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Cerimônia lançou iniciativas que valorizam o legado cultural das cooperativas
O coop ganhou novos marcos de valorização cultural nesta quarta-feira (12), em Brasília. Durante cerimônia no Palácio Itamaraty, foram lançados o Mapa do Patrimônio Cultural Cooperativo, o livro Cooperativas do Brasil: retratos de um mundo
melhor e o trailer do documentário Histórias de um mundo melhor, produções que integram o legado do movimento para o Ano Internacional das Cooperativas, celebrado pela ONU em 2025.
As iniciativas unem memória, identidade e inovação, com destaque para como as cooperativas moldam comunidades mais sustentáveis, inclusivas e solidárias.
Um mapa vivo da cooperação
A Unesco reconheceu em 2016 (quatro anos após o Ano Internacional das Cooperativas 2012), a ideia e prática de organizar interesses em cooperativas como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, abrindo caminho para institucionalizar o legado cultural do movimento e projetá-lo para o futuro. O Mapa surge não só como um inventário, mas como um instrumento que resgata e valoriza os marcos históricos e simbólicos da nossa identidade cooperativa, preservando a memória, identidade e o legado do nosso movimento, com padrões internacionais que preservam autenticidade, participação, inclusão e sustentabilidade.
Ele faz parte do Cooperative Cultural Heritage Programme (CCH Programme), desenvolvido pela ACI, com mentoria do
Sistema OCB. A plataforma digital reúne 31 sítios em 25 países, representando locais, instituições e tradições que simbolizam o legado histórico e social do cooperativismo, um verdadeiro “mapa vivo” da cooperação no mundo. Essa será a primeira etapa do site. O objetivo de longo prazo do GT é continuar alimentando o portal com outros sítios importantes para o cooperativismo, posteriormente incluindo patrimônios imateriais.
“O mapa, o livro e a exposição mostram o que o cooperativismo tem de mais humano: sua capacidade de transformar realidades, gerar pertencimento e inspirar novas gerações”, destacou Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB e mentor do Grupo de Trabalho da ACI sobre Patrimônio Cultural Cooperativo.
Em seu discurso, Márcio também celebrou o protagonismo brasileiro na agenda global do cooperativismo: “O cooperativismo é um modelo de negócio baseado em gente. Nosso principal capital são as pessoas. E é por isso que digo: desenvolvimento econômico pode até ser individual, mas prosperidade só existe quando toda a comunidade melhora. As cooperativas têm conseguido fazer isso no mundo todo”, afirmou.
O presidente da ACI, Ariel Guarco, reforçou a dimensão histórica e simbólica da iniciativa, que contou com o trabalho do
Grupo de Patrimônio Cultural Cooperativo ao longo de um ano.
“O mapa que hoje ganha vida aqui em Brasília não é apenas uma coleção de lugares históricos. É uma cartografia do impacto cultural que o cooperativismo deixou no mundo, cada sítio é um testemunho vivo de solidariedade, criatividade e compromisso coletivo”, declarou.
O embaixador Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Itamaraty, ressaltou a importância do evento para o reconhecimento institucional do cooperativismo: “O lançamento do mapa e da exposição marca um momento relevante para o reconhecimento da contribuição das cooperativas à sociedade. O modelo cooperativo tem demonstrado capacidade de promover inclusão social, desenvolvimento sustentável e fortalecimento comunitário, oferecendo respostas democráticas e solidárias aos desafios do nosso tempo”.
Durante o evento, Tiago Schmidt, presidente da Sicredi Pioneira e idealizador do projeto do mapa, lembrou que a proposta nasceu do desejo de dar visibilidade às raízes do movimento cooperativo. “O cooperativismo sobreviveu aos séculos porque nasceu da força da educação, da identidade e da solidariedade. Assim como há praças e monumentos que guardam a história da humanidade, o cooperativismo também tem seus territórios de memória e esperança. Este mapa é uma forma de honrar nossos precursores e inspirar as próximas gerações”, disse.
Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o diretor de Cooperativismo, Eduardo Pagot, destacou a parceria com o Sistema OCB e o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cooperativismo. “O MDA e o Sistema OCB tem caminhado lado a lado, porque nossas políticas se cruzam no fortalecimento da agricultura familiar e do cooperativismo como um todo. Programas como o Mais Gestão e o Cooperar Brasil são exemplos concretos dessa colaboração, que tem ampliado o impacto social e econômico das cooperativas”.
Conhecimento, intercâmbio e legado
Durante a apresentação do portal do mapa, o diretor de Legislação da ACI, Santosh Kumar, destacou que o programa busca ser mais do que uma base de dados. “Este é um projeto vivo, que combina memória, intercâmbio e aprendizado. Queremos construir um espaço de formação e inspiração entre gerações, promovendo trocas entre países e criando oportunidades para jovens lideranças cooperativas. Nosso objetivo é que o programa se torne financeiramente sustentável, apoiado por turismo educativo e experiências de liderança”.
Já o diretor-geral da ACI, Jeroen Douglas, ressaltou que o lançamento representa um passo importante no reconhecimento global da cultura cooperativa: “Estamos mostrando que o papel das cooperativas na promoção da cultura é, por si só, um pilar do desenvolvimento sustentável. A Unesco já reconheceu que a cooperação é uma evolução viva da solidariedade humana, e este programa é a prova de que esse legado
continua em construção”, afirmou.
Livro, exposição e documentário
Além do mapa, o público conheceu o livro Cooperativas do Brasil: retratos de um mundo melhor, resultado de uma jornada de campo realizada ao
longo de 2025, que percorreu 60 cooperativas em todos os estados brasileiros. A obra reúne imagens e histórias que revelam como o modelo cooperativo contribui para o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e a preservação de tradições locais.
As fotografias também compõem a exposição no Itamaraty, que ofereceu um retrato sensível da força do cooperativismo no Brasil. O evento ainda marcou a estreia do trailer do documentário Histórias de um mundo melhor, produção audiovisual do Sistema OCB que dá voz a cooperados e cooperativas de diferentes regiões do país — histórias reais de transformação, pertencimento e propósito coletivo.
Saiba Mais:
Transição justa do agro, inovação e fortalecimento de pequenos empreendimentos foram destaques
No terceiro dia da COP30, o cooperativismo brasileiro fez sua estreia na Blue Zone, local onde acontecem as negociações e
decisões entre os países em torno das questões climáticas. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participou em diferentes momentos de painéis que destacaram a força do cooperativismo como protagonista das soluções climáticas, desenvolvimento sustentável e inclusão produtiva.
Durante o painel O que significa transição justa para o agro?, promovido pela CNA, o Sistema OCB, representado por Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, apresentou a contribuição das coops para uma agricultura de baixo carbono, inclusiva e conectada às realidades locais. Segundo ela, a transição energética e produtiva só será justa se considerar as desigualdades regionais e o acesso a recursos básicos. “Não é possível falar em transição justa sem garantir condições mínimas para todos”, afirmou, ao citar desafios enfrentados por cooperativas amazônicas.
O painel reforçou que o cooperativismo é, por essência, mais justo e sustentável, pois coloca as pessoas no centro das decisões. O movimento congrega mais de 1 milhão de produtores rurais, sendo 71% agricultores familiares, organizados em cerca de 1,2 mil cooperativas. “Elas são responsáveis pela
originação de 75% do trigo, 55% do café, 53% do milho, 52% da soja, 50% dos suínos, 46% do leite e 43% do feijão, além de terem participação expressiva nas cadeias de frutas, hortaliças, fibras e no setor sucroenergético”, relatou Débora. Dados apontados por ela comprovam que a cada R$ 1 investido em bens e serviços de cooperativas, são gerados R$ 1,65 no valor da produção, R$ 0,88 no valor adicionado e R$ 0,33 em salários.
A apresentação também abordou três virtudes do modelo diante da transição global: Educação e conhecimento, essenciais para que o produtor rural compreenda e adote práticas sustentáveis; Princípios e valores, que orientam as decisões com base na cooperação e na responsabilidade social; e Intercooperação, que fortalece redes de apoio, inovação e acesso a mercados.
De acordo com análise feita, as cooperativas são protagonistas em práticas de agricultura de baixo carbono, como plantio direto, recuperação de pastagens degradadas, sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs), além de cumprirem papel essencial na transferência de tecnologia e assistência técnica. Enquanto a média nacional de produtores atendidos é de 20%, entre cooperados o índice chega a 63%.
Fortalecimento de pequenas cooperativas na Amazônia
No pavilhão do governo brasileiro, José Roberto Ricken participou do painel dedicado a celebração do Ali-Coop: Agentes Locais de Inovação para o Cooperativismo, iniciativa do Sebrae realizada em conjunto com o Sistema OCB e outros parceiros
institucionais para levar inovação aos territórios da Amazônia e impulsionar o desenvolvimento sustentável por meio do cooperativismo. “Esse é um programa que vai fortalecer pequenas cooperativas e focar em sociobioeconomia, agroindustrialização e desenvolvimento territorial, ações que dialogam diretamente com a economia verde e com as políticas de adaptação às mudanças climáticas”, ressaltou.
Ricken lembrou que o Sebrae é uma referência técnica e institucional nas soluções voltadas à competitividade e ao desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios e que a parceria com o cooperativismo brasileiro vai permitir que ele utilize sua expertise para a inserção das cooperativas atendidas pela iniciativa nos mercados interno e externo. “Assim, contribuiremos de forma ainda mais concreta para a preservação da floresta amazônica que desejamos”, completou.
Voltado a cooperativas de pequeno porte formadas por agricultores familiares e comunidades extrativistas, o Ali-Coop adapta a metodologia do Programa Agentes Locais de Inovação (Ali Produtividade) ao universo cooperativista, incorporando os insumos e a expertise do Programa de Negócios do Sistema OCB. O objetivo é fortalecer a gestão, aprimorar processos produtivos e ampliar o acesso a mercados em cadeias estratégicas da sociobiodiversidade, como babaçu, castanha-do-Brasil, açaí e cupuaçu.
Saiba Mais:
Painel mostrou como crédito, seguros, pesquisa e manejo sustentável fortalecem comunidades
O painel O papel do cooperativismo na construção da resiliência climática, realizado no Pavilhão do Coop na Green Zone,
durante o segundo dia da COP30, contou com a presença de diferentes cooperativas, instituições financeiras e representantes do setor de seguros, que apresentaram iniciativas concretas que já estão ajudando comunidades rurais e urbanas a enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. A conversa reuniu a Vinícola Aurora, Sicoob Credip, CCPR, Sicredi e Confederação Nacional das seguradoras (CNseg) que apresentaram experiências complementares e ancoradas na mesma lógica: colaboração, inovação e acesso ao conhecimento como base da adaptação.
O encontro foi mediado pelo coordenador de Meio Ambiente, Alex Macedo, que reforçou a importância da articulação entre os setores para que soluções se tornem replicáveis e acessíveis. “Resiliência climática não nasce de ações isoladas. Ela é construída coletivamente, com informação, planejamento e capacidade de mobilizar as comunidades. As cooperativas já trabalham assim há décadas. Isso nos coloca em posição privilegiada para antecipar riscos e proteger quem está na ponta”, afirmou.
Impactos no território
A Vinícola Aurora destacou como o monitoramento climático, a adoção de variedades mais resistentes, o manejo adequado do solo e a disseminação de conhecimento por meio das UDCs vêm ajudando mais de 1.100 famílias a se adaptar aos novos padrões climáticos da Serra Gaúcha. Em 2025, a cooperativa lançou seu primeiro relatório ESG com dupla materialidade, referência no setor vitivinícola.
A CCPR apresentou os resultados das Práticas Nota 10, um programa de certificação de fazendas que organiza processos, reduz impacto ambiental e melhora a eficiência da produção. Cerca de 70% do leite coletado pela cooperativa já vem de fazendas certificadas. No campo, isso se traduz em mais produtividade, menos emissões e leite de melhor qualidade.
A CNseg, representando o setor de seguros, por sua vez, chamou atenção para a lacuna de proteção no país. Mais de 90% das perdas relacionadas a eventos climáticos extremos não são seguradas, onerando famílias e governos. A entidade
defendeu a criação de um Seguro Social de Catástrofe, que permitiria acionamento automático em desastres e pagamento rápido, garantindo retomada mais ágil das comunidades atingidas. Também apresentou seu Hub de Inteligência Climática, focado em análises de risco, impactos socioeconômicos e desenvolvimento de soluções de proteção.
A Sicredi, por sua vez, mostrou como a quantificação de riscos climáticos tem guiado decisões estratégicas. Com uma metodologia implementada em 2024, a instituição consegue avaliar ameaças por cultura, por território e por atividade econômica, permitindo ajustar crédito, ampliar seguros agrícolas, diversificar o portfólio e orientar práticas de adaptação. Segundo a instituição, mais de 16 milhões de ativos de associados já são monitorados pela ferramenta.
Durante o painel também foi apresentado o CarbCafé, iniciativa construída a partir da atuação conjunta de produtores, cooperativas e pesquisa científica, com os resultados mais recentes do trabalho conduzido pela Embrapa em parceria com o Sistema OCB, Sicoob Credip e a Caferon. O relatório mostrou como a cafeicultura das Matas de Rondônia conseguiu aumentar produtividade e gerar saldo ambiental positivo mesmo com forte redução da área cultivada ao longo dos anos.
O estudo revela que o modelo adotado sequestra 6.874 kg de carbono por hectare e emite 2.991 kg, garantindo saldo positivo de 3.883 kg de carbono, e ainda integra 150 famílias de sete etnias, com protagonismo indígena e práticas sustentáveis que preservam a floresta.
Saiba Mais:
- Da floresta ao café: coop evidencia soluções sustentáveis na Agri Zone
- Cooperativismo impulsiona o crédito verde no primeiro dia da COP30
- Cooperativismo conecta floresta e sertão na construção da bioeconomia
Painéis apresentaram práticas voltadas à bioeconomia, descarbonização e rastreabilidade
No segundo dia de atividades da Agri Zone na COP30, o Sistema OCB marcou presença em debates que mostraram, na
prática, como as cooperativas brasileiras articulam desenvolvimento econômico, preservação ambiental e impacto social positivo. Representantes da Coplacana, Cooxupé, Camta e D’Irituia participaram em três diferentes momentos e painéis que inspiraram os visitantes com histórias reais de produção com sustentabilidade.
No painel Bioeconomia regenerativa da Amazônia: do carbono circular à cooperação sustentável, mediado pelo coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo, o tom foi de união de esforços. O encontro defendeu a cooperação como caminho estrutural para escalar modelos de restauração produtiva.
Para Mauro Costa, gerente sênior de Relacionamento e Abastecimento da Sócio Biodiversidade da Natura, a inclusão das florestas tropicais como pauta relevante dentro da conferência já é um legado da COP30. “Temos uma grande oportunidade de gerar renda e riqueza para quem realmente protege a floresta. E isso só acontece quando se fortalece organizações locais,
cooperativas e associações. O cooperativismo dá voz, escala e segurança às comunidades”, afirmou.
O pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Osvaldo Kato, apresentou experiências com alternativas ao sistema tradicional de derruba-e-queima, que substituem o fogo por uso da vegetação secundária como fonte de matéria orgânica. Ele lembrou que o desenvolvimento de sistemas agroflorestais diversificados, incluindo cacau, açaí, dendê e outras espécies, surgiu como estratégia de restauração, aumento de produtividade e captura de carbono. “Para comercialização e organização produtiva, as cooperativas são fundamentais. A diversificação só se mantém com organização coletiva”, ressaltou.
Maria Fernanda Lima, coordenadora de Projetos da Cooperativa D’Irituia, destacou a importância dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) e dos créditos de Pagamento por Serviços Ambientais
(PSA). A cooperativa, com 42 cooperados e impacto indireto em mais de 200 famílias, vem ampliando a diversidade das áreas cultivadas e fortalecendo cadeias extrativistas como o tucumã, com apoio técnico da Natura. Já no campo dos PSA a iniciativa ainda está em fase piloto, mas a construção participativa do projeto traz confiança às famílias locais. “Sempre chegavam muitas promessas, mas sem continuidade. Desta vez, o processo está sendo construído com a gente, do início, respeitando nossa realidade”, acrescentou.
Já Cláudio Sugaya, diretor da Camta, falou sobre as experiências da cooperativa com os Sistemas Agroflorestais e com os PSA. Reconhecida internacionalmente como referência no uso de modelos que conciliam produção agrícola com conservação ambiental, a Camta tem quase um século de história. “Exportamos frutas tropicais e derivados para Europa, Ásia e América do Norte, e levamos a marca da Amazônia para o mundo com rastreabilidade e compromisso ambiental. Os SAFs recuperam áreas degradadas, protegem a biodiversidade e asseguram renda a centenas de agricultores familiares cooperados”, contou.
Ainda durante o painel, Moisés Savian, secretário nacional de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), abordou a experiência da AgriHub e trouxe também a perspectiva das políticas públicas conduzidas pela pasta. Ele destacou como o governo vem apoiando produtores na transição para modelos sustentáveis, com foco na bioeconomia e na expansão dos sistemas agroflorestais. Segundo ele, a regulamentação de novos instrumentos, a oferta de editais direcionados e o fortalecimento do crédito rural têm sido caminhos para estimular inovação e ampliar oportunidades no campo. “A combinação entre tecnologia, governança e incentivo público é essencial para dar escala às soluções regenerativas e enfrentar eventos climáticos cada vez mais severos”, declarou. 
Essência sustentável
No espaço Agrosfera UPL, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, e João Paulo Félix dos Santos, diretor administrativo do Conselho Administrativo da Coplacana, participaram de um videocast conduzido por Rogério Melo, consultor sênior de Carbono e Cadeia de Valor Alimentar da UPL, sobre sustentabilidade nas cooperativas.
Débora enfatizou logo no início que o cooperativismo é sustentável por essência e estrutura. “Ser sustentável significa ser ambientalmente correto e socialmente justo ao mesmo tempo em que se mantém economicamente viável e isso faz parte das premissas do cooperativismo
desde a sua raiz”. Ela também apresentou o Programa ESGCoop, importante para comprovar a sustentabilidade das cooperativas, e reforçou a importância de parcerias estratégicas. “Elas fortalecem a jornada de sustentabilidade no campo, conectando assistência técnica, boas práticas e acesso a ferramentas confiáveis de medição”, completou.
João Paulo, por sua vez, reforçou o papel do cooperativismo e do agronegócio como soluções concretas para a sustentabilidade e a descarbonização global com exemplos práticos da Coplacana. Fundada em 1948 por 57 produtores rurais, a cooperativa soma hoje 13 mil cooperados e 850 colaboradores, com atuação em cinco estados e forte presença em culturas como cana-de-açúcar, soja, milho, citros, amendoim e pecuária.
Um dos exemplos apresentados pelo diretor foi o Programa de Descarbonização, com metas de redução de emissões de carbono de 10% até 2027, 50% até 2035 e neutralidade total até 2040 — iniciativa desenvolvida com base na Solução Neutralidade de Carbono do Programa ESGCoop do Sistema OCB e com o qual a cooperativa já alcançou o selo prata do GHG Protocol. Outro exemplo ditado por ele, desenvolvido em parceria com a UPL, foi o PASS, um programa autossustentável que vai cuidar da materialidade e dos planos de sustentabilidade de 200 produtores cooperados. “A Coplacana tem orgulho de mostrar que produtividade e sustentabilidade caminham juntas”, explicou. 
Rastreabilidade
A gerente de ESG da Cooxupé, Natália Carr, foi uma das convidadas do painel Rastreabilidade total da cadeia de alimentos do Fórum Planeta Campo realizado no pavilhão da CNA. Ela falou sobre o protagonismo do cooperativismo cafeeiro brasileiro na transição para uma economia de baixo carbono. A gerente apresentou o protocolo de sustentabilidade Gerações, desenvolvido pela cooperativa para apoiar os produtores na adoção de práticas ambientais, sociais e econômicas mais sustentáveis, com foco na sucessão familiar, gestão eficiente das propriedades e valorização do café responsável.
Natália destacou também as ações de rastreamento e certificação socioambiental do café produzido pelos 21 mil cooperados da Cooxupé, 96,7% deles pequenos agricultores responsáveis por 60% da produção total da cooperativa — que exporta para mais de 50 países. “O cooperativismo é peça-chave para dar escala às soluções baseadas na natureza, integrando tradição e tecnologia para fortalecer uma produção regenerativa e de baixo impacto. “Precisamos comunicar melhor o que fazemos no campo e mostrar, com dados, que o café e o cooperativismo fazem parte da solução para as mudanças climáticas”, salientou.
Saiba Mais:
Painel na COP30 destaca experiências da Amazônia e do semiárido na transição para economia verde
Sob o olhar atento de um público diverso, o painel Cooperativismo e Bioeconomia: da floresta ao sertão, deu início as atividades do cooperativismo na Green Zone da COP30 e mostrou que a transição para uma economia verde só será possível com o protagonismo das comunidades que vivem e produzem nos territórios. Representantes de cooperativas da Amazônia e do semiárido, da iniciativa privada e do governo brasileiro compartilharam experiências que unem sustentabilidade, inclusão produtiva e valorização dos saberes tradicionais. Em comum, a certeza de que o cooperativismo é uma das chaves para
transformar biodiversidade em prosperidade, sem perder as raízes locais.
Mediado pela gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, o painel destacou a importância de discutir políticas públicas voltadas à valorização da socioeconomia e do papel das grandes organizações, especialmente as cooperativas, nesse processo. Segundo ela, as cooperativas têm uma natureza singular, por serem formadas justamente pelas pessoas que vivem e produzem nos territórios onde a bioeconomia acontece.
Débora ressaltou que o Brasil pode movimentar até US$ 140 bilhões por ano até 2032 com a bioeconomia do conhecimento e lembrou que as cooperativas têm o potencial necessário para garantir que esse impacto se concretize de forma rápida e eficiente. “As cooperativas estão onde as soluções nascem — nas comunidades e nos saberes tradicionais. Nosso desafio é fazer com que o valor gerado pela bioeconomia retorne a esses territórios e impulsione o desenvolvimento local”, afirmou.
A Coopatrans, dona da marca Cacauway, abordou a trajetória da cadeia do cacau na Transamazônica, mostrando como o cooperativismo virou eixo de reorganização territorial, autoconfiança e geração de renda. A vice-presidente da cooperativa, Mônica Franco, valorizou a virada cultural vivida pela região. “Há 15 anos, o cooperativismo aqui era desacreditado. Com a Coopatrans, esse espírito se fortaleceu e, depois dela, surgiram outras cooperativas. Hoje somos exemplo para toda a região Norte”.
Ela destacou ainda a importância simbólica da presença na COP30. “Espero que mais olhares se voltem para a nossa cooperativa, não só para o chocolate, mas para o que representamos. O isolamento não leva ninguém a nada. Cooperar é o
que faz a diferença.” Já a Cooperativa Ser do Sertão apresentou um modelo transformador de agrofloresta e reflorestamento que vem recuperando áreas degradadas no semiárido baiano. A presidente, Valdirene Nascimento, relatou com emoção a evolução da cooperativa, da produção artesanal de polpa de umbu para uma indústria estruturada, sustentável e liderada por mulheres: “A cooperativa nasceu de um sonho. Começamos processando umbu no fundo de quintal. Hoje temos uma fábrica, absorvemos a produção de 16 municípios, saímos de 150 para 362 cooperados e produzimos com energia solar. Mostramos que é possível recuperar a Caatinga e gerar renda com sustentabilidade”, descreveu emocionada.
Ela definiu a participação na COP30 como um divisor de águas. “Estar aqui ainda é um sonho. Isso mostra que estamos no caminho certo, desenvolvendo algo que pode mudar vidas. Queremos que esses modelos influenciem políticas públicas, financiamentos e projetos que respeitem a especificidade de cada território”, completou. A experiência da Natura em ações voltadas à bioeconomia e ao fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade (SBD) nos territórios onde a empresa atua — Brasil, Peru, Colômbia e Equador foi apresentada por Raoni Silva. O conteúdo evidenciou o papel das parcerias locais e da assessoria técnica para enfrentar os desafios da produção sustentável, especialmente em áreas de pasto, agricultura e regiões sem cobertura vegetal. “A construção de uma bioeconomia sólida depende do diálogo e da valorização de quem vive e produz na floresta. É nas parcerias territoriais que a inovação ganha propósito e gera resultados concretos”, relatou.
Como representante do governo federal, William Saab, coordenador geral de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente (MMA) trouxe uma leitura estratégica sobre a bioeconomia. Segundo ele, as políticas do governo andam lado a lado com o fortalecimento das cooperativas. “O cooperativismo está totalmente alinhado às agendas que o MMA está lançando aqui na COP30, como o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, o Programa de Agentes de Crédito e o Prospera Sociobio. Todas essas iniciativas têm um elo comum: inclusão e protagonismo das comunidades locais. Neste sentido, as cooperativas são parceiras essenciais. Elas têm finanças de proximidade e entendimento do território. É exatamente isso que o Ministério quer: protagonismo dos povos”, relatou.
Saiba Mais:
Evento tem foco em estratégia, cooperação e projeção internacional do movimento
A reunião do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) começou nesta terça-feira (11), em
Brasília, com o Sistema OCB recebendo representantes de países para dois dias de debates estratégicos sobre os rumos do cooperativismo global. A programação se estende até quarta-feira (12), e combina sessões de trabalho, visitas técnicas e momentos institucionais.
A ACI é a principal entidade representativa do cooperativismo no mundo, responsável por articular políticas de fortalecimento, orientar diretrizes globais e promover a integração entre organizações de mais de 100 países. O encontro em Brasília reúne o conselho que conduz essas decisões e avança na preparação das prioridades pós-2025, especialmente após o Ano Internacional das Cooperativas.
“Trazer o Conselho da ACI para o Brasil é uma chance de mostrar a força e a diversidade do nosso movimento. O cooperativismo brasileiro vem ganhando protagonismo internacional, e receber essa agenda aqui é um reconhecimento do trabalho que construímos coletivamente”, afirma Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB e conselheiro da Aliança Cooperativa.
A agenda começou com a recepção das delegações e segue, nesta terça-feira (11), com uma rodada de sessões dedicadas à estratégia da ACI, alinhamentos institucionais e debates sobre o papel das cooperativas diante dos desafios socioeconômicos e climáticos globais. À tarde, os conselheiros fazem duas visitas técnicas: à Centcoop, referência nacional em reciclagem e inclusão socioambiental; e ao Sicredi, sistema cooperativo financeiro que é um dos modelos de organização e crescimento no país.
Na quarta-feira (12), ocorre a reunião formal do conselho, seguida de uma sessão reservada. O dia se encerra com um dos momentos mais simbólicos da programação: o lançamento do Mapa Global do Patrimônio Cultural Cooperativo, no Palácio do Itamaraty. A iniciativa apresenta, pela primeira vez, uma plataforma que reúne os marcos históricos e culturais do cooperativismo no mundo, desenvolvida pelo Sistema OCB junto à ACI e com apoio técnico da Unesco.
Após o encerramento em Brasília, os integrantes do Conselho seguem para Belém (PA), onde integram a agenda da COP30 e participam dos eventos cooperativos.
Saiba Mais:
BNDES, MDIC e líderes do setor para discutem acesso ao financiamento climático e inclusão produtiva
O primeiro dia do Cooperativismo na COP30 começou cedo, com ou auditório três da Agri Zone lotada para acompanhar o painel Cooperativismo e Financiamento Climático. A sessão apresentou dados, experiências e análises que mostram como as cooperativas têm papel decisivo para ampliar o crédito verde no país, conectar produtores às políticas públicas e impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono, especialmente em municípios onde a presença bancária é limitada.
A abertura foi feita pelo coordenador de Relações Governamentais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, que também mediou o painel. Ele apresentou um panorama geral do cooperativismo de crédito no Brasil e lembrou que o segmento foi criado para resolver problemas reais, principalmente no que diz respeito ao financiamento justo e acessível. “Estamos presentes em 60% dos municípios brasileiros e somos a única instituição financeira em 469 deles”, declarou.
O coordenador também apresentou resultados que colocam o cooperativismo no centro da agenda climática: liderança em crédito a pequenos negócios, R$ 90 bilhões em crédito verde em 2024 e mais de 50 milhões de pessoas alcançadas com educação financeira. “O cooperativismo é essencial para o financiamento climático e para o desenvolvimento sustentável, acrescentou.
Redução de desigualdades Tiago Peroba, chefe do Departamento de Clientes e Relacionamento Institucional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destacou a relevância crescente do cooperativismo de crédito para viabilizar operações voltadas à economia verde e reduzir desigualdades territoriais no acesso ao financiamento. “As cooperativas são grandes parceiras do BNDES. Desde 2023, já financiamos R$ 96 bilhões em economia verde, e 73% dessas operações, em número, são intermediadas pelo cooperativismo de crédito”, afirmou.
Para Tiago, apesar dos importantes avanços do setor, ainda existem desafios estruturais e regionais que precisam ser vencidos, como regularização fundiária e limitações de garantias reais, que impedem, por exemplo, que o crédito alcance
parte da Amazônia: “As cooperativas são essenciais porque são o principal canal de acesso do BNDES a pequenos negócios e operam com custo médio mais baixo que os bancos comerciais”, acrescentou.
Impactos do crédito Sicoob, Sicredi e Cresol trouxeram suas experiências para o debate. Danilo Macedo, superintendente de Relações Institucionais do Sicredi, destacou a expansão da instituição e sua atuação em energia renovável, inclusão produtiva e fortalecimento de comunidades. “Temos mais de R$ 12 bilhões financiados em energia solar. Crescemos de R$ 200 milhões em 2004 para R$ 37 bilhões em operações com o BNDES em 2024”, destacou. Danilo também ressaltou a relevância da inclusão de mulheres no crédito rural: “Trinta por cento dos financiamentos rurais vão para mulheres, com programas específicos de capacitação e empreendedorismo feminino”.
O gerente nacional do Sicoob, Gustavo Soares, reforçou o impacto do sistema sobre pequenos produtores e a força do cooperativismo de crédito nos territórios. “Atendemos mais de 600 mil produtores e liberamos R$ 55 bilhões em crédito rural. Também trabalhamos com a Embrapa em boas práticas agropecuárias, atuamos com comunidades indígenas, fortalecemos cadeias tradicionais e incentivamos o uso responsável do crédito”, destacou.
Jaap van Waalwijk van Doorn, gerente de Relações Internacionais da Cresol, por sua vez, apresentou resultados do microcrédito para agricultura familiar e do trabalho com bioeconomia amazônica. Ele salientou que a Cresol opera hoje com ativos de R$ 50 bilhões, mais de mil agências e forte presença territorial. “Somos top 3 no crédito para agricultura familiar, com R$ 7,6 bilhões e 117 mil contratos. Vamos financiar R$ 320 milhões em bioeconomia amazônica e incorporar 8 mil novos cooperados”, complementou. Para ele, a transição climática só ocorrerá com crédito acessível e apoio técnico contínuo. “Nascemos do cooperativismo de agricultores sem acesso ao crédito, e seguimos comprometidos com inclusão e sustentabilidade”, concluiu.
O painel também contou com participação da secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércios e Serviços (MDIC), Júlia Cruz, que apresentou um programa piloto de desenvolvimento inclusivo em cadeias amazônicas. Ela defendeu que a transição sustentável só ocorrerá com inclusão econômica real. “Não há preservação da Amazônia sem inclusão social e renda local. Não se pode pedir que as pessoas
abandonem atividades predatórias sem oferecer alternativas econômicas sustentáveis e, para isso a parceria com o cooperativismo é fundamental. Cada cooperativa vai aprender a operar maquinário, fazer gestão financeira e criar reservas para garantir continuidade. É inclusão produtiva de verdade”, ressaltou.
Realidade Amazônica
Ainda na Agri Zone, o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol, participou do painel O Senar na AgriZone, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em sua fala, ele salientou os desafios e as potencialidades do cooperativismo na Amazônia, especialmente em um contexto de limitações fundiárias e ambientais que dificultam o acesso ao crédito e a ampliação da produção sustentável.
Segundo ele, o Pará possui 82 cooperativas distribuídas em mais de 80 municípios, muitas delas atuando na recuperação de áreas degradadas por meio de sistemas agroflorestais. “Nossas cooperativas têm recursos e capacidade de investir, mas ainda enfrentam barreiras legais que impedem o crédito de chegar a quem produz. Não é falta de vontade nem de responsabilidade ambiental — é falta de garantias e de políticas públicas que compreendam a realidade amazônica”, afirmou.
Raiol também defendeu o fortalecimento das parcerias entre o setor cooperativo, o Sistema CNA/Senar e o governo federal e considerou que a COP30 deve deixar legados práticos para o desenvolvimento da região. “A Amazônia precisa de tecnologia, infraestrutura e segurança jurídica. O cooperativismo está pronto para fazer a sua parte e provar que é possível gerar renda e preservar ao mesmo tempo”, completou.
Saiba Mais:
Estande do Sistema OCB reuniu cooperativas de seis estados, gerou negócios e ampliou visibilidade
O Sistema OCB marcou presença na 13ª edição da Semana Internacional do Café (SIC), realizada de 5 a 7 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), com um estande institucional que reuniu cooperativas de seis estados e colocou o café cooperativista no centro da atenção de compradores, especialistas e lideranças do setor. A participação integrou a
Governador Romeu Zema no estande do Sistema OCBprogramação da Semana Estratégica do Cooperativismo Cafeeiro.
Ao longo de três dias, o estande recebeu produtores, importadores, parceiros institucionais, representantes de entidades e autoridades, entre elas o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que visitou o espaço e conversou com cooperados sobre a relevância do modelo cooperativista para a economia do estado, maior produtor nacional de café.
Neste ano, o Sistema OCB levou para a feira uma comitiva formada por 12 cooperativas do Acre, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo. A diversidade dos perfis de produção e das origens agrícolas se refletiu na variedade de cafés apresentados, nas histórias dos cooperados e nas oportunidades de mercado identificadas durante o evento.
A participação das cooperativas no estande também ampliou a capacidade de exposição e networking. Ao longo da SIC, circulou pelo espaço um fluxo constante de compradores internacionais, parceiros do setor privado e representantes de organismos de certificação, atraídos pela oferta plural de cafés especiais, pela organização coletiva e pelo posicionamento institucional das cooperativas brasileiras.
Para o presidente da ApasCoffee, Maurício Alves Hervaz, que participou da Rodada Internacional de Negócios, a iniciativa do Sistema OCB fez a diferença. “Fiquei muito feliz de ter participado da rodada de negócios. É uma ação que valoriza o nosso produto, nos abre portas e permite buscar novos parceiros.”
A coordenadora de Negócios do Sistema OCB, Pâmella Jerônimo, destacou que
a presença das cooperativas na SIC traduz uma estratégia ampliada de fortalecimento do setor. “O estande foi pensado para potencializar a presença das cooperativas e criar um ponto de encontro entre quem produz, quem compra e quem constrói reputação no mercado. A cada edição, percebemos que a integração entre as cooperativas e compradores internacionais ganha mais qualidade e profundidade. Estar aqui, juntas, fortalece a cadeia, gera negócios reais e reafirma o papel do cooperativismo no posicionamento do café brasileiro no mundo.”
O vice-presidente da Cocapec, Saulo Faleiros, reforçou a importância da participação conjunta com o apoio institucional do Sistema OCB. “Participarmos da SIC é fundamental para fortalecer a representatividade do setor, ampliar conexões e gerar novos negócios. O suporte do Sistema OCB, com estande, estrutura e orientação, permite que as cooperativas apresentem seus produtos, alcancem novos mercados e fortaleçam a intercooperação. Foi uma semana muito rica e produtiva. Somos muito gratos pela oportunidade.”
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Na Ilha do Combu, cooperativa fluvial mostra como o movimento transforma realidades
A poucos minutos de Belém (PA), atravessando o rio Guamá, está a Ilha do Combu — um paraíso de natureza exuberante,
casas sobre palafitas e sabores típicos da Amazônia. É nesse cenário que a Cooperativa de Transporte Fluvial da Ilha do Combu (Cooppertrans Combu) se consolidou como protagonista do desenvolvimento local. Ela conecta comunidades, impulsiona o turismo sustentável e gera renda para dezenas de famílias ribeirinhas. Durante a COP30, que inicia nesta segunda-feira (10), a cooperativa quer apresentar seu trabalho e reforçar o papel das cooperativas amazônicas na construção de uma economia mais justa e sustentável.
Criada em 2014, a Cooppertrans Combu nasceu da necessidade de oferecer um transporte mais seguro e ágil entre a capital e as ilhas da região. À época, o turismo ainda engatinhava, e o acesso era feito apenas por barcos pequenos, lentos e sem estrutura. A iniciativa de um grupo de trabalhadores locais mudou essa realidade. Hoje, a cooperativa conta com 51 cooperados e 30 embarcações, responsáveis por transportar cerca de 6 mil passageiros por mês — número que deve quadruplicar durante a COP30.
“A cooperativa surgiu do nosso desejo de melhorar as condições de trabalho e de atender com conforto e segurança quem visita a ilha”, conta Anderson dos Santos Nascimento, presidente da Cooppertrans Combu. “No começo, éramos 24 cooperados. Hoje, já somos mais de 50, e continuamos crescendo. A cooperativa mudou a vida de todos nós e da nossa comunidade”, conta. Para o dirigente, o avanço do turismo na região só foi possível porque o cooperativismo trouxe organização e confiança ao serviço. “Antes, o transporte era precário e demorado. Agora, oferecemos viagens rápidas, seguras e com o cuidado de quem conhece e ama a ilha”.
Anderson dos Santos Nascimento, presidente da Cooppertrans CombuTurismo sustentável e geração de oportunidades
A Cooppertrans Combu é parte essencial da experiência turística da ilha. Os cooperados realizam travessias diárias entre Belém e os principais pontos turísticos, além de passeios que apresentam aos visitantes as belezas naturais e culturais da região. Os roteiros incluem paradas em restaurantes à beira-rio, trilhas na floresta, visitas a produtores locais e vivências que valorizam a sociobiodiversidade amazônica. “A gente recebe turistas de todos os lugares do país e até do exterior. Sempre mostramos o melhor da nossa comunidade, com acolhimento e respeito”, afirma Renan Teles, cooperado há quatro anos. “Ser cooperado mudou minha vida. É gratificante ver o sorriso das pessoas quando chegam aqui e conhecem o Combu. Isso mostra que o cooperativismo é também uma forma de educar e inspirar”.
Para Déborah Vieira, gerente de terminal e cooperada há nove anos, a cooperativa representa uma oportunidade de evolução pessoal e coletiva. “No começo, tínhamos apenas duas lanchas. Fomos crescendo, nos organizando e nos qualificando. Hoje somos 51 cooperados e trabalhamos com estrutura e orgulho. A cooperativa abriu portas para todos nós. Antes, dependíamos apenas do açaí e da pesca. Agora, temos outra fonte de renda e uma nova perspectiva de futuro”, afirma.
Transformação social e consciência ambiental
O impacto da cooperativa vai além da questão econômica. O trabalho coletivo fortalece os laços comunitários e contribui para
a preservação ambiental da Área de Proteção Ambiental (APA) do Combu. “Ser cooperado me trouxe reconhecimento e estabilidade. A gente se preocupa com o meio ambiente também — como somos moradores da ilha, sabemos a importância de cuidar do rio e reduzir a erosão nas margens”, explica Raísson Lopes, fiscal de embarque e cooperado há sete anos. “Antes, a gente não era reconhecido. Depois da cooperativa, passamos a ter voz, renda e respeito. Hoje posso sustentar minha família e ajudar a cuidar do lugar onde vivo”, acrescenta.
A consciência ambiental é um dos diferenciais do grupo. As embarcações seguem regras rígidas de segurança e navegação, limitando a velocidade para evitar danos às margens e garantindo que todos os passageiros usem coletes salva-vidas homologados. O valor acessível do transporte — R$ 12 por trajeto — e o atendimento acolhedor consolidaram a Cooppertrans Combu como referência de eficiência e hospitalidade no turismo amazônico.
Cooperativismo que inspira e transforma
Para o presidente Anderson, o sentimento de pertencimento é o que move a Cooppertrans Combu: “A cooperativa é tudo para nós. Ela transformou a nossa realidade, deu emprego, organização e orgulho de fazer parte de algo maior. Hoje, além de transportar pessoas, transportamos histórias e esperança. E queremos que o mundo veja isso.”
Ele destaca ainda a expectativa para a COP30, quando o Combu deverá receber um número recorde de visitantes. “Esperamos que esse seja um momento histórico, com a Amazônia sendo olhada com carinho e respeito. Queremos mostrar que o cooperativismo é um caminho concreto para o desenvolvimento sustentável.”
Durante a COP30, a Cooppertrans Combu participará das atividades do cooperativismo brasileiro em Belém. O objetivo é apresentar o trabalho desenvolvido e reforçar o papel das cooperativas amazônicas na construção de uma economia mais justa e sustentável. “A COP é uma chance de mostrar o quanto a Amazônia tem a ensinar. Nosso trabalho é simples, mas representa algo muito maior: a união das pessoas para proteger e desenvolver esse território”, afirma Anderson.
A Ilha do Combu é uma das principais ilhas fluviais de Belém, localizada a cerca de 15 minutos de barco da capital. Rica em biodiversidade, abriga comunidades tradicionais, produtores de cacau, restaurantes flutuantes e uma série de iniciativas sustentáveis.
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Movimento mostra que desenvolvimento e conservação podem caminhar juntos
O cooperativismo brasileiro inicia nesta segunda-feira (10) sua participação na COP30, em Belém (PA), com uma presença histórica no principal evento climático do planeta. Ao longo das próximas duas semanas, o Sistema OCB coordena uma
programação abrangente em todos os principais espaços da conferência — Blue Zone, Green Zone, Agri Zone e Casa do Seguro, para levar soluções concretas que unem produção sustentável, inovação e inclusão social.
A agenda do movimento representa o que o Brasil tem de mais inovador na transição para uma economia de baixo carbono. Iniciativas em bioeconomia, crédito verde, energia renovável, agricultura regenerativa, reciclagem e turismo sustentável serão apresentadas, reforçando o papel do modelo de negócios como força econômica e social de transformação. Além disso, também será reforçado o Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, documento que propõe ampliar o acesso ao financiamento climático, fortalecer a agricultura de baixo carbono, incentivar a bioeconomia e consolidar a transição energética justa com base na inclusão produtiva.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a COP30 é uma oportunidade única para o Brasil reafirmar sua vocação sustentável com o protagonismo das cooperativas. Segundo ele, o evento vai evidenciar o papel das cooperativas na construção de soluções reais. “O cooperativismo brasileiro chega com resultados concretos. Temos projetos que conciliam produção e conservação com impacto positivo na vida das pessoas e no meio ambiente. Vamos mostrar que a transição climática passa pelo território, pelas comunidades e pelo trabalho coletivo que as cooperativas representam”.
A superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, reforça que o cooperativismo é parte essencial das soluções que o planeta
busca. “O cooperativismo tem o poder de traduzir grandes compromissos globais em ações locais e transformadoras. Quando falamos de bioeconomia, energia limpa, segurança alimentar ou inclusão financeira, estamos falando de práticas que as cooperativas já realizam todos os dias no Brasil. Nosso objetivo é mostrar que a economia verde precisa ser, acima de tudo, uma economia cooperativa”.
O primeiro dia de atividades contará com a participação do cooperativismo tanto na Green Zone quanto na Agri Zone. O painel Cooperativismo e Financiamento Climático abre os trabalhos na Agri Zone. Com representantes do Sicredi, Sicoob, Cresol e Sistema OCB, o debate vai abordar o papel das cooperativas de crédito na democratização do acesso a recursos sustentáveis e na promoção de negócios de impacto. Na Green Zone, as cooperativas Coopatrans, Coopsertão e o Sistema OCB estarão presentes no painel Cooperativismo e Bioeconomia: da floresta ao sertão, experiências de comunidades para a transição justa.
A COP30 ocorre em um momento simbólico: 2025 é o Ano Internacional das Cooperativas, proclamado pela ONU. Para o Sistema OCB, essa coincidência reforça a mensagem que o movimento leva a Belém — de que o futuro sustentável do planeta passa, inevitavelmente, pela força das pessoas que cooperam.
Mais informações e a programação completa da participação do cooperativismo na COP30 estão disponíveis em: somoscooperativismo.coop.br/cop30.
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Evento da ONU reuniu 150 jovens líderes para debater paz, sustentabilidade e cooperação
A juventude cooperativista brasileira marcou presença na Conferência Internacional We the Youth – IFWY 2025, realizada de 26 a 29 de outubro em Seul, na República da Coreia. O evento, promovido pelas Nações Unidas através da United Nations Research Institute for Social Development (UNRISD), pela emissora Munhwa Broadcasting Corporation (MBC), pela Hanyang University e pela organização Green Chorus Eunpyeong, reuniu 100 jovens líderes de mais de 70 países para discutir
soluções sobre paz, sustentabilidade e cooperação global
Representando o Sistema OCB, participaram os analistas da Gerência de Relações Governamentais, Larissa Lima de Souza e Rodolfo Jordão. Rodolfo foi um dos oito selecionados da América Latina e Caribe para atuar como Navigator, função que lhe permitirá representar a região em eventos internacionais e defender as propostas construídas durante o fórum.
Durante quatro dias, a conferência promoveu painéis, oficinas e sessões abertas ao público, sediadas na Hanyang University. As discussões culminaram na elaboração da Global Youth Resolution, documento que sintetiza as visões e compromissos da nova geração em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre os palestrantes, estiveram nomes de destaque da ONU, do governo coreano e do setor privado, como Maher Nasser, secretário-assistente da ONU; Seong-sook Han, ministra de
Pequenas e Médias Empresas e Startups da Coreia; Seung-gun Lee, CEO da Viva Republica (Toss); e Alfredo Villalonga, presidente global do Impact Hub, e outros. O encerramento, realizado no templo Jingwansa, no distrito de Eunpyeong, mesclou cultura e espiritualidade com a leitura solene da declaração global.
O evento contou com momentos culturais de integração, como o concerto U&I, realizado na Praça Heungnyemun do Palácio Gyeongbokgung, com participação de grupos coreanos como ENHYPEN, STAYC e N.Flying. A apresentação uniu elementos da cultura tradicional coreana ao K-art moderno, simbolizando a
conexão entre gerações e nações.
A analista Larissa Lima de Souza ressaltou o caráter inspirador e transformador da experiência. “O evento foi uma oportunidade extraordinária para apresentar as necessidades e potencialidades da América Latina, especialmente do Brasil. Pude conhecer iniciativas inspiradoras desenvolvidas pela juventude em diferentes países e culturas, o que ampliou minha compreensão sobre como essas experiências podem contribuir para o desenvolvimento de soluções no contexto brasileiro. O Fórum foi inesquecível e tenho certeza de que frutificará em contribuições concretas ao debate global sobre paz, sustentabilidade e inclusão”, descreveu.
Já Rodolfo destacou o significado da missão como Navigator. “Ser escolhido como um dos navegadores foi um grande privilégio. Isso significa representar as ideias construídas por jovens de mais de 76 países e demonstrar, com orgulho, como o cooperativismo é capaz de transformar realidades e oferecer soluções para os desafios sociais, econômicos e ambientais do nosso tempo”.
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Sistema OCB analisou cenário atual e reforçou o potencial transformador do movimento
O cooperativismo como força estratégica para o desenvolvimento econômico e social foi o foco da palestra apresentada por Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, durante o Fórum de Lideranças Cooperativistas, evento realizado nesta quarta-feira (5), em Blumenau (SC). Promovido pelo Núcleo de Cooperativas da Associação Comercial e Industrial de Blumenau (Acib),
o fórum reuniu lideranças de diversas cooperativas da região para debater desafios, oportunidades e o futuro do setor.
Em sua apresentação, Cenário Econômico Atual – Impactos no Cooperativismo, Débora analisou tendências macroeconômicas, como inflação, taxa de juros e desempenho do PIB, e suas implicações diretas para os diferentes ramos cooperativos. “Vivemos um momento de cautela, mas também de oportunidades. Mesmo com juros altos e leve desaceleração do crescimento, as cooperativas seguem mostrando resiliência e protagonismo, especialmente por estarem próximas das pessoas e entenderem as demandas locais”, destacou.
Com base em dados do Ipea, FGV e Banco Central, a gerente explicou que o cenário atual impõe desafios importantes às cooperativas de crédito, consumo e serviços, o que exige planejamento estratégico e inovação. Por outro lado, o bom desempenho da agropecuária e a expectativa de redução gradual da inflação a partir de 2026 abrem espaço para crescimento sustentável. “A perspectiva é de que, em 2026, a inflação se aproxime da meta de 3%. A partir do momento em que o Banco Central sentir essa estabilização, deve começar a queda dos juros, um movimento muito positivo para todos os ramos do cooperativismo”, ressaltou Débora. “Com juros menores, há uma busca maior por crédito: as cooperativas de crédito poderão ampliar a oferta, e os demais ramos terão acesso a financiamentos mais baratos para investir em infraestrutura, tecnologia e pessoas.”
Outro ponto destacado foi o atual cenário de pleno emprego, com a taxa de desemprego em torno de 5,7%, considerada saudável para a economia. “Esse contexto reforça a importância de as cooperativas valorizarem seus mais de 550 mil colaboradores, mostrando que trabalham com propósito e geram impacto direto nas comunidades onde atuam”, completou.
O encontro também abordou a relevância das redes de intercooperação e da governança colaborativa como fatores-chave para o fortalecimento do movimento. Débora destacou que o cooperativismo brasileiro tem ampliado seu impacto, com mais de 4,3 mil cooperativas, 25,8 milhões de cooperados e R$ 757,9 bilhões em ingressos, conforme dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025. “Quando olhamos para os números, percebemos que o cooperativismo brasileiro já é uma potência. Mas, mais que isso, ele é um modelo que inspira: mostra que é possível crescer com propósito, gerar riqueza com equidade e conectar prosperidade com sustentabilidade”, concluiu.
Além da palestra, o Fórum contou com painéis sobre o papel do cooperativismo no desenvolvimento de Blumenau e reconhecimentos ligados ao Ano Internacional das Cooperativas.
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Evento reúne produtores, compradores e lideranças para impulsionar negócios e visibilidade do setor
O Sistema OCB deu início, nesta terça-feira (4), à Semana Estratégica do Cooperativismo Cafeeiro, em Belo Horizonte (MG) e marcou o início de uma programação voltada à promoção internacional do café cooperativo e à valorização das cooperativas
como protagonistas do desenvolvimento sustentável do setor. A abertura reuniu lideranças, compradores internacionais e representantes de instituições parceiras, em um jantar de integração que também serviu como seminário técnico sobre o mercado global do café.
A iniciativa integra uma agenda que se estende até sexta-feira (7), dentro da Semana Internacional do Café (SIC 2025), evento que é referência mundial para o setor. Além das ações de relacionamento e promoção comercial, a programação inclui a 1ª Rodada Internacional de Negócios para Cooperativas Produtoras de Café e uma visita técnica à Cooperativa Cogran, em Pará de Minas (MG).
Durante a abertura, o analista do Ramo Agropecuário do Sistema OCB, Rodolfo Jordão, apresentou o panorama do cooperativismo cafeeiro brasileiro e destacou sua relevância econômica, social e ambiental para o país.
Segundo ele, mais de 55% da produção nacional de café tem origem em cooperativas, o que demonstra o papel central do modelo na competitividade e sustentabilidade da cafeicultura. “O futuro do agronegócio brasileiro passa pelo café e pelo cooperativismo. O que as cooperativas fazem é agregar valor, garantir sustentabilidade e manter o produtor no campo, com dignidade e oportunidades. Nosso desafio agora é ampliar a presença internacional e mostrar que o café cooperativo brasileiro é sinônimo de qualidade e compromisso com o desenvolvimento social”, afirmou Rodolfo.
O especialista também ressaltou que o fortalecimento da governança, o acesso a certificações globais e o investimento em
inovação são fatores que têm impulsionado a profissionalização das cooperativas de café. “O cooperativismo oferece um modelo de negócios coletivo e sustentável, capaz de gerar prosperidade econômica e impacto social. A Semana Estratégica é uma vitrine dessa força: conecta produtores e compradores, amplia mercados e mostra que o café cooperativo é competitivo em qualquer cenário”, completou.
A coordenadora de Négocios do Sistema OCB, Pamella Viana, ressaltou a importância estratégica da iniciativa, que conecta o cooperativismo cafeeiro brasileiro a compradores internacionais e reforça a competitividade do modelo no cenário global. “Receber compradores internacionais logo na abertura da Semana é uma oportunidade de mostrar, na prática, que o cooperativismo brasileiro não é apenas um modelo de organização, mas um diferencial competitivo: ele garante origem, confiabilidade, escala e sustentabilidade ao café que chega ao mercado global”.
1ª Rodada Internacional de Negócios
Nesta quarta-feira (5), o Sistema OCB promoveu, por meio do Programa NegóciosCoop Mercado Internacional, a 1ª Rodada Internacional de Negócios para Cooperativas Produtoras de Café, na Semana Internacional do Café (SIC 2025), no Expominas, em Belo Horizonte.
A ação reuniu 12 cooperativas brasileiras e dez compradores internacionais, criando um ambiente de integração e oportunidades concretas de negócios e parcerias. Entre as participantes estão cooperativas de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, estados que concentram as maiores exportadoras de café cooperativo do país. Ao final, foram realizadas 113 reuniões entre compradores e cooperativas.
Visita técnica à Cogran
Na quinta-feira (6), acontece uma visita técnica à Cooperativa Cogran. O encontro permitirá que os compradores internacionais conheçam de perto o modelo de gestão e de produção das cooperativas brasileiras.
Durante a visita, os participantes poderão dialogar com dirigentes e cooperados sobre governança, comercialização e boas práticas sustentáveis, além de observar, na prática, o impacto positivo do cooperativismo na geração de renda e na preservação ambiental.
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Parceria impulsiona sustentabilidade e gestão em cooperativas da Amazônia Legal
Levar inovação até os territórios da Amazônia e impulsionar o desenvolvimento sustentável por meio do cooperativismo. É com esse propósito que nasceu o Projeto Ali Coop: Agentes Locais de Inovação para o Cooperativismo, iniciativa do Sebrae realizada em conjunto com o Sistema OCB Nacional e outros parceiros institucionais. O lançamento oficial ocorreu em 29 de outubro, em Porto Velho (RO), com a presença de lideranças do cooperativismo e representantes do poder público.
Voltado a cooperativas de pequeno porte formadas por agricultores familiares e comunidades extrativistas, o projeto adapta a metodologia consagrada do Programa Agentes Locais de Inovação (Ali Produtividade) ao universo cooperativista. O objetivo é fortalecer a gestão, aprimorar processos produtivos e ampliar o acesso a mercados em cadeias estratégicas da
sociobiodiversidade, como babaçu, castanha-do-Brasil, açaí e cupuaçu.
O piloto do projeto será realizado em 2026, beneficiando 27 cooperativas nos estados do Pará, Rondônia e Maranhão. A proposta integra a agenda nacional de sustentabilidade e inovação, além de dialogar com a visão de uma economia do futuro: mais inclusiva, verde e baseada na cooperação. “Essa ação reforça o papel do Sistema OCB como articulador de iniciativas que unem inovação, sustentabilidade e inclusão produtiva. Ao capacitar agentes e apoiar cooperativas nos territórios brasileiros, estamos investindo na autonomia de comunidades que transformam seus territórios por meio da cooperação”, destaca Dayana Rodrigues, analista do Sistema OCB.
Ainda segundo ela, o modelo de negócios cooperativista possui particularidades que precisam ser consideradas no momento do desenvolvimento dos negócios. “O Sistema OCB possui o papel essencial para apoiar na construção deste conhecimento”, acrescentou. A atuação dos ALIs terá duração de 12 meses, com diagnósticos participativos e construção de soluções inovadoras adaptadas à realidade de cada cooperativa atendida.
Capacitação
A entidade nacional teve participação ativa na fase de capacitação dos nove Agentes Locais de Inovação (ALIs) e três coordenadores que atuarão nos três estados e contribuiu com formações sobre o modelo de negócios cooperativista, profissionalização da gestão, boas práticas e cases de sucesso de cooperativas acompanhadas pelo movimento.
As atividades, realizadas ao longo de outubro, combinaram etapas a distância e presenciais, bem como a realização de uma semana de imersão em Porto Velho (RO), entre os dias 27 e 31. Durante os encontros, foram apresentadas experiências inspiradoras de cooperativas ligadas à agricultura familiar, ao extrativismo e ao artesanato, que vêm se destacando por sua capacidade de inovar, gerar renda e fortalecer laços comunitários.
Encerrando a programação de lançamento, os parceiros realizaram, no dia 30 de outubro, uma visita técnica à Cooperativa Reca, localizada em Nova Califórnia (RO). Referência em sustentabilidade, agrofloresta e desenvolvimento comunitário, a Reca é um exemplo prático de como cooperação e inovação caminham juntas na construção de modelos produtivos que respeitam o meio ambiente e fortalecem a economia local.
O Sistema OCB seguirá acompanhando a execução do projeto, contribuindo com o compartilhamento de metodologias, indicadores e boas práticas para ampliar o alcance da inovação no cooperativismo amazônico.
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Palestra abordou importância das PAEs na disseminação da agenda de sustentabilidade e na atuação territorial das cooperativas
O propósito e a intencionalidade foram os focos das discussões do Encontro de Pessoas de Apoio Estratégico (PAEs) do Sicoob Nova Central, realizado na última quinta-feira (30), em Goiânia (GO). O evento reuniu representantes das 31 cooperativas filiadas à Central, com o objetivo de fortalecer o papel das PAEs como agentes de transformação nas comunidades em que as cooperativas estão inseridas.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, foi convidada para apresentar a palestra Do papel ao propósito: a intencionalidade da PAE e seu poder de transformação, que abordou a importância de integrar a sustentabilidade à estratégia das cooperativas.
Durante sua fala, Débora mostrou como a preocupação com o desenvolvimento sustentável das organizações é discutida desde a década de 1970 e se fortaleceu nos anos 1990 com a evolução dos modelos de planejamento estratégico. Ela destacou que o cooperativismo, desde suas origens em 1844, já nasce orientado por uma lógica que equilibra o econômico e o social, muito antes de conceitos modernos como ESG ou planejamento estratégico ganharem espaço.
“Nosso modelo de negócios é, por princípios, valores e amparo legal, sustentável. Ele une resultado econômico e impacto social. Agora, com a potencialização da pauta ESG, em que as organziações devem comprovar sua performance, podemos mostrar com indicadores qualificados e globais, o que fazemos desde nossa origem”, explicou.
Débora ressaltou ainda que as Pessoas de Apoio Estratégico desempenham um papel essencial dentro do Sicoob, pois são responsáveis não apenas por operacionalizar os projetos de cidadania e responsabilidade social, mas também por integrar a sustentabilidade nas demais áreas das cooperativas.
“A sustentabilidade precisa estar presente em todas as frentes, no crédito, nas finanças, nas pessoas, na contabilidade. Cada PAE é peça-chave nesse processo, pois atua na base, garantindo que a estratégia sistêmica se traduza em ações concretas nos territórios”, afirmou.
A palestra também reforçou a importância da integração da agenda de sustentabilidade ao mapa estratégico das cooperativas, para que ela deixe de ser uma ação isolada e passe a permear toda a atuação institucional. “Quando essa integração acontece, fortalecemos não só a cooperativa, mas todo o território em que ela está inserida, promovendo um verdadeiro desenvolvimento territorial sustentável”, concluiu Débora.
O Encontro de Pessoas de Apoio Estratégico (PAEs) é uma iniciativa do Sicoob Nova Central, que busca inspirar, capacitar e alinhar seus colaboradores em torno dos propósitos do cooperativismo e da sustentabilidade.
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Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social lança Contrato por uma Nova Economia Global
O encerramento do Ano Internacional das Cooperativas (AIC 2025), celebrado nesta terça-feira (04) em Doha (Catar), durante a Segunda Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social (WSSD2), marcou um capítulo histórico para o cooperativismo global. Além da cerimônia, promovida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), o lançamento do Contrato por uma Nova Economia Global e da plataforma Cooperatives and Mutuals 50 (CM50), foram momentos que também destacaram o coop nesta semana.
Fabíola Nader Motta, gerente-geral da OCB, participou das atividades e destacou a relevância do momento. “O encerramento do Ano Internacional das Cooperativas é, ao mesmo tempo, um ponto de chegada e de partida. Chegada, porque consolidamos o reconhecimento do cooperativismo como força transformadora em escala global; e partida, porque a partir de agora o mundo espera de nós mais ação, mais inovação e mais cooperação efetiva”, afirmou.
Um marco global de cooperação
A cerimônia de encerramento integrou a programação oficial da Cúpula Mundial e reuniu chefes de Estado, ministros e
lideranças cooperativas dos cinco continentes. Entre os destaques, estiveram os discursos do presidente da ACI, Ariel Guarco, e de autoridades de países como Indonésia, Quênia, Chile, Marrocos e Zimbábue.
Também foram lançados a edição especial do World Cooperative Monitor dedicada ao AIC 2025 e a nova Estratégia Global da ACI 2026–2030: Praticar, Promover e Proteger, que estabelece metas e prioridades para consolidar o cooperativismo como pilar da economia social mundial.
O CM50 e o Contrato por uma Nova Economia Global
Formado pelas 50 maiores cooperativas e mútuas do planeta, o CM50 é uma aliança estratégica para dar escala, visibilidade e influência ao modelo cooperativo. Juntas, essas organizações representam centenas de milhões de membros e empregam milhões de pessoas em todos os continentes.
Inspirado pela energia do AIC 2025, o grupo apresentou o Contrato por uma Nova Economia Global, documento que propõe um novo pacto social e econômico. O texto convida governos, instituições multilaterais e a sociedade civil a reconhecer as cooperativas como parceiras essenciais na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A iniciativa é estruturada em cinco eixos estratégicos:
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Reconhecimento do modelo cooperativo nos planos nacionais e multilaterais de desenvolvimento;
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Acesso a financiamento sustentável e instrumentos de investimento inclusivos;
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Ambientes regulatórios favoráveis à inovação e à digitalização cooperativa;
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Fortalecimento da identidade e da governança cooperativa;
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Consolidação das cooperativas como catalisadoras dos ODS.
Para Fabíola, a aliança possui valor inestimável para o cooperativismo. “O CM50 representa uma nova forma de liderança global: colaborativa, comprometida e guiada por propósito. O Brasil faz parte desse movimento e está pronto para contribuir com soluções em sustentabilidade, segurança alimentar e inclusão produtiva”, destacou.
Plano de Ação 2026–2030: o legado do AIC
O Plano de Ação CM50 2026–2030 traduz as metas do Contrato Global em iniciativas concretas para os próximos cinco anos. O roteiro inclui projetos voltados à resiliência comunitária, inclusão financeira, digitalização democrática e formação de novas lideranças, com foco especial em jovens e mulheres.
Entre as iniciativas, estão o Fundo de Ação Cooperativa, a criação da plataforma digital Coop Cloud e o desenvolvimento de um MBA Global em Governança e Liderança Cooperativa. Esses programas serão acompanhados por uma Cúpula Global Anual, na qual serão avaliados os avanços e lançadas novas metas de impacto.
O documento também reforça o papel das cooperativas na reconstrução econômica pós-crises, no combate à desigualdade e na defesa da soberania alimentar e climática. Até 2030, o CM50 pretende ampliar sua adesão para mais de 120 membros.
“O cooperativismo brasileiro se orgulha de participar dessa construção coletiva. O encerramento do Ano Internacional deixa um legado de esperança e compromisso: mostrar que o mundo pode prosperar pela via da cooperação”, finalizou Fabíola.
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Movimento destaca que cooperativas já garantem participação plena dos associados
Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, nesta terça-feira (4), a o Sistema OCB defendeu a exclusão expressa das cooperativas do Projeto de Lei (PL) 1.915/19, que propõe incluir na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a presença de representantes dos empregados na administração de empresas com mais de 500 trabalhadores.
A reunião atendeu a requerimento do senador Zequinha Marinho (PA), integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), e teve como objetivo instruir a análise da proposta, relatada pelo senador Fabiano Contarato (ES). O projeto é de autoria do senador Jaques Wagner (BA).
“O tema é de extrema importância para o desenvolvimento e a manutenção do equilíbrio socioeconômico do Brasil. No entanto, trata-se de um assunto delicado, que deve ser amplamente debatido”, afirmou o senador Zequinha Marinho. Segundo ele, “a presença de representantes de empregados na gestão das empresas pode gerar custos adicionais e eventuais conflitos de interesse, além de tornar mais lento o processo decisório em grandes companhias”.
Bruno Vasconcelos, coordenador de Relações Trabalhistas e Sindicais da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) braço sindical do Sistema OCB, apresentou a posição oficial do cooperativismo e destacou que o modelo associativo das cooperativas é incompatível com as obrigações previstas na proposta. “Nas cooperativas, cada associado tem voz e voto iguais. O poder de decisão é coletivo e exercido em assembleia geral. Inserir mecanismos externos de representação trabalhista violaria o princípio da autogestão e criaria uma figura paralela e incompatível com a estrutura democrática do cooperativismo”, afirmou.
O coordenador lembrou que as cooperativas são regidas pela Lei 5.764/1971 e constituem sociedades civis de pessoas, sem fins lucrativos, baseadas em autonomia, gestão democrática e adesão voluntária. Diferentemente das empresas mercantis, as cooperativas não distribuem lucros, mas sobras aos cooperados, e a governança é exercida de forma direta e igualitária. “O cooperativismo não é uma relação de emprego, mas uma relação de associação. O cooperado participa da gestão, das decisões e dos resultados da cooperativa — é, ao mesmo tempo, dono e usuário do negócio. Essa é a essência da autogestão cooperativista”, explicou.
Economia nacional
O Sistema OCB representa mais de 4 mil cooperativas e 25 milhões de cooperados em todo o Brasil. O setor movimentou R$ 757,9 bilhões em 2024 e responde por 53% da produção de grãos, 38% do mercado de saúde suplementar e 25% da capacidade de armazenamento nacional, além de empregar diretamente cerca de 570 mil pessoas. A entidade atua junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na defesa dos interesses do cooperativismo, promovendo integração entre federações e sindicatos, além de oferecer soluções de governança, sustentabilidade, inovação e capacitação.
Durante sua fala, Bruno citou exemplos internacionais que reforçam a diferença entre empresas tradicionais e cooperativas. Na Alemanha, segundo ele, a Lei de Codeterminação (Mitbestimmungsgesetz) — que obriga a presença de representantes de empregados nos conselhos de administração, não se aplica às cooperativas, que são regidas por legislação específica desde 1889. “Já na França, a Lei Florange (2014) impõe a mesma exigência às grandes empresas, mas exclui expressamente as cooperativas, reconhecendo o caráter democrático e participativo de sua governança interna”, argumentou.
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Movimento fortalece sustentabilidade, combate a ilegalidade e desenvolvimento regional do setor
O cooperativismo mineral esteve em destaque nas discussões sobre sustentabilidade, legalidade e inclusão produtiva durante dois dos principais eventos do setor realizados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram): a Exposibram 2025 e a Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, ambos realizados em Salvador (BA), entre os dias 27 e 30 de outubro.
Como representante do Sistema OCB, a analista Letícia Monteiro participou do Fórum de Entidades do Setor Mineral, que abriu a programação da Exposibram. O encontro reuniu lideranças e entidades representativas para discutir o papel estratégico da mineração na economia global e o fortalecimento da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem).
Segundo Letícia, a presença do cooperativismo no debate foi fundamental para a construção de políticas públicas mais inclusivas e sustentáveis. “As cooperativas minerais têm papel essencial na formalização, geração de renda e promoção da sustentabilidade, especialmente em regiões onde a mineração é uma das principais fontes de trabalho e inclusão produtiva. É importante que elas estejam contempladas nas políticas e programas voltados ao desenvolvimento do setor”, afirmou.
Ela destacou ainda que o Sistema OCB tem acompanhado de perto as discussões sobre o futuro da mineração no Brasil e defende a valorização das cooperativas como agentes de transformação e inovação. “Seguimos atuando para que as cooperativas tenham voz ativa na formulação de uma política mineral mais sustentável e alinhada aos princípios do cooperativismo”, acrescentou.
A Exposibram 2025 contou também com debates sobre o papel da mineração na geopolítica internacional, competitividade da indústria e desafios para o avanço tecnológico sustentável. A defesa do fortalecimento institucional da ANM e de outros órgãos estratégicos foi consenso entre as entidades participantes, que reforçaram a importância de unir esforços para aprimorar a
estrutura regulatória e técnica do setor.
Amazônia
Na mesma semana, o coordenador nacional do Cooperativismo Mineral da OCB e presidente da Federação das Cooperativas de Mineração do Estado de Mato Grosso (Fecomin), Gilson Gomes Camboim, representou o cooperativismo na Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, também promovida pelo Ibram. Ele foi um dos painelistas no debate Diálogos: os desafios do avanço da mineração ilegal na Amazônia, que discutiu os impactos da atividade ilegal sobre a mineração regular e as estratégias para promover a legalidade e a sustentabilidade na região.
Gilson destacou os desafios enfrentados pelas cooperativas que atuam dentro da lei e defendeu políticas de incentivo e capacitação para quem segue as boas práticas do setor. “A mineração ilegal gera concorrência desleal, porque cria regras e pressões sobre quem trabalha corretamente, enquanto quem está na ilegalidade ignora as normas. Isso afeta a imagem do setor e dificulta o acesso a crédito”, explicou.
Ele também ressaltou o esforço das cooperativas em aprimorar seus processos produtivos e ambientais. “As cooperativas têm se dedicado cada vez mais à rastreabilidade e à eliminação do uso de mercúrio, não apenas para atender aos protocolos legais, mas para tornar suas atividades mais sustentáveis e diferenciadas da ilegalidade”, completou.
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Painéis vão apresentar soluções que unem desenvolvimento econômico, inclusão e preservação
O cooperativismo brasileiro chega à COP30, em Belém (PA), com uma presença expressiva entre os representantes do setor produtivo nacional. De 10 a 21 de novembro, o Sistema OCB e cooperativas de diferentes ramos participam de mais de 30 painéis e eventos oficiais, distribuídos em espaços como a Blue Zone, Green Zone, Agri Zone e Casa do Seguro.
De acordo com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o momento é de mostrar ao mundo o potencial transformador do modelo de negócios. “As cooperativas brasileiras já são protagonistas da agenda climática. Elas representam o elo entre a economia real e os compromissos globais, levando inovação, sustentabilidade e inclusão a quem está na base produtiva”, afirma.
Os temas em destaque na programação incluem adaptação e mitigação, bioeconomia, financiamento verde, transição energética justa, agricultura de baixo carbono, segurança alimentar e inclusão produtiva. Cada painel pretende evidenciar que o cooperativismo é um caminho estratégico para fortalecer a sustentabilidade e viabilizar a implementação eficaz da agenda climática, como pregoniza a agenda da COP30..
Durante a conferência, o movimento também celebrará o reconhecimento da ONU ao Ano Internacional das Cooperativas, em um evento simbólico que tem como objetivo reforçar o protagonismo global do movimento.
Além dos debates, a presença cooperativista se estenderá a estandes e exposições com a apresentação de produtos e projetos de cooperativas de diversas regiões do país. O público poderá conhecer iniciativas voltadas à bioeconomia, à produção sustentável e à valorização da cultura local, com oficinas, degustações e experiências imersivas que mostram a força do modelo em diferentes territórios.
Para o presidente Márcio, a participação na COP30 é também uma oportunidade de reafirmar o compromisso do movimento com o planeta e com as pessoas. “O cooperativismo é, por essência, uma resposta prática à crise climática. Ao unir pessoas em torno de um propósito comum, comprovamos que é possível crescer cuidando do planeta e das comunidades”, conclui.
Confira a programação completa da participação do cooperativismo na COP30 no site oficial do Sistema OCB sobre o evento: https://somoscooperativismo.coop.br/cop30.
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Evento desafiou colaboradores do Sistema OCB a criarem soluções arrojadas e criativas
O espírito inovador tomou conta de Goiânia nos dias 30 e 31 de outubro, durante o Ideathon do Coopsparty 2025. A iniciativa, realizada dentro da Arena InovaCoop, reuniu 28 colaboradores de 16 estados do país para uma imersão criativa que teve como objetivo propor soluções inovadoras para desafios reais enfrentados pelas cooperativas brasileiras.
Ao longo de dois dias intensos, os participantes foram divididos em seis grupos e vivenciaram todas as etapas de uma jornada de inovação: imersão, ideação, prototipação e apresentação de pitches. Cada equipe trabalhou em um dos quatro desafios
propostos, que abordaram temas estratégicos para o futuro do cooperativismo, como negócios, capacitação, inovação e dados, e ESG.
A dinâmica foi pensada para estimular a colaboração entre profissionais de diferentes regiões e áreas de atuação do Sistema OCB. “O ideathon é uma oportunidade de experimentar, aprender e cocriar. Essa troca entre colaboradores de todo o país é o que realmente gera valor para o sistema cooperativista”, destacou Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
Durante o primeiro dia, os participantes mergulharam nos desafios, identificando dores e oportunidades. No segundo, dedicaram-se à fase de prototipação e preparação para o pitch final, momento em que defenderam suas ideias para uma banca avaliadora composta por especialistas em inovação e cooperativismo.
Ao fim da maratona, três grupos foram selecionados para seguir aprimorando suas propostas com o apoio do Sistema OCB. Super Inova, Fratura Criativa e Picaçaí foram reconhecidos pelo destaque, pela criatividade e pelo alinhamento das ideias aos valores do cooperativismo. As equipes apresentaram soluções com potencial de impacto e aplicabilidade nas cooperativas.
Dessas 3, a equipe vencedora ganhará uma viagem para o Web Summit, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo, como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.
Representando todas as regiões do país, o ideathon contou com participantes dos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.
O Coopsparty é um espaço de experimentação, aprendizado e integração entre os colaboradores do cooperativismo, que aponta novos caminhos para o fortalecimento da inovação no Sistema OCB e nas cooperativas de todo o país.
