Coopama cria universidade para oferecer capacitação mais personalizada aos colaboradores
Contexto e desafios
A Coopama é uma cooperativa agrária fundada em 1944 na cidade mineira de Machado, e hoje atua nos setores de café, grãos, nutrição animal, insumos agrícolas e fertilizantes, entre outros. A cooperativa mantém, há alguns anos, iniciativas de capacitação e desenvolvimento de seus colaboradores, porém as exigências do mercado levaram à criação de um projeto educativo unificado: a Universidade Corporativa Coopama.
Segundo a cooperativa, o momento atual tem sido marcado por uma concorrência acentuada e complexa, que demanda novos formatos, novas ferramentas e novas metodologias para a educação corporativa e formação contínua.
Além disso, a transição dos conhecimentos, em especial relacionados ao agronegócio, está cada vez mais rápida, exigindo a formulação de novos saberes ou a renovação dos saberes anteriores para a consolidação do negócio.
Esta combinação de fatores levou à idealização e implantação da Universidade Corporativa Coopama em 2019. O objetivo é que a escola acompanhe a cooperativa de forma perene e contribua para que a Coopama se reinvente continuamente, de acordo com as necessidades de seus cooperados e da sociedade.
Desenvolvimento e metodologia
A Universidade Coopama foi estruturada com quatro escolas diferentes:
- Escola de líderes: projeto a ser executado pelo parceiro BASF/M.Prado;
- Escola de Vendas e Atendimento: visa a treinar os alunos no jeito de atender e vender da Coopama;
- Jeito de Ser Coopama: processo de integração do colaborador e cooperado, no qual são divulgados os valores e a cultura da cooperativa e apresentados os departamentos e serviços oferecidos;
- Escola de Excelência Profissional e Negócios: com foco no aperfeiçoamento, capacitação e formação para o trabalho.
A ideia é que as escolas trabalhem focadas naquilo que é importante para a Coopama, oferecendo roteiros formativos personalizados. Os cursos visam ao desenvolvimento técnico, comportamental e operacional dos alunos, ao mesmo tempo fortalecendo a cultura, ética e conduta e consolidando o senso cooperativista entre colaboradores e cooperados.
A cooperativa lista sete premissas institucionais estabelecidas para a Universidade:
- Governança e liderança;
- Alinhamento estratégico;
- Aprendizado organizacional;
- Desenvolvimento e capacitação de pessoas;
- Atração e retenção de talentos;
- Ganhos de produtividade;
- Melhorias nos resultados.
A concepção, o planejamento e a curadoria do projeto são de responsabilidade da área de Recursos Humanos, que também considera como fonte de informação sobre a necessidade das áreas o Comitê Gerencial da Coopama – fórum em que os pares da Gerência de RH podem propor conteúdo.
Para viabilizar o projeto, a área de RH frequentemente recorre a parcerias com fornecedores, instituições de ensino superior, escolas do Sistema S e congêneres. Além disso, para definir os conteúdos produzidos e disseminados pela Universidade Corporativa, o RH recebe aporte teórico ou prático das outras áreas da cooperativa como Comercial, Marketing, Área Agronômica e Financeiro/Controladoria.
Estão previstos também conteúdos sobre o cooperativismo, aportados pelas associações e organizações do setor. Para tanto, são executadas ações tanto presenciais quanto de Educação à Distância (EAD), por meio da plataforma Google Classroom.
Desenvolvimento do conteúdo
Tudo se inicia com o diagnóstico dos conteúdos a serem ministrados ou competências a serem desenvolvidas, considerando o planejamento estratégico da Coopama, os valores, a missão institucional e os princípios cooperativistas.
Os programas da universidade são impactados pela Avaliação de Desempenho e pela Pesquisa de Clima Organizacional da cooperativa. A primeira ferramenta aponta com precisão as lacunas de desenvolvimento que oportunamente poderão ser preenchidas com as ações da Universidade.
A segunda ferramenta também pode fornecer subsídios para o desenvolvimento das ações. Outros instrumentos também constituem subsídios importantes para a construção ou disseminação do conhecimento organizacional, tais como:
- Feedbacks de pesquisas realizadas com os cooperados;
- Ações de clientes ocultos;
- Observações reportadas pelos órgãos gestores da cooperativa, pelos conselhos da cooperativa ou advindos de consultorias externas.
Avaliação e controle
A cooperativa usa duas ferramentas para medir os resultados advindos do projeto de educação corporativa. São elas:
- Avaliações de Reação - preenchidas pelos egressos dos programas logo após a conclusão dos cursos.
- Avaliações das áreas beneficiadas pelas ações - breves memorandos, reportando as impressões do líder com relação ao desempenho ou comportamento dos liderados capacitados, realizados após 30 e 90 dias do término dos programas.
Profissionais da área de Recursos Humanos também realizam, por amostragem, ações de monitoramento e controle.
Resultados e aprendizados
As ações da Universidade Corporativa Coopama se relacionam com três princípios cooperativistas: o quarto, “Autonomia e independência”, o sétimo, “Interesse pela comunidade”, e o quinto, “Educação, formação e informação”.
Os resultados da iniciativa são avaliados a cada final de processo das escolas que formam a Universidade. Na Escola de Líderes, houve avaliações objetivas a distância, nas quais foi analisado o aproveitamento do grupo frente ao conteúdo trabalhado.
Na Escola de Formação Profissional, cada treinamento interno técnico é avaliado com metodologia que envolve gincanas ou provas estabelecidas. Em cada processo, há uma busca constante por melhorias e pela satisfação dos grupos envolvidos, bem como dos resultados obtidos pela Coopama.
Os principais resultados do acompanhamento são apresentados nas reuniões periódicas do corpo de coordenadores e gestores, quando necessário, e são reportados informes sintéticos para a Diretoria.
CONTATO DA COOPERATIVA
Aline Borges, coordenadora de Marketing - aline@coopama.com.br
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Em 2022, a Cresol firmou parceria com a ONG Water.org para criar o Cresol Siga, uma linha de crédito voltada ao financiamento de saneamento e infraestrutura hídrica. Com foco em cooperados de menor renda, o projeto já alcançou quase 6.000 pessoas e originou uma carteira de mais de R$ 65 milhões em investimentos que promovem saúde e sustentabilidade.
Nome do projeto: Emissão de Green Bonds para investimentos de cooperados em energia renovável e eficiência energética. Investimento no projeto: R$ 550 milhões (Sicredi). Resultados: A carteira de crédito do Sicredi para financiamento de projetos para uso de energia solar no Brasil totalizou R$ 4,5 bilhões ao final de 2021, com aumento de 93% em relação ao mesmo período de 2020. Do saldo atingido, R$ 2,4 bilhões foram destinados a associados Pessoa Jurídica (PJ), R$ 1,1 bilhão para Pessoa Física (PF) e R$ 940 milhões para associados do campo (agricultura familiar, médios e grandes produtores). Os recursos obtidos com a emissão dos Green Bonds permitirão ampliar a competitividade de cooperados e cooperativas por meio da gestão dos recursos energéticos, com acesso a linhas de crédito mais competitivas que possibilitam o investimento em produção de energia renovável e a adoção de projetos de eficiência energética. Gerando, assim, um impacto positivo que contempla o tripé: econômico, social e ambiental, agregando valor as atividades da cooperativa e fortalecendo a parceria de longo prazo do Sicredi com as comunidades em que está presente.
Ação: Programa Fazenda Sustentável Área: Produção sustentável ODS: Objetivo 2 - Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável Objetivo: Apoio a cooperado para venda de créditos de soja sustentável no mercado internacional Resultados: Melhora dos resultados financeiros do cooperado, que negociou — com o apoio da cooperativa — R$ 30 mil em créditos de soja sustentável com empresas da Dinamarca e Alemanha; Mudança da cultura da propriedade, priorizando a sustentabilidade como estratégia de negócios; Otimização de processos internos; Conquista da certificação RTRS, concedida pela Round Table Responsible Soy Association, ou Associação Internacional da Soja Responsável.
A centralização do processo de consócio teve como finalidade trazer mais eficiência, além de liberar os colaboradores para realizarem relacionamento com os associados, proporcionando maior agilidade após a contemplação para o associado, maior satisfação com o produto e novas de oportunidades de colocação de outros produtos da cooperativa.
