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03/07/2026

Modernização dos fundos constitucionais segue em discussão no Congresso

Mudanças visam ampliar  eficiência, fortalecer  cooperativas de crédito e expandir acesso aos recursos  Garantir crédito acessível, previsibilidade e investimentos de longo prazo é um dos principais desafios para impulsionar o desenvolvimento regional e fortalecer a produção agropecuária brasileira. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o acesso ao financiamento ainda enfrenta limitações estruturais, os Fundos Constitucionais de Financiamento (FCO, FNO e FNE) desempenham papel estratégico ao estimular investimentos, ampliar oportunidades e reduzir desigualdades.  Para que esses recursos alcancem quem mais precisa, as cooperativas de crédito exercem papel fundamental. Presentes em milhares de municípios — muitos deles sem atendimento de instituições financeiras tradicionais —, elas atuam diretamente no financiamento da produção, no apoio a pequenos e médios produtores, micro e pequenas empresas e na promoção da inclusão financeira. Essa capilaridade amplia o alcance das políticas públicas e fortalece a efetividade dos fundos constitucionais.  Nesse contexto, o Congresso Nacional discute o aperfeiçoamento dos Fundos Constitucionais de Financiamento, com o                                                Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado objetivo de tornar mais eficiente a aplicação dos recursos e ampliar sua capacidade de promover o desenvolvimento regional. Entre as principais propostas em tramitação está o Projeto de Lei (PL) 5.187/2019, que atualiza as regras de operacionalização desses instrumentos.  Durante a tramitação da matéria na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, a senadora Margareth Buzetti (MT) foi designada relatora do projeto e apresentou parecer incorporando sugestões defendidas pelo Sistema OCB para fortalecer a participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. O relatório, no entanto, não chegou a ser votado porque mudanças na tramitação da proposta determinaram seu encaminhamento para outra comissão.  Ao defender o aperfeiçoamento da proposta, a senadora destaca a necessidade de considerar as diferentes realidades regionais na formulação das políticas públicas. "O modelo atual ainda encontra dificuldades para atender os pequenos tomadores de crédito. Precisamos olhar para a realidade de cada estado para que esses recursos cheguem a quem realmente precisa".  O Sistema OCB acompanha esse debate e defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de operação dos fundos constitucionais para tornar mais eficiente o repasse dos recursos, ampliar o alcance do crédito e fortalecer o desenvolvimento econômico das regiões beneficiadas. A proposta integra a Agenda Institucional do Cooperativismo e está entre as prioridades da entidade no Congresso Nacional.  Para o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba, ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos significa potencializar os resultados da política pública. "As cooperativas de crédito já estão presentes onde muitas vezes outras instituições financeiras não chegam. Ampliar sua participação na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito, aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional e ampliar as oportunidades de investimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste", afirma.    Fundos Constitucionais  Os Fundos Constitucionais de Financiamento são abastecidos com recursos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e constituem um dos principais instrumentos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Seu objetivo é promover investimentos, reduzir desigualdades econômicas e ampliar o acesso ao crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.  Nos últimos anos, o cooperativismo conquistou avanços importantes na legislação, como a garantia de participação mínima das cooperativas de crédito na operacionalização de alguns fundos. Agora, busca novos aperfeiçoamentos para ampliar a previsibilidade dos repasses, fortalecer a atuação das cooperativas e expandir o acesso ao financiamento para produtores rurais, cooperativas, micro e pequenas empresas.    Saiba Mais:  Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade Cooperativismo é eixo da mineração sustentável
Modernização dos fundos constitucionais segue em discussão no Congresso
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03/07/2026

Fundos constitucionais podem impulsionar nova economia na Região Norte

Senador Irajá defende maior eficiência na aplicação dos recursos para ampliar investimentos   Os Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO) podem ampliar os investimentos em cadeias produtivas emergentes, inovação, bioeconomia e mercado de carbono. A avaliação é do senador Irajá (TO), que defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de financiamento para acelerar o desenvolvimento econômico e ampliar oportunidades em estados como o Tocantins.                                                     Foto: Carlos Moura/Agência Senado Criados para reduzir desigualdades, os fundos financiam projetos produtivos com recursos provenientes do Imposto de Renda e do IPI. Para Irajá, o desafio é tornar o acesso ao crédito mais ágil e eficiente. "O que necessitamos é que os empréstimos sejam concedidos dentro de um prazo razoável e com menor burocracia", afirma.  Na avaliação do parlamentar, “o Tocantins reúne condições para atrair investimentos em setores ligados à economia de baixo carbono, agregação de valor à produção e inovação, tendo os fundos constitucionais como um dos principais instrumentos de financiamento”.  O Sistema OCB defende que esse potencial pode ser ampliado com maior participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. Presente em milhares de municípios, o segmento tem ampliado sua atuação no financiamento da produção e na inclusão financeira, especialmente em localidades onde a presença de bancos tradicionais é limitada.  Atualmente, propostas em tramitação no Congresso Nacional buscam aprimorar as regras de repasse desses recursos. Entre elas estão projetos — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — que integram a  Agenda Institucional do Cooperativismo e tratam do fortalecimento da participação dos agentes operadores, da previsibilidade nos repasses e da definição mais clara dos critérios de distribuição dos recursos pelos bancos administradores.  "Ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito e aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional", afirma o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba.  Segundo ele, a proximidade das cooperativas com produtores rurais e empreendedores permite que os recursos cheguem com mais rapidez e eficiência aos beneficiários. "Fortalecer a participação das cooperativas significa acelerar investimentos e garantir que os recursos cheguem de maneira mais eficiente a quem produz e movimenta a economia", complementa.   Saiba Mais:  Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom
   Fundos constitucionais podem impulsionar nova economia na Região Norte
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02/07/2026

Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo

Integração com assistência técnica e gestão de riscos amplia a produtividade e impulsiona desenvolvimento   Ter acesso ao crédito é essencial para produzir. Saber como investir esses recursos faz toda a diferença para produzir melhor, aumentar a renda e fortalecer o desenvolvimento das comunidades rurais. É nessa combinação entre financiamento, assistência técnica e gestão de riscos que o cooperativismo tem demonstrado sua força, oferecendo aos produtores um modelo capaz de transformar crédito em produtividade, inovação e crescimento sustentável.  No campo, crédito e assistência técnica caminham lado a lado. O financiamento permite a aquisição de insumos, máquinas, equipamentos e tecnologias, mas é a orientação especializada que ajuda o produtor a tomar decisões mais eficientes, reduzir custos, aumentar a produtividade e enfrentar os desafios da atividade agropecuária com mais segurança.  É justamente nesse modelo que as cooperativas agropecuárias fazem a diferença. Elas oferecem acompanhamento técnico contínuo, promovem a adoção de boas práticas de produção, difundem inovação e aproximam os cooperados de mercados cada vez mais exigentes. O resultado é um ciclo virtuoso que beneficia não apenas o produtor, mas toda a economia local, com geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.  "Nesse contexto, o crédito rural gera resultados muito mais consistentes quando está aliado à assistência técnica. Nas cooperativas, o produtor não recebe apenas financiamento; ele conta com orientação para investir melhor, adotar tecnologias, aumentar a produtividade e tomar decisões mais seguras. Esse modelo fortalece a renda, gera desenvolvimento regional e amplia a competitividade do agro brasileiro”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.  Essa atuação é especialmente importante para pequenos e médios produtores, que encontram nas cooperativas uma estrutura de apoio capaz de reduzir desigualdades no acesso às políticas públicas e ampliar as oportunidades de crescimento. Ao reunir produtores em torno de objetivos comuns, o cooperativismo fortalece o poder de negociação, amplia o acesso à inovação e torna o crédito uma ferramenta efetiva para impulsionar a produção.    Fortalecimento  O deputado federal e coordenador do Ramo Crédito da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Domingos Sávio (MG)                                                  Bruno Spada/Câmara dos Deputados, concorda com a defesa de que crédito e seguro rural alcançam melhores resultados quando estão associados ao conhecimento técnico e à organização proporcionada pelas cooperativas. "O crédito rural e o seguro rural são instrumentos fundamentais para dar segurança a quem produz, mas eles alcançam resultados ainda melhores quando vêm acompanhados de assistência técnica de qualidade. O produtor, especialmente o pequeno, precisa ter acesso à orientação para investir com eficiência, aumentar a produtividade e produzir de forma cada vez mais sustentável”.    Ainda segundo o parlamentar, as cooperativas exercem um papel essencial nesse cenário. “Elas garantem conhecimento, organização, acesso a mercados e melhores condições de financiamento. Fortalecer essas políticas é fortalecer o campo, gerar renda, criar oportunidades no interior e contribuir para o desenvolvimento do Brasil”, destaca.   Transformar o crédito em desenvolvimento também depende de políticas públicas que modernizem os instrumentos financeiros disponíveis para produtores e cooperativas. Por isso, o Sistema OCB acompanha e contribui com propostas em tramitação no Congresso Nacional que aperfeiçoam tanto a gestão de riscos quanto o acesso ao financiamento rural.  Uma delas é o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta moderniza a legislação relacionada ao seguro rural, amplia as fontes de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e cria condições para viabilizar a regulamentação do Fundo de Catástrofe, mecanismo considerado estratégico para ampliar a oferta de seguros e fortalecer a gestão de riscos no campo.  Para o Sistema OCB, a iniciativa representa um avanço importante ao atualizar instrumentos que precisam acompanhar a realidade atual do agronegócio. A ampliação da cobertura do seguro rural oferece mais previsibilidade às atividades produtivas e cria um ambiente mais seguro para novos investimentos, beneficiando diretamente mais de um milhão de produtores cooperados.  Outra pauta prioritária é o PL 4.334/2020, de autoria do deputado Zé Mário (GO), que busca estabelecer um teto nacional para os emolumentos cobrados no registro de garantias vinculadas às operações de financiamento rural. A proposta também aperfeiçoa o sistema eletrônico de registro de imóveis e sua interoperabilidade com outros sistemas de registro eletrônico.   O principal avanço, segundo o Sistema OCB, no entanto, está na redução dos custos das operações de crédito. A entidade defende que o texto priorize a criação de um teto nacional para os emolumentos cartoriais, garantindo maior previsibilidade aos produtores e cooperativas e reduzindo despesas que hoje encarecem o acesso ao financiamento rural.    Saiba Mais: No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo
Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
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01/07/2026

Regras travadas deixam crédito longe de quem precisa

Cooperativas de crédito operam fundos constitucionais, mas regras travadas limitam seu alcance  Em 469 municípios brasileiros, a cooperativa de crédito é a única instituição financeira disponível.  É por ela que passa a liberação de recursos para a safra, o investimento voltado ao pequeno negócio, o acesso ao dinheiro público destinado ao desenvolvimento regional. E é justamente esse papel que três projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional podem ampliar.  O tema das propostas são os fundos constitucionais de financiamento: FCO (Centro-Oeste), FNE (Nordeste) e FNO (Norte). Criados para reduzir desigualdades regionais, esses fundos repassam recursos a agentes financeiros que os distribuem aos beneficiários finais: produtores rurais, pequenas empresas, empreendedores locais. As cooperativas de crédito são agentes repassadores desse sistema. O problema é que as regras atuais criam entraves que limitam e dificultam o acesso de quem mais precisa.    O nó nas regras  Os três projetos em tramitação — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — tratam do gargalo na relação entre o banco administrador do fundo e os agentes repassadores, como as cooperativas de crédito. “Atualmente, o banco que administra o fundo também aplica recursos diretamente, o que gera concorrência com os próprios agentes que deveria abastecer. Os planos anuais de aplicação são definidos sem participação efetiva das cooperativas. Os prazos de repasse são imprevisíveis. Os critérios de distribuição, opacos. O resultado aparece no fim da cadeia, com o beneficiário final que enfrenta uma longa espera e muitas vezes desiste”, explica Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB.  Por isso, segundo Clara, a defesa do cooperativismo é pela participação das cooperativas na elaboração dos planos anuais, garantia de participação mínima no repasse dos recursos, previsibilidade nos prazos e clareza nos critérios de distribuição.   O deputado Dagoberto Nogueira (MS), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) considera que o tema exige atenção especial. "As cooperativas de crédito têm presença onde muitas vezes não existe outra instituição financeira. Ampliar sua participação na operacionalização dos fundos significa aumentar a capacidade de levar crédito a quem produz, empreende e gera emprego nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Congresso tem a responsabilidade de aperfeiçoar essas regras para tornar a política pública mais eficiente e mais próxima da população", afirma.  Clara acrescenta que a questão é também de eficiência do gasto público. "Os fundos constitucionais existem para reduzir desigualdades regionais. As cooperativas de crédito são o canal mais capilar e mais próximo do beneficiário final para fazer esse dinheiro chegar. Quando as regras criam concorrência desleal entre o banco administrador e os agentes repassadores, ou quando os prazos são imprevisíveis demais para qualquer planejamento, o recurso público perde efetividade”, completa.     Saiba Mais: Sistema OCB detalha impactos do Plano Safra 2026/2027 para as coops Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo Licenciamento ambiental define ritmo dos investimentos cooperativos
Regras travadas deixam crédito longe de quem precisa
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01/07/2026

Cooperativismo quer mais eficiência nos fundos constitucionais

Recursos são apontados como estratégicos para ampliar investimentos e acelerar o desenvolvimento local  Garantir crédito acessível, previsibilidade e investimentos de longo prazo é um dos principais desafios para o desenvolvimento regional e para o fortalecimento da produção agropecuária brasileira. Em regiões onde o acesso ao financiamento ainda enfrenta barreiras estruturais, os fundos constitucionais desempenham papel estratégico para impulsionar a economia, estimular investimentos e ampliar oportunidades.  Diante disso, o cooperativismo defende a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de operação dos Fundos Constitucionais de Financiamento — como o FNO, FNE e FCO — para garantir mais eficiência no repasse dos recursos, ampliar o alcance do crédito e fortalecer o desenvolvimento econômico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.  Nesse cenário, as cooperativas de crédito têm papel central. Presentes em municípios onde muitas vezes não há outras instituições financeiras, elas atuam diretamente no financiamento da produção, no apoio aos pequenos e médios produtores e na inclusão financeira de milhares de brasileiros. “Ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito e aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional”, destaca Thiago Borba, coordenador do Ramo Crédito do Sistema OCB.  Atualmente, propostas em tramitação no Congresso Nacional buscam aprimorar as regras de repasse desses recursos. Entre elas estão projetos — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — que tratam do fortalecimento da participação dos agentes operadores, da previsibilidade nos repasses e da definição mais clara dos critérios de distribuição dos recursos pelos bancos administradores.                                            Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosO senador e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Zequinha Marinho (PA), defende o fortalecimento dos fundos constitucionais como ferramenta estratégica. “Eles têm potencial para impulsionar a produção, estimular inovação e fortalecer o desenvolvimento regional. Quando conseguimos aproximar investimento, pesquisa e atividade produtiva, criamos condições para gerar mais eficiência, competitividade e oportunidades nas regiões que mais precisam desses recursos”, afirma.  As propostas também ampliam o conjunto de beneficiários aptos a acessar os recursos, incluindo instituições ligadas à pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. “As cooperativas de crédito possuem forte presença regional e profundo conhecimento das realidades locais. Fortalecer sua participação na operacionalização dos fundos constitucionais significa ampliar o alcance das políticas públicas, acelerar investimentos e garantir que os recursos cheguem de maneira mais eficiente a quem produz e movimenta a economia”, acrescenta Thiago.  Ainda segundo o coordenador, o aperfeiçoamento das regras de repasse também é fundamental para reduzir entraves operacionais que hoje dificultam o acesso dos beneficiários finais aos recursos disponíveis. “É importante garantir previsibilidade, critérios claros de distribuição e participação efetiva dos agentes operadores na construção dos planos de aplicação. Quando o crédito chega com agilidade e segurança, o impacto aparece diretamente no desenvolvimento regional, na geração de renda e no fortalecimento das comunidades”, completa.    Saiba Mais: Sistema OCB acompanha lançamento dos Planos Safra 2026/2027 Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo Sistema OCB impulsiona agenda global do cooperativismo no CM50
Cooperativismo quer mais eficiência nos fundos constitucionais
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29/06/2026

Coops de crédito celebram papel na estabilidade e no desenvolvimento

DICC 2026 vai destacar contribuição do segmento para sociedades mais prósperas, inclusivas e resilientes  As cooperativas de crédito de todo o mundo já tem tema definido para celebrar a principal data do segmento. No dia 15 de outubro será comemorado o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC) 2026, que neste ano chega à sua 78ª edição com o tema Cooperativas de Crédito: um símbolo da estabilidade em um mundo de oportunidades.  Celebrado desde 1948, o DICC reconhece a trajetória e a contribuição das cooperativas de crédito para o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atuam. A data também é uma oportunidade para ampliar o conhecimento da sociedade sobre um modelo financeiro que alia solidez, proximidade e compromisso com as pessoas.  O tema escolhido para 2026 reforça o papel das cooperativas de crédito como símbolo de confiança e estabilidade em um mundo de oportunidades. Ao promover inclusão financeira e desenvolvimento sustentável, essas instituições geram oportunidades para milhões de cooperados e contribuem para o desenvolvimento das economias locaise das comunidades onde atuam.  Para marcar a data, o Sistema OCB, disponibiliza os materiais da Woccu e desdobra novas peças que podem ser utilizadas pelas Organizações Estaduais (OCEs) e pelas cooperativas de crédito em ações de divulgação e mobilização. O objetivo é fortalecer a identidade da campanha e ampliar o alcance das comemorações em todo o país.  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destaca que o DICC é uma oportunidade de mostrar à sociedade como o cooperativismo financeiro contribui para transformar vidas e fortalecer a economia local. "As cooperativas de crédito demonstram diariamente que é possível conciliar solidez financeira, gestão responsável e compromisso com as pessoas. O Dia Internacional é um momento para dar visibilidade a esse modelo que gera oportunidades, promove inclusão e fortalece o desenvolvimento das comunidades onde está presente."  Além de celebrar a história do movimento, a campanha busca reforçar o impacto positivo das cooperativas de crédito na construção de economias mais resilientes e sustentáveis. Presente em milhares de municípios brasileiros, muitos deles atendidos exclusivamente por cooperativas financeiras, o segmento amplia o acesso ao crédito, incentiva o empreendedorismo, fortalece os negócios locais e contribui para reduzir desigualdades regionais.  Saiba Mais:  Sistema OCB participa de missão sobre seguros e clima no Reino Unido  Cooperativas reforçam defesa de proteção ao produtor rural  Cooperativas de seguros entram em nova fase de expansão no Brasil 
Coops de crédito celebram papel na estabilidade e no desenvolvimento
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27/06/2026

Fundos regionais: cooperativas no centro do desenvolvimento

Acesso aos recursos fortalece produção, emprego e inclusão no interior do país  Levar desenvolvimento para regiões historicamente menos atendidas pelas políticas públicas passa, necessariamente, pelo fortalecimento das atividades produtivas locais. Nesse cenário, as cooperativas desempenham papel estratégico ao impulsionar geração de renda, inclusão econômica e acesso a serviços em municípios onde muitas vezes outros modelos empresariais não conseguem chegar. A aprovação do PLP 262/2019 e sua posterior sanção (Lei Complementar 231/2026) representa um marco para o cooperativismo brasileiro ao ampliar o acesso das cooperativas aos fundos regionais de desenvolvimento e fortalecer sua capacidade de investir em projetos que transformam realidades locais.  A proposta corrige uma distorção histórica na legislação ao assegurar expressamente que sociedades cooperativas possam                                               Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados acessar os recursos dos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a legislação utilizava apenas o termo “empresa” para definir os beneficiários desses recursos, o que acabava excluindo as cooperativas de importantes políticas públicas voltadas ao crescimento das localidades atendidas por esses fundos.   A medida representa um avanço significativo para o fortalecimento de modelos econômicos capazes de gerar impactos diretos nas comunidades locais como o cooperativismo. Presente em diferentes segmentos da economia, as cooperativas estão presentes em regiões interioranas, ampliam o acesso ao crédito, fortalecem cadeias produtivas e contribuem para a geração de emprego e renda, o que garante, consequentemente, mais prosperidade para a sociedade.   Na Câmara dos Deputados, a proposta contou com importante atuação da deputada Marussa Boldrin (GO), coordenadora de Tecnologia e Inovação no Campo da Frencoop, que relatou o projeto na Comissão de Finanças e Tributação (CFT). O parecer favorável apresentado pela parlamentar contribuiu para o avanço da matéria ao longo de sua tramitação.  “O cooperativismo não pede privilégio, pede oportunidade. Com a aprovação e sanção do PLP 262/2019, corrigimos uma distorção que limitava o acesso das cooperativas a instrumentos fundamentais de desenvolvimento. Tenho orgulho de ter sido relatora dessa proposta, que fortalece milhares de produtores, trabalhadores e famílias que acreditam na força da cooperação. Essa é uma vitória das cooperativas e de todos que trabalham para construir um Brasil mais forte e mais justo”, afirma Marussa.  Para as cooperativas, o acesso aos fundos representa uma oportunidade concreta de ampliar investimentos, fortalecer a competitividade e acelerar projetos que beneficiam diretamente seus cooperados e as comunidades onde atuam. Ao mesmo tempo, o setor segue defendendo o aperfeiçoamento dos mecanismos operacionais para garantir que os recursos cheguem de forma eficiente aos empreendimentos cooperativos.  Segundo Warlen Freitas, diretor administrativo e financeiro da Cooperativa Comigo, a inclusão das cooperativas entre os beneficiários dos fundos regionais representa um avanço importante para o país. “As cooperativas têm capacidade de transformar esses recursos em desenvolvimento local, geração de renda e crescimento sustentável. A anova legislação reconhece essa contribuição e cria condições para que o cooperativismo participe ainda mais ativamente da construção de uma economia forte e inclusiva”, destaca.    Saiba Mais: Sistema OCB participa de missão sobre seguros e clima no Reino Unido  Cooperativismo inspira jovens do agro durante PEC Brasil 2026 no Ceará Sem internet, campo perde oportunidades; cooperativas viram solução
Fundos regionais: cooperativas no centro do desenvolvimento
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12/06/2026

Sistema OCB prestigia lançamento do Anuário do Cooperativismo Mineiro

Evento apresentou os resultados econômicos e sociais do movimento em Minas Gerais  O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (10), em Belo Horizonte (MG), do lançamento do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, promovido pelo Sistema Ocemg. Representando a presidente executiva da entidade, Tania Zanella, o coordenador do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Igor Vianna, acompanhou a divulgação dos principais indicadores econômicos e sociais do cooperativismo em Minas Gerais e os debates sobre tendências que impactam o futuro dos negócios cooperativos.  O encontro reuniu cerca de 350 participantes, entre conselheiros, dirigentes de cooperativas e lideranças do setor. A programação contou com análises econômicas, apresentações de cenários para o Brasil e o mundo, além de reflexões sobre inovação, crescimento e sustentabilidade das cooperativas. “Minas Gerais tem um cooperativismo forte e cada vez mais relevante para o desenvolvimento do estado. Os dados apresentados ajudam a dar visibilidade a essa contribuição e a orientar o crescimento do setor”, destacou Igor.  O principal destaque foi a divulgação dos dados do Anuário, que confirmam o protagonismo do cooperativismo na economia mineira. Em 2025, as 788 cooperativas do estado movimentaram R$ 184 bilhões, valor equivalente a 15,9% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais. O resultado representa crescimento de 16,6% em relação ao ano anterior, desempenho quase 12 vezes superior ao avanço real estimado para a economia mineira, de 1,4%.  Os números também mostram uma trajetória consistente de expansão. Nos últimos cinco anos, a movimentação econômica das cooperativas do estado praticamente dobrou, passando de R$ 93,5 bilhões, em 2021, para R$ 184 bilhões em 2025, crescimento acumulado de 97%.  O presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, destacou a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais. Segundo ele, os resultados demonstram a capacidade do modelo cooperativista de gerar riqueza, fortalecer comunidades e promover inclusão.    Impacto social  Além da relevância econômica, o Anuário evidenciou o impacto social das cooperativas mineiras. Atualmente, cerca de 60% da população do estado tem sua vida diretamente influenciada pelo modelo econômico. Em 2025, o setor gerou 64,1 mil empregos, com crescimento de 4,6% em relação ao ano anterior e média de 231 novos postos de trabalho criados por mês.  Outro indicador de destaque é a remuneração dos trabalhadores. O salário médio pago pelas cooperativas mineiras chegou a R$ 4.059,97, valor 36% superior à média registrada pelo setor privado no estado. A presença feminina também segue avançando: as mulheres ocupam 54,9% dos postos de trabalho e já representam 21,7% das posições de liderança nas cooperativas mineiras.  Os dados setoriais apresentados durante o evento reforçam ainda a importância das cooperativas em atividades estratégicas para Minas Gerais. No agronegócio, o cooperativismo responde por 63,3% da produção de café do estado, ampliando significativamente sua participação em relação ao ano anterior. As cooperativas também mantêm presença expressiva nas cadeias do abacate, algodão, borracha natural e leite.  No ramo crédito, as cooperativas financeiras seguem ampliando seu alcance. Em 2025, conquistaram a confiança de 500 mil novos correntistas, alcançando 3,5 milhões de pessoas atendidas em Minas Gerais. Atualmente, as cooperativas são a única instituição financeira presente em 84 municípios mineiros, contribuindo para a inclusão financeira e o desenvolvimento local.  A área da saúde também apresentou resultados expressivos. Cerca de 3,9 milhões de pessoas contam com planos de saúde cooperativistas no estado. Somente no último ano, a rede assistencial ligada às cooperativas realizou 17,8 milhões de consultas e 82,9 milhões de exames, ampliando o acesso à assistência médica, especialmente em municípios do interior.  Além da apresentação do Anuário, a programação incluiu a palestra Cenários e tendências da economia – Brasil e mundo, conduzida pelo economista Gustavo Loyola, e o painel Radar do cooperativismo mineiro – uma análise além do anuário, com Maurício Schneider. O encerramento ficou por conta da palestra Crescimento disruptivo, ministrada por José Felipe Carneiro. Saiba Mais:  Renegociação de dívidas rurais aprovada no Senado retorna à Câmara  Cooperativismo apresenta agenda estratégica 2027/30 para o Brasil  Cooperativismo de seguros avança com regulamentação e mobiliza setor 
Sistema OCB prestigia lançamento do Anuário do Cooperativismo Mineiro
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29/05/2026

Cooperativismo de crédito ganha espaço em debate global da ACI

Sistema OCB participou de simpósio internacional sobre financiamento e desenvolvimento sustentável  Em um cenário marcado pelos debates sobre inclusão financeira, sustentabilidade e fortalecimento das economias locais, lideranças do cooperativismo mundial se reuniram, nos dias 28 e 29 de maio, no International Symposium on Cooperative Financial Institutions (Simpósio Internacional sobre Instituições Financeiras Cooperativas) para discutir como o modelo cooperativo pode contribuir para um sistema financeiro mais equilibrado, acessível e conectado às necessidades das comunidades. O Sistema OCB participou da programação com a presença do coordenador de Relações Internacionais, João Penna.  O presidente da ACI Américas, José Alves, integrou a sessão de abertura do simpósio e destacou a importância de posicionar o cooperativismo financeiro no centro das discussões globais sobre desenvolvimento. “Este simpósio é mais que um encontro de profissionais do setor financeiro cooperativo. É uma declaração política e institucional: a de que as finanças cooperativas pertencem ao centro do debate global sobre desenvolvimento, e não às suas margens”, declarou.   Segundo ele, o movimento cooperativo precisa ocupar espaços estratégicos de diálogo internacional com propostas concretas e experiências capazes de responder aos desafios enfrentados pelas comunidades. E ressaltou a relevância das cooperativas de crédito nas Américas. “Essas cooperativas  já ocupam um papel relevante nos sistemas de crédito das Américas e seguem mostrando que é possível fazer finanças com propósito, proximidade e foco nas pessoas. Esse é um diferencial cada vez mais necessário no cenário global”.    Políticas públicas  Já João Penna  participou da mesa redonda Promote: Policies that Advance Investment for Stronger Future, (Promoção de políticas públicas que impulsionam investimentos para um futuro mais forte) voltada à construção de políticas públicas capazes de ampliar investimentos responsáveis e fortalecer instituições financeiras com atuação comunitária.   Durante a discussão, ele apresentou a experiência brasileira e destacou a importância de ambientes regulatórios que reconheçam as especificidades do modelo cooperativo. “As instituições financeiras cooperativas possuem uma lógica diferente. Elas são construídas a partir das necessidades das pessoas e mantêm uma relação direta com o desenvolvimento das comunidades onde atuam. Quando existe um ambiente regulatório adequado, o impacto é visível”, afirmou.  Ao abordar o cenário brasileiro, o coordenador relembrou a trajetória de fortalecimento do cooperativismo de crédito no país, marcada por avanços importantes como a Lei do Cooperativismo de Crédito, aprovada em 2009 e a criação do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, em 2014, além de medidas recentes ligadas à Reforma Tributária e à ampliação da atuação das cooperativas no setor de seguros.  Segundo ele, o reconhecimento jurídico e regulatório das cooperativas financeiras foi decisivo para ampliar o alcance do setor no Brasil. “Atualmente, as cooperativas de crédito atendem mais de 20 milhões de cooperados e seguem avançando em municípios onde muitas vezes não existe outra instituição financeira presente”.   Outro tema levado ao simpósio foi a contribuição do cooperativismo para o financiamento sustentável. João destacou a participação das cooperativas de crédito e bancos cooperativos nas operações de financiamento verde realizadas no país, especialmente voltadas ao agronegócio, pequenos negócios e desenvolvimento regional.    O evento  O simpósio, promovido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em parceria com a Associação  Internacional de Bancos Cooperativos (ICBA), busca fortalecer o posicionamento das Instituições Financeiras Cooperativas (CFIs) dentro das discussões globais sobre financiamento ao desenvolvimento. O encontro também integra a preparação para o Ano Internacional das Cooperativas da ONU, previsto para 2035, e está alinhado à Estratégia Global da ACI 2026–2030.  Ao longo da programação, os participantes discutiram temas como competitividade, acesso ao capital, inovação, transformação digital, inclusão financeira, governança cooperativa e políticas regulatórias.     Saiba Mais:  Seguro rural avança e fortalece gestão de riscos no campo  Reunião com INSS trata de segurado especial em coops  Sistema OCB destaca educação política em formação do Sicredi
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20/05/2026

Cooperativismo reforça papel no bem-estar financeiro do país

Em fórum promovido pelo Sicredi, Tania Zanella destacou a força do coletivo na transformação social  Nesta quarta-feira (20), o Sistema OCB esteve presente em debates sobre saúde financeira, inclusão e desenvolvimento sustentável no Fórum de Bem-Estar Financeiro, promovido pelo Sicredi, em São Paulo. A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, participou do painel Além do dinheiro: o que influencia o bem-estar financeiro?, ao lado de especialistas do mercado financeiro, educação financeira e inovação.  O evento reuniu mais de 400 participantes de instituições como Banco Central, Febraban, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e representantes do ecossistema financeiro brasileiro para discutir os desafios e caminhos para a construção de uma sociedade financeiramente mais saudável.  Durante sua participação, Tania destacou que o cooperativismo vai além de um modelo econômico e tem como base a construção coletiva de soluções, com participação ativa das pessoas e foco no desenvolvimento das comunidades. “Bem-estar financeiro é mais que ter dinheiro. Significa acesso, informação, oportunidade e segurança para que as pessoas possam fazer escolhas melhores para a própria vida. O cooperativismo nasce exatamente para essa busca de soluções em conjunto, e isso faz diferença real no dia a dia das comunidades”, afirmou.  A presidente ressaltou que o debate sobre educação financeira ganhou mais espaço no Brasil nos últimos anos, especialmente diante do aumento do endividamento das famílias e das mudanças provocadas pela digitalização do sistema financeiro. “Durante muito tempo, falar sobre dinheiro era um assunto evitado dentro das famílias e até nas instituições. Hoje, ao contrário, existe uma busca muito maior por informação e compreensão sobre como lidar com as finanças. Isso exige que as organizações estejam mais próximas das pessoas e se comuniquem de forma mais clara e acessível”, acrescentou.     Sustentabilidade  Ela também reforçou a contribuição estrutural das cooperativas para a inclusão financeira no país. Segundo dados do AnuárioCoop 2025, apresentados durante o debate, o cooperativismo reúne cerca de 26 milhões de cooperados e está presente em mais de 3,5 mil municípios brasileiros. Em quase 500 cidades, as cooperativas de crédito representam a única opção de acesso a serviços financeiros. “O cooperativismo chega em lugares onde muitas vezes outras estruturas ainda não conseguiram chegar. Isso movimenta a economia local, fortalece pequenos negócios e cria relações financeiras mais próximas e sustentáveis para as pessoas”.   Ao abordar o papel das instituições na promoção do bem-estar financeiro, Tania defendeu que a contribuição vai além de ações educativas e passa também pela forma como as organizações se relacionam com seus públicos. “No cooperativismo, as pessoas participam das decisões, acompanham os resultados e entendem que fazem parte daquela construção. Essa proximidade cria confiança e ajuda a desenvolver uma relação mais consciente e equilibrada com a vida financeira”, completou. Para ela, iniciativas desenvolvidas pelo cooperativismo para ampliar o alcance da educação financeira e aproximar o tema da população, como a campanha Escolha o Coop, buscam mostrar de forma acessível os diferenciais do modelo cooperativista.  O painel contou ainda com a participação de César Gioda Bochi, diretor presidente do Sicredi; Dirlene Silva, fundadora e CEO da DS Estratégias de Educação & Inteligência Financeira; e Vivian Rodrigues, CO-Founder da Nossa – Escola para Planejadores Financeiros. A mediação ficou sob a responsabilidade da jornalista Christiane Pelajo. “O cooperativismo já pratica há décadas um modelo baseado em participação, equilíbrio e desenvolvimento coletivo. Discutir bem-estar financeiro é também discutir relações mais humanas, mais conscientes e mais sustentáveis para o futuro”, finalizou Tania.    Saiba Mais: Senado aprova reconhecimento do cooperativismo como cultura nacional Cartilha orienta prefeitos sobre parceria com cooperativas de crédito Imprensa conhece experiências que revelam a força do coop nordestino
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18/05/2026

Conhecer para Cooperar inicia etapa na França

Projeto aproxima cooperativismo brasileiro de referências internacionais do setor financeiro  O cooperativismo de crédito brasileiro iniciou, nesta segunda-feira (18), mais uma agenda voltada à troca de experiências internacionais. Com o início da etapa França do Projeto Conhecer para cooperar – Ramo Crédito, o Sistema OCB promove a aproximação entre lideranças e representantes do cooperativismo brasileiro e modelos reconhecidos pela força econômica, presença nas comunidades e atuação social. Esta etapa marca a sexta das sete fases previstas para o projeto, criado para ampliar o contato do cooperativismo brasileiro com experiências nacionais e internacionais de referência.  A programação começou em Paris, com a participação da delegação brasileira na conferência Agir pour l’Eau (Agir pela água), realizada a convite da Federação Nacional dos Bancos Populares da França (FNBP). O encontro reuniu representantes do sistema financeiro, especialistas e organizações ligadas ao desenvolvimento sustentável para discutir soluções voltadas à preservação da água, financiamento climático e desafios ambientais. Durante a conferência, os participantes puderam conhecer iniciativas francesas ligadas à sustentabilidade e à atuação das cooperativas financeiras no apoio a projetos com impacto social e ambiental.  Para a gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, a missão é uma oportunidade de aprendizado e conexão com experiências consolidadas no cooperativismo mundial. “A França possui uma trajetória muito forte no cooperativismo financeiro, com modelos que combinam presença regional, compromisso com as comunidades e desenvolvimento econômico. Conhecer essas experiências de perto amplia nossa visão e contribui para o fortalecimento do cooperativismo de crédito no Brasil”, afirmou.     Agenda de debates  Ao longo da semana, a delegação seguirá com visitas e reuniões junto a entidades representativas e grupos cooperativos franceses. A agenda inclui debates sobre inovação, desenvolvimento regional, organização das cooperativas e relacionamento com órgãos reguladores.  A França abriga alguns dos mais tradicionais grupos cooperativos financeiros do mundo e é reconhecida pelo papel das cooperativas no fortalecimento das economias locais e na inclusão financeira da população. “O Projeto Conhecer para cooperar cria um ambiente muito rico de aprendizado e troca de experiências. Além de aproximar diferentes realidades, ele fortalece o olhar estratégico sobre temas que impactam diretamente o futuro do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC)”, destacou Clara.  Iniciado em 2024, o Conhecer para cooperar aproxima representantes do cooperativismo, reguladores e instituições públicas de experiências consideradas estratégicas para o fortalecimento do SNCC. Nas etapas já realizadas, a iniciativa promoveu debates sobre inovação, organização sistêmica, supervisão e modelos cooperativos consolidados em diferentes países.    Saiba Mais: Coop amplia mobilização para as Eleições 2026 Sistema OCB reforça apoio ao PRC300 em fórum no Paraná Tania Zanella participa de agenda com Parlamento do Canadá
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14/05/2026

Sistema OCB participa do 4º Congresso Abramilho

Tania Zanella defendeu o cooperativismo como aliado do crédito e do desenvolvimento regional  O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (13), do 4º Congresso Abramilho, em Brasília. O evento reuniu lideranças do agro, parlamentares, especialistas e representantes do setor produtivo para debater os desafios e as oportunidades da agricultura brasileira diante do cenário econômico e geopolítico global.  A presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella, participou da abertura oficial do congresso ao lado do vice preside da República, Geraldo Alckmin; do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao; do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion; do presidente da Aliança Internacional do Milho (Maizall), Manuel Ron; do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior; do presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber; e do presidente da Abramilho, Paulo Bertolini.  Durante sua participação, Tania destacou a importância de fortalecer estratégias conjuntas para ampliar a competitividade do agro nacional, especialmente em um momento de grandes transformações econômicas e produtivas.  “Talvez nunca tenha sido tão necessário que o setor esteja alinhado para enfrentar os desafios que estão pela frente. O cooperativismo tem mostrado sua capacidade de apoiar o produtor rural, fortalecer comunidades e gerar desenvolvimento sustentável”, afirmou.  Ela também ressaltou o papel das cooperativas como agentes fundamentais para garantir desenvolvimento econômico, acesso ao crédito, assistência técnica e fortalecimento da produção rural em todas as regiões do país.  Segundo Tania, o Sistema OCB tem trabalhado na construção de propostas estratégicas para apresentar aos futuros presidenciáveis, levando o cooperativismo como parte das soluções para o Brasil.  “Queremos apresentar o cooperativismo como oportunidade. Hoje, as cooperativas respondem por mais de 50% da safra de grãos brasileira e têm papel essencial para garantir estabilidade, assistência técnica e apoio aos produtores”, destacou.  A presidente executiva também reforçou a relevância das cooperativas financeiras para o agro brasileiro. Atualmente, o setor responde por uma parcela significativa do crédito rural ofertado no país, contribuindo diretamente para ampliar o acesso de pequenos e médios produtores ao financiamento da atividade produtiva.  “As cooperativas estão lá na ponta, em municípios onde muitas vezes outros agentes não querem estar. A característica do cooperativismo é caminhar ao lado do produtor, apoiar quem está no campo e fortalecer o desenvolvimento regional”, completou.  O 4º Congresso Abramilho teve como foco discussões sobre transformação da agricultura, segurança alimentar, sustentabilidade, armazenagem e os impactos das incertezas geopolíticas para o agro global.    Saiba Mais:  Sistema OCB lança campanha #PensenoCoop para as eleições de 2026  Tema do CoopsDay 2026 foca na construção da paz  Coop nas eleições: Sistema OCB disponibiliza materiais de orientação 
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05/05/2026

Live debate fontes de financiamento para o coop agropecuário

Especialistas e lideranças apontaram soluções além do crédito rural tradicional  O Sistema OCB promoveu nesta segunda-feira (4), um debate direto sobre um dos principais gargalos do agro. A live Fontes de financiamento para o cooperativismo agropecuário reuniu lideranças do movimento, além de representantes do mercado e do poder público  que discutiram caminhos para ampliar o acesso a recursos por parte das cooperativas do segmento.   Na abertura, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou o momento desafiador vivido pelo agro, marcado pelo aumento do endividamento e por políticas públicas que  precisam acompanhar o ritmo de crescimento do setor. Para ela, o cenário exige uma atuação mais estratégica e a busca por instrumentos inovadores. “Precisamos olhar além do crédito rural tradicional. É fundamental avançar em alternativas que garantam sustentabilidade aos negócios e preparem o cooperativismo para o futuro”, afirmou.  Nesse movimento, Tania ressaltou que a aproximação com o mercado de capitais já está em curso. Iniciativas recentes do Sistema OCB, como o diálogo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e eventos realizados na B3, tem buscado justamente ampliar essa conexão com investidores e abrir novas possibilidades de financiamento.  A mesma linha foi reforçada pelo deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Segundo ele, é importante separar os desafios imediatos, como os endividamentos, das mudanças estruturais que o financiamento do agro vem vivenciando.  Arnaldo lembrou que o país avançou na criação de instrumentos como CRA, CPR e, mais recentemente, os Fiagros, que ampliam a participação do capital privado no crédito rural. Ainda assim, segundo ele, ainda há um descompasso evidente: embora represente cerca de 30% do PIB, o agro tem presença limitada no mercado de capitais. “Aproximar esses dois mundos é fundamental para reduzir custos e ampliar o acesso a recursos”, declarou.    Ponte com o mercado  Na prática, esse movimento de aproximação e alinhamento, passa diretamente pelas cooperativas. O superintendente da CVM, Bruno de Freitas Gomes, destacou que elas cumprem papel estratégico ao conectar investidores aos produtores rurais, especialmente os de pequeno e médio porte, que dificilmente teriam acesso ao mercado de capitais de forma direta.  Ele também reforçou que, atualmente, já existem diferentes instrumentos disponíveis, como a CPR, o CDCA, as notas comerciais e operações estruturadas via CRA e Fiagro. “Este último, inclusive, vem ganhando espaço ao reunir ativos do agro em fundos de investimento, ampliando a capacidade de captação de recursos privados”, considerou.  Além disso, o superintendente lembrou que a CVM avança em novas frentes para facilitar esse acesso. “Entre elas está o uso de plataformas de investimento coletivo (crowdfunding), que devem permitir às cooperativas captarem recursos diretamente com investidores, dentro de limites regulatórios”, complementou.     Nova lógica de financiamento  Para o especialista Otaciano Neto, o setor vive uma mudança mais profunda. Segundo ele, o financiamento do agro deixou de depender majoritariamente de recursos públicos e passou, ao longo dos anos, a incorporar o capital privado.  Nesse novo cenário, instrumentos como Fiagro e CRA aproximam quem investe de quem produz, e cria uma relação mais direta com o risco e o desempenho da atividade agropecuária. “O financiamento deixou de ser uma solução única e passou a ser uma ‘colcha de retalhos’, com diferentes fontes que precisam ser combinadas”, resumiu.  Esse avanço, no entanto, traz, de acordo com Otaciano, um novo desafio: ampliar a base de investidores. “Hoje, o número de brasileiros que aplicam recursos no agro ainda é relativamente baixo, o que reforça a necessidade de melhorar a comunicação e fortalecer a confiança no setor”, disse.    Quando a teoria vira prática  A discussão também trouxe exemplos concretos dessa transformação. Um dos destaques foi o modelo desenvolvido no Paraná, que combina recursos públicos, privados e das próprias cooperativas para viabilizar investimentos no campo.  A estrutura, baseada em instrumentos como os  FIDCs, permite alavancar recursos e financiar projetos em áreas como armazenagem, logística e expansão produtiva. Na prática, trata-se de um modelo de blended finance, que mistura diferentes fontes de capital para reduzir custos e ampliar o acesso ao crédito na ponta.    Saiba Mais:  Modelo de saúde cooperativa recebe destaque em evento em Nairobi  Retratos do cooperativismo passam a integrar espaço do Itamaraty  Webinário debate papel do cooperativismo no mercado de carbono 
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05/05/2026

Prêmio ABDE-BID 2026 abre inscrições para pesquisas

 Iniciativa reconhece estudos aplicados ao desenvolvimento e segue com inscrições até 31 de julho  Estão abertas as inscrições para o Prêmio ABDE-BID 2026, iniciativa que reconhece pesquisas acadêmicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social do país. O prêmio é promovido pela  Associação Brasileira de Desenvolvimento em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, e com apoio do Sistema OCB, desde 2017, na categoria cooperativismo de crédito.  Confira o cronograma:   Início das Inscrições – 01 de abril de 2026   • Fim das Inscrições – Prorrogadas para até 31 de julho de 2026    • Entrega os trabalhos à Comissão Julgadora – 01 de agosto de 2026    • Divulgação dos Vencedores – 06 de novembro de 2026    • Entrega da Premiação – Dezembro de 2026  Podem ser inscritos artigos científicos inéditos, com abordagem aplicada, que contribuam para o aprimoramento de políticas, práticas e instrumentos de financiamento ao desenvolvimento, especialmente no contexto das cooperativas de crédito.  Como parte do encerramento do ciclo 2025, foi realizado na última semana, um webinar que apresentou os artigos vencedores da Categoria 3, voltada ao tema Desenvolvimento e Cooperativismo de Crédito. A gerente geral da  OCB, Clara Maffia, participou da abertura do encontro e destacou a relevância da conexão entre academia e setor produtivo. “É essa articulação que permite transformar boas ideias em soluções concretas para o país, especialmente quando falamos de desenvolvimento”.  Durante o evento, Clara também ressaltou que os estudos premiados dialogam diretamente com desafios atuais do cooperativismo. O trabalho vencedor, assinado por Aline Cristina da Cruz e Vilmar Rodrigues Moreira, aborda a necessidade de avançar na mensuração do desempenho social das cooperativas de crédito. Já o segundo colocado, desenvolvido por Arthur Frederico Lerner e Leonardo Flach, analisa a relação entre diversidade de gênero, tempo de mandato e desempenho das organizações. “São estudos que nos ajudam a ir além das percepções, trazendo evidências que qualificam o debate e orientam decisões mais estratégicas para o futuro do cooperativismo”, destacou.  Ao comentar a abertura das inscrições para a nova edição, Clara reforçou o papel estratégico da iniciativa. “O prêmio é uma ponte entre quem produz conhecimento e quem está na prática do cooperativismo. Para a próxima edição, esperamos ampliar ainda mais a participação de pesquisadores com propostas que tragam soluções aplicáveis e contribuam para a evolução do nosso modelo”.  As inscrições podem ser realizadas através do formulário online.  Saiba Mais:  AnuárioCoop: cooperativas devem preencher questionário até 3 de junho  Cooperativismo brasileiro participa de plenária da RECM  Acesso aos fundos regionais avança na Câmara 
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29/04/2026

Sistema OCB participa de oficina Plano Safra promovida pelo MDA

Encontro reuniu governo e sociedade para construir diretrizes voltadas à agricultura familiar   O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira e terça-feira (27 e 28), da Oficina Plano Safra Participativo 2026/2027, realizada em Brasília (DF). O encontro, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), integra as etapas de construção do Plano Safra, com foco especial no público atendido pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).  A iniciativa foi conduzida pela Assessoria de Participação Social e Diversidade do MDA e reuniu representantes do governo federal e da sociedade civil, com ênfase em movimentos sociais ligados à agricultura familiar. A proposta foi criar um ambiente estruturado de diálogo, escuta ativa e construção coletiva das políticas públicas que vão orientar o crédito e os instrumentos de apoio ao setor no próximo ciclo.  A oficina buscou, ainda, consolidar contribuições do Grupo de Trabalho (GT) do Plano Safra, que já vinha se reunindo ao longo das últimas semanas. Na sexta-feira (24) foi promovida uma reunião virtual preparatória para alinhar encaminhamentos e mobilizar os participantes.  “O Plano Safra é um dos principais instrumentos de política agrícola do país e precisa refletir a diversidade e as necessidades reais do campo. O cooperativismo tem um papel fundamental nesse diálogo, especialmente por sua capilaridade e pela capacidade de organizar e dar escala à produção dos agricultores familiares”, destacou o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto.  Ele também ressaltou a importância de garantir previsibilidade e acesso ao crédito para os produtores. “Quando participamos de espaços como esse, contribuímos para que as políticas sejam mais eficientes e alinhadas à realidade dos cooperados. Isso impacta diretamente a capacidade de investimento, a geração de renda e o desenvolvimento sustentável no meio rural.”  Durante o encerramento dos trabalhos, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, estave presente.  Atuação contínua  Entre as prioridades defendidas pelo cooperativismo para o Plano Safra estão a ampliação dos limites de contratação por produtor, o aumento do volume de recursos disponíveis, a manutenção da atual arquitetura do crédito rural e a redução das taxas de juros.   Outro ponto de atenção nas discussões tem sido a sustentabilidade dos instrumentos de gestão de risco, como o Seguro Rural, o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR) e o Proagro.      Saiba Mais:  Cooperativismo debate o endividamento rural no país  Câmara Temática Mineral inicia 2026 com foco fortalecimento do setor  Agenda prioritária do cooperativismo é apresentada a Alckmin
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16/04/2026

Banco Central e Sistema OCB debatem futuro do crédito cooperativo

Seminário promovido pelas entidades discutiu regulação, supervisão e desafios do SNCC  O Sistema OCB e o Banco Central  promoveram nesta quinta-feira e sexta-feira (16 e 17), o seminário SNCC em transformação, voltado ao fortalecimento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.  Em um cenário de maior exigência regulatória e expansão do papel do setor no Sistema Financeiro Nacional (SFN), o encontro reuniu lideranças para tratar de assuntos estratégicos do cooperativismo de crédito.  Na mesa de abertura, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou o momento vivido pelo cooperativismo de crédito e o papel do encontro no alinhamento com o agente regulador. “Este é um momento importante pela maturidade institucional do nosso sistema e pelo diálogo constante que mantemos com o Banco Central. Não tenho dúvidas de que esses dois dias serão essenciais para avaliarmos temas sensíveis e de grande relevância para o cooperativismo de crédito no país”, afirmou.  Ela também ressaltou a trajetória de crescimento do setor e seu impacto social. “O cooperativismo de crédito vive um momento de grande amadurecimento no Brasil. Esse avanço é resultado de uma construção coletiva, pautada pela transparência, responsabilidade e espírito colaborativo. Hoje, estamos presentes em centenas de municípios onde, muitas vezes, somos a única instituição financeira”, complementou.   O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a importância do cooperativismo para o Sistema Financeiro Nacional. “Os princípios do cooperativismo criam vínculos de confiança que vão além da relação econômica. O segmento tem papel fundamental na inclusão financeira, na ampliação da concorrência e no desenvolvimento regional”, destacou. Segundo ele, a evolução regulatória acompanha esse crescimento. “As mudanças recentes refletem a maturidade do setor, ampliando sua atuação, mas também trazendo novas responsabilidades em termos de capital, controles e gestão”, disse.  Já o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, enfatizou a evolução do cooperativismo nas últimas décadas e o novo patamar alcançado. “Alcançar a marca de R$ 1 trilhão em ativos mostra o quanto o sistema avançou. Agora, precisamos pensar nos próximos passos e nos novos desafios”, afirmou. Ele também destacou o impacto do setor em regiões menos atendidas. “O cooperativismo tem um papel estrutural na inclusão financeira e no desenvolvimento regional, especialmente no Norte e no Nordeste, onde faz uma diferença concreta na vida das pessoas.”    Supervisão e eficiência   O primeiro painel técnico, Supervisão auxiliar no SNCC: práticas avançadas para eficiência e proporcionalidade, reuniu Adalberto Felinto da Cruz Júnior, chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições não Bancárias (Desuc); Elisete Cavalieri, diretora de Riscos e Controles do Sicoob Central RS/SC; Reginaldo José Pedrão, diretor de Supervisão da Central Sicredi PR/SP/RJ; e Alexandre Euzébio Silva, diretor de Riscos, Controles e Conformidades da Unicred do Brasil, com moderação de Marcio Falcão, coordenador do GT Executivo.    O debate destacou o papel da supervisão auxiliar como instrumento de fortalecimento do sistema, ao permitir uma atuação mais próxima da realidade das cooperativas e alinhada às suas particularidades. Os participantes também abordaram a evolução das práticas de supervisão no país, com ênfase no avanço da governança e na necessidade de integrar cada vez mais a análise de riscos às decisões estratégicas das instituições.   Outro ponto foi o papel preventivo da supervisão, que deixa de ser apenas reativa para atuar na antecipação de riscos, no acompanhamento contínuo e na orientação das cooperativas. Nesse contexto, também foram citados o uso de dados, tecnologia e a troca de experiências entre os sistemas como fatores que tem contribuído para ganhos de eficiência e maior consistência na gestão.     Agilidade e padronização  O segundo painel, Processo de autorização auxiliar no cooperativismo de crédito, contou com Carolina Pancotto Bohrer, chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Derof); Viviane Tavares Rodrigues, gerente de Governança Cooperativa, Societário e Ouvidoria do Sistema Ailos; Karoline Gesser, diretora de Riscos da Cresol; e Simone Diel, gerente Jurídica da Central Sicredi Sul/Sudeste, sob mediação de Ênio Meinen, membro do GT Executivo.  O debate trouxe reflexões sobre os ganhos de agilidade e padronização nos processos autorizativos, com destaque para a redução no tempo de análise de demandas como eleições e alterações estatutárias. A iniciativa, mais recente no âmbito do Banco Central, foi apresentada como resultado de construção conjunta com o setor e  que já demonstra impactos positivos na organização dos fluxos e na qualidade das informações encaminhadas.   As participantes também ressaltaram o fortalecimento do papel das centrais, que passaram a atuar de forma mais ativa na validação, orientação e acompanhamento dos processos. Segundo elas, esse movimento tem contribuído para maior alinhamento entre as cooperativas, além de reforçar a governança e a maturidade institucional do cooperativismo de crédito.   Outro destaque foi o uso de tecnologia e a organização dos fluxos internos, com iniciativas voltadas à automação, padronização de procedimentos e redução de erros operacionais.    Capital e seguraça  No segundo dia de programação, o debate avançou para temas estruturais do sistema, com foco em capital e segurança. O painel Capital no SNCC em transição: equilíbrio entre avanços regulatórios e novas exigências, reuniu Caio Rangel Praes, chefe de subunidade do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial (Dereg); Uverlan Rodrigues Primo, chefe-adjunto do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor); e Fernando Schmitt, coordenador da Câmara de Gerenciamento de Capital do CECO, com moderação de Clairton Walter, membro do GT Executivo.  As apresentações destacaram a mudança no modelo regulatório, que passa a exigir maior aderência ao risco real das operações e mais robustez na gestão de capital. Entre os pontos abordados, esteve a Resolução CMN 5.223/2025, que introduz o chamado Mecaniamos de Compartilhamento de Riscos (MCR), instrumento que objetiva permitir ganhos de eficiência no uso do capital, ao mesmo tempo em que exige estruturas mais sofisticadas de governança, gestão de riscos e mecanismos de proteção sistêmica.  Também foram discutidas as novas exigências de capital mínimo, previstas na Resolução Conjunta nº 14, que passam a considerar a complexidade das atividades das instituições autorizadas. O modelo busca alinhar capital, risco e operação, criando condições para um crescimento mais sustentável e preparado para desafios como a digitalização e a ampliação dos serviços financeiros.  Outro destaque foi o papel estratégico do capital na sustentabilidade do sistema, deixando de ser apenas uma exigência regulatória para se consolidar como instrumento de gestão, capaz de fortalecer a resiliência das cooperativas, ampliar sua capacidade de expansão e reduzir vulnerabilidades ao longo do tempo.    Segurança e prevenção  Encerrando a programação, o painel, Cibersegurança e integridade no SNCC: prevenção a fraudes e a nova ferramenta de proteção ao cidadão – BC Protege+, reuniu Aristides Andrade Cavalcante Neto, chefe do Departamento de Gestão Estratégica e Supervisão Especializada (Degef); Valdemir Forte de Sousa, chefe-adjunto do Departamento de Supervisão de Conduta (Decon); Dênis Muniz da Silva Carvalho, chefe de unidade do Departamento de Atendimento Institucional (Deati); e Maicon Jardel Gassen, coordenador da Câmara Temática de Prevenção a Fraudes e Segurança Cibernética do Ceco, com moderação de Ivo Bracht, membro do GT Executivo.  O painel apresentou o avanço dos riscos cibernéticos no sistema financeiro e a necessidade de atuação cada vez mais preventiva. Os participantes reforçaram que a segurança vai além da tecnologia, envolvendo governança, cultura organizacional e capacitação contínua de colaboradores e cooperados.  Entre as iniciativas apresentadas, o destaque foi para o BC Protege+, ferramenta voltada à proteção do cidadão e ao combate a fraudes, além do uso crescente de dados e inteligência para identificação de comportamentos suspeitos. O alinhamento entre cooperativas e regulador foi apontado como essencial para fortalecer a integridade do sistema e garantir maior segurança nas operações.  O seminário está disponível no canal do youtube do Sistema OCB. Confira as apresentações do seminário, clique aqui.   Saiba Mais:  Plenária do CECO avança agenda do crédito cooperativo no Congresso  Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026: inscrições começam nesta quarta  Sistema OCB promove 1º encontro de jovens cooperativistas
Banco Central e Sistema OCB debatem futuro do crédito cooperativo
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15/04/2026

Plenária do CECO avança agenda do crédito cooperativo no Congresso

Encontro reúne lideranças, firma acordo com o MIDR e marca nova coordenação do colegiado A Câmara dos Deputados recebeu, nesta quinta-feira (16), a plenária do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco), que reuniu lideranças do cooperativismo, parlamentares e representantes do governo federal para discutir prioridades estratégicas do setor. A programação foi marcada pela consolidação de parcerias institucionais, pela transição da coordenação do colegiado e pela apresentação da agenda de trabalho para 2026.   Papel estratégico do cooperativismo A plenária foi aberta com a participação de lideranças do cooperativismo, do Parlamento e de instituições financeiras públicas. O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou a evolução institucional do setor e fez um reconhecimento à coordenação do Ceco. “A agenda do cooperativismo de crédito foi bem apresentada e conseguimos avançar. Fica a gratidão pelo trabalho realizado, que foi fundamental para fortalecer esse projeto coletivo”. Pelo BNDES, a diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas e Gestão do Fundo do Rio Doce, Maria Fernanda Ramos Coelho, apresentou números que evidenciam a expansão do crédito e o papel das cooperativas nesse cenário. “O banco teve desempenho recorde em 2025, com aumento no volume de operações e forte atuação por meio de agentes parceiros. O cooperativismo tem papel relevante nesse processo, especialmente no atendimento às micro, pequenas e médias empresas”, afirmou. Ela também reforçou o avanço da parceria com o setor e anunciou uma medida relevante para o cooperativismo de crédito. “Ampliamos de forma significativa nossa atuação com cooperativas, o que demonstra a confiança no modelo. Nesse contexto, o Procapcred passa a ser uma linha permanente do BNDES, ampliando a previsibilidade e fortalecendo a capitalização das cooperativas por meio do financiamento de cotas-partes aos cooperados”, acrescentou. Representando o Banco Central, o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, falou sobre a importância do Ceco como espaço de articulação estratégica. “O colegiado tem um papel relevante no nivelamento de informações e na convergência de agendas do sistema. Estamos em um ambiente mais competitivo, digital e complexo, o que exige atuação coordenada e visão sistêmica”. Ele ressaltou a dimensão do cooperativismo no país. “O sistema tem ampliado sua presença e hoje já alcança uma parcela significativa da população brasileira, contribuindo para a inclusão financeira e o desenvolvimento regional”, completou. Coordenador do CECO na gestão 2024–2026, Remaclo Fischer abordou os avanços construídos ao longo do período, mesmo diante de um cenário desafiador. “Passamos por momentos importantes, como reformas e instabilidade econômica, mas avançamos no diálogo e na construção conjunta. Isso fortaleceu o sistema e nos prepara para os desafios que vêm pela frente”. Ele também destacou a evolução na articulação entre as cooperativas. “Houve um avanço significativo na compreensão das necessidades do setor e na integração entre os atores. Isso nos dá segurança para continuar crescendo de forma estruturada”, finalizou. O deputado Domingos Sávio (MG), coordenador do Ramo Crédito da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) reforçou a importância de preservar a essência do cooperativismo diante dos desafios atuais. “O cooperativismo está cada vez mais consolidado e pode fazer a diferença na vida das pessoas, desde que mantenha o equilíbrio entre o rigor técnico e a sua cultura”. Já o deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frencoop, por vídeo, destacou a relevância da atuação coordenada e da agenda estratégica do setor. Segundo ele, o cooperativismo de crédito segue ampliando sua participação e exige atenção permanente a temas como sustentabilidade patrimonial, regulação e acesso a financiamento.   Parceria com o MIDR Um dos principais momentos da plenária foi a assinatura simbólica do acordo de cooperação técnica entre o Sistema OCB e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), com foco no fortalecimento das políticas públicas e na ampliação do acesso aos fundos constitucionais. A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, pontuou que a iniciativa dá continuidade a uma trajetória de parcerias bem sucedidas com instituições como o Banco Central e o BNDES. “Esse tipo de cooperação nos trouxe políticas públicas mais coerentes com a realidade do setor. O acordo amplia a transparência e possibilita o compartilhamento de dados que viabilizam ações mais efetivas, especialmente na pauta dos fundos constitucionais”, afirmou. O secretário de Fundos do MIDR, Eduardo Tavares, ressaltou a sinergia entre o ministério e o cooperativismo. “O cooperativismo é um grande instrumento para promover inclusão produtiva e prosperidade. Essa parceria fortalece nossa capacidade de levar desenvolvimento às regiões”. A superintendente do Sistema OCB, Fabiola Nader Motta, assinou o documento em nome da entidade.   Nova coordenação Após a gestão 2024–2026, Remaclo Fischer, presidente da Unicred do Brasil, passou a função para Cledir Magri, presidente da Cresol, que assume o colegiado no período 2026–2028. Adriano Michelon, diretor superintendente da Central Cresol Baser, passa a coordenar o GT Executivo. Em sua despedida, Remaclo Fischer agradeceu a parceria construída ao longo do período e destacou os avanços institucionais. Ele também parabenizou a nova coordenação, desejando continuidade ao trabalho realizado. Vladimir Duarte, coordenador do GT Executivo na gestão anterior, reforçou a necessidade de profissionalização do setor. “Estamos em um mercado competitivo e exigente. Nosso modelo é diferenciado, mas precisamos comunicar melhor esse valor para a sociedade”, disse.   Agenda 2026 A nova coordenação apresentou os principais eixos da agenda do CECO para 2026, com foco em fortalecimento institucional e alinhamento estratégico do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Entre os destaques estão: Atuação em defesa das características do SNCC na estrutura patrimonial; Avanço nas pautas relacionadas aos fundos constitucionais; Conclusão do projeto Conhecer para Cooperar; Harmonização de práticas tributárias diante da reforma; Fortalecimento das ações de prevenção a fraudes e cibersegurança. “Em um momento de grandes desafios, é hora de reafirmarmos nosso compromisso de fazer o bom combate e preservar os verdadeiros valores e ideais do cooperativismo. Precisamos manter nossa cultura, nossos diferenciais e nossos princípios como base para enfrentar esse cenário e seguir avançando”, destacou o novo presidente do colegiado, Cledir Magri.   Resultados e evolução Ao longo da programação, também foram apresentados, de forma complementar, dados e iniciativas relevantes para o setor. O BNDES destacou os impactos do Procapcred nos municípios brasileiros, evidenciando a contribuição do cooperativismo para a inclusão financeira e o desenvolvimento local. O Ceco apresentou um balanço das ações de 2025, marcado por avanços no diálogo institucional e na articulação estratégica do sistema. Para o Projeto de Intercooperação, foi reforçada a importância da integração entre cooperativas como instrumento de ganho de escala, eficiência e fortalecimento do modelo de negócios.   Saiba Mais: Sistema OCB promove 1º encontro de jovens cooperativistas Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026: inscrições começam nesta quarta Sistema OCB participa de celebração na Câmara pelos 70 anos da Certel
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15/04/2026

Integração que gera resultado marca encontro com a Cresol e centrais

Estratégias, projetos e uso de recursos do Sescoop foram alguns dos temas abordados  Nesta quarta (15), representantes da Cresol, suas centrais e do Cresol Instituto estiveram na Casa do Cooperativismo para uma reunião institucional marcada pelo diálogo sobre integração, governança e fortalecimento das ações conjuntas no cooperativismo de crédito. Participaram da reunião a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, e a superintendente, Fabíola Nader Motta.  A visita abriu espaço para o alinhamento de estratégias, especialmente no que diz respeito à execução de projetos, uso de recursos do Sescoop e atuação coordenada entre o nível nacional e os estados.  Durante a abertura, Tania destacou a importância da presença das centrais e o papel que essa integração tem desempenhado na consolidação do cooperativismo. Segundo ela, a construção coletiva fortalece a legitimidade institucional e contribui para uma atuação mais coesa do setor. “A presença aqui fortalece o Sistema como um todo. Essa construção conjunta, feita com seriedade, é o que permite que os projetos avancem e se concretizem”, afirmou.  Tania também chamou atenção para a necessidade de preservar os princípios cooperativistas, especialmente no Ramo Crédito. De acordo com ela, é fundamental evitar movimentos que aproximem o modelo cooperativo de práticas convencionais do mercado financeiro. “Precisamos cuidar da nossa essência. O cooperativismo de crédito tem um diferencial claro, que é o foco no cooperado”, declarou.  Outro ponto central da reunião foi a explicação sobre o funcionamento do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), incluindo a distribuição de recursos entre nacional e estados, critérios de aplicação e a lógica dos convênios com entidades de terceiro nível, como confederações. Tania detalhou que a maior parte dos recursos permanece nos estados, enquanto o nível nacional concentra esforços na estruturação de programas, desenvolvimento de soluções e apoio estratégico.     Soluções coletivas  A superintendente Fabíola destacou que a prioridade da entidade está na construção de soluções coletivas, capazes de atender o conjunto das cooperativas de forma mais eficiente. “Quando desenvolvemos soluções em conjunto, reduzimos custos, padronizamos entregas e ampliamos o alcance”, salientou.   Ela também ressaltou a evolução do Sistema nos últimos anos, especialmente na organização interna e na oferta de serviços estruturados para as cooperativas. “Hoje temos um portfólio robusto de soluções, com diagnósticos, capacitações e ferramentas que apoiam diretamente a gestão e o desenvolvimento das cooperativas. Saímos de um modelo muito focado em diagnóstico para uma atuação mais prática, voltada à solução”, complementou.     Gestão e comunicação  Outro tema abordado foi a necessidade de maior controle e acompanhamento por parte das cooperativas sobre os recursos que contribuem e acessam, especialmente no âmbito estadual. A recomendação é que haja uma gestão mais próxima desses dados, garantindo melhor planejamento e aproveitamento das oportunidades disponíveis.  A reunião também tratou da importância de manter pontos focais de relacionamento entre as instituições, facilitando a comunicação e o desenvolvimento de projetos conjuntos, tanto no âmbito das confederações quanto dos institutos ligados ao cooperativismo.  Segundo o presidente da Cresol, Cledir Assisio Magri, os avanços são resultado de uma construção coletiva. “Não foi um caminho simples, mas os projetos que começam a se concretizar mostram a seriedade desse trabalho conjunto e o quanto a cooperação entre as instituições faz a diferença”, afirmou.    Saiba Mais:  Sistema OCB participa de celebração na Câmara pelos 70 anos da Certel  Sistema OCB abre pesquisa nacional sobre inovação no cooperativismo  Sistema OCB leva prioridades do cooperativismo agro ao Mapa 
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10/04/2026

Sistema OCB participa de debate sobre seguro e crédito no agro

Seminário apresentou caminhos para ampliar acesso a recursos ao produtor rural  O Sistema OCB acompanhou, nesta quarta-feira (8), o seminário Seguro, Crédito e Agronegócio – Proteção rural e novos instrumentos de financiamento, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). A instituição foi representada pelo gerente Técnico e Econômico, João Prieto..  O evento, realizado na sede da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), reuniu autoridades públicas, especialistas e representantes do mercado financeiro para discutir caminhos que ampliem o acesso a recursos e reforcem a proteção do produtor rural diante de riscos econômicos e climáticos cada vez mais presentes.  O primeiro painel tratou dos novos instrumentos de financiamento como indutores do crescimento e da sustentabilidade no agronegócio. O debate abordou alternativas para diversificar as fontes de recursos e ampliar investimentos em tecnologia, infraestrutura e práticas produtivas mais sustentáveis.    Seguro rural e desafios estruturais  O segundo painel contou com a participação do Sistema OCB e teve foco nos entraves do seguro rural no Brasil e nas oportunidades trazidas pela inovação e pela transformação digital.  Entre os principais pontos, foi destacado que o seguro rural é fundamental para garantir renda e dar mais segurança ao produtor. Ainda assim, o país enfrenta desafios como a baixa cobertura, a falta de opções adequadas para diferentes regiões e a dificuldade de prever os custos.  Outro eixo central foi o papel do cooperativismo na gestão de riscos no campo. As cooperativas agropecuárias e de crédito foram apontadas como estruturas fundamentais para apoiar os produtores, tanto na disseminação de boas práticas quanto no acesso ao financiamento.  “Hoje, o cooperativismo brasileiro reúne 4.384 cooperativas, 25,8 milhões de cooperados e mais de 578 mil empregados. Em 2024, o setor movimentou R$ 758 bilhões em ingressos e gerou R$ 51,4 bilhões em sobras, além de mais de R$ 41 bilhões em salários e encargos. Esses números reforçam sua relevância econômica e social”, destacou Prieto.  O painel também destacou que a superação dos gargalos do seguro rural passa por inovação. O uso de tecnologias como monitoramento digital, inteligência artificial e ferramentas da agricultura 4.0 foi apontado como essencial para aprimorar a gestão de riscos, ampliar a cobertura e garantir maior eficiência ao sistema. “Não tem como falar em crescimento sustentável do agro sem ampliar o acesso ao seguro rural e a instrumentos modernos de financiamento. O cooperativismo contribui justamente para viabilizar esse acesso com mais segurança”, acrescentou Prieto.    Saiba Mais:  Cooperativismo é contemplado em Plano Nacional de Bioeconomia  NegóciosCoop capacita equipes para ampliar acesso a mercados  Modernização do CAR avança e reforça Código Florestal 
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18/03/2026

Coop articula avanços para o crédito na Amazônia

Reunião com a Sudam buscou fortalecer atuação das cooperativas na região  Ampliar o acesso ao crédito onde ele mais faz diferença foi o foco da reunião realizada nesta  segunda-feira (17), na Casa do Cooperativismo em Brasília, com representantes do Sistema OCB, da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e lideranças do cooperativismo de crédito da região Norte. O encontro discutiu caminhos concretos para fortalecer a presença das cooperativas nas políticas de financiamento e impulsionar o desenvolvimento econômico na Amazônia, com atenção especial à agricultura familiar e aos pequenos negócios.  Entre os principais pontos discutidos, esteve a articulação para garantir a participação efetiva e continuada do cooperativismo no Conselho Deliberativo da Sudam. A proposta busca ampliar a presença do setor nos espaços de decisão e contribuir com uma visão mais conectada às necessidades dos territórios amazônicos.  Outro tema importante foi o debate sobre a criação de um comitê das cooperativas financeiras voltado à expansão do crédito e do microcrédito na região. A iniciativa pretende organizar a atuação do segmento, fortalecer a articulação institucional e acelerar a chegada de recursos a quem mais precisa.  O encontro também destacou o papel do Fundo Garanticoop, que atua na região, como ferramenta para facilitar o acesso ao financiamento, especialmente para agricultores familiares, microempreendedores e pequenos negócios. A ampliação do uso do fundo foi apontada como estratégia para reduzir riscos e viabilizar mais operações de crédito em áreas com menor presença do sistema financeiro tradicional.  Além das pautas estruturantes, os participantes alinharam prioridades e metas para 2026, com foco no fortalecimento do cooperativismo de crédito como instrumento de desenvolvimento regional, geração de renda e inclusão produtiva.  Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a agenda reforça o compromisso do cooperativismo com soluções que chegam na ponta. “As cooperativas têm uma capacidade única de entender a realidade local e transformar crédito em desenvolvimento. Quando fortalecemos esses instrumentos, ampliamos oportunidades para milhares de pessoas e impulsionamos a economia de forma mais equilibrada”, destacou.  A reunião integra a agenda contínua de articulação do Sistema OCB com órgãos federais e instituições regionais, com o objetivo de ampliar a participação das cooperativas nas políticas públicas e fortalecer seu papel como agentes de desenvolvimento em todas as regiões do país.    Saiba Mais:  Cooperativismo apresenta Agenda Institucional com prioridades para 2026  Cooperativismo apresenta estudo sobre mercado livre de energia  Cooperativas do agro avançam em inventários de carbono com apoio do Sistema OCB 
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