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CCPR acelera descarbonização com frota 100% a etanol e mapeamento da pegada de carbono

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2025
Sudeste
Agropecuário
Não
Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR)
Descarbonização, ESG, leite
COP30
cop30, ODS 11 - Cidades e comunidades sustentáveis, ODS 12 - Consumo e produção responsáveis , ODS 13 - Ação contra a mudança global do clima , ODS 17 - Parcerias e meios de implementação, ODS 2 - Fome zero e agricultura sustentável
A CCPR, uma das maiores cooperativas leiteiras do país, estruturou o projeto Enxergando Sentido Global e a vertente Cooperando com o Planeta, focada na agenda climática. Por meio de inventários de GEE e parcerias estratégicas, o projeto visa reduzir as emissões corporativas em 28% até 2028 e converter 100% da frota flex para o etanol,diminuindo em 90% as emissões dos veículos.

Contexto e desafios

A Cooperativa Central dos Produtores Rurais, CCPR, é uma potência do setor lácteo, representando 30 cooperativas singulares e mais de 25 mil cooperados. Contudo, antes de implementar uma agenda de sustentabilidade estruturada, a cooperativa não possuía um inventário completo de suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).
Em 2023, a CCPR emitiu mais de 62 mil toneladas de gás carbônico equivalente, isto é, unidade de medida que permite comparar o impacto de diferentes GEE. Um dado alarmante revelou que cerca de 93% dessas emissões eram indiretas, originadas principalmente da logística de transporte de leite e matérias-primas e do deslocamento dos colaboradores.
A falta de monitoramento detalhado não apenas comprometia a eficiência operacional e elevava os custos, mas também limitava o acesso a novos mercados que valorizam práticas sustentáveis. Além disso, reduziam o engajamento de cooperados e colaboradores na pauta ESG.

Objetivos

Para enfrentar esses desafios de forma integrada, a CCPR lançou o projeto Enxergando Sentido Global, iniciativa de sustentabilidade que visa incorporar as práticas ESG nos negócios e no campo. A iniciativa busca levar seus resultados a todas as cooperativas filiadas e seus produtores.
O braço do projeto focado na agenda climática foi batizado de Cooperando com o Planeta. O principal objetivo ambiental da iniciativa é promover a descarbonização da cadeia do leite, com metas para o uso consciente da água, a busca por eficiência energética e a gestão correta de resíduos.
O foco central é a redução das emissões de GEE e a cooperativa estabeleceu o ambicioso compromisso de diminuir suas emissões corporativas em 28% até 2028. A iniciativa também busca assegurar condições de trabalho seguras, promover o bem-estar animal e investir na capacitação de cooperados e na sucessão rural.

Desenvolvimento

A jornada da CCPR começou com a participação no Programa ESGCoop, do Sistema OCB. Lá, a cooperativa construiu sua matriz de materialidade para identificar os temas prioritários para o negócio e seus stakeholders.
Em seguida, integrou a solução Neutralidade de Carbono, uma iniciativa da OCB e da OCEMG, que permitiu a realização do inventário corporativo de emissões via metodologia GHG Protocol, a padronização global. A qualidade do levantamento rendeu à CCPR o Selo Prata do Programa Brasileiro GHG Protocol.
Com o diagnóstico em mãos, a cooperativa definiu ações concretas. A mais emblemática foi a migração de 100% da sua frota de veículos flex para o uso exclusivo de etanol, substituindo a gasolina. Os veículos foram adesivados com a marca do projeto, reforçando o compromisso com a sustentabilidade a cada abastecimento.
O projeto também se estende ao campo, beneficiando diretamente os produtores de leite em Minas Gerais e Goiás. A CCPR está aplicando ferramentas como a Cool Farm Tool e a Análise de Ciclo de Vida, ACV, para mapear a pegada de carbono das fazendas, gerando indicadores de eficiência e sustentabilidade.
Para viabilizar a iniciativa, a cooperativa investiu R$ 40 mil em ferramentas e materiais. A governança é conduzida por um comitê de ESG composto por cinco pessoas. Além disso, a iniciativa é potencializada por parcerias estratégicas com o Sistema OCB, OCEMG, FGV e Embrapa Gado de Leite.

Resultados e impacto

Após a implementação do Enxergando Sentido Global - Cooperando com o Planeta, a CCPR avançou significativamente na gestão de suas emissões. A principal ação, a migração da frota para o etanol, tem potencial para reduzir em aproximadamente 90% as emissões de GEE dos veículos, além de gerar uma economia de 5% nos custos com abastecimento.
Já para os cooperados, o mapeamento da pegada de carbono nas propriedades resulta em ganhos de eficiência e produtividade. O projeto também gerou um forte impacto de conscientização entre colaboradores e a sociedade, que visualizam o compromisso da cooperativa nos veículos que circulam pelas estradas.
Por ser uma cooperativa central que abrange outras 30 organizações, a iniciativa possui um enorme potencial de replicabilidade, podendo escalar o impacto positivo para milhares de produtores e fortalecer toda a cadeia do leite de forma sustentável.

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ESGCOOP

Objetivo: Gerar energia limpa e renovável por meio da biodigestão anaeróbia dos dejetos e resíduos da agroindústria, minimizando os impactos ambientais da atividade de produção de alimentos, promovendo e incentivando as boas práticas de sustentabilidade e proteção do meio ambiente. Resultados: Projetos implantados em função da capacitação: • COOPERATIVA C. VALE Sede: Palotina, Oeste do Paraná Volume produzido: Entre 1500 a 2000 m³/dia para energia elétrica e 1050 m³/hora para uso térmico. Fonte de material utilizado: Dejetos suínos (geração energia elétrica) e efluente industrial de produção de amido de mandioca (uso térmico). COOPERATIVA CASTROLANDA Sede: Castro, Leste do Paraná Volume produzido: 12.593 nm³/dia de metano. Fonte de material utilizado: Lodo biológico ETE, Lodo tridecanter frigorifico, resíduo de batata lavador, glicina vegetal, resíduo de cerveja, ovos, óleo fritadeira, casca de batata, batata frita, farelo de fritadeira, dejetos e carcaça de suínos. COOPERATIVA COPACOL Sede: Cafelândia, Oeste do Paraná Volume produzido: Não possuem informação em volume de biogás gerado. Contudo, nos últimos três meses a geração de energia média com biogás foi de 88.116 kWh/mês. Fonte de material utilizado: Dejetos de suínos de uma Unidade de Produção de Leitões com 4.300 matrizes. COOPERATIVA FRÍSIA Sede: Carambeí, Leste do Paraná Volume produzido: 86.457 m³/mês. Fonte de material utilizado: Dejetos e carcaças provenientes da atividade de suinocultura. COOPERATIVA LAR Sede: Medianeira, Oeste do Paraná Volume produzido: 3.126.438,00 metros cúbicos de biogás, convertido em energia elétrica equivalem a 1.334.801 KWh de bioenergia (evitando a emissão de 1.719.540,9 metros cúbicos de gás metano). Fonte de material utilizado: Dejetos suínos. A unidade de produção localizada no município de Serranópolis do Iguaçu (PR) tem 3 biodigestores e produz 52% da energia consumida. Para 2021, a expectativa é produzir 100% da energia elétrica por meio do biogás.

Prêmio Somos Coop Excelência em Gestão

Cooperativa padroniza e gerencia os atendimentos de clientes e cooperados. O objetivo da iniciativa é organizar o processo de receber e resolver demandas e evitar a insatisfação dos clientes, causada pela demora na resolução dos pedidos.

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Evento realizado nos municípios de atuação da cooperativa oferece espaço gratuito para exposição dos produtos e serviços dos cooperados, fomentando seus negócios. A Feira também promove atividades educativas, culturais e recreativas abertas a toda a comunidade.

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O Projeto Valor em Saúde é uma solução que garante a entrega de sustentabilidade para o sistema de saúde. Por meio dela é possível entregar mais segurança e qualidade assistencial para o paciente durante sua jornada hospitalar, dar maior acesso a população aos serviços de saúde, bem como reduzir os desperdícios. Consiste no que é mais importante para os pacientes: o estado de saúde que alcançam (resultados) e o preço pago por isso (custos). Portanto, prestadores, incluindo hospitais e médicos, e operadores do sistema de saúde devem se concentrar na geração de valor máximo para seus pacientes, ajudando-os a obter os melhores resultados possíveis e de maneira econômica; avaliando/ monitorando indicadores assistenciais de valor e mérito, entregando “Valor” ao paciente e remunerando a Boa Medicina.

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