Notícias

As principais notícias, informações e novidades do coop no Brasil e no mundo

Notícias

As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!

Filtrar Notícias

Notícias representação
09/07/2025

Cooperativismo catarinense é representado em missão internacional aos EUA

Subtitulo materia
Cooperativismo catarinense é representado em missão internacional aos EUA
Notícias
27/06/2025

Teste conversão de imagem

Neste estudo do Sistema OCB e da FIPE, os dados evidenciam o que nós sempre defendemos, que o cooperativismo é um importante gerador de impacto positivo na economia e na sociedade brasileira. Onde tem cooperativa, há geração de valor e mais prosperidade para as pessoas”, Márcio Lopes de Freitas.
Teste conversão de imagem
Notícias saber cooperar
29/05/2025

A nova cara do cooperativismo

Cledir Magri não para. Um dia está na estrada. "Ligo quando chegar!", diz. O retorno demora dias. Outra tentativa de contato e agora ele avisa que está em um hotel em Brasília, para uma série de reuniões de trabalho. Tenta marcar um encontro presencial em um dos cafés da capital. "Não vou conseguir estar lá", lamenta no dia seguinte. A entrevista acaba sendo por meio da tela do computador. São 7h da manhã e o cooperativista tem a agenda repleta de compromissos. "Terminamos a conversa em outro dia", deixa previamente combinado. Uma semana depois,  ele já se encontra no aeroporto de São Paulo rumo à Europa. "Mande as perguntas que respondo por áudio", pede pouco antes do embarque. E lá vai ele, mais uma vez.  O presidente do Sistema Cresol, uma das principais cooperativas financeiras do Brasil, viaja para fazer palestras, estar em encontros pelo mundo para troca de conhecimento e apresentar a experiência de sucesso que comanda. Apesar do tempo apertado, Cledir fala pausado. Uma calma peculiar na hora de pronunciar palavras bem escolhidas. Tom de quem tem talento para fazer sermões. Direto e certeiro. Faz parte de sua habilidade falar com o público, tocar as pessoas pelos verbos, adjetivos e substantivos sabiamente selecionados. Um dom que o levou a ser seminarista. Ou o contrário. Talvez o predicado tenha sido resultado dos anos de preparo para o sacerdócio.  Cledir quase foi padre, mas entendeu que era necessário ter uma outra vivência. "Tomei uma decisão difícil, mas muito madura, de sair do seminário", conta. Foi quando começou a traçar outros caminhos, entre eles o que o levou a se destacar como líder cooperativista. Antes disso, estudou filosofia e teologia. Fez mestrado na área de educação, doutorado em filosofia da economia e especializações que exigiriam um parágrafo só para citá-las.  Modesto, diz que talvez não tenha sido o mais inteligente da turma, mas sempre esteve entre os mais esforçados. Dedicação que fez com que fosse convidado a trabalhar, há quase 18 anos, com um professor universitário, presidente de uma organização que prestava serviço para a Cresol. Uma das missões do ex-seminarista era ajudar o docente a conduzir alguns projetos junto à cooperativa parceira. Assim foi até que, no dia de uma palestra para os funcionários da Cresol, o  coordenador responsável pela tarefa adoeceu. O tema era algo sobre desenvolvimento regional a partir da participação da agricultura familiar, e o novo palestrante escolhido foi Cledir, justamente por sua desenvoltura ao falar e pela afinidade que demonstrava com o tema.  Afeito a desafios, Cledir teve só uma noite para preparar o material, mas não se intimidou. Como conhecia bem o assunto e tinha prática de transformar calhamaços de teorias e dados de pesquisa em apresentações, elaborou uma palestra que transformaria a sua vida. No seminário, passávamos meses estudando um evangelho para fazermos um sermão de seis ou sete minutos. Éramos treinados para termos a capacidade de ser assertivos e compartilharmos as informações mais relevantes."  Ainda que nervoso no papel de palestrante, Cledir conduziu a apresentação com desenvoltura. "Na época, meus amigos eram mais conservadores; então, levei outra dinâmica do trabalho em grupo, mais participativa, e aquela região ficou extremamente encantada", lembra. Tamanha maestria chamou atenção dos dirigentes da Cresol, que solicitaram sua participação em mais projetos e em novas palestras. Finalmente, em 2007, Cledir Magri foi convidado a fazer parte da cooperativa como auxiliar administrativo. Anos depois, ele passou a ocupar a cadeira mais importante da cooperativa. Por isso, digo: na vida, as oportunidades surgem e precisamos estar sempre preparados para aproveitá-las. E isso não é um jargão ou uma manifestação tão somente formal", garante.  De fato, Cledir agarrou a chance que teve, como o menino esforçado que sempre foi teria feito. Ele defende a tese de que o esforço é resultado da necessidade. "O esforçado é aquele que trabalha por um prato de comida", define.    LIDA NO CAMPO Filho de "pequeníssimos" agricultores do também pequeno município no interior do Rio Grande do Sul, Frederico Westphalen, Cledir é o sexto de oito irmãos. A dura lida de seus pais nunca deixou que faltasse o que comer e foi lição farta para que os filhos "aprendessem a valorizar o pouco que tínham", lembra.   Essa visão de mundo sempre o ajudou a se dedicar intensamente ao trabalho. Começou como faz tudo, uma "espécie de office boy" na cooperativa; aos poucos, foi conquistando espaços maiores. Um crescimento proporcional à sua dedicação.  Logo, já dava suporte e apoio na execução de projetos, na formação, na capacitação e no treinamento das equipes. Em 2009, foi para Chapecó, no noroeste do Rio Grande do Sul, fazer parte da equipe de uma das centrais. Em 2012, dedicava-se exclusivamente à assessoria da diretoria, do ponto de vista mais estratégico, e tinha papel importante na elaboração de planejamentos. Até que, em 2016, aos 36 anos, foi convidado a assumir a presidência do sistema. Aliás, ele é o mais jovem presidente da história da Cresol — diga-se de passagem. Cargo que ocupa até hoje.    ESSÊNCIA COOPERATIVISTA     Quando não está no trabalho, Cledir gosta da calmaria que lhe traz a leitura. Estabeleceu consigo mesmo um propósito: ler dois livros por mês. E tem mantido a meta. Aos 41 anos, é casado e sem filhos. A rotina de descanso inclui ir à igreja e fazer exercícios físicos. Além disso, mantém o forte vínculo com a terra e se dedica às atividades de agricultura na propriedade da qual é dono, com os irmãos, na cidade onde nasceu e cresceu.   A afinidade com a atividade cooperativista veio da infância. O pai era sócio da cooperativa. A essência do cooperativismo, carrega na alma. Cledir acredita que a criação deste modelo de negócios  nasceu da solução encontrada coletivamente para os problemas individuais. Ele menciona a Inglaterra de 1844, onde as pessoas não conseguiam comprar o básico para sobreviver. Até que, para driblar a fome, um grupo de 28 trabalhadores da cidade de Rochdale-Manchester se uniu para montar seu próprio armazém. Nascia ali a primeira cooperativa do mundo.  Com uma moeda, aquelas pessoas não conseguiriam se alimentar, mas, se juntassem todas as moedas que tinham, poderiam comprar comida para todos. Por isso, podemos dizer que o cooperativismo é filho da necessidade e nasce em ambientes de grandes adversidades. É uma visão disruptiva, de romper o ordinário e pensar coletivamente", afirma. "Esse é o pilar de sustentação do cooperativismo: soluções coletivas para os problemas individuais. É um sistema feito de pessoas, para pessoas".  Unir esforços, agir em conjunto e pensar no bem comum é o que Cledir acredita como líder, como gestor e como ser humano. Defende o pensamento focado no bem de todos e a prática como exemplo para o próximo — lição que ele, aliás, aprendeu no seminário e levou para a vida. "O padre sempre nos ensinava algo que irá valer até o dia em que minha memória estiver ativa. Ele nos dizia o seguinte: 'jamais, nunca, em hipótese alguma, lá no sermão da missa, fale de algo que você não vai conseguir fazer fora da igreja, porque as pessoas vão te cobrar'."    SISTEMA RENOVADO   Foi também a união coletiva em uma adversidade que deu origem ao Sistema Cresol. O ano era 1995 quando 27 "pequeníssimos agricultores com baixa escolaridade da região sudoeste do Paraná", como define o atual presidente, se propuseram a criar uma organização de crédito. Cada um deles poderia ter ido a um banco privado e tentado solucionar individualmente suas dificuldades, mas eles preferiram unir esforços e investir em uma "visão disruptiva e empreendedora da mais alta qualidade: o cooperativismo", acrescenta. De lá para cá, são 28 anos de um sistema cooperativo que, atualmente, reúne mais de 800 mil sócios e 740 agências espalhadas por 18 estados brasileiros. Nasceu com a vocação de atender o mercado agro, mas ampliou a clientela. Hoje, 70% dos cooperados estão ligados à produção de grãos, proteínas, hortaliças e fruticultura, por exemplo. Os outros 30% estão vinculados ao segmento urbano.  Cledir faz parte dessa história há 18 anos. Por ser uma jovem liderança, imprimiu inovação e modernidade à sua gestão. Foi o único na história da Cresol a ser reeleito, e segue propondo novidades para o Sistema.  Essa nova fase da Cresol representa uma ruptura, não dos valores da cooperativa, mas uma ruptura do ponto de vista da estrutura e organização do sistema. Essas mudanças permitiram que a gente pudesse, de fato, participar do mercado em condições diferentes", conta.  Cledir não nega que, no começo, suas ideias esbarravam no perfil um pouco mais conservador de algumas lideranças cooperativistas. Aos poucos — pelo resultado de um trabalho que propunha o reposicionamento da marca Cresol no cenário nacional — conquistou a confiança também dessas lideranças.  Entre as conquistas da gestão de Cledir, destacam-se as novas estratégias de marketing e de comunicação, a modernização do leiaute da logomarca, das fachadas e dos modelos das agências, que agora têm um visual mais clean, transmitindo mais leveza e confiabilidade. A mudança fez a Cresol se destacar ainda mais no mercado — mais um sinal  de que o presidente de "cabeça diferente" estava pensando direitinho.  Sob seu comando, gestores e demais funcionários passaram por processos de capacitação e de treinamento; investiu-se em tecnologia; em planejamento estratégico; ampliou-se a oferta de serviços, produtos e soluções financeiras oferecidas aos cooperados. Cledir trouxe uma gestão conduzida, como ele próprio afirma, "por uma mente mais leve e sem grandes vícios". Por isso, abriu o espaço de fala e de poder, garantindo a participação de um grupo maior de pessoas nas decisões, desmontando modelos antigos de centralização de poder. Outra conquista de Cledir foi a criação de projetos voltados para os jovens. Um deles é o Juventude Conectada, em que jovens de todo o Brasil passam 14 meses envolvidos em atividades e em treinamentos para discutir e praticar temas como empreendedorismo, cooperativismo, profissões do futuro e projetos de vida. Também nomeou um Comitê Estratégico Jovem para debater a participação deles no sistema cooperativista.  Quando a gente pensa na entrada maior dos jovens nas cooperativas, como associados, e, em especial, no espaço de tomada de decisões, há um desafio a ser superado:  entender que existem milhões de jovens que estão, sim, preparados, e têm condições de exercer posições de destaque dentro das cooperativas. Basta dar a eles uma oportunidade. Aí, entra um elemento chamado política de sucessão. Se eu nunca abrir espaço, é pouco provável ter novas lideranças se destacando", defende.  A liderança feminina foi outra bandeira levantada pelo presidente da Cresol. Ele incentivou a participação delas nos conselhos das cooperativas e deu oportunidade para que a caneta estivesse na mão delas na hora de assinar as últimas decisões. Era a proposta de transformação em um cenário que ele considerava extremamente masculino.  Ele próprio pode ser visto como uma "minoria" de pouca idade dentro do cooperativismo. Começou como faz tudo, recém-saído do seminário, com pouco mais de 20 anos, e, quando presidente, trouxe renovação e mudança de conceitos.  No começo, alguns tinham a ideia de que o jovem chega e joga fora tudo o que foi feito para começar algo novo. Eu nunca fiz isso. Entendo que a gente precisa valorizar sobremaneira a nossa história, e que, quanto mais você faz isso, mais elementos de decisão você tem para pensar o futuro", afirma.  A essência da ideia proposta por aqueles 27 agricultores que criaram a Cresol, há pouco mais de duas décadas,  ainda é mantida viva e norteia os caminhos da cooperativa comandada por ele.  "A organização que esquece a sua história perde a sua referência e pode ser qualquer coisa, menos aquilo para que ela foi pensada e concebida", reconhece Cledir. "Com o passar do tempo, o criador e a criatura não se reconhecem mais. É aí que entra o papel dos líderes." E Magri, sem dúvidas, é uma grande liderança, antenada com o papel estratégico da comunicação. Esta matéria foi escrita por Flávia Duarte e está publicada na Edição 42 da revista Saber Cooperar. Baixe aqui a íntegra da publicação
A nova cara do cooperativismo
Notícias
06/05/2025

Cozinha Show levou gastronomia regional à FENCOOP 2025 e valorizou produtos de cooperativas

Em 2025 a FENCOOP 2025 ganhou um tempero especial com a Cozinha Show, realizada em parceria com a Abrasel Pará.
Cozinha Show levou gastronomia regional à FENCOOP 2025 e valorizou produtos de cooperativas
Notícias LGPD
07/01/2025

A ANPD começou a fiscalizar 20 grandes empresas

A ANPD começou a fiscalizar 20 grandes empresas que não cumpriram as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
A ANPD começou a fiscalizar 20 grandes empresas
Notícias saber cooperar
06/01/2025

Cooperativa mirim do Marajó transforma realidade de crianças ribeirinhas

A 16 horas de barco de Belém (PA), a comunidade Santo Ezequiel Moreno, no Arquipélago do Marajó, reúne cerca de 200 ribeirinhos que têm na floresta e nas águas sua fonte de trabalho e renda. Assim como em outros territórios amazônicos, as crianças e adolescentes da comunidade precisavam de mais espaços de lazer, cultura e educação. Em 2024, a criação da Cooperativa Mirim Marajoara começou a mudar essa realidade.  Desenvolvido pelo Sicoob Cooesa em parceria com o Sistema OCB/PA, o Instituto Sicoob e a Coopiaçá, uma cooperativa de produtores de açaí da comunidade, o projeto beneficia diretamente 68 filhos e filhas de cooperados extrativistas, com impactos para toda a comunidade. A iniciativa ganhou reconhecimento nacional com o primeiro lugar no Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2024 na categoria Cultura Cooperativista. Comunicação e Marketing no Cooperativismo De acordo com a diretora financeira do Sicoob Cooesa, Andrea Almeida, as crianças e adolescentes da comunidade sempre estiveram envolvidos em projetos das cooperativas que atuam no local, mas não tinham um espaço exclusivo em que pudessem conhecer os valores e a cultura cooperativistas.  "Desenvolver o sentimento de cooperativismo entre  essas crianças e adolescentes será algo ímpar na educação e na vida delas. A cooperativa mirim tem a preocupação de formar, capacitar e estimular a sucessão cooperativista, considerando as atividades do extrativismo e a necessidade de promover a permanência das crianças e adolescentes na escola, o preparo para a inclusão no mundo do trabalho, de forma decente, dentro de suas realidades culturais, mas com proteção social, protagonismo, cooperação, cidadania e autonomia, afirma.  Para a implantação da Cooperativa Mirim Marajoara, quatro professores e 68 crianças e jovens receberam capacitação sobre o funcionamento de uma coop, princípios e valores cooperativistas, importância da formação de novos líderes cooperativistas para sucessão, entre outros temas.  Além disso, as cooperativas do projeto construíram uma brinquedoteca completa e um espaço de convivência para os encontros dos cooperados mirins. “Com a cooperativa formada por elas, as crianças já vão entender o processo do cooperativismo dentro da comunidade, vivenciando na prática, na sala de aula e em pequenas ações, a importância do cooperativismo e das cooperativas para o desenvolvimento das comunidades do Marajó”, destaca o presidente da Coopiaçá, Teofro Lacerda Gomes. Cooperada da Coopiaçá e mãe de participantes do projeto, Sonia do Socorro espera que o projeto abra novas oportunidades de educação e trabalho para os filhos.“Para nós, da cooperativa e da comunidade, é muito importante que os nossos filhos participem e conheçam o cooperativismo para, futuramente, nos ajudarem a tocar a cooperativa sem precisar sair da escola ou da comunidade”, planeja. Exemplo de transformação Mais do que uma iniciativa local, a Cooperativa Mirim Marajoara Santo Ezequiel Moreno demonstra o potencial do cooperativismo como ferramenta de transformação social de comunidades. Além de formar jovens conscientes, o projeto reforça os laços comunitários e fortalece o compromisso com a educação de qualidade, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).  Em plena Amazônia, a cooperativa mirim também tem como foco fortalecer entre as crianças e jovens da comunidade o cuidado com o meio ambiente como estratégia para melhoria da qualidade de vida das populações ribeirinhas do Marajó.  Depois dos bons resultados em Santo Ezequiel Moreno, a meta é implantar cooperativas mirins em outros territórios amazônicos e comunidades tradicionais. O Programa Cooperativa Mirim é um projeto do Instituto Sicoob voltado para crianças e jovens de 8 a 17 anos para promover a formação de cooperativas em escolas e instituições, com base nos princípios do cooperativismo. A metodologia é interdisciplinar, focada na educação para o desenvolvimento de competências sociais e coletivas.
Cooperativa mirim do Marajó transforma realidade de crianças ribeirinhas
Notícias representação
23/12/2024

Roberto Rodrigues faz análise sobre 2024 em publicação da Forbes

  Um dos maiores nomes do cooperativismo mundial, Roberto Rodrigues, compartilhou na Forbes, no dia 1º de dezembro, uma análise geral sobre os desafios e conquistas do setor agropecuário em 2024, bem como a sua visão para o ano de 2025. Com uma carreira que mescla experiência acadêmica, agrícola e cooperativista, Roberto é conhecido por sua trajetória de liderança e por seus diversos trabalhos publicados sobre agricultura e economia rural. Engenheiro agrônomo formado pela USP, ele também foi Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e, em 2012, recebeu o título de Embaixador do Cooperativismo pela ONU. No artigo intitulado Que venha 2025!, ele reflete sobre o ano que se encerra e destaca os obstáculos enfrentados pelo agronegócio brasileiro e, também, as vitórias que demonstram a resiliência do setor.   
Roberto Rodrigues faz análise sobre 2024 em publicação da Forbes
Notícias representação
20/12/2024

Cooperativas de energia impulsionam transformação com o Projeto Sandbox Tarifário

Iniciativa oferece aos consumidores de baixa tensão uma vivência prática e sem riscos no Mercado Livre de Energia   O projeto Sandbox Tarifário, desenvolvido pelas cooperativas de energia Coprel, Cerbranorte, Certaja e Certel, causou grande impacto no setor energético devido à sua proposta inovadora e aos benefícios que pode proporcionar aos consumidores.  Com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e da Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop), a iniciativa visa estudar o comportamento dos consumidores durante a transição para o Mercado Livre de Energia, com atenção às reações de variáveis como fontes de energia e preços. O case, que já é visto como um sucesso, é o primeiro projeto desenvolvido pelo Ramo Infraestrutura do Sistema OCB.  Inspirado no conceito de Sandbox da tecnologia, que cria um ambiente seguro e controlado para experimentação, o projeto oferece, aos consumidores de baixa tensão, a oportunidade de simular a contratação de energia elétrica no Mercado Livre de maneira prática, o que permite a exploração de diferentes produtos e tarifas das comercializadoras desse setor.  O experimento irá abranger 3.150 unidades consumidoras, com consumo médio superior a 350 kWh/mês, e se estenderá até 2025. Durante esse período, os dados coletados irão fornecer uma compreensão profunda dos fatores que influenciam as escolhas dos consumidores na contratação de energia. Os participantes poderão testar novos modelos de contratos, com personalização de acordo com suas necessidades e preferências, antes da plena abertura do mercado, prevista para 2027/2028. Esse ambiente controlado permite que os consumidores experimentem o Mercado Livre de Energia de forma simples e sem riscos, com aquisição de familiaridade ao conceito e tomada de decisões mais informadas sobre seu consumo. Isso possibilita, de forma potencial, a redução de custos e a conquista de maior flexibilidade na contratação. Além de seu caráter prático, o projeto Sandbox Tarifário também desempenha uma função educativa, que permite aos consumidores uma melhor compreensão do funcionamento do mercado por meio de uma abordagem transparente e acessível.  Para as cooperativas envolvidas, a iniciativa representa uma oportunidade única de oferecer benefícios tangíveis aos cooperados, ao mesmo tempo em que se posicionam como líderes em inovação.  A análise dos dados coletados ao longo do experimento vai permitir o desenvolvimento de novos produtos e serviços mais alinhados às necessidades dos consumidores e do mercado, para que consolide a posição das cooperativas como referências no setor de energia e as prepare para a evolução desse mercado.  Para Mateus Stefanello, facilitador da Coprel, o projeto é um passo importante para o cooperativismo como um todo. “Estamos oferecendo aos nossos cooperados e consumidores a chance de viver uma experiência real no Mercado Livre de Energia. Assim, é possível compreender as vantagens e os desafios dessa transição, além de tomar decisões mais assertivas para o futuro de seus contratos de energia. É uma oportunidade única de aprendizado e evolução para todos os envolvidos”, afirmou.  O Convênio Nacional Sescoop 2025 receberá propostas de convênios até 31 de janeiro no primeiro semestre e, no segundo, entre 1º de abril e 30 de maio de 2025. Saiba Mais: Câmara aprova texto final do programa de transição energética Senado aprova Paten e abre caminho para futuro sustentável CT de distribuição de energia discute desafios e oportunidades do setor
Cooperativas de energia impulsionam transformação com o Projeto Sandbox Tarifário
Notícias ESG
20/12/2024

Descarbonização mobiliza cooperativas em iniciativa inédita

Solução Neutralidade de Carbono inicia ações com a participação de 16 cooperativas   O Sistema OCB realizou, nesta quinta-feira (29), reunião de abertura da Solução Neutralidade de Carbono. O encontro reuniu representantes de 16 cooperativas de diferentes ramos e estados brasileiros indicadas pela Câmara Temática da COP para participar das etapas, cronogramas e entregas da iniciativa. “Esse evento marca o início de uma jornada estratégica que posiciona o cooperativismo brasileiro na vanguarda da sustentabilidade, com o alinhamento de suas práticas às demandas globais de descarbonização e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, afirmou Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas da entidade.  Parte do Programa ESGCoop, a Solução Neutralidade de Carbono é uma ação pioneira destinada a apoiar as cooperativas na mensuração, gestão e neutralização de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), para promover a elaboração de inventários alinhados ao Programa Brasileiro GHG Protocol e assegurar maior transparência e competitividade no mercado. Durante a reunião, Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB,  enfatizou o papel estratégico da sustentabilidade no cooperativismo. Ele detalhou as etapas do programa e os serviços técnicos oferecidos pela parceira Ambipar, como consultorias especializadas, elaboração de relatórios de descarbonização e apoio à publicação de inventários no Registro Público de Emissões. O cronograma apresentado reforçou o compromisso com prazos claros e entregas consistentes, destacando a importância do engajamento das cooperativas para o sucesso da iniciativa.  Alex evidenciou que, em 2024, 247 cooperativas participaram do diagnóstico ESGCoop, revelando uma média de adesão de 49,70%. Ele lembrou, contudo, que os desafios na dimensão ambiental ficaram evidentes, especialmente no critério de mudanças climáticas, que registrou um índice de apenas 28%. “Essa realidade destaca a urgência de ações concretas para transformar o setor em um modelo de referência na adoção de práticas sustentáveis”, acrescentou. A Solução Neutralidade de Carbono surge como resposta a essa necessidade, oferecendo um caminho estruturado para que as cooperativas avancem em sua agenda ambiental. A iniciativa busca atender aos requisitos regulatórios e criar uma cultura de descarbonização que alinha o setor às metas globais, posicionando o cooperativismo brasileiro como protagonista na diplomacia ambiental. Segundo Laís Nara, analista técnico institucional do Sistema OCB, o inventário mostra que as cooperativas brasileiras não apenas reconhecem suas emissões, mas adotam práticas para mitigá-las, contribui para a redução de GEE e fomenta o mercado de pagamento por serviços ambientais. “Convidamos todas as cooperativas a fazerem seus inventários e publicarem no Registro Público de Emissões. Essa transparência gera retornos significativos, tanto ambientais quanto econômicos, além de fortalecer a reputação do cooperativismo”, destacou. A Ambipar participou do encontro e apresentou o trabalho de consultoria e atuação da empresa, que oferece serviços e produtos completos voltados à gestão ambiental. Maria Cláudia Martinelli, coordenadora de Projetos em Sustentabilidade da Ambipar, destacou o compromisso de oferecer soluções inteligentes e expertise para superar os desafios da sustentabilidade. “Para nós, sustentabilidade não é apenas um discurso, é parte do nosso dia a dia e precisa ser para vocês também”, declarou. Representantes de cooperativas como Copacol, Frísia e Sicoob Unicoob marcaram presença na reunião, reforçando o valor estratégico de integrar um projeto alinhado à sustentabilidade e à neutralidade de carbono. Para essas cooperativas, participar de uma iniciativa como essa não apenas contribui para o fortalecimento de práticas sustentáveis no setor, mas também posiciona o cooperativismo como protagonista na construção de uma economia mais verde e responsável. A reunião foi finalizada com o convite para que as cooperativas participantes se tornem agentes de transformação, assumindo o protagonismo na agenda climática e reforçando o compromisso do cooperativismo com a neutralidade de carbono. A mensagem central do evento foi clara: juntos, o cooperativismo brasileiro pode moldar um futuro mais sustentável e inclusivo, consolidando sua relevância no cenário nacional e internacional. Saiba Mais: Sanção da lei do mercado de carbono incentiva cooperativas do agro Iniciativa oferece solução para neutralizar emissões de carbono Projeto neutralidade de carbono ganha destaque no GHG Protocol
Descarbonização mobiliza cooperativas em iniciativa inédita
Notícias representação
19/12/2024

Sistema OCB prestigia lançamento da AgroBrasil+Sustentável

Ferramenta do Mapa fortalece práticas responsáveis e abre portas para mercados exigentes   O Sistema OCB prestigiou, nesta quinta-feira (19), o lançamento da plataforma AgroBrasil+Sustentável, na sede do Ministério da Agricultura (Mapa) em Brasília. A nova ferramenta digital tem como objetivo disponibilizar a emissão de relatório e certificado de qualificação sociambiental dos produtos agropecuários brasileiros por meio de uma plataforma governamental sem custos para o produtor. Com a emissão da certificação, o produtor terá garantido um desconte de 0,5% na taxa de juros no crédito rural oficial. “Estamos integrando informações de bancos de dados e institucionais de modo organizado, rastreável e confiável sobre a produção agropecuária sustentável no Brasil. É uma iniciativa que reforça nosso compromisso com a segurança alimentar e as práticas responsáveis, sendo um grande modelo de cooperação global”, declarou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante a cerimônia. Ele está afastado do cargo para a votação do pacote fiscal do governo no Senado, mas acompanhou o lançamento para destacar a importância da iniciativa. Ainda segundo ele, a plataforma tem como premissa o atendimento das exigências do mercado europeu, com a Lei Antidesmatamento da União Europeia. A legislação deve proibir a importação de commodities agrícolas provenientes de áreas desmatadas ilegalmente. Fávaro também destacou que o Brasil tem compromisso histórico com as práticas sustentáveis e a preservação ambiental e citou política públicas reconhecidas internacionalmente como o Plano ABC+ e o Código Florestal. A plataforma AgroBrasil+Sustentável foi elaborada pelo Mapa em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). São três diferentes módulos disponíveis no painel de administração da plataforma. As opções para inserção e busca de dados estão organizadas como caracterização e conformidade (quem, onde, o que, quando e quanto foi produzido); caracterização e sustentabilidade (como, com quais práticas sustentáveis e certificações foi produzido); e cadeias de custódia (padrões e especificidades da produção). Entre as principais premissas de desenvolvimento da ferramenta estão a universalidade, integratividade, adaptabilidade e flexibilidade. De acordo com o Mapa, ela poderá ser utilizada diretamente pelo produtor ou alguém autorizado; empresas terceirizadas responsáveis pela cadeia de custódia e outros serviços; operadores; e comercializadores. Para Pedro Corrêa Neto, secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), do ministério, a plataforma representa mais um instrumento de soberania para o Brasil. “Com ela, teremos uma condição mais forte, mais robusta, mais vigorosa, de chegar em mercados exigentes e também ter um instrumento de defesa e negociação frente a mecanismos que às vezes transcendem as questões legais. Trata-se de um instrumento inequívoco de comprovação da nossa qualificação e compliance na produção agropecuária”, declarou. Saiba Mais: Iniciativa oferece solução para neutralizar emissões de carbono COP29: Brasil mostra força do cooperativismo na agricultura sustentável COP29: reunião com o Mapa discute iniciativas para economia de baixo carbono
Sistema OCB prestigia lançamento da AgroBrasil+Sustentável
Notícias saber cooperar
19/12/2024

Representação política e institucional

O trabalho de representação política e institucional do Sistema OCB estabelece um diálogo estratégico e constante com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, para defender os interesses do movimento cooperativista e promover um ambiente favorável ao desenvolvimento de políticas públicas que valorizem o cooperativismo brasileiro.
Representação política e institucional
Notícias representação
19/12/2024

Câmara aprova texto final do Programa de Transição Energética

Novas regras para investimento em tecnologias limpas segue para sanção presidencial   O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (18), o texto final do  Projeto de Lei (PL) 327/2021, que institui o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), nos termos do parecer apresentado pela relatora da matéria, a deputada Marussa Boldrin (GO), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). A proposta incentiva projetos de obras de infraestrutura, expansão ou implantação de parques de produção energética de matriz sustentável, pesquisa tecnológica ou de desenvolvimento de inovação tecnológica que proporcionem benefícios socioambientais ou diminuam os impactos sobre o meio ambiente. Segundo Marussa, o Brasil tem grande potencial para a expansão da produção de energia limpa e sustentável. “O que precisamos é de políticas públicas que desburocratizem e ofereçam subsídios para que empreendedores e empresários nacionais possam investir no país. Com esse projeto, teremos a oportunidade de colocar o Brasil no lugar de destaque que ele deve ocupar. Já somos referência em energias sustentáveis, como a eólica e a fotovoltaica, e podemos muito mais”, afirmou. Para o cooperativismo, a medida é importante porque permitirá o uso de créditos tributários e precatórios de pessoas jurídicas como garantias para financiamentos de projetos de transição energética, o que facilita o acesso a recursos com taxas de juros mais atrativas. “O Paten trará benefícios significativos para as cooperativas. A transição energética é uma das maiores agendas do século, e esse programa posiciona o cooperativismo na linha de frente. Ele promove inovação e cria oportunidades para que as cooperativas contribuam ativamente para um futuro mais sustentável”, considerou a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, ao comemorar a aprovação do texto final. Ela ressaltou ainda que a medida fortalece o compromisso do cooperativismo com o desenvolvimento socioambiental. “É uma ferramenta que permite o investimento em soluções que beneficiam comunidades e promovem a eficiência energética. Isso está alinhado com os valores cooperativistas e com o propósito de transformar realidades por meio da união e do trabalho coletivo”, completou. Autor de um dos projetos apensados, o deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frencoop, destacou que o objetivo é impulsionar o desenvolvimento sustentável no país, especialmente por meio de projetos que promovam a transição energética e a inovação tecnológica. “Entre as principais áreas de incentivo estão a expansão de fontes renováveis como energia solar, eólica e biomassa, além do desenvolvimento de combustíveis renováveis e da substituição de matrizes energéticas fósseis por alternativas limpas”, explicou.   Para o parlamentar, a aprovação do projeto chega em um momento importante, em que o Brasil busca consolidar seu papel como líder global em sustentabilidade. “O Paten não é apenas sobre energia limpa, mas sobre construir um futuro no qual inovação, eficiência e responsabilidade ambiental andam de mãos dadas. O objetivo é criar um ambiente que favoreça o investimento em tecnologias de ponta”, acrescentou. Ele também reforçou que o programa atende às necessidades de um cenário econômico em transformação, onde a competitividade depende cada vez mais da capacidade de adotar práticas sustentáveis. “Não há país desenvolvido sem uma matriz energética eficiente, e essa iniciativa é uma peça-chave para alcançarmos essa eficiência”, acrescentou. Além de fomentar a pesquisa e a inovação tecnológica, o Paten prevê a criação do Fundo de Garantias para o Desenvolvimento Sustentável (Fundo Verde), que será um dos principais mecanismos de financiamento. O fundo será essencial para alavancar projetos que buscam mitigar impactos ambientais e promover benefícios socioeconômicos. Saiba Mais: Senado aprova Paten e abre caminho para o futuro sustentável Marco legal dos bioinsumos e aprovado no Senado Presidente da Frencoop debate pautas ambientais
Câmara aprova texto final do Programa de Transição Energética
Notícias representação
18/12/2024

Participação do coop no mercado de seguros é aprovada no Senado

Medida representa mais uma conquista histórica para o movimento e segue para sanção presidencial   Senadores Rodrigo Pacheto e Weverton durante votação em Plenário. Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoO Plenário do Senado Federal aprovou, nesta terça-feria (17), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 143/2024, que abre caminho para a ampliação da atuação das cooperativas no mercado de seguros. A medida faz parte da Agenda Institucional do Cooperativismo e representa mais uma conquista histórica para o cooperativismo brasileiro, possibilitando que as cooperativas operem em todos os ramos de seguros privados, exceto capitalização aberta e repartição de capitais de cobertura. Essa mudança visa democratizar o acesso a seguros, tornando o mercado mais acessível e competitivo, com foco nas especificidades e na segurança jurídica do modelo cooperativista. Com a aprovação no Senado, o texto segue agora para sanção presidencial. Após sancionado, as cooperativas terão um prazo de 180 dias para se adequarem às novas exigências legais. Essa transição será acompanhada pelo Sistema OCB, que seguirá apoiando suas associadas na implementação das mudanças previstas. Para o presidente da entidade, Márcio Lopes de Freitas, a medida representa um passo decisivo para consolidar o cooperativismo como uma força transformadora no mercado de seguros. “As cooperativas têm uma vocação natural para atuar com responsabilidade e inclusão. Este projeto reforça essa capacidade, permitindo que o cooperativismo contribua ainda mais para a proteção e o bem-estar da sociedade brasileira. É um avanço que reflete a maturidade do setor e a força do diálogo entre as entidades e o poder público”, declarou. O projeto foi construído após mais de oito anos de debates envolvendo o Sistema OCB, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o Ministério da Fazenda e entidades como a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Força Associativa Nacional (FAN). Entre os principais pontos do texto, destacam-se a possibilidade de operação com resseguro e cosseguro, a estruturação em cooperativas singulares, centrais e confederações, além da proporcionalidade na regulação, considerando o porte e os riscos das instituições. O apoio de entidades representativas do setor foi consolidado em um manifesto conjunto, destacando a relevância do projeto para o mercado de seguros no Brasil e a força do diálogo realizado em conjunto com órgãos do governo, setor privado e lideranças parlamentares. Segundo o manifesto, o texto aprovado promove segurança jurídica, inclusão e inovação, ampliando o acesso a seguros para milhões de brasileiros. Além disso, o manifesto ressalta que a regulamentação proposta impulsionará o crescimento sustentável do setor, ao garantir uma regulação proporcional e respeitar as especificidades das cooperativas. Relator da matéria na Câmara dos Deputados, o deputado Vinicius Carvalho (SP) destacou a importância da medida para o fortalecimento do setor e sua convergência com o modelo cooperativo. “A medida estabelece um regime jurídico inclusivo e, ao mesmo tempo, consistente para o Sistema Nacional de Seguros Privados. Criamos condições para que as cooperativas e associações de proteção veicular e de benefícios mútuos possam dispor de maior segurança jurídica para sua atuação”, afirmou o parlamentar, que trabalhou intensamente na construção do texto aprovado na Câmara. O deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), comemorou a conquista. "As cooperativas de seguros são uma realidade no mundo todo e, aqui no Brasil, têm potencial e um cenário produtivo para crescer no agro e outros setores de atividades. Elas chegam para ampliar a concorrência, a oferta e as possibilidades para que o setor produtivo possa atuar com mais tranquilidade", enfatizou. No Senado, a relatoria ficou a cargo do senador Weverton (MA), que também enfatizou o impacto transformador do projeto para o setor de seguros e para a economia brasileira como um todo. “Estamos aprovando uma medida que fortalece as cooperativas, mas também amplia o mercado de seguros, levando proteção a milhões de brasileiros que hoje não conseguem acessar esse tipo de serviço. É um projeto que equilibra inovação, inclusão e responsabilidade, promovendo um avanço necessário para o país”, ressaltou.   Cenário As cooperativas seguradoras e as mútuas (entendidas como sociedades que prestam serviços de seguros de vida e não vida, regimes de segurança social complementar e serviços de pequeno valor de natureza social) são uma realidade em todo o mundo. A Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF) é a principal entidade que representa esse setor, reunindo mais de 200 organizações de 60 países ao redor do mundo. Juntas, essas organizações alcançaram, em 2023, mais de US$ 236 bilhões em receita de prêmios, enquanto seus ativos totais somavam US$ 1,7 trilhões. São cerca de 300 milhões de pessoas atendidas por essas entidades, que geram mais de 230 mil empregos diretos. Com esses números, as cooperativas representam quase 30% do mercado de seguros em todo o mundo. No Brasil, a participação das cooperativas no mercado de seguros é restrita aos ramos de seguros agrícolas, de saúde e de acidentes de trabalho (parágrafo único, art. 24, Decreto-Lei 73/1966). Os dados gerais do setor no país revelam um grande potencial de crescimento: entre janeiro e agosto, a arrecadação total foi de R$ 288,06 bilhões, o que representa um aumento de 13,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Durante esse período, o setor retornou R$ 161,0 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios, o que corresponde a um crescimento de 5,82%.   Saiba Mais: Participação no mercado de seguros: demanda das cooperativas e da sociedade Participação de cooperativas no mercado de seguros traz benefícios para o consumidor Reforma Tributária: coop celebra consolidação de vitória histórica
Participação do coop no mercado de seguros é aprovada no Senado
Notícias representação
17/12/2024

Reforma Tributária: coop celebra consolidação de vitória histórica

Texto final foi aprovado pela Câmara dos Deputados e contempla pleitos do movimento    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (17), a versão final do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, que regulamenta a Reforma Tributária para o consumo. O momento é de celebração para o cooperativismo. O texto consolida uma das maiores conquistas da história do movimento no Brasil, com a definição do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo e a inclusão de dispositivos que asseguram sua competitividade e fortalecimento. O texto segue agora para a sanção presidencial. “Conseguimos garantir o respeito às especificidades e reafirmar o papel crucial do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil nesse novo normativo tributário do país. Temos assegurada, agora, a segurança jurídica necessária para que nossas cooperativas operem de forma eficiente, com cada vez mais qualidade e resultados positivos. Agradecemos imensamente o apoio dos parlamentares da nossa Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) nesse processo. O apoio deles foi imperativo para chegarmos até aqui”, comemorou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. Para a superintendente Tania Zanella, a união e o trabalho coletivo fizeram a diferença. “Essa conquista é resultado de uma jornada intensa, iniciada com uma proposta que não contemplava o nosso modelo específico de fazer negócios e ameaçava a sustentabilidade do cooperativismo no Brasil. Com muito diálogo, união e persistência conseguimos construir pontes e negociar cada pleito do movimento de forma positiva e assertiva. Se hoje podemos comemorar essa vitória histórica é porque juntos provamos, uma vez mais, que somos mais fortes. Só podemos agradecer a todos os envolvidos e reafirmar que o fortalecimento do cooperativismo representa também o fortalecimento do Brasil”, declarou.           Ver essa foto no Instagram       Uma publicação compartilhada por Gloria Pires (@gpiresoficial)     Inúmeras rodadas de debates e negociações com líderes partidários, parlamentares, autoridades do Poder Executivo e entidades representativas do setor produtivo foram necessárias durante a análise do projeto de regulamentação da Reforma Tributária nas duas Casas Legislativas para garantir as conquistas do cooperativismo no texto final. A mobilização do movimento foi coordenada pelo Sistema OCB com o apoio das Organizações Estaduais (OCEs) e de cooperativas de todo o país. “Foi um trabalho sem precedentes e que, com certeza, resultou em importantes frentes de aproximação e diálogo com todos os atores envolvidos”, acrescentou Tania.   Os pleitos atendidos incluem a dedução integral dos custos com repasses de honorários aos cooperados de operadoras de planos de saúde; a definição de hipóteses de redução de alíquota nas operações entre cooperativa e cooperado; a preservação da não cumulatividade entre singulares e centrais; a não incidência tributária sobre o beneficiamento realizado pela cooperativa; a menção expressa de não incidência tributária nos repasses aos cooperados em cooperativas prestadoras de serviços; a possibilidade de aplicação cumulativa do regime das cooperativas com regimes diferenciados e específicos de cada setor; a não incidência tributária de juros e remuneração pagas ao capital por cooperativas; e a possibilidade de diferimento na aquisição de insumos do produtor rural por cooperativas.. Diversos parlamentares foram fundamentais na defesa das demandas do coop ao longo de todas as etapas da tramitação da regulamentação da Reforma. Entre eles, destacam-se os deputados Arnaldo Jardim (SP), Pedro Lupion (PR), Sérgio Souza (PR), Marussa Boldrin (GO), Vitor Lippi (SP), Reginaldo Lopes (MG), Aguinaldo Ribeiro (PB) e Arthur Lira (AL); assim como os senadores Eduardo Braga (AM), Flávio Arns (PR), Zequinha Marinho (PA), Vanderlan Cardoso (GO), Luís Carlos Heinze (RS), Esperidião Amin (SC) e Renan Calheiros (AL). Eles foram responsáveis pela apresentação das emendas necessárias para assegurar as conquistas alcançadas pelo movimento e também pelas negociações voltadas à aprovação de cada uma. O deputado Arnaldo Jardim, presidente da Frencoop, falou em nome dos parlamentares do colegiado. “É uma alegria poder comemorar os resultados positivos do cooperativismo na regulamentação da Reforma Tributária. Fizemos a defesa do movimento em todas as etapas do processo. Reconhecer o ato cooperativo é compreender a profundidade dessa forma de organização que gera prosperidade, distribui oportunidades e cria renda de forma mais igualitária. Em nome da Frencoop quero saudar todos os parlamentares envolvidos, uma vez que fizemos aquilo que nos orgulha: a defesa de uma forma de produzir e de consumir que é uma referência e um sinal para o futuro”, salientou.          Saiba Mais: Senado contempla pleitos do coop na regulamentação da Reforma Tributária Ato cooperativo conquista aprovação final Representação institucional garante voz e visibilidade ao cooperativismo      
Reforma Tributária: coop celebra consolidação de vitória histórica
Notícias negócios
17/12/2024

Sistema OCB destaca força do coop em Missão Índia no Brasil

Evento reuniu empresários e jornalistas do país asiático para estreitar laços e explorar novas oportunidades O Sistema OCB teve participação de destaque na programação em Brasília da Missão Índia no Brasil, nesta segunda-feira (16). Jéssica Dias, analista de Negócios e Rodolfo Jordão Filho, analista técnico do Ramo Agro, destacaram a atuação do modelo de negócios no país e sua força no mercado internacional.  Promovida pela ApexBrasil, a missão reuniu empresários e jornalistas indianos interessados em estreitar laços comerciais e explorar novas oportunidades de cooperação entre os dois países, especialmente no agronegócio, em uma vasta gama de visitas técnicas e reuniões realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, entre os dias 7 e 17 de dezembro.  Durante o encontro, sediado no Ministério da Agricultura (Mapa), Rodolfo apresentou os principais números do cooperativismo nacional, além de iniciativas que promovem sustentabilidade, inovação e competitividade no mercado global, especialmente no ramo Agro.  Além de reforçar que o coop é responsável pela originação de mais de 50% dos grãos produzidos no Brasil e que 71,2% dos produtores cooperados são provenientes da agricultura familiar, Rodolfo afirmou que o modelo de negócios é considerado uma solução viável para os quatro maiores desafios da humanidade na atualidade: segurança alimentar, mudanças climáticas, desigualdade social e insuficiência energética. Jéssica, por sua vez, apresentou detalhes sobre o Programa NegóciosCoop, desenvolvido pelo Sistema OCB para apoiar as cooperativas na sua integração e crescimento nos mercados públicos e privados. “Trabalhamos no aprimoramento da gestão delas para prepará-las para participação em feiras de negócios, encontros de matchmaking e missões técnicas que permitam expandir sua atuação tanto no mercado nacional quanto no mercado externo. O Programa já atende 23 dos 27 estados brasileiros, com mais de 100 cooperativas contempladas e 3,6 mil horas de consultoria oferecidas”, explicou. Conforme salientou Jéssica, os resultados do Programa vão além do aumento da competitividade, com acesso a novos mercados, ampliação da base de clientes e redução na dependência de um único destino comercial. “São pontos fundamentais que contribuem diretamente para o fortalecimento do movimento cooperativista, reafirmam a força do setor no mercado nacional e mostram que o mercado internacional é viável para o crescimento sustentável das cooperativas", completou.   Parceiro global Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, ressaltou a importância do encontro e as oportunidades para o incremento do comércio e cooperação entre Brasil e Índia. “O Brasil é muito diverso e se destaca na produção de variados insumos como fibras, energia e alimentos. É um parceiro global quando se fala em segurança alimentar por seus atributos de qualidade, sanidade, sustentabilidade e complementação. Temos todo o interesse em avançar em  novos acordos com a Índia, ampliando as trocas já existentes entre os países”, disse.  Para o jornalista G. Chandrashekar, membro da delegação, o Brasil tem um potencial inestimável para a realização de acordos comerciais com a Índia. Ele citou o algodão e o etanol como exemplos de produtos que interessam ao país asiático, bem como a troca de pesquisas e tecnologia. “Tenho plena convicção de que se o Brasil e a Índia derem as mãos, serão capazes de, juntos, alimentar o mundo”, declarou.  Entre 2003 e 2023, as exportações brasileiras para a Índia cresceram 14,3% ao ano, superando o crescimento médio das exportações brasileiras para o mundo. Em 2023, as vendas para o mercado indiano alcançaram US$ 4,7 bilhões, com destaque para gorduras e óleos vegetais, açúcar e melaço, além de óleos brutos de petróleo. Apesar desses números, o mercado indiano ainda representa apenas 2% das exportações totais do Brasil, evidenciando o potencial para diversificação da pauta exportadora e ampliação das parcerias comerciais.  Estudo da ApexBrasil aponta 387 oportunidades comerciais para produtos brasileiros no mercado indiano. Elas abrangem áreas estratégicas como combustíveis minerais, matérias-primas, máquinas e equipamentos de transporte, produtos químicos, artigos manufaturados e alimentos.  Além da participação na reunião, a delegação indiana visitou, nesta terça-feira (17), a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF) para conhecer, na prática, soluções que contribuem para o desenvolvimento sustentável e para a segurança alimentar mundial.  Saiba Mais: Comitiva indiana conhece cooperativismo brasileiro Missão RECM promove prospeção de negócios com a Índia Exportação: veja como o Sistema OCB apoia negócios internacionais 
Sistema OCB destaca força do coop em Missão Índia no Brasil
Notícias representação
16/12/2024

Preservação histórica do coop é pauta de reunião com diretor-geral da ACI 

Iniciativa liderada pelo Sistema OCB busca valorizar a trajetória e a representatividade do movimento   Jeroen Douglas, Márcio Lopes de Freitas e José Alves de Souza NetoO Sistema OCB recebeu, na terça-feira (10), a visita de Jeroen Douglas, diretor-geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), para tratar de agendas bilaterais voltadas ao fortalecimento do cooperativismo no âmbito global. As reuniões contaram com a participação de lideranças do Sistema OCB e da ACI Américas, que abordaram dois temas centrais: os primeiros passos do Grupo de Trabalho Cooperativas e o Patrimônio Histórico e Cultural, e a atuação do cooperativismo brasileiro no Conselho da ACI. Para Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, as agendas reforçaram o compromisso da entidade em promover o cooperativismo como uma força motriz para o desenvolvimento econômico, social e cultural. “A criação do GT, por exemplo, demonstra o protagonismo do Brasil em pautas que conectam o legado histórico do cooperativismo às demandas contemporâneas de preservação e sustentabilidade”, disse.  Durante a manhã, aconteceu o encontro inicial do GT, proposto pelo Sistema OCB e aprovado pelo conselho da ACI em setembro deste ano. O objetivo do grupo é consolidar o cooperativismo como um patrimônio histórico e cultural da humanidade, com foco na preservação de espaços físicos, monumentos e locais históricos relevantes para o movimento cooperativista. A reunião serviu como um pontapé para os trabalhos, com a definição de um cronograma de ações para 2025 e a elaboração de uma lista preliminar de membros. O GT será conduzido no âmbito global da ACI, com ramificações regionais. Ainda segundo o presidente Márcio, o cooperativismo é parte essencial da história da humanidade. “Precisamos garantir que esse legado seja reconhecido e preservado em nível global. Iniciativas como essa fortalecem nosso movimento e destacam a importância das cooperativas na construção de um futuro mais justo e inclusivo", afirmou. Jeroen também enfatizou a importância da iniciativa. “O reconhecimento do cooperativismo como patrimônio histórico e cultural da humanidade é um passo fundamental para reforçar sua relevância global. Com esse novo Grupo de Trabalho pretendemos conectar a história e os valores cooperativistas às futuras gerações, promover a preservação e, também, a valorização de sua contribuição para o desenvolvimento social e econômico”, declarou Jeroen.   No período da tarde, Jeroen se reuniu com o presidente Márcio e José Alves de Souza Neto, presidente da ACI Américas para tratar da atuação no Conselho de Administração da ACI. Ambos os líderes brasileiros ocupam, agora, assentos no Conselho de Administração da organização, e pretendem reforçar a representação brasileira nos espaços decisórios da entidade.  O encontro abordou questões administrativas e executivas relacionadas ao Conselho, o que representa uma oportunidade significativa para ampliar a visibilidade das demandas regionais e fortalecer a voz das cooperativas brasileiras na agenda global do cooperativismo. Participaram da reunião no período da manhã o presidente Márcio; Jeroen Douglas, José Alves de Souza Neto; Tiago Luiz Schmidt, presidente da Sicredi Pioneira; Fabíola Nader Motta, gerente-geral da OCB; Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB; João Penna, analista de Relações Governamentais; e Enzo Ramos, trainee de Relações Internacionais. O grupo também discutiu estratégias de mobilização e parcerias para fortalecer a pauta internacionalmente. Saiba Mais: Brasileiro, presidente da ACI Américas diz que cooperativas podem reduzir desigualdade no continente Preservação histórica do coop ganha destaque em conferência da ACI Educação cooperativista: iniciativas brasileiras são debatidas em conferência da ACI
Preservação histórica do coop é pauta de reunião com diretor-geral da ACI 
Notícias eventos
13/12/2024

Diversidade, inclusão e equidade: Rio recebe último workshop de 2024

Evento promoveu reflexões e ações para um setor cada vez mais integrado e respeitoso   Nesta quarta-feira (11), o Sistema OCB realizou o último workshop Inclusão, Diversidade e Equidade (ID&E) de 2024. O evento aconteceu no Sistema OCB/RJ e reuniu cerca de 40 participantes entre cooperados, empregados e dirigentes de cooperativas, além de integrantes dos comitês de jovens Geração C, mulheres Elas pelo Coop, público interno da organização carioca e membros da comunidade local. O evento foi o 9º oferecido pelo Sistema OCB durante o 2° semestre de 2024. A edição consolidou o compromisso da Casa do Cooperativismo em estimular a inclusão e a valorização de pessoas, em busca da promoção de um ambiente cooperativista plural e respeitoso. A condução ficou a cargo da consultora Gisele Gomes, CEO da Parônima, consultoria especializada em Culturas Inclusivas, Equidade e Diversidade nas Organizações, que explorou conceitos fundamentais, estudos de caso, práticas atualizadas e estratégias voltadas à governança e ESG. Rosa Maria de Souza, presidente da Coopidade e do Comitê Gestor de Gênero Dona Terezita, além de integrante do Elas pelo Coop participou da abertura do workshop ao lado de Vinícius Mesquita, presidente do Sistema OCB/RJ. Em sua fala inspiradora, ela destacou a importância da iniciativa. “É compromisso nosso, cooperativistas, promover a equidade de gênero e incluir e valorizar pessoas”, enfatizou. Já Vinícius reforçou o papel inclusivo do cooperativismo. “Somos um modelo de negócios para todas as pessoas, independente do gênero, orientação sexual, classe social, raça ou escolha religiosa”, declarou. A analista da Gerência de Desenvolvimento do Sistema OCB, Divani Ferreira, incitou reflexões relevantes, que alinharam o tema às Diretrizes Estratégicas do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC). Para ela, o acolhimento da diversidade requer uma escuta ativa. “Quando estivermos pensando em ações para públicos diversos, precisamos refletir sobre o que podemos fazer para que essas pessoas estejam lá inteiras”, ressaltou. No decorrer do workshop, Gisele convidou as pessoas participantes a refletirem sobre seus papeis na pauta de ID&E por meio de perguntas poderosas como: “o que nos motiva a ser pessoas aliadas” e “conheça seus vieses inconscientes”. As reflexões conjuntas suscitaram debates e alinhamentos de questões práticas que podem ser implementadas em curto, médio e longo prazo. O encerramento do evento foi marcado por um compromisso coletivo com a pauta da ID&E no cooperativismo e reforçou o papel essencial de cada indivíduo na construção de um ambiente mais diverso, inclusivo e equitativo.   Saiba Mais: Workshop inclusão, diversidade e equidade chega ao Espírito Santo MS recebe workshop inclusão, diversidade e equidade Cooperativas cearenses debatem inclusão, diversidade e equidade    
Diversidade, inclusão e equidade: Rio recebe último workshop de 2024
Notícias representação
13/12/2024

Sistema OCB alinha medidas para transporte cooperativo

Reunião com a ANTT abordou ações estratégias para minimizar problemas na comunicação de multas O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (12), de reunião estratégica com a Gerência de Autos de Infração da Agência Nacional de Transportes Terrestres (Geralt - ANTT) para discutir os desafios enfrentados por cooperativas de transporte em relação às multas e autos de infração. O encontro abordou gargalos importantes, como problemas na comunicação  do autos de infração com os transportadores, que tem levado resultado em problemas graves como inscrições na dívida ativa e restrições no Serasa. A reunião contou com a participação de Carla Rosa, Fernando Santos e Alexandre Magro, coordenadores da Geralt;  Evaldo Matos, coordenador nacional do Ramo Transporte, e Tiago Barros, analista técnico da Gerência de Relações Institucionais, do Sistema OCB; José Thomé Júnior, gerente de Logística da Rodocoop (PR); e João Gogola Neto, gerente de desenvolvimento cooperativo no Sescoop/PR. Segundo os representantes das cooperativas, a origem dos problemas está, em grande parte, no não recebimento das notificações, o que impede o transportador de utilizar o prazo para defesa administrativa ou até mesmo para efetuar o pagamento em tempo hábil. Eles consideraram que, embora a ANTT afirme que as notificações são feitas de acordo com a legislação vigente, como a Lei 9.784/99 e a Resolução 5.083/16, foi reconhecido que o processo, atualmente analógico, apresenta limitações. “A sistemática utilizada hoje depende de ferramentas tradicionais, como o envio de notificações via Correios, o que pode gerar inconsistências e dificuldades para o transportador acompanhar e resolver as questões dentro do prazo estabelecido”, afirmou Tiago Barros. Como resultado prático da reunião, foi estabelecido um canal direto de comunicação entre o Sistema OCB e a Geralt, a partir de uma proposta de que os estados e cooperativas façam o mapeamento dos problemas enfrentados e encaminhem os casos para análise individualizada pela ANTT. Para Evaldo Matos, esse mapeamento é essencial para diagnosticar e tratar os casos de forma assertiva. “O objetivo é criar soluções que, ao menos, amenizem as dificuldades relatadas pelas cooperativas”, destacou. Além disso, a ANTT reconheceu os desafios de digitalizar os processos e modernizar os sistemas de notificação e acompanhamento de infrações. Apesar das limitações, a agência reafirmou seu compromisso em colaborar com o Sistema OCB para atender às demandas do setor. “Estamos cientes das dificuldades e sabemos que a digitalização trará um avanço significativo, mas pedimos paciência enquanto trabalhamos para viabilizar esse processo”, pontuaram os representantes da agência.   Saiba Mais: STF discute vínculo empregatício para motoristas de aplicativos Questionário de diagnóstico é aberto para cooperativas de transporte Transporte debate impactos de normas e plano estratégico para 2025  
Sistema OCB alinha medidas para transporte cooperativo
Notícias eventos
13/12/2024

Economia e cooperativismo são debatidos em 52º Encontro da Anpec

Painel realizado no evento explorou avanços econômicos e sociais do movimento Arthur Nery apresentou dados do cooperativismo no encontroO Sistema OCB participou, na última terça-feira (10), de painel do 52º Encontro Nacional de Economia da Associação Nacional dos Centros de Pós-graduação em Economia (Anpec), realizado em Natal, no Rio Grande do Norte. O evento, que reuniu especialistas de todo o Brasil, incluiu representantes do Sistema OCB, Sicredi e Fipe para debater o impacto do cooperativismo na economia brasileira. Durante o evento, Arthur Nery, analista de estudos econômicos do Sistema OCB, destacou as principais iniciativas promovidas pela entidade para fomentar a produção acadêmica e a pesquisa no cooperativismo. Entre elas, as Chamadas de Pesquisa realizadas em parceria com o CNPq e o Sescoop Na primeira chamada, realizada em 2018, foram financiados 41 projetos em 13 estados, que envolveram 28 instituições e geraram mais de 330 artigos acadêmicos publicados. Já na segunda chamada, em 2022, foram 44 projetos contemplados, distribuídos por 15 estados e 31 instituições, com R$ 3,8 milhões em recursos destinados. O Sistema OCB sinalizou interesse em lançar uma terceira edição para dar continuidade ao apoio acadêmico. Para Arthur Nery, a colaboração entre o Sistema OCB e a rede de pesquisadores em cooperativismo é fundamental para o desenvolvimento e o fortalecimento do modelo de negócios no Brasil. “As iniciativas que apresentamos aqui demonstram nosso compromisso em apoiar e incentivar a produção acadêmica nesse campo. Acreditamos que a sinergia entre a pesquisa e a prática é essencial para gerar conhecimento, promover a inovação e garantir a sustentabilidade do cooperativismo”, disse. Outra iniciativa de destaque foi o Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). A edição mais recente, em 2023, contou com 144 trabalhos submetidos e 14 palestrantes de renome. O próximo evento está previsto para outubro de 2025, com submissão de trabalhos programada para março. Arthur Nery ressaltou, ainda, o papel do Anuário do Cooperativismo Brasileiro como a principal fonte de dados primários sobre o movimento e reafirmou o compromisso do Sistema OCB em fornecer informações detalhadas aos pesquisadores e, junto com os representantes da Fipe, descreveu os principais resultados do estudo realizado em parceria com o Sistema OCB para mensurar, com precisão, a relevância das cooperativas de crédito no Brasil. Equipe do cooperativismo no 52º Encontro da AnpecO estudo mostra que a presença delas gera um aumento expressivo no PIB per capita dos municípios onde estão localizadas, na criação de empregos e na arrecadação tributária, além de impulsionar o agronegócio e reduzir a pobreza. “Em termos de PIB per capita, os municípios que contam com cooperativas de crédito registraram um incremento de R$ 3.852 por habitante, equivalente a 10% da média nacional de 2021. A geração de empregos foi outro destaque, com 25,3 novos postos de trabalho por mil habitantes, equivalente a 15,1% acima da média nacional. No empreendedorismo, o crescimento apontado é de mais 3,2 estabelecimentos por mil habitantes (15,6% da média nacional)”, descreveu Arthur. Luan Rezende Eduardo, pesquisador do Sicredi, abordou o conceito e o crescimento das cooperativas de crédito no país. Ele explicou que essas instituições possuem um modelo de governança diferenciado, no qual os associados são donos do negócio e contrastam com o foco em lucros para acionistas dos bancos tradicionais. Ele também apresentou os benefícios econômicos do cooperativismo de crédito, como o Impulso às economias locais, com a presença em comunidades e municípios menores; as decisões baseadas na proximidade, em que a comunidade participa da análise de crédito e diminui as assimetrias de informação; e os produtos adaptados às necessidades locais, em que a prioridade é o atendimento personalizado.   Saiba Mais: Coop de Crédito mantêm presença no Conselho de Administração do Open Finance Finanças sustentáveis: cooperativismo está pronto e engajado Cooperativas de crédito são reconhecidas por inovação com propósito      
Economia e cooperativismo são debatidos em 52º Encontro da Anpec
1
de
1184