o técnico da OCB, os principais pontos da circular são a possibilidade das cooperativas poderem sacar recursos no limite de R$ 20 milhões para fazerem os negócios de seus associados girarem. Esse valor poderá ainda dobrar caso a cooperativa aplique em unidades localizadas fora do Estado de sua sede. Outra vantagem é o acréscimo do limite de crédito do Programa de R$ 35 milhões para até R$ 50 milhões, por cooperativa, para projetos de investimento no Ano-safra 2008/2009. O montante total de recurso disponibilizado para o Programa é de R$ 1,7 bilhão.
O prazo para financiamento é de até 24 meses com taxa de juros de 6,75%.
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Na primeira sessão da Câmara dos Deputados deste ano foram realizadas as eleições que definiram a nova Mesa Diretora da Câmara para o biênio 2009-2010, que se mantém sob o comando do deputado federal Michel Temer. Cinco dos sete membros titulares fazem parte da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). São os deputados Edmar Moreira, Rafael Guerra, Inocêncio Oliveira, Odair Cunha e Nelson Marquezelli.
O Senado Federal também renovou a composição da Mesa Diretora que será, agora, presidida pelo senador José Sarney. A senadora Serys Slhessarenko, membro da Frencoop, ocupará a 2ª vice-presidência.
A novas Mesas das duas casas serão responsáveis pela direção dos trabalhos legislativos nos anos de 2009 e 2010.
A Câmara Municipal de Vereadores de Vilhena deve aprovar nos próximos dias um projeto de lei de incentivos e apoio às atividades das cooperativas na cidade. A notícia foi dada pelos vereadores Marcos Cabeludo, Pedro Panta e Rosivaldo Paiva ao presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Rondônia (OCB/RO), Salatiel Rodrigues. Eles visitaram a Casa do Cooperativismo rondoniense, em Porto Velho (RO), nesta quinta-feira (5/2).
Segundo Salatiel Rodrigues o município de Vilhena, além de ser um dos principais centros produtores da região norte, lidera o Cone Sul do estado com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Os vereadores informaram que o presidente da Câmara de Vilhena, vereador Carmozino Taxista, deve incluir o projeto na Ordem do Dia, ainda, neste mês, para discussão.
Benefícios - A proposta dos vereadores vilhenenses beneficia o setor cooperativo na promoção e desenvolvimento social, econômico e cultural. Possibilitará a prestação de apoio técnico, financeiro e operacional ao cooperativismo, promovendo parcerias com o poder público.
Para o presidente da OCB/RO “a lei de incentivos vai fortalecer o cooperativismo vilhenense, com reflexos nos demais municípios da região, estimulando e ampliando as ações que se refletirão, em curto prazo, ampliando a captação de mão de obra, melhorando a receita pública pela comercialização da produção, e de serviços, o que resultará na melhoria da qualidade de vida da população”. (Fonte: OCB/RO)
O bloco cooperativista da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia passa a contar com mais um integrante. Trata-se do deputado estadual Ezequiel Neiva, que assinou o termo de adesão à Frente Parlamentar do Cooperativismo RO (Frencoop/RO), nesta quinta-feira (5/2), na sede do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado de Rondônia (OCB/RO), em Porto Velho.
A solenidade, coordenada por Salatiel Rodrigues, presidente da OCB/RO, foi prestigiada por políticos do Cone Sul, região representada na Assembléia pelo deputado Ezequiel Neiva. Participaram os vereadores Marcos Cabeludo, Pedro Panta e Rosivaldo Paiva, do município de Vilhena.
Além de Neiva, integram a Frencoop/RO os deputados Luiz Cláudio, Luizinho Goebel, Neodi Carlos, Ribamar Araújo, Amauri dos Santos e Jesualdo Pires. (Fonte: OCB/RO)
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O governo federal deve anunciar em breve medidas para irrigar o setor exportador, que sofre com a retração de crédito desde o início da crise econômica. As empresas têm pressa na liberação dos recursos, já que a reivindicação data do início da crise financeira.
A metade das exportações brasileiras, que equivale a US$ 100 bilhões, é financiada pelo sistema bancário internacional, e com a crise econômica mundial, as empresas exportadoras passaram a ter dificuldades para buscar crédito nos bancos de fora do país. Depois de fechar o mês de janeiro com déficit de US$ 518 milhões, o governo prepara um pacote de medidas para ajudar quem vende ao mercado externo. Esta semana o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento mandou um recado para o setor.
– Os exportadores devem manter mercados, porque é muito difícil conseguir mercados depois; buscar novos mercados e reclamar quando o governo não atender prontamente para aumentar as exportações – disse Welber Barral.
De acordo com especialistas, seriam necessários cerca de R$ 20 bilhões para atender a demanda. A solução deve partir das reservas cambiais. A Medida Provisória 442, editada em meio à crise financeira, autoriza que o Banco Central faça empréstimos em dólares aos bancos. Esses recursos só podem ser utilizados para financiar as exportações. Os créditos são repassados aos bancos por meio de leilões.
– Então ele faz uma oferta de recursos, os bancos participam e aquele que der melhores condições fica. O Banco Central acaba auxiliando na oferta de recursos externos, evitando assim que os exportadores fiquem sem créditos – explica o economista Newton Marques.
A indústria pede agilidade ao governo.
– Além do advento do contrato de câmbio, essas reservas viriam a suprir a demanda de nossa parte. Até fevereiro seria necessário ter esses recursos disponíveis – destaca Marcos Matos, da gerência de Mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Veículo: Site Canal Rural
Publicado em: 05/02/2009 - 09:16
Diante da previsão de colher a segunda maior safra de grãos da história, depois do ciclo 2007/2008 (de setembro a junho), a produção nacional ainda sofre os efeitos do clima, com redução prevista entre 6,5% e 8%. A informação foi dada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, durante o anúncio do quinto levantamento da safra de grãos 2008/2009. De acordo com a Conab, a atual safra está estimada em 134,7 milhões de toneladas, 6,5% (9,4 milhões de toneladas) inferior à obtida na anterior (144,1 milhões de toneladas) e 1,7% sobre a pesquisa de janeiro (137 milhões de toneladas).
A área plantada para esta safra está estimada em 47,9 milhões de hectares, 0,9% a mais comparada à safra anterior (47,4 milhões de ha). “A área de plantio nos últimos cinco anos se mantém em torno dos 47 milhões de hectares”, observa Stephanes. O ministro disse ainda que as condições de comercialização hoje são melhores do que na época do início do plantio e o governo federal tem assegurado recursos de crédito e de comercialização para a produção brasileira. Stephanes citou a reação de preços e de mercado para a soja, que vai proporcionar rentabilidade para os produtores. Os preços do açúcar e do etanol também estão bons, apesar de problemas estruturais do setor, afirmou o ministro. O preço do milho vem melhorando, inclusive no mercado externo e o de arroz manteve-se no mesmo patamar. Ao mesmo tempo, o País poderá fazer compras de trigo da Rússia diante da quebra da produção da Argentina, grande exportadora desse cereal de inverno.
Para o diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Sílvio Porto, o registro de quebra na safra devido à estiagem já estava contabilizado no estudo realizado pelos técnicos desde novembro do ano passado, principalmente nos estados do Sul e
O estado do Rio Grande do Sul também sofreu com a seca, onde houve redução de 880 mil toneladas de milho. A soja nesse estado foi plantada mais tarde e houve replantio com expectativa de recuperação. “Infelizmente, os prognósticos da previsão de tempo para os próximos três meses para a região sul apontam probabilidade de chuva de 40% abaixo da normal e não sabemos ainda qual será o impacto até o final do ciclo da soja”, avalia Porto.
Já o arroz
Confira o boletim com o 5º levantamento da safra de grãos de 2008/2009. Leia matéria relacionada:Produção de feijão e arroz cresce, apesar do clima (Fonte: Mapa)
"A segunda turma do curso de Especialização em Gestão de Cooperativas, ofertado pelo Sistema OCB-Sescoop/CE, ganhou espaço na blogosfera. A intenção é divulgar informações entre os alunos com eficiência e agilidade. No endereço www.gestcoop.blogspot.com, criado no último dia 28 de janeiro, pelo assessor jurídico André Fontenelle, o aluno vai encontrar notícias sobre o conteúdo do curso, além das informações que foram repassados nas aulas presenciais.
A primeira postagem feita foi sobre a implantação da comissão de formatura. De acordo com o texto, até agora foram arrecadados R$630,00 referentes à primeira das vinte parcelas de contribuição. Nos próximos dias será divulgado o local para depósito dos valores.
Neste espaço, o internauta poderá fazer downloads de arquivos, assim como postar aquilo que achar interessante ser compartilhado com os demais alunos. O blog oferece também enquetes sobre o andamento do curso, pesquisas através do Google, notícias dos principais sites do Brasil, além de dicionário para consulta e calculadora. (Fonte: OCB-Sescoop/PE)
