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Evento reuniu comunicadores para ampliar diálogo com o cooperativismo de crédito
O Sistema OCB marcou presença no 10º Encontro Nacional de Jornalistas e Formadores de Opinião do Sicredi, realizado nos dias 7 e 8 de outubro, em Porto Alegre e Nova Petrópolis (RS). O evento reuniu profissionais de comunicação de diversas regiões do país com o objetivo de ampliar o diálogo sobre o papel da imprensa na difusão de informações sobre o cooperativismo de crédito e o desenvolvimento local.
Foto/ reprodução: ContilnetRepresentando o Sistema OCB, Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais, foi convidada para conduzir a palestra Cooperativismo: Perspectivas e o Ano Internacional das Cooperativas. Em sua fala, ela destacou a importância de aproximar o setor dos meios de comunicação e de ampliar o entendimento sobre o impacto das cooperativas na economia e na sociedade. “Foi uma oportunidade muito bacana de avançarmos em um dos nossos maiores desafios, que é comunicar o cooperativismo. A imprensa tem um papel essencial para que mais pessoas compreendam o que é esse modelo e o quanto ele contribui para o desenvolvimento do país”, afirmou.
Segundo ela, a iniciativa do Sicredi é uma forma eficiente de estreitar laços com jornalistas e fortalecer o debate público sobre o tema. “O evento tem sido uma iniciativa muito interessante, porque reúne profissionais de veículos de todo o Brasil e cria pontes importantes entre o cooperativismo e a mídia. Houve bastante interesse, inclusive concedi várias entrevistas depois da apresentação”, completou.
A programação incluiu apresentações sobre os resultados e estratégias do Sicredi, conduzidas pelo diretor-presidente da instituição, César Bachi, que reforçou a relevância da imprensa no fortalecimento da imagem do cooperativismo. “A atuação de vocês jornalistas é fundamental, pois são profissionais com confiança e credibilidade local. Quanto mais vocês conhecerem nosso modelo de negócio, mais propriedade terão para falar de gente, e também para cobrar”, destacou.
No primeiro dia, os participantes acompanharam as apresentações na sede da Confederação Sicredi, em Porto Alegre, e visitaram a Fundação Sicredi. No segundo dia, o grupo seguiu para Nova Petrópolis, onde conheceu o a Sicredi Pioneira, cooperativa de crédito mais antiga em funcionamento na América Latina, com 123 anos de história.
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Atividade marcou o lançamento dos comitês estaduais de jovens e mulheres no estado
O cooperativismo alagoano deu um importante passo rumo à construção de um movimento mais plural e representativo. No dia 8 de outubro, em Maceió (AL), o Sistema OCB realizou o workshop Inclusão, Diversidade e Equidade no Cooperativismo – uma liderança transformadora, que reuniu cerca de 40 participantes, entre dirigentes, cooperados(as) e empregados(as) de 16 cooperativas dos ramos Saúde, Trabalho, Crédito, Agro e Transporte, além da equipe do Sescoop/AL.
O encontro marcou também o lançamento oficial, em Alagoas, dos comitês estaduais de jovens (Geração C) e de mulheres
(Elas pelo Coop) – iniciativas que integram a estratégia nacional da entidade para fortalecer o protagonismo desses públicos e ampliar sua participação na governança cooperativista.
Conduzido pela consultora Gisele Gomes, o encontro promoveu reflexões sobre o papel das lideranças na construção de cooperativas mais justas e plurais. Por meio de dinâmicas e estudos de caso, foram apresentadas estratégias de governança e ESG que fortalecem a cultura da diversidade e a valorização das pessoas nos ambientes cooperativos.
Durante a abertura, o superintendente do Sescoop/AL, Adalberon Sá Júnior, destacou que a pauta da diversidade está diretamente ligada à essência do movimento. “Promover a inclusão e a diversidade é reafirmar o princípio cooperativista de valorizar as pessoas e o coletivo”, afirmou.
A gerente geral do Sescoop Nacional, Karla Oliveira, ressaltou que o fortalecimento dessas iniciativas é fundamental para o avanço do setor. “Há espaço para fazermos mais e melhor em prol de ambientes mais igualitários e justos”, disse.
Para o presidente da Coofasa, Elanio Santana, o tema precisa estar presente em todos os níveis da gestão cooperativista. “As cooperativas devem ser para todas as pessoas, sem preconceito”, reforçou.
Também representando o Sistema OCB, a analista da Gerência de Desenvolvimento de Cooperativas, Divani Ferreira, destacou o impacto positivo do engajamento das cooperativas alagoanas. “Ver dirigentes e colaboradores comprometidos com a pauta da diversidade mostra que o cooperativismo está preparado para liderar mudanças sociais significativas. Esse é o caminho para um movimento cada vez mais representativo e humano”, afirmou.
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Em evento da ACIC, superintendente ressaltou impacto social e econômico do movimento
O Encontro do Núcleo de Cooperativas da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), realizado nesta quarta (8), reuniu lideranças cooperativistas, empresários e representantes de instituições parceiras para debater os desafios e oportunidades do setor, que tem papel essencial na economia regional e nacional. A superintendente do Sistema OCB, Tania
Zanella, foi uma das convidadas e apresentou os impactos do cooperativismo no desenvolvimento regional, com dados que mostram como o movimento gera emprego, renda e oportunidades — além de fortalecer a economia local com sustentabilidade e inclusão.
Em sua fala, ela destacou o impacto econômico e social do modelo, com base nos números mais recentes do AnuárioCoop 2025. “O cooperativismo é uma força coletiva que impulsiona o desenvolvimento regional, gera oportunidades e amplia o bem-estar das pessoas. Os dados mostram que somos protagonistas em setores essenciais da economia, mas, acima de tudo, somos uma rede que se apoia e cresce junto”, afirmou.
De acordo com os dados do anuário, o Brasil registrou, em 2024, 4.384 cooperativas, 25,8 milhões de cooperados e 578 mil empregados, que juntos movimentaram R$ 757,9 bilhões em ingressos e distribuíram R$ 51,4 bilhões em sobras. O setor também foi responsável por mais de R$ 41 bilhões em salários e encargos.
Tania ressaltou o papel de destaque de Santa Catarina, especialmente da região Oeste, onde o cooperativismo agropecuário responde por 63,2% do faturamento total do setor no estado e por 70% das exportações catarinenses. No ramo Crédito, as cooperativas têm se expandido com novas agências, inclusão financeira e programas de educação financeira voltados ao empreendedorismo local.
A superintendente também enfatizou os impactos socioeconômicos do cooperativismo nas comunidades. “Onde há uma cooperativa, há mais renda, mais empregos formais e menos vulnerabilidade social. Cada real movimentado por uma cooperativa multiplica o desenvolvimento local, seja por meio da geração de renda, da arrecadação de impostos ou da criação de novas oportunidades”, destacou.
Tania apresentou ainda os pilares estratégicos que norteiam o futuro do cooperativismo brasileiro: inovação, formação de novas lideranças, sucessão, fortalecimento da cultura cooperativista, práticas ESG e comunicação integrada. “O cooperativismo chegou até aqui porque sempre se reinventou. Agora, precisamos seguir investindo em inovação, diversidade e na formação das próximas gerações de líderes, para garantir que o futuro continue sendo cooperativo”, concluiu.
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Audiência pública reconheceu papel da educação cooperativa para o desenvolvimento
A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal realizou, nesta quarta-feira (8), audiência pública para celebrar os 50 anos do ensino superior em cooperativismo no Brasil. O debate destacou a importância histórica da criação do primeiro curso de bacharelado na área, oferecido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), e o papel das instituições de ensino e das cooperativas na formação de profissionais e no desenvolvimento sustentável.
A audiência integrou a programação de encerramento do 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), evento que reúne especialistas, acadêmicos e representantes do movimento cooperativista para discutir os avanços
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado e perspectivas da pesquisa e da inovação no setor. O EBPC reforça o vínculo entre ciência, gestão e política pública. A integração estimula a criação de soluções inovadoras e sustentáveis, amplia a competitividade do setor e contribui para o desenvolvimento econômico e social do país
A comemoração também ocorreu em um momento histórico para o cooperativismo: 2025 foi declarado pela ONU como o Ano Internacional das Cooperativas. Autora do requerimento, a senadora Professora Dorinha Seabra (TO), integrante da Frencoop, ressaltou a relevância do tema e compartilhou sua experiência com o cooperativismo ainda à frente da Secretaria de Educação do Tocantins.
“Na época, o governo do estado tinha a intenção de transformar todas as escolas públicas em escolas cooperativas. A partir dessa proposta, comecei a estudar o tema, visitar experiências existentes e compreender que o modelo cooperativo não nasce de uma decisão governamental — ele nasce da própria sociedade, da vontade das pessoas de se organizarem em torno de um propósito comum”, destacou a parlamentar.
Dorinha lembrou que a proposta buscava dar autonomia às escolas, fortalecendo a gestão e a participação das famílias no processo educativo. “Avançamos bastante, a ponto de permitir que cada escola pudesse realizar pequenas obras, com valores de até 450 mil reais, diretamente geridos pela própria unidade”, afirmou.
Valorização do modelo cooperativo
A senadora reforçou a necessidade de maior valorização do modelo cooperativo no país. “O Brasil ainda precisa avançar muito na compreensão e valorização do cooperativismo. Não é um modelo que se impõe por decreto, mas uma forma de gestão profundamente transformadora — tanto no campo econômico quanto no social e educacional”, acrescentou.
A parlamentar encerrou evidenciando o avanço da curricularização da extensão em universidades do Tocantins, como a Universidade Federal do Tocantins (UFT), e o apoio que destinou à Escola de Extensão. “Essa integração tem trazido resultados muito positivos e contribuído para difundir os valores cooperativistas entre os jovens”, afirmou.
Para o senador Flavio Arns (PR), “o sistema cooperativo do Brasil é referência para outros países. As cooperativas fortalecem a economia local, promovem inclusão social e desenvolvimento sustentável em todas as regiões onde atuam”, afirmou.
Representando o Sistema OCB, Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF e conselheiro do Sescoop pela região Centro-Oeste, também celebrou o marco histórico. Formado pela UFV, ele salientou que profissionais especializados em cooperativismo são essenciais para instituições públicas e privadas. “Precisamos desmistificar a sociedade orientada pela competição e trabalhar a cooperação como valor central. As universidades, com seus cursos de cooperativismo, têm papel decisivo nesse processo de formação e transformação cultural”, disse.
Importância do ensino cooperativista
Diversos especialistas também participaram do debate e reforçaram a relevância do cooperativismo na formação profissional e cidadã no país:
“A inclusão do cooperativismo nos currículos promove valores de cooperação, solidariedade e responsabilidade social, e preparam cidadãos para uma economia mais justa e solidária. Os cursos superiores e técnicos capacitam profissionais para aplicar práticas de governança, transparência e sustentabilidade nas cooperativas”, declarou Kristiane Mattar Accetti Holanda, analista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
“O cooperativismo tem uma transversalidade muito grande, e é fundamental que suas ações sejam inseridas nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação. Formar profissionais com espírito de cooperação é essencial para o desenvolvimento do país”, afirmou Demetrius David da Silva, reitor da UFV.
“Inserir o cooperativismo de forma transversal nos currículos significa preparar nossos estudantes não apenas para o mercado de trabalho, mas também para a vida em comunidade, para o empreendedorismo coletivo e para a cidadania cooperativa,” disse Mariana Ramos Reis Gaete, coordenadora-geral de Planejamento Acadêmico, Pesquisa e Inovação do Ministério da Educação (MEC).
“A elevada demanda pelos nossos cursos mostra que há um enorme interesse pela formação em cooperativismo. Precisamos de políticas públicas e recursos específicos para fortalecer essa oportunidade de ensino e pesquisa que transforma realidades,” destacou Marta Von Ende, diretora do Colégio Politécnico da UFSM.
“O curso de gestão de cooperativas da UFRB nasceu da demanda da sociedade civil, que enxergou na educação uma forma de fortalecer associações, cooperativas e empreendimentos da economia solidária no interior da Bahia,” declarou Eliene Gomes dos Anjos, professora e pesquisadora da UFRB.
"Se o cooperativismo é tão vital para o Brasil, seu ensino deve ser visto como um diferencial estratégico, e não apenas como uma disciplina optativa. A formação em cooperativismo, em todos os níveis, garante a longevidade e a profissionalização do movimento, formando gestores capazes de equilibrar os aspectos econômico e social. Ao incluir esse tema nos currículos, a educação brasileira cumpre um papel fundamental, difundindo valores éticos, promovendo a formação cidadã e incentivando o empreendedorismo coletivo", acrescentou Vilmar Rodrigues Moreira, professor da PUC/PR.
“Nossa faculdade é voltada para o alinhamento entre a academia e a prática, dando ênfase a docentes e instrutores que estão na ponta, dentro das cooperativas. Atuamos na graduação, pós-graduação, extensão e pesquisa, sempre buscando incentivar a inovação e o desenvolvimento das cooperativas, com o objetivo de construir comunidades melhores e fortalecer o movimento cooperativista,” finalizou Paola Richter Londero, professora e pesquisadora da Escola Superior do Cooperativismo (Escoop).
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Na abertura da 54ª Convenção Unimed, presidente destacou inovação, governança e união do setor
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, participou, nesta terça-feira (8), da abertura da 54ª Convenção Nacional Unimed. O evento reuniu lideranças cooperativistas, autoridades do setor da saúde e especialistas para discutir
inovação, governança e os caminhos do cooperativismo de saúde no Brasil.
Ao dar as boas-vindas aos participantes, Márcio falou sobre a relevância da convenção como espaço de reflexão coletiva e construção conjunta, além de ressltar o protagonismo do Sistema Unimed como exemplo mundial de sucesso cooperativo. “A Unimed é prova viva de que o cooperativismo é um modelo de negócios centrado em pessoas, capaz de unir eficiência, solidariedade e propósito. Em um mundo que busca novas formas de equilibrar resultado e responsabilidade social, as cooperativas de saúde mostram que é possível crescer cuidando de gente”, afirmou.
Para o presidente, o cooperativismo é a melhor alternativa para a gestão da saúde de forma sustentável e democrática. “O modelo Unimed, presente em nove de cada dez cidades brasileiras e responsável por atender mais de 20,9 milhões de beneficiários, inspira sistemas de saúde em todo o mundo, é referência global. São mais de 340 cooperativas médicas, 118 mil médicos cooperados e um faturamento de R$ 115 bilhões em 2024. Números que demonstram a força da
cooperação e o impacto positivo do modelo”, salientou.
Márcio também lembrou a importância da parceria da Unimed com o Sistema OCB em temas estratégicos para o setor, como a Reforma Tributária e a aprovação do novo marco legal que ampliou as possibilidades de atuação das cooperativas no mercado de seguros (Lei Complementar 213/2025). “Temos caminhado juntos em pautas estruturantes, mostrando que o cooperativismo unido fala com mais força. A contribuição da Unimed nesse processo é fundamental para consolidar um ambiente de negócios mais justo e moderno para todo o movimento”, afirmou.
O presidente fez, ainda, referência ao Ano Internacional das Cooperativas, proclamado pela ONU, e destacou que o reconhecimento chegou em um momento simbólico para o setor. “A ONU reconheceu aquilo que o cooperativismo brasileiro pratica todos os dias: somos uma força de desenvolvimento sustentável, inclusão e inovação. É tempo de celebrar, mas também de assumir novos compromissos com as próximas gerações”, pontuou.
Atualmente, de acordo com os dados do AnuárioCoop 2025, o Ramo Saúde reúne 699 cooperativas, que somam 270 mil cooperados e geram 150 mil empregos diretos. Juntas, movimentam R$ 123,7 bilhões em ingressos e estão presentes em mais de 90% do território nacional, atendendo 27 milhões de brasileiros.
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Com 180 participantes, evento premiou pesquisas que contribuem para o fortalecimento do coop
Chegou ao fim o 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). Promovido pelo Sistema OCB, o evento reuniu 180 participantes, entre pesquisadores, estudantes, dirigentes e profissionais do setor, com a apresentação de 67 artigos científicos, avaliados por uma comissão formada por 50 avaliadores. Ao longo de três dias de programação, o
EBPC abordou temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável no cooperativismo, com painéis que promoveram reflexões sobre impacto social, crescimento das cooperativas e desafios ambientais.
Para o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, o evento consolidou o papel do EBPC como um espaço estratégico de reflexão e de conexão entre pesquisa e prática cooperativista. “Cada edição reforça o quanto o conhecimento científico é fundamental para o fortalecimento do cooperativismo. As pesquisas apresentadas ajudam a traduzir desafios reais em soluções que inspiram inovação, sustentabilidade e competitividade para o setor”, destacou.
A organização do evento contou com a colaboração de 11 membros compondo o Comitê Científico, mantendo a parceria do Sistema OCB e de Universidades das 5 regiões do Brasil. Os coordenadores do comitê científico da 8ª edição do EBPC foram o professor da UFV, Mateus de Carvalho Reis Neves, e a professora da UFMG, Valéria Gama Fully Bressan
Painéis
O primeiro painel, Impacto social das cooperativas: qual prosperidade para redução de iniquidades?, reuniu Aline Sousa, representante de catadores de materiais recicláveis; Fábio Luiz Búrigo, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Mário Pansera, professor e diretor do Post-Growth Innovation Lab, e Monique Medeiros, professora do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (UFPA). O debate destacou a atuação das cooperativas como agentes de inclusão social e de fortalecimento da justiça econômica.
Em seguida, o painel Cooperativismo e Meio Ambiente: estratégias para um futuro sustentável, contou com Alair Ferreira de Freitas, professor do departamento de economia rural da UFV; Alex dos Santos Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB; e José Rodrigues de Araújo, presidente da Cooperacre. Os convidados abordaram as ações do movimento cooperativista na promoção da conservação ambiental e na regeneração de ecossistemas.
O último painel do encontro, O crescimento das cooperativas e os desafios à manutenção da sua identidade, teve a participação de Davi Rogério de Moura Costa, professor da Universidade de São Paulo (USP); Maurício Ribeiro do Valle, superintendente de finanças da Cooxupé; e Wellington Ferreira, presidente da Sicredi Dexis. A discussão girou em torno do desafio do crescimento das cooperativas e manutenção dos valores cooperativistas.
Premiação
Além dos debates, o EBPC 2025 reconheceu as melhores produções científicas apresentadas. Os artigos vencedores foram:
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Eixo temático: Contabilidade, Finanças e Desempenho:
Cooperativas de crédito são mais eficientes que bancos? Evidências para o Brasil.
Yuri Clements Daglia Cali, Loredany Consule Crespo Rodrigues, Marcelo Dias Paes Ferreira,
Mateus Neves e Raquel Pereira Pontes
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Eixo temático: Contabilidade, Finanças e Desempenho:
Educação, Inovação e Diversidade: desempenho financeiro e a participação das mulheres no conselho de administração de cooperativas agropecuárias brasileiras sob a ótica institucional.
Por Clea Beatriz Macagnan e Luis Felipe Orsatto.
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Eixo temático: Governança e Gestão: Governança transformacional em cooperativas de crédito
Governança transformacional em cooperativas de crédito: Aplicação do Método Multicritério AHP para apoio à tomada de decisão.
Por Mauro Lizot e Neila da Silva.
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Eixo temático: Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo
identidade ou performance? A aplicação estratégica do 7º princípio cooperativista e seus efeitos sobre lealdade e competitividade
Por Carla Alessandra dos Santos e Tomas Sparano Martins.
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Eixo temático: Impactos e Contribuições Econômicas, Sociais e Ambientais
Cooperativas da agricultura familiar na Amazônia brasileira: diagnóstico e perspectivas para a ação pública.
Por Alair Ferreira de Freitas, Almiro Alves Júnior, Graziela Reis do Carmo, Isabela Reno Jorge Moreira, Marcos Vinícius Andrade Gomes.
A programação também incluiu sessões de apresentação de trabalhos e a audiência pública 50 anos do Ensino Superior em Cooperativismo no Brasil, realizada no Senado Federal.
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Em fórum da ABDE, foi destacado o papel do setor para um futuro mais inclusivo e sustentável
O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (8), do Fórum Debate da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), realizado em Porto Alegre (RS), que reuniu representantes do setor produtivo, do governo, de instituições financeiras e da sociedade civil para discutir caminhos rumo a um modelo de desenvolvimento regional mais sustentável e inclusivo.
Thiago Borba, coordenador do Ramo Crédito do Sistema OCB, mediou o painel O papel do cooperativismo nas políticas públicas e no desenvolvimento regional, que contou com a participação de Ricardo da Silva, diretor executivo da Viacredi Alto Vale, integrante do Sistema Ailos; Márcio Stefanni, diretor da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Cledir Magri, presidente da Confederação Cresol; Caio Viana, presidente das cooperativas Cotrijuc e CCGL; e Marcelo Porteiro, superintendente da Área de Desenvolvimento, Inclusão e Governos (ADIG) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O encontro fez parte do ciclo de debates regionais promovido pela ABDE, que percorre as cinco regiões do país para discutir soluções de financiamento sustentável, com foco em inovação, bioeconomia, transição energética e fortalecimento de cadeias produtivas locais. Em Porto Alegre, o tema ganhou contornos ainda mais simbólicos, diante do cenário de reconstrução do Rio Grande do Sul após os eventos climáticos extremos ocorridos no estado em 2024.
“O cooperativismo de crédito tem uma capilaridade que nenhum outro modelo financeiro possui. Estamos presentes nas comunidades, conhecemos de perto suas realidades e necessidades e, por isso, temos um papel essencial para promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento regional sustentável”, destacou Thiago Borba.
Ao longo da discussão, Thiago reforçou que as cooperativas de crédito vêm ampliando o acesso a produtos financeiros
sustentáveis, com apoio tanto para pequenos empreendedores quanto cooperativas agroindustriais e negócios inovadores. Ele também defendeu a importância de alinhar políticas públicas e instrumentos de financiamento à agenda climática e aos princípios de transição justa, que garantem oportunidades sem deixar ninguém para trás.
O painel trouxe ainda experiências inspiradoras do Sistema Nacional de Fomento, com exemplos de financiamento verde, inclusão financeira e inovação tecnológica, que podem servir de modelo para outras regiões do país. A proposta central foi destacar como a integração entre cooperativas, governos, bancos de desenvolvimento e universidades pode acelerar a adoção de soluções sustentáveis e gerar resiliência econômica diante das mudanças climáticas.
Segundo a ABDE, o Fórum Debate busca justamente fortalecer a cooperação entre diferentes atores e identificar estratégias conjuntas para o enfrentamento dos desafios regionais. Entre os tópicos debatidos estiveram o papel das cooperativas na descentralização do desenvolvimento, o avanço do crédito inclusivo, a necessidade de modernização regulatória e o estímulo à inovação verde no campo e nas cidades.
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Sistema OCB reforça o papel das cooperativas na mitigação e adaptação às mudanças climáticas
A capital paulista reuniu, nesta quarta-feira (8), lideranças da pesquisa, do setor produtivo e do cooperativismo para a edição Mata Atlântica dos Diálogos pelo Clima — iniciativa da Embrapa inserida na Jornada pelo Clima em preparação para a COP30. O encontro, marcado por painéis que percorreram da ciência à inovação, destacou a relevância do cooperativismo como ator estratégico para a mitigação, adaptação e a governança territorial frente às mudanças do clima. O Sistema OCB foi representado por Fabíola Nader Motta, gerente geral da Organização das Cooperativas Brasileiras.
Na abertura, Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, enfatizou a importância de articular conhecimento científico com políticas públicas e iniciativas produtivas. Entre as mesas, houve momentos-chave: negociações climáticas com Ana Toni, Diretora Executiva da COP30; perspectivas setoriais que congregaram especialistas em bioinsumos, agricultura familiar,
mercado e modelo de produção; e uma rodada dedicada à sociedade, inovação e financiamento climático, com nomes como Carlos Nobre, climatologista, e representantes do setor financeiro e de tecnologia.
Em sua apresentação, Fabíola reafirmou que o cooperativismo tem escala e capilaridade para ser “o pilar dessa transformação” — expressão que sintetiza a estratégia do setor para a COP30. Segundo dados mostrados pela gerente, o movimento brasileiro reúne 4.384 cooperativas, 25,8 milhões de cooperados e receitas que somam R$ 757,9 bilhões, além de gerar 578 mil empregos diretos. Números que, na visão do Sistema OCB, fundamentam a capacidade das cooperativas de oferecer soluções práticas e locais para os desafios climáticos.
“As cooperativas tem esse papel de levar o desenvolvimento lá na ponta. A ONU declarou 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas porque acredita que, onde tem cooperativa, tem desenvolvimento também”, destacou.
Ela ressaltou ainda que o plano de ação do cooperativismo para a COP30 vem sendo desenvolvido desde o ano passado, com a implementação gradual de cada um dos eixos definidos pelo setor.
“Nosso plano de ação para a COP30 vem sendo trabalhado desde o ano passado, e nós colocamos em prática cada um desses pontos. Temos que mostrar que temos um papel diferenciado nessa COP30”, afirmou.
Ao enfatizar a força coletiva e a natureza colaborativa do modelo, Fabíola reforçou que o cooperativismo tem condições reais de contribuir para uma transição justa e sustentável.
“A força das cooperativas está na combinação entre tecnologia, governança local e compromisso com a sustentabilidade.
Temos presença territorial e capacidade de transformar boas práticas em escala”, disse.
Ela também defendeu maior integração das cooperativas aos planos de implementação das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) e ampliação do acesso a mecanismos de financiamento climático:
“Sem acesso a crédito verde e capacitação, boa prática fica no papel — precisamos de políticas que descentralizem recursos e apoiem a transição justa no campo”, acrescentou.
Fabíola encerrou sua fala com uma mensagem de otimismo e confiança na contribuição do cooperativismo para os compromissos globais de clima: “O modelo cooperativo é, sim, a solução que o mundo precisa. Ele mostra que é possível crescer e incluir ao mesmo tempo, com equilíbrio entre economia, sociedade e meio ambiente”, concluiu.
Os debates também exploraram temas concretos para a Mata Atlântica, como agricultura conservacionista, saúde do solo, uso de bioinsumos, inclusão socioprodutiva e digital de pequenos produtores. Do lado financeiro, representantes discutiram caminhos para ampliar o financiamento climático voltado ao setor rural, enquanto empresas de tecnologia e consultores exibiram soluções para monitoramento, modelagem e combate à desinformação científica.
Além do conteúdo técnico, o Sistema OCB levou ao público a experiência prática do cooperativismo: a organização tem conduzido imersões pré-COP, visitas a cooperativas e campanhas de visibilidade para posicionar o setor como parceiro estratégico na agenda climática. Essas iniciativas incluem formação em mudança climática, inventário de emissões e mercado de créditos de carbono, disponíveis na plataforma de capacitação do setor, a Capacitacoop.
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Sistema OCB recebeu comitiva em intercâmbio voltado à inovação, governança e digitalização
O Sistema OCB recebeu, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, a comitiva da Cooperativa Riobamba, uma das maiores instituições de crédito cooperativo do Equador. A visita técnica teve como objetivo conhecer o modelo brasileiro de
cooperativismo de crédito e identificar soluções de digitalização, governança e inovação tecnológica aplicáveis à realidade equatoriana.
A delegação, formada por quatro dirigentes da cooperativa, buscou no Brasil referências em tecnologia e estrutura organizacional para fortalecer a instituição. A agenda foi coordenada pelo Sistema OCB e incluiu reuniões com representantes de órgãos reguladores, instituições financeiras cooperativas e entidades de representação do setor.
O intercâmbio ocorreu em um momento estratégico para o cooperativismo de crédito do Equador. Recentemente, o país enfrentou um debate regulatório que chegou a propor a transformação das cooperativas de crédito em bancos — medida
posteriormente derrubada pela Justiça.
Experiências
A programação começou em Brasília, com recepção na sede do Sistema OCB. Na quarta-feira (1º), a delegação seguiu para Porto Alegre (RS), onde foi recebida pelo Sistema Ocergs e conheceu experiências regionais de integração e representatividade. Nos dias seguintes, o grupo visitou a Sicredi Pioneira, em Nova Petrópolis, considerada a primeira cooperativa de crédito da América Latina; e a Cresol, em Bento Gonçalves, onde conheceu práticas de governança e inovação tecnológica.
O encerramento da agenda ocorreu no Centro Administrativo Sicredi (CAS), com imersão nas áreas de tecnologia da informação e digitalização de processos. Para a gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta, o intercâmbio reforçou o papel do cooperativismo como movimento global de aprendizado e colaboração.
“Essa troca de experiências fortalece o cooperativismo em toda a América Latina. Ao compartilhar o modelo brasileiro e conhecer de perto os desafios enfrentados pelas cooperativas do Equador, reafirmamos o papel do Sistema OCB como ponte entre conhecimento, tecnologia e representatividade. É um aprendizado mútuo que reforça nossa convicção de que o
cooperativismo se desenvolve por meio da colaboração e da inovação”, destacou.
O presidente da Aliança Cooperativa Internacional para as Américas (ACI Américas), José Alves Neto, que acompanhou parte da programação no Rio Grande do Sul, também ressaltou a importância da integração regional.
“O Brasil é uma referência para o cooperativismo latino-americano, especialmente no setor de crédito. A visita da Cooperativa Riobamba demonstra como o diálogo e a cooperação entre países fortalecem nossas instituições e estimulam a inovação. Quando compartilhamos conhecimento, ampliamos o impacto do cooperativismo em toda a região”, afirmou.
Aprendizados
A Cooperativa Riobamba reúne mais de 160 mil cooperados. Segundo a comitiva, o aprendizado obtido no Brasil será fundamental para orientar o processo de transformação digital e aprimorar a governança do sistema cooperativo equatoriano.
“O movimento cooperativista é global e enfrenta desafios comuns, especialmente no campo da regulação e da transformação digital. Esse tipo de parceria mostra que, quando cooperativas de diferentes países se unem para trocar soluções e boas práticas, constroem um caminho mais sólido e sustentável para o futuro”, concluiu Fabíola.
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Em evento da ACI Américas, entidade destacou iniciativas que fortalecem identidade do movimento
Entre os dias 7 a 10 de outubro, Assunção (Paraguai) recebe o Terceiro Evento Regional Oficial do Ano Internacional das Cooperativas 2025 (AIC 2025), organizado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI Américas). Com o tema O modelo cooperativo: nutrindo a educação e as gerações futuras, o encontro reúne representantes do movimento cooperativo, autoridades, academia, jovens e organizações internacionais para discutir como a educação pode ser motor de transformação e continuidade do modelo cooperativista.
Durante a abertura, José Alves, presidente das Cooperativas das Américas, destacou a educação como elemento essencial
para garantir a vitalidade e a continuidade do cooperativismo. “A educação é a semente que garante a continuidade e a vitalidade do nosso movimento. Por meio dela, transmitimos nossos valores, formamos novas gerações e construímos comunidades mais fortes e resilientes”, afirmou.
A abertura também contou com a presença do Engenheiro Agronômo Ángel Caballero Rotela, presidente da Cooperativa Universitária do Paraguai; do embaixador Jörg Herrera, vice-embaixador da República Federal da Alemanha no Paraguai; e de Luis Ramírez, ministro da Educação do Paraguai.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, participou do painel Educação para além da técnica: sentido de pertencimento e participação. Em sua apresentação, ela destacou as soluções educacionais desenvolvidas pela entidade para promover o fortalecimento da identidade cooperativista e a formação de novas lideranças, especialmente de mulheres e jovens. “A educação cooperativa vai muito além de capacitar tecnicamente. Ela é uma ferramenta de pertencimento, que conecta pessoas ao propósito do movimento e as prepara para agir coletivamente, com responsabilidade e visão de futuro”, afirmou.
A participação do Brasil ocorreu em meio a um debate internacional sobre como o cooperativismo pode contribuir para alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) por meio de uma educação mais inclusiva e transformadora. Nesse sentido, Débora detalhou programas que o Sistema OCB vem desenvolvendo para fortalecer a cultura cooperativa no país, como o DNA Cooperativo — imersão formativa que conecta cooperados e colaboradores à história, valores e princípios do movimento — e as trilhas de capacitação da Plataforma CapacitaCoop, que já reúne mais de 150 mil usuários e conteúdos voltados para gestão, negócios, governança e sustentabilidade.
Débora também destacou as iniciativas de inclusão e sucessão que vem sendo implementadas por meio do Programa ESGCoop, com destaque para os Comitês Elas pelo Coop e Geração C, voltados à ampliação da presença de mulheres e jovens na liderança das cooperativas. “Educar para o cooperativismo é formar pessoas para a gestão democrática e para a sustentabilidade. Quando mulheres e jovens participam das decisões e trazem novas perspectivas, fortalecemos o modelo de negócio e garantimos sua perenidade”, declarou.
O evento da ACI Américas contou ainda com a presença de dirigentes de cooperativas, ministros de educação, representantes da Unesco e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), além de lideranças da própria Aliança Cooperativa Internacional. As discussões se concentraram em três eixos: identidade e educação cooperativa, políticas públicas para a educação cooperativa e educação para o empreendedorismo cooperativo.
O encontro em Assunção integra o ciclo de eventos regionais do Ano Internacional das Cooperativas 2025, proclamado pela ONU, que busca evidenciar a contribuição do modelo cooperativo para o desenvolvimento sustentável e para a formação de gerações futuras comprometidas com a solidariedade, a responsabilidade social e a equidade. “Quando o mundo compreender que o cooperativismo é, ao mesmo tempo, economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo, estaremos prontos para afirmar com convicção: o futuro é Coop”, concluiu Débora.
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Encontro promove reflexões sobre como pesquisa e inovação impulsionam o coop brasileiro
O 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) começou nesta segunda-feira (6), em Brasília. O evento segue até quarta-feira (8), com uma programação que inclui painéis temáticos, apresentação de trabalhos científicos e
uma audiência pública no Senado, que marca os 50 anos do ensino superior em cooperativismo no Brasil.
A abertura contou com a presença da gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta. Ela destacou a importância da ciência e da inovação como pilares do desenvolvimento cooperativo. “O conhecimento é o que sustenta o crescimento e a longevidade das cooperativas. É por meio da pesquisa e da troca de experiências que o cooperativismo se mantém atual, competitivo e comprometido com a construção de um futuro mais justo e sustentável”, afirmou.
Com o tema Ano Internacional das Cooperativas: Integração, Impacto e Perspectivas para o Cooperativismo Brasileiro, o encontro reforça a relevância da produção científica aplicada ao setor e celebra o avanço das pesquisas que ajudam a compreender e aprimorar o modelo cooperativo no país.
Segundo a gerente-geral, o evento consolida o papel do Sistema OCB como articulador entre a prática e o conhecimento
acadêmico. “Cada artigo, cada tese e cada discussão aqui presente traduzem o compromisso das cooperativas com a inovação e com o desenvolvimento humano. É esse diálogo entre ciência e prática que mantém o nosso movimento vivo e preparado para os desafios que vêm pela frente”, completou.
A mesa de abertura foi composta por nomes de renome no cenário científico e cooperativista: José Alves Neto, presidente da ACI Américas; Ricardo Galvão, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Eduardo Djanikian, economista-chefe da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE); e Mateus Neves, professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e coordenador do Comitê Científico do EBPC.
Durante a solenidade, Ricardo Galvão ressaltou o papel estratégico do conhecimento para o desenvolvimento nacional e destacou as oportunidades de integração entre o cooperativismo e as políticas de inovação.
“O cenário mundial está cada vez mais dominado pela economia do conhecimento, e é essencial que não fiquemos reféns da inovação de outros países. Estamos em construção da Quinta Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que reconhece o papel crucial das startups e pequenas empresas. Devemos discutir como as cooperativas podem se integrar e contribuir para esse futuro em desenvolvimento”, afirmou.
Na mesma linha, José Alves Neto, enfatizou a importância dos pesquisadores na consolidação do movimento cooperativista. “Os pesquisadores são, de certa forma, os construtores das bases do nosso futuro”.
“A pesquisa é uma ponte entre o que fomos e o que podemos ser, uma ponte entre um futuro mais próspero e mais justo”, completou.
A palestra magna de abertura foi conduzida por Ilchegon Yi, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social (UNRISD). Em sua fala, ele destacou o papel transformador do cooperativismo diante dos desafios globais e da necessidade de integração entre ciência e ação coletiva. “A autêntica transformação acontece quando superamos silos, unimos prática e pesquisa e institucionalizamos a solidariedade sem perder seu espírito transformador”.
Painéis e apresentação de trabalhos
A programação segue intensa nos próximos dias. Nesta terça-feira (7), começam os painéis temáticos, que discutirão tópicos essenciais para o futuro do cooperativismo. O primeiro painel abordará o impacto social das cooperativas e sua contribuição para a redução das desigualdades. Em seguida, o segundo painel tratará sobre os desafios de crescimento e da manutenção da identidade cooperativista. Na quarta-feira (8), o terceiro painel trará reflexões sobre meio ambiente e sustentabilidade, além de pontar estratégias para o fortalecimento do setor diante das transformações climáticas e sociais.
O EBPC contará ainda com as sessões de apresentação dos trabalhos acadêmicos. Os melhores artigos científicos em cada eixo temático serão reconhecidos e premiados ao final do evento.
Nesta edição, o EBPC recebeu 211 submissões de estudos, das quais 72 foram aprovadas — entre artigos científicos e trabalhos de conclusão de curso. As pesquisas envolvem 32 instituições de ensino superior de todas as regiões do país, com destaque para temas ligados à educação, inovação, diversidade e meio ambiente. O evento contou com 176 participantes inscritos, enriquecendo o diálogo e troca de conhecimento.
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Maior evento científico de Administração da América Latina discutiu governança e sustentabilidade
O Sistema OCB participou do 49º Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (EnANPAD), realizado entre os dias 1º e 3 de outubro, em Aracaju (SE). Considerado o maior evento científico da área de Administração da América Latina e o segundo maior do mundo, o EnANPAD reuniu pesquisadores, gestores e representantes de diferentes setores para debater os rumos da pesquisa aplicada, com destaque para os temas de governança, sustentabilidade e inovação.
O Sistema OCB foi representado pelo analista de Estudos Econômicos Thiago Victorino, que participou ativamente da programação. No primeiro dia, ele atuou como debatedor na sessão de artigos dedicada a ESG, sustentabilidade e
governança em cooperativas. O espaço trouxe reflexões sobre como alinhar as práticas do cooperativismo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), para reforçar o compromisso do movimento com a agenda global.
Na mesma sessão, Thiago apresentou o artigo Forecasting Financial Distress in Brazilian Healthcare Cooperatives: A Regularized Logit Approach. A pesquisa propõe uma metodologia inovadora para prever riscos financeiros em cooperativas de saúde e ampliar as ferramentas de gestão e sustentabilidade econômica no setor.
“Participar do Encontro da ANPAD foi fundamental para reforçar o papel da pesquisa aplicada como um motor de inovação. É a partir disso que nós, no Sistema OCB, conseguimos transformar dados em estratégias que geram impacto concreto para o cooperativismo”, afirmou Thiago.
A programação também contou com o painel Educação e Pesquisa em Gestão de Cooperativas, que reuniu diferentes atores do cooperativismo nacional. Thiago apresentou os resultados do estudo Impactos do cooperativismo de crédito para o desenvolvimento econômico e social no Brasil, realizado pelo Sistema OCB em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). O levantamento evidencia como as cooperativas de crédito contribuem para dinamizar economias locais, ampliar a inclusão financeira e gerar desenvolvimento sustentável.
O painel também teve a participação de lideranças estaduais e de cooperativas. João Teles, presidente do Sistema OCESE, trouxe um panorama da realidade do trabalho e das cooperativas em Sergipe. Já os presidentes da Cercos, Aroldo Costa Monteiro, e da Certel, Erineo José Hennemann, compartilharam experiências sobre superação de desafios e estratégias de fortalecimento comunitário.
A atividade foi encerrada com uma dinâmica colaborativa, em que os participantes se dividiram em grupos para debater soluções para desafios estratégicos relacionados à governança, impactos socioeconômicos, sustentabilidade ambiental e resiliência comunitária no cooperativismo.
Para o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, a participação no EnANPAD reafirma o papel da instituição na promoção do conhecimento científico aplicado. “A presença do Sistema OCB no encontro reforça nosso compromisso com a produção e disseminação de conhecimento para o desenvolvimento do cooperativismo brasileiro”, destacou.
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Fiscalização, sustentabilidade e diálogo estiveram no foco da participação do Sistema OCB
O Sistema OCB marcou presença no 1º Encontro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), realizado nesta quinta-feira (2), na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. O evento reuniu representantes do governo, de entidades setoriais e de transportadores para discutir temas estratégicos como fiscalização, descarbonização, movimentação de cargas e escassez de motoristas.
O coordenador nacional do Ramo Transporte do Sistema OCB, Evaldo Matos, participou do painel sobre fiscalização, ao lado de dirigentes da ANTT, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e de entidades representativas da logística.
Evaldo destacou que a fiscalização precisa ser compreendida como um instrumento de equilíbrio do setor, e não apenas de
penalização. “As cooperativas de transporte atuam em um ambiente altamente competitivo e, muitas vezes, são surpreendidas por interpretações divergentes da legislação. A fiscalização é necessária, mas ela deve vir acompanhada de diálogo, transparência e previsibilidade”, afirmou.
O dirigente relatou que o evento surpreendeu positivamente pela abrangência dos temas. “A ANTT trouxe diversos assuntos importantes, que já vínhamos discutindo em outras esferas, inclusive no cooperativismo, como a escassez de motoristas, a sustentabilidade do transporte e a descarbonização. Também foi apresentado um banco de informações a partir do MDF-e, que vai nos ajudar muito a orientar nossas estratégias de mercado”, destacou.
Entre os pontos levantados no painel, Evaldo chamou atenção para gargalos relacionados à aplicação de multas, como falhas na comunicação de autos de infração, além da cobrança indevida de eixos suspensos em rodovias concessionadas. Também foram apresentadas demandas relacionadas ao vale-pedágio, ao transporte de contêineres e ao reconhecimento da natureza jurídica das cooperativas. “Muitas vezes, os fiscais não compreendem bem o conceito jurídico das cooperativas, o que gera distorções e penalizações indevidas. Estamos organizando um documento com todas as nossas contribuições para entregar à ANTT”, explicou.
Outro destaque foi o reforço da importância de um canal de diálogo permanente com a agência. “Precisamos de uma relação com periodicidade menor, mais ágil e refinada. Isso fará muita diferença para corrigir distorções e aprimorar as normas”, disse Evaldo. Ele também ressaltou a atuação ampla da entidade. “O Sistema OCB não atua apenas em defesa do Ramo Transporte, mas também do Ramo Agro. Buscamos o equilíbrio nessa relação, respeitando os embarcadores e valorizando nossas cooperativas parceiras do agronegócio.”
Durante o encontro, a ANTT reforçou o compromisso de manter esse espaço de diálogo, considerado estratégico pelo Sistema OCB para assegurar maior segurança regulatória às cooperativas de transporte em todo o país.
Ao final, Evaldo avaliou o encontro como um marco positivo para o setor. “Tivemos espaço de fala e de representação. Foi um momento muito importante, com a presença de dirigentes de cooperativas de vários estados, e que certamente fortalecerá a atuação conjunta entre a ANTT e o cooperativismo de transporte”, concluiu.
As cooperativas presentes representaram os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.
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Reforma tributária, fiscalização da ANTT e negócios internacionais em pauta
Presidentes e dirigentes de cooperativas de transporte do Paraná estiveram reunidos em Foz do Iguaçu, nesta terça-feira (30), para o Fórum de Dirigentes das Cooperativas de Transporte, realizado na sede da Cooperativa Coottrafoz. O encontro teve uma programação intensa, com debates estratégicos sobre desafios regulatórios, perspectivas econômicas e novas oportunidades para o setor.
Representando o Sistema OCB, o analista técnico da Gerência de Relações Institucionais, Tiago Barros, participou das discussões e apresentou o plano estratégico do ramo transporte. Ele também realizou a abertura do evento ao lado de Marcos Antônio Trintinalli, coordenador estadual do ramo, do presidente da Coottrafoz, Vitalino Capeleto, da
superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Gizelle Coelho Neto, e de João Gogola Neto, gerente de Monitoramento e Consultoria do Sistema Ocepar.
Entre os destaques do fórum esteve a apresentação de João Gogola. que detalhou o programa ESG+Coop, que integra práticas de sustentabilidade e inovação à realidade das cooperativas.
Outro momento importante foi a mesa sobre as oportunidades da missão China, que contou com a participação de Marcos Antônio, João Gogola e Tiago Barros. “Foi uma oportunidade de mostrar como a experiência internacional começa a se traduzir em resultados concretos para as cooperativas do Paraná. Há negociações em andamento para importação de insumos, o que pode gerar ganhos de escala e mais competitividade ao setor”, explicou Tiago.
A reforma tributária também esteve em foco, com apresentação conduzida por Devair Antonio Mem, coordenador contábil e tributário do Sescoop/PR. O tema despertou grande interesse entre os dirigentes, pela relevância das mudanças previstas para as cooperativas de transporte.
No período da tarde, a representante da ANTT, Gizelle Neto, apresentou os principais pontos ligados à fiscalização da Lei 13.703/2018 (Política Nacional de Piso Mínimo do Frete), além de desafios práticos enfrentados pelas cooperativas, como a cobrança de eixos suspensos em pedágios e as novas exigências do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e).
Em seguida, Tiago Barros apresentou o plano de trabalho e a estratégia de crescimento do ramo transporte, e destacou as prioridades estabelecidas para os próximos anos. “Nosso papel é garantir que as demandas levantadas pelas cooperativas estejam refletidas no plano nacional e, ao mesmo tempo, levar para a base as ações estruturadas pelo Sistema OCB. Essa integração é essencial para o fortalecimento do cooperativismo de transporte”, afirmou.
O fórum foi encerrado com a proposta de formação continuada para contadores de cooperativas do ramo transporte, apresentada por João Gogola Neto. A iniciativa apoia a profissionalização da gestão contábil e tributária, apontada como demanda recorrente das cooperativas.
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Evento reforçou a importância do carimbo e estratégias conjuntas de uso entre cooperativas
A Casa do Cooperativismo em Porto Alegre (RS) viveu um dia diferente na última sexta-feira (26). Inspirado na cultura da National Basketball Association (NBA), o workshop Networking, Branding & Comunicação (NBC) reuniu 85 comunicadores de 55 cooperativas gaúchas em um ambiente de imersão criativa. Entre os destaques da programação esteve a participação da gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Caroline de Araujo, que apresentou a Campanha SomosCoop para 2026.
Com quadra montada, narrativa esportiva e clima de torcida, o evento buscou aproximar profissionais, compartilhar estratégias e fortalecer o espírito de equipe em torno do cooperativismo.
Promovido pelo Sistema Ocergs, o NBC foi considerado o maior encontro de comunicação já realizado pela entidade. A proposta, segundo os organizadores, foi oferecer uma experiência dinâmica que estimulasse a troca de conhecimentos e práticas entre cooperativas, e usou o basquete como metáfora para o trabalho coletivo.Nomes de diferentes setores compartilharam experiências sobre branding, posicionamento de marca e novas tecnologias aplicadas à comunicação. 
Na apresentação do Sistema OCB, os participantes conheceram a evolução da marca SomosCoop e sua projeção para os próximos anos. Hoje, mais de 1,1 mil cooperativas já utilizam o carimbo e, segundo pesquisa recente, 63% da população brasileira entrevistada declara preferência por produtos e serviços cooperativos, reconhecendo seu impacto social e econômico.
Para a gerente de comunicação da Unidade Nacional, os números refletem uma oportunidade histórica para a consolidação da identidade cooperativista junto à sociedade. “O carimbo SomosCoop já é uma marca reconhecida e respeitada, e a nossa meta é ampliar essa presença. Quando mostramos que escolher o Coop é optar por um consumo consciente, estamos dando às pessoas a chance de transformar realidades por meio da sua decisão de compra”, afirmou.
Samara reforçou ainda a importância de os comunicadores estarem alinhados à estratégia de valorização da marca cooperativista: “Cada campanha, cada ação, cada história que contamos carrega a essência do nosso movimento. O SomosCoop é um convite para que todos entendam que o cooperativismo faz diferença na vida das pessoas.”
O workshop também contou com apresentações de profissionais do mercado, como o diretor de Marketing da Vulcabras, Márcio Callage, que trouxe o Case Olympikus, e o gerente de Marketing da Termolar, Roberto Wickert, que apresentou a trajetória da marca em produtos e posicionamento. Além disso, a estrategista Daniele Lazzarotto falou sobre o impacto da inteligência artificial no marketing e na produção de conteúdo.
Outro ponto relevante foi a divulgação de uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Pesquisas de Opinião (IPO), sobre como os gaúchos percebem o cooperativismo. O estudo revelou que o movimento segue fortemente associado a valores de união, esforço coletivo e solidariedade — aspectos que reforçam o vínculo com a proposta da comunicação cooperativista.
Nos intervalos, a descontração tomou conta com sorteios e, ao final, os participantes celebraram a “vitória” em um happy hour voltado para networking e troca de experiências.
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Delegação conheceu práticas do ramo crédito no Brasil e trabalho de representatividade da entidade
O Sistema OCB recebeu, nesta segunda (29), a comitiva da Cooperativa Riobamba, uma das maiores instituições de crédito cooperativo do Equador. A visita, organizada em Brasília, teve como objetivo apresentar o modelo brasileiro de cooperativismo de crédito e promover a troca de experiências entre os dois países.
A programação começou pela manhã, com as palavras de abertura do coordenador de Relações Internacionais do Sistema
OCB, João Penna. Ele apresentou a estrutura do Sistema e destacou a importância do diálogo internacional. “Este encontro é muito importante para nossa narrativa quando defendemos os interesses das cooperativas perante o poder público, porque conseguimos demonstrar que o impacto das cooperativas é real. Elas fazem diferença nas cidades onde atuam. Por isso, apresentamos aqui um pouco da estrutura do Sistema OCB, formado por três casas que trabalham juntas pelo desenvolvimento do cooperativismo no Brasil”, afirmou.
João explicou o funcionamento da CNCoop, da OCB e do Sescoop, ressaltando que cada entidade exerce um papel específico, mas todas atuam de forma articulada em prol do mesmo objetivo. Ele também destacou o esforço de proximidade com as cooperativas para identificar desafios e construir soluções. “Mantemos uma prática permanente de escuta, por meio de pesquisas e consultas. Isso nos permite compreender as principais dores das cooperativas e atuar em conjunto para solucioná-las”, completou.
Panorama do cooperativismo de crédito
Na sequência, a comitiva acompanhou uma apresentação sobre o panorama do cooperativismo de crédito no Brasil. O coordenador do ramo no Sistema OCB, Thiago Borba, detalhou a evolução do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) e ressaltou o papel dos bancos cooperativos, criados nos anos 1990.
“Na época, a legislação não permitia que as cooperativas realizassem alguns serviços, como a compensação de cheques. Por isso, foi necessário criar bancos controlados por cooperativas. Hoje, essas instituições são fundamentais para o desenvolvimento de produtos e soluções tecnológicas, especialmente em sistemas como o Sicoob e o Sicredi”, explicou.
Thiago também destacou a estrutura em três níveis – cooperativas singulares, centrais e confederações – que garante capilaridade, eficiência e representatividade nacional. Segundo ele, o Ramo de Crédito detém números expressivos: 21,3 milhões de cooperados, mais de 10 mil unidades de atendimento físico em todo o país e R$ 885 bilhões em ativos administrados.
Representação política
A representação política do cooperativismo de crédito foi tema da apresentação de Thereza Raquel Lima Silva, analista de Relações Governamentais do Sistema OCB. Ela compartilhou dados sobre a atuação junto aos três poderes, o acompanhamento legislativo e os resultados conquistados nos últimos anos.
“O cooperativismo brasileiro não está isolado. Trabalhamos diariamente para influenciar políticas públicas, defender o ato cooperativo e abrir novas oportunidades para o setor. Só na última Legislatura, monitoramos mais de 5 mil projetos de lei e participamos ativamente de audiências públicas, reuniões com parlamentares e debates estratégicos”, afirmou. Entre os avanços citados por ela estão a criação do FGCoop, a modernização da legislação do crédito cooperativo e a conquista de maior espaço no mercado financeiro nacional.
O encerramento da agenda da manhã ficou a cargo da gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta, que reforçou o papel da entidade na defesa permanente dos interesses do cooperativismo. “Nosso trabalho de representação junto ao Poder Público é diário e contínuo. Estamos presentes no Congresso, no Executivo e nos tribunais para garantir que as cooperativas tenham voz e que o ambiente regulatório seja cada vez mais favorável ao seu desenvolvimento. Esse esforço constante é o que dá solidez e visibilidade ao nosso movimento”, afirmou.
À tarde, a comitiva participou de uma reunião com representantes do Banco Central. O encontro permitiu aprofundar o diálogo sobre regulação, inovação e desafios específicos do Ramo Crédito.
Cooperação internacional
Nos próximos dias, a delegação da Riobamba seguirá para Porto Alegre (RS), onde terá contato direto com experiências de cooperativas de crédito locais e conhecerá de perto como o modelo brasileiro tem contribuído para o desenvolvimento regional.
“A visita é uma oportunidade de aprendizado recíproco. Ao mesmo tempo em que mostramos nossos avanços, aprendemos com a experiência equatoriana. É assim que o cooperativismo cresce: unindo forças para transformar realidades”, concluiu Fabíola.
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Evento reuniu dirigentes de vários ramos para compartilhar boas práticas e fortalecer integração
Na última sexta-feira (26), o cooperativismo maranhense realizou o Encontro de Líderes Cooperativistas 2025, promovido Sistema OCB/MA, em Barreirinhas. A programação contou com a presença do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que realizou a abertura oficial. Para ele, a ocasião simbolizou um reconhecimento do papel estratégico que o estado
vem assumindo dentro do cooperativismo brasileiro. “O Maranhão está mostrando ao Brasil que o cooperativismo pode ser um motor de desenvolvimento regional. Ver de perto a evolução das cooperativas maranhenses e o impacto que elas geram nas comunidades é motivo de orgulho e esperança para todo o nosso movimento”, destacou.
O evento contou com a participação de dirigentes e presidentes de cooperativas dos ramos Crédito, Saúde, Educação, Agro, Transporte, Mineração, Produção e Trabalho, reforçando a diversidade e a força do movimento no estado. Os participantes puderam debater os desafios e oportunidades que o setor enfrenta, compartilhar boas práticas de gestão e fortalecer a integração entre os diferentes ramos.
-Segundo o presidente Márcio, o encontro foi uma oportunidade de reconhecer a evolução do cooperativismo no estado. “O que vemos aqui é um cooperativismo forte, inovador e cada vez mais conectado com as demandas da sociedade. O Maranhão está preparado para ampliar sua relevância no cenário nacional”, afirmou.
O movimento cooperativista do estado tem avançado em diferentes áreas. O encontro foi considerado pelos organizadores um marco ao simbolizar uma etapa de expansão, diálogo e transformação para o cooperativismo maranhense.
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Evento promovido pela Ocepar discutiu estratégias do setor rumo à conferência em Belém
O cooperativismo paranaense deu mais um passo na preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro, em Belém. Na última sexta (26), a Ocepar promoveu o webinar Cooperativismo e COP30: a imagem que queremos mostrar, reunindo lideranças e técnicos de 42 cooperativas do Paraná para debater a estratégia de participação do setor no evento global. No encontro, o Sistema OCB foi representado pela gerente-geral, Fabíola Nader Motta, e pelo coordenador de Meio Ambiente, Alex Macedo, que detalharam o posicionamento do movimento diante da agenda climática e apresentaram as iniciativas já em curso.
Fabíola ressaltou a importância histórica da COP30 e o protagonismo esperado para o modelo de negócios. “Pela primeira vez desde a Rio-92, o Brasil sediará a conferência e, coincidentemente, o mundo celebra novamente o Ano Internacional das Cooperativas. Isso nos coloca em evidência e aumenta nossa responsabilidade. O cooperativismo precisa mostrar contribuições reais: práticas de agricultura sustentável, soluções de financiamento climático e iniciativas de transição energética. É hora de sair do discurso e apresentar resultados tangíveis”, afirmou.
Ela também reforçou que o modelo cooperativo tem legitimidade para ocupar os espaços de decisão. “Somos feitos de pessoas para pessoas, atuamos nos territórios e temos capilaridade. Essa presença nos dá condições únicas de oferecer respostas locais e, ao mesmo tempo, escaláveis para os desafios climáticos globais. A COP30 será o momento de afirmar o cooperativismo como parte essencial da solução para a crise climática, a segurança alimentar e o financiamento climático internacional”, destacou.
Alex Macedo apresentou as ações que vêm sendo implementadas pelo Sistema OCB para apoiar as cooperativas na transição climática, como a Solução Neutralidade de Carbono e a Solução Eficiência Energética. “A Neutralidade de Carbono tem permitido que as cooperativas façam seus inventários de emissões e avancem em planos concretos de descarbonização. Já a Solução de Eficiência Energética mostra como podemos reduzir custos e otimizar recursos, sem abrir mão da sustentabilidade. São entregas que dão credibilidade ao nosso discurso na COP30”, explicou.
O coordenador destacou ainda que diversas cooperativas paranaenses já aderiram a essas soluções. “Essas experiências comprovam que estamos transformando compromissos em resultados. O cooperativismo tem muito a mostrar em Belém, e queremos que isso seja reconhecido nos espaços oficiais de negociação”, completou.
Durante o webinar, também foi apresentada a agenda do setor para a COP30, que prevê a presença do cooperativismo em dois espaços estratégicos: o pavilhão do cooperativismo na AgriZone, dedicado à agropecuária sustentável, e o pavilhão de negócios de impacto na Blue Zone, em parceria com entidade da ONU. Além disso, estão previstos painéis e debates temáticos que reforçarão o papel do modelo cooperativo como aliado de uma transição justa.
Para Fabíola, a jornada supera a conferência em si. “A COP30 não é um ponto de chegada, mas parte de um processo contínuo de fortalecimento da agenda climática dentro das cooperativas. Nosso desafio é transformar a sustentabilidade em prática cotidiana, conectando inovação, inclusão social e resultados ambientais. Essa é a imagem que queremos mostrar ao mundo”, concluiu.
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Evento debate políticas públicas, inovação e fortalecimento da cadeia produtiva
O 3º Fórum Nacional do Leite teve início nesta quarta-feira (24), na sede da Embrapa, em Brasília. O evento reúne produtores, técnicos, lideranças políticas e empresariais da cadeia produtiva e contou com a presença do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que participou da mesa de abertura ao lado de representantes do governo, da pesquisa e de entidades de classe. “Este Fórum é um espaço fundamental para ouvir quem está no campo e para aproximar o setor das decisões estratégicas do país”, afirmou.
O presidente destacou a importância de se pensar o futuro do leite brasileiro a partir da união entre produtores, inovação tecnológica e políticas públicas adequadas. Segundo ele, a cadeia enfrenta desafios relacionados à produtividade, à sustentabilidade e à inserção internacional, mas também tem inúmeras oportunidades. “O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Temos potencial para agregar mais valor ao nosso produto, ampliar a industrialização e mostrar aos
consumidores que se trata de um alimento saudável e estratégico. Precisamos de diálogo, planejamento e políticas consistentes para que esse potencial se traduza em desenvolvimento para”, acrescentou.
Conexão entre setor produtivo e políticas públicas
Organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), o Fórum tem como objetivo aproximar diferentes agentes do ecossistema do leite – produtores, indústrias, empresas de genética, técnicos, pesquisadores e entidades representativas – para discutir os principais temas que o envolvem. A proposta é promover um ambiente de troca de conhecimento, fortalecimento institucional e busca de soluções conjuntas para tornar o setor mais estruturado e competitivo. A edição de 2025 segue até esta quinta-feira (25), com o lema Nosso leite e suas histórias, e busca destacar o valor cultural, econômico e social do leite para o Brasil.
Temas em debate no primeiro dia
O primeiro dia da programação foi dividido em blocos temáticos, cada um voltado para um olhar específico sobre a cadeia produtiva. A diretora de Comunicação da Abraleite, Maria Antonieta Guazzelli, destacou o simbolismo do leite como alimento presente no cotidiano e na história das famílias brasileiras.
Na sequência, o ex-ministro e jornalista Aldo Rebelo falou sobre o valor do produtor de leite para o desenvolvimento do país, enquanto especialistas e lideranças do setor apresentaram análises sobre as transformações do mercado, as perspectivas de preços e as mudanças em andamento no setor. Questões relacionadas à gestão de fazendas, inovação tecnológica, crédito privado e consolidação de bacias leiteiras também foram tratadas em palestras conduzidas por especialistas reconhecidos nacionalmente.
Programação
O Fórum seguiu até quinta (25) com uma agenda igualmente intensa. A programação incluiu debates sobre os desafios do produtor rural brasileiro, mudanças no Programa Mais Leite Saudável diante da Reforma Tributária, além de painéis técnicos sobre bem-estar animal, monitoramento de rebanho, genética, biotecnologia e tendências de consumo de lácteos.
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Encontro apresentou soluções de crédito e destacou a importância das parcerias locais
Porto Velho sediou, nesta quinta-feira (25), o BNDES Mais Perto de Você, encontro voltado a cooperativas, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). O evento reuniu dezenas de empreendedores interessados em conhecer as soluções de financiamento oferecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e contou com a participação ativa do Sistema OCB, que reforçou a importância do cooperativismo no fomento ao desenvolvimento regional.
Como representante da entidade, Jorgelene de Matos, gerente de Relações Institucionais da OCB/RO, destacou a relevância de iniciativas que aproximam o crédito da realidade dos empreendedores. “A presença do cooperativismo reforça nosso compromisso de apoiar os empreendedores locais e fomentar o desenvolvimento econômico com base em valores de cooperação”, afirmou.
Ela ressaltou ainda o papel estratégico das cooperativas de crédito, que têm ampliado o acesso a soluções financeiras em Rondônia, especialmente para pequenos negócios que enfrentam dificuldades em obter financiamento. “As cooperativas de crédito estão cada vez mais próximas dos empreendedores, oferecendo soluções acessíveis e sustentáveis. Isso significa mais oportunidades para quem quer crescer e mais desenvolvimento para nossas comunidades”, completou.
Além da participação do Sistema OCB, a programação contou com apresentações das principais linhas de crédito do BNDES, com destaque para opções voltadas ao capital de giro e aquisição de máquinas e equipamentos. Também foram realizados atendimentos individualizados e rodadas de negócios com agentes financeiros credenciados, como Banco da Amazônia (Basa), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Sicoob, Itaú, Sicredi e Santander.
De acordo com dados do BNDES, apenas no primeiro semestre deste ano foram aprovados R$ 535 milhões em financiamentos para micro, pequenas e médias empresas de Rondônia. Em 2024, o volume chegou a R$ 1,17 bilhão, demonstrando o potencial de crescimento do setor.
Ao reunir instituições financeiras, entidades de apoio e cooperativismo, o encontro foi um espaço de diálogo e construção de soluções conjuntas para fortalecer a economia local com parceiras estratégicas voltadas ao desenvolvimento do estado.
