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Brasília (3/12) – A comunicação social – em todas as plataformas atualmente disponíveis – deve estar a serviço da ética, da transparência e, sobretudo, da eficiência das sociedades cooperativistas catarinenses. Com base nesta ideia, o Sistema Ocesc promove hoje e amanhã seu 11º Encontro de Assessores de Comunicação das Cooperativas Catarinenses. O evento ocorre em Florianópolis/SC e reúne assessores de imprensa e gestores de comunicação das cooperativas catarinenses.
Cuiabá (3/12) – Técnicos das Organizações das Cooperativas Brasileiras que compõem as regiões Centro-Oeste e Tocantins realizaram nos dias 30/11 e 1º/12, a última visita técnica do projeto do Fórum Permanente criado pelas unidades estaduais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Tocantins. O quinto encontro ocorreu em Palmas, capital tocantinense e contou com a participação de dois superintendentes, gerentes e analistas das áreas operacional e finalística e também com as presenças dos presidentes das Organizações de Tocantins e de Mato Grosso do Sul.
Manaus (3/12) – O Comando da 12ª Região Militar lançou no dia 20/11 a Chamada Pública número 1/2015 para aquisição de gêneros alimentícios de organizações da agricultura familiar e demais beneficiários que se enquadrem nas disposições da Lei nº 11.326/2006. A modalidade é a Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com dispensa de licitação. Poderão participar desta chamada pública, agricultores familiares e cooperativas que se enquadrem nas disposições da referida lei.
Sistema OCB tem acompanhado a matéria, tendo em vista que as cooperativas representam hoje 23 da produção de uvas do país e 25% dos produtores
Brasília (2/12) – A comissão mista criada para tratar sobre a MPV 690/2015, que modifica a regra de tributação do IPI para vinho, cachaça e outras bebidas quentes, votou hoje pela manhã o relatório do senador Humberto Costa (PE), atendendo os pleitos do sistema cooperativista. Clique aqui para acessar o texto. Durante toda a tramitação da matéria, o Sistema OCB atuou junto a deputados, senadores, frentes parlamentares e outras entidades do setor agropecuário para que as cooperativas vinícolas e também aquelas produtoras de cachaça não sofressem com a mudança de tributação de IPI. A defesa do setor também foi feita em reuniões na Receita Federal, Casa Civil e em outras instâncias do Poder Executivo.
ALÍQUOTA – Como resultado, conforme o texto aprovado pela comissão, na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 26/2015, a alíquota ad valorem máxima para os vinhos será de 6%, em 2016, e 5% a partir do exercício de 2017 (anteriormente fixada em 10% pelo Decreto nº 8.512/2015). Para as cachaças, a alíquota máxima estipulada passa a ser de 17% (anteriormente fixada em 25% pelo Decreto nº 8.512/2015).
Outro ponto que chama atenção no relatório diz respeito ao prazo de aplicação da MPV, que passa a ser em 1º de janeiro de 2016. Caso o regime instituído pelo texto original implique aumento de tributos no mês de dezembro, caberá restituição da diferença. A MPV 690/2015 segue para a análise do plenário da Câmara e em seguida será deliberado pelo plenário do Senado, antes de seguir para a sanção. A perspectiva é que a matéria seja aprovada pelo Congresso ainda em 2015.
NÚMEROS – Hoje a cadeia de vinhos é composta por mais de 1,1 mil vinícolas no país, presentes principalmente no Rio Grande do Sul. As cooperativas representam hoje 23,1% da produção de uvas do país e 25% dos produtores do setor vinícola. Atualmente há 83,7 mil hectares de área plantada, sendo que a média é de dois hectares por família (agricultura familiar).
Exemplos de sucesso
1) Cooperativa Vinícola Aurora (RS)
- Maior vinícola do Brasil
- Em 2015, completou 84 anos de fundação
- Mais de 1.100 famílias são associadas à cooperativa
- Produção orientada por técnicos
- Produtora do Ano 2015 no Rio Wine and Food Festival
2) Cooperativa Garibaldi (RS)
- Mais de 370 famílias associadas à cooperativa
- Estocagem que ultrapassa os 20 milhões de litros
- Entre as cinco maiores produtoras de espumantes do país
3) Cooperativa Nova Aliança (RS)
- União de 5 cooperativas singulares com 800 associados
- 45 milhões de kg de uvas recebidas de seus associados
- Especialidade e liderança na produção de sucos integrais
Especialista fala sobre os efeitos do El Niño na produção brasileira
Brasília (2/12) – Os brasileiros têm visto ao longo deste ano fenômenos meteorológicos de impressionar. Tufão, enchente, seca, baixa umidade do ar, e excesso de chuvas, por exemplo, mostraram sua potência de Norte a Sul do país. E os meteorologistas afirmam, categóricos, que, a culpa de tudo isso, é do El Niño. Além das repercussões sociais trazidas pelas intempéries climáticas, há também os impactos de natureza econômica. A agricultura, por exemplo, é um dos primeiros setores a sofrerem com os efeitos do fenômeno. E quem explica isso é Celso Oliveira, meteorologista, mestre em agronomia pela Universidade de São Paulo e integrante da Somar Meteorologia. Ele é o entrevistado da edição de setembro do Informe Comigo, uma revista publicada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo).
O especialista explica que, aqui no Brasil, o que se observa “é um aumento das chuvas na região Sul e uma seca mais acentuada no Norte e no Nordeste”. Segundo eles, estes são os efeitos clássicos do El Niño, além, é claro, do aumento das temperaturas. Veja o que ele diz!
INFORME COMIGO: Que outras situações o produtor poderá enfrentar?
Celso Oliveira – Este fenômeno, entre outras coisas, também reduz as chances de uma invernada. Vamos ter uma situação que não vai para nenhum dos dois extremos, ou seja, não teremos períodos de muita seca e nem de muita invernada. O El Niño reduz o risco de invernadas também porque as maiores estão associadas a frentes frias que estacionam na altura da Região Sudeste, direcionando a umidade da Amazônia sobre o estado de Goiás. (continua...)
INFORME COMIGO: Como deve ser a distribuição de chuvas este ano?
Celso Oliveira – Este El Niño não deve durar todo o período úmido. Os prognósticos hoje sinalizam que ele vai perder força mais rapidamente do que as previsões mostram. Nós, aqui na Somar, estamos desconfiados de que este El Niño ainda durante o verão de 2016 perca sua força. (continua...)
INFORME COMIGO: Caso o El Niño perca sua força no início de janeiro, o que pode ocorrer com o clima no período da safrinha?
Celso Oliveira – A regularidade da primavera pode não se repetir no verão, justamente por conta do enfraquecimento do fenômeno. Se a gente olhar os últimos anos a quantidade de chuva na região sudoeste de Goiás e em boa parte da região central do Brasil tem sido inferior ao normal. Se a gente for considerar o período úmido de outubro até março, no acumulado, tem sido inferior à média. Mais que isso, a gente tem tido dentro desses verões, meses úmidos alterando com meses secos. Janeiro deste ano foi muito seco, prejudicando a safra... (continua...)
Para ler a entrevista completa clique aqui, depois avance até a página 8.
Brasília (2/12) – A Escola Municipal Deputado Waldemar Rupp, localizada no município de Campos Novos, em Santa Catarina, acaba de ter uma de suas ações reconhecidas nacionalmente. Trata-se projeto "Construindo uma escola melhor" que venceu o Prêmio Acolher, promovido pela Natura, com o objetivo de contribuir com diferentes iniciativas que visam à melhoria da educação pública brasileira. O projeto foi construído no âmbito do Programa Cooperjovem, através do Projeto de Educação Cooperativa – PEC que envolve a discussão em torno da situação problema da escola com participação de toda a comunidade escolar. A escola tem o apoio da cooperativa Copercampos.
O diretor da escola, Antônio Salvador Marques, que inscreveu o projeto, dedicou metade da vida à educação. Em 2014, ao ser convidado a assumir a escola, com 190 alunos, Antonio se deparou com o prédio depredado, espaços sem uso e alunos desmotivados. Foi quando começou a aplicar o Cooperjovem na formação da equipe pedagógica. Com a metodologia, abriu os portões da instituição de ensino com atividades voltadas a toda comunidade e fez parcerias com empresas locais e a cooperativa Copercampos.
Em pouco tempo, o cenário já é outro – a escola sedia oficinas, como xadrez e judô, palestras e plantio de árvores. A depredação diminuiu, à medida que ginásio e biblioteca ganharam novo sentido. “Minha motivação vem da crença no aluno”, diz o diretor. Ele sonha trazer cada vez mais a comunidade para a Waldemar Rupp.
COOPERJOVEM – O Cooperjovem é um programa desenvolvido há 14 anos em todo o país. É uma é uma iniciativa da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), com objetivo de disseminar a cultura da cooperação. Ele ocorre em cooperativas educacionais e escolas públicas do Brasil, por meio de atividades educativas baseadas nos princípios, valores e virtudes cooperativistas, reforçando o quinto e o sétimo princípios do cooperativismo, respectivamente: Educação, Formação e Informação e Interesse pela Comunidade. O programa envolve quase 100 mil alunos e 4 75 escolas e conta com o apoio de 106 cooperativas e 3.107 professores em 13 estados do país.
Brasília (2/12) – O deputado federal Edinho Bez, integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), defendeu ontem no plenário da Câmara a participação das cooperativas em contratações públicas. Em seu discurso, elaborado com o apoio do Sistema OCB, o parlamentar ressaltou a importância da retificação do texto do Decreto nº 8.358/2015, que inclui apenas cooperativas de consumo. A alteração se faz necessária a fim de incluir cooperativas de todos os ramos. Confira abaixo o discurso na íntegra:
DISCURSO DEPUTADO EDINHO BEZ (PMDB/SC)
Participação de cooperativas em contratações públicas
Sr. Presidente e caros colegas Parlamentares, venho à tribuna neste momento para falar da minha participação ativa na Organização das Cooperativas do Brasileiras — OCB. Por isso venho aqui defender a retificação do Decreto nº 8.358, de 2015, que regulamenta as contratações públicas por determinados modelos societários no âmbito da administração pública federal.
Especificamente com relação ao setor cooperativista, temos demonstrado grande preocupação com o impacto do atual texto do Decreto nº 8.358, de 2015, que inclui apenas as cooperativas de consumo em seu escopo, o que não representa todo o universo garantido na legislação das cooperativas.
Nós criamos uma frente, temos trabalhado junto com a OCB e temos discutido com a ANEEL e com outros segmentos do cooperativismo. É importante que possamos todos estar atentos a isso.
Peço que seja dada ampla divulgação ao meu discurso, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Manato) - Muito obrigado, nobre Deputado.
PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO ORADOR
O SR. EDINHO BEZ (Bloco/PMDB-SC. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna defender a retificação do Decreto nº 8.358/2015, que regulamenta as contratações públicas por determinados modelos societários no âmbito da administração pública federal.
Na qualidade de deputado federal pelo sexto mandato consecutivo, membro da Frente Parlamentar em Defesa da Agricultura há mais de 16 anos, membro da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária, membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), da qual tenho orgulho de participar ativamente, e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), venho a esta tribuna defender a retificação do Decreto nº 8.358/2015, que regulamenta as contratações públicas por determinados modelos societários no âmbito da administração pública federal.
Especificamente ao setor cooperativista, temos demonstrado grande preocupação com o impacto do texto atual do Decreto nº 8.358/2015, que inclui apenas as cooperativas de consumo em seu escopo, o que não representa todo o universo garantido na legislação cooperativista.
Neste sentido presidente, por acreditar na importância das cooperativas brasileiras para a inclusão produtiva, para o desenvolvimento regional e para a transformação da vida de milhões de pessoas, principalmente em tempos de busca pelo reequilíbrio econômico do país, peço aqui, nesta casa, a compreensão do governo federal a fim de retificar o Decreto 8.538/2015.
De acordo com os artigos 1º e 13º do referido normativo, o tratamento favorecido, diferenciado e simplificado nas contratações públicas de bens, serviços e obras no âmbito da administração pública federal ficou assegurado apenas às sociedades cooperativas de consumo, fixando como critério para classificação neste conceito, além da observância ao art. 4º da Lei nº 5.764/1971, o enquadramento nas disposições do art. 34 da Lei nº 11.488/2007.
A proposta é alterar a redação nos artigos 1º e 13º. Onde se lê: sociedades cooperativas de consumo, leia-se sociedades cooperativas. A retificação se faz necessária para garantir a todas as cooperativas esse tratamento, conforme dispõe a legislação atual. Vale ressaltar que a proposta não fere o objetivo inicial do decreto, mas busca reforçá-lo, uma vez que estimula a sociedade a consumir produtos e serviços fornecidos por pequenos negócios, incluindo as cooperativas.
Caro Presidente, encerro este meu discurso solicitando que seja veiculado nos órgãos de comunicação da Casa. Muito obrigado!
Santa Cruz (2/12) – Dando continuidade às ações da campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”, a Secretaria de Políticas para Mulheres do Rio de Janeiro (SPM-RJ) promoveu uma ação social na Lona Cultural Municipal Sandra de Sá, em Santa Cruz, no dia 27/11. O Sistema OCB/RJ é um dos parceiros do projeto, que levou à população serviços de saúde, assistência social e defensoria pública.
O “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres” é promovido pela Rede Capital e trata-se de uma mobilização praticada anualmente pela sociedade civil e pelo poder público, que estão engajados nessa temática de enfrentamento. A iniciativa vai até 10 de dezembro, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Em Santa Cruz, o público recebeu esclarecimentos a respeito dos direitos das mulheres, assim como forma de atendimentos de serviços e combate a violência contra a mulher. Para a secretária de Política para Mulheres, Ana Rocha, a campanha dará mais poderes às mulheres para brigarem por seus direitos.
“Essa campanha esclarece a população sobre os serviços que as mulheres têm acesso. É uma ação social que envolve não só a defesa da saúde da mulher, como também a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, esclarecimentos sobre o perigo da dengue, entre outros assuntos pertinentes”, afirmou.
Durante todo o dia, integrantes da Secretaria Municipal de Saúde realizaram coletas de sangue para testes de HIV, mostraram como surge o mosquito da dengue e esclareceram dúvidas sobre outras doenças, como hepatite, sífilis, tuberculose e tabagismo. Representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social falaram sobre o bolsa família, qual documentação é necessária e quais serviços são prestados aos jovens e adolescentes. Já a Defensoria Pública resolveu problemas de quem não tinha carteira de trabalho e/ou documento de identidade.
O Sistema OCB/RJ também levou serviços à ação social. Através de folhetos e outros materiais, colaboradores da instituição apresentaram os benefícios de as pessoas estarem inseridas no cooperativismo. O modelo econômico foi mostrado como uma das maneiras de promoção da igualdade social, econômica e de gênero.
A representante estadual do ramo Educacional junto ao Sistema OCB, Adelina di Mare, representou o Sistema OCB/RJ na atividade. Segundo ela, além do combate à violência contra as mulheres, promover a paz em geral é o intuito desse programa da SPM-RJ.
“Seja a violência doméstica, no trabalho, não só com mulheres mas também com crianças, o objetivo é trazermos a paz. Os 16 dias de ativismo é um movimento engajado que tem os princípios do cooperativismo, como a intercooperação e o interesse da comunidade, inseridos. Por isso, nós fizemos presentes no evento e apresentamos ao público os benefícios de ser um cooperado”, revelou.
A CAMPANHA – Criada em 1991, a campanha "16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres" trata-se de uma mobilização educativa e de massa, que luta pela erradicação desse tipo de violência e pela garantia dos direitos humanos das mulheres. Realizada em cerca de 160 países, a campanha é organizada no Brasil pela bancada feminina do Congresso Nacional, pela Procuradoria Especial da Mulher no Senado Federal e pela Secretaria da Mulher na Câmara dos Deputados. (Fonte: Assimp Sistema OCB/RJ)
Serrinha (2/12) – O município de Serrinha recebeu no dia 20/11, o último Encontro Regional de Orientação de 2015, realizado pela União dos Municípios da Bahia (UPB), em parceria com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM/BA). O Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (OCEB), esteve presente em todos seis encontros deste ano, debatendo sobre a necessidade de promover um ambiente favorável para o desenvolvimento das cooperativas baianas, incentivado os municípios a contribuírem para a implementação de políticas pública para a inserção das cooperativas no mercado de trabalho.
Este quinto ciclo de orientação passou pelas regiões Oeste, Chapada, Vale do São Francisco, Centro-Sul, Extremo-Sul e Nordeste da Bahia, capacitando mais de mil servidores municipais. A OCEB, em parceria com os municípios, oferece assessoria jurídica e contábil para a formalização das cooperativas. “Em 2025, o cooperativismo será reconhecido pela sociedade por sua competitividade, integridade e capacidade de promover a felicidade dos cooperados”, afirmou o superintendente da OCEB, José Alberto Batista, durante a participação em um dos encontros. (Fonte: Assimp Sistema OCEB)

Entre ‘montanhas’ de materiais recicláveis, debaixo de sol ou chuva, quem passa na Rua Frei José dos Inocentes, no Centro de Manaus, pode observar uma senhora de pequena estatura, corpo franzino e cabelos ‘prateados’ pelo tempo. Ela calça botas de borracha para proteger seus pequenos pés de acidentes. O seu olhar é atento aos riscos, seus movimentos são rápidos e contínuos ao escalar destemidamente as altas ‘montanhas’ em busca de produto para reciclar. Nesta rotina diária já se vão 15 anos reciclando materiais sólidos.
Quando percebeu a aproximação da equipe de jornalistas, a mulher meio desconfiada fez uma breve pausa no seu trabalho e se aproximou devagar. Com semblante tímido e sereno, cumprimentou os repórteres e, um pouco acanhada, se colocou à disposição para uma breve entrevista, onde iniciou o relato de sua trajetória de vida. Suas colegas de trabalho ao perceberem a senhora sendo entrevistada se aproximaram e em tom de brincadeiras disseram: “Aí colega, agora você virou celebridade!”. Ela responde o gracejo com um sorriso tímido e amigável.
O nome da senhora é Geralda Izidoro da Cunha que, por trás de um sorriso tímido, ainda insiste em tentar esconder o pulsar acelerado de um coração forte e voluntário que carrega como sinônimo de vida aos 65 anos dos quais 15 dedicados à profissão de catadora de materiais recicláveis no Centro da cidade de Manaus. Dona Geralda, como é conhecida, é uma mulher de educação refinada e de um nível de humildade raro em um ser humano, apesar da vida sofrida não ter lhe dado oportunidade de estudar como gostaria.
Migrante de Coari, município do Amazonas, região Norte do Brasil, localizada às margens do rio Solimões, entre os lagos Mamiá e Coari, a 444 km em linha reta de Manaus, onde trabalhava como carvoeira, fazendo caieiras para ajudar no sustento da família, dona Geralda chegou à capital amazonense no ano 2000 com a esperança de conseguir novas oportunidades de trabalho para criar seus quatro filhos que, há época, eram crianças.
Ela começou suas atividades em uma associação de catadores no Centro da cidade. Hoje, dona Geralda é cooperada fundadora da Cooperativa de Catadores Aliança do Amazonas.
Ela lembra que quando chegou a Manaus, aos 42 anos de idade, percebeu as dificuldades que os camelôs enfrentavam com o acúmulo dos materiais recicláveis e se propôs a trabalhar de forma voluntária, varrendo ruas do Centro Comercial de Manaus para ajudá-los na limpeza. “Foi aí que tudo começou na minha vida, e também tive a oportunidade de mudar o rumo da vida da minha família”, conta.
A catadora lembra ainda que através dos seus filhos conheceu as atividades da associação e lá começou a reciclar os materiais e a vendê-los para gerar renda. Anos mais tarde, foi constituída a Cooperativa Aliança, que trouxe uma visão diferenciada na vida dos catadores do Amazonas. “A cooperativa é hoje o meio que encontrei para sustentar a minha família, e veio como uma grande ajuda para todos, visto que a minha idade já está avançada, e as oportunidades no mercado de trabalho vão ficando cada vez ainda mais escassas”, argumenta.
Dona Geralda afirma que os catadores exercem um papel fundamental na sociedade e para o meio ambiente. Eles, em sua opinião, fomentam o trabalho de reciclagem da sociedade, visto por eles como “trabalho de formiguinhas”, ajudando a reduzir a emissão de gases tóxicos na atmosfera, além de desempenhar uma logística melhor para o trabalho dos recicladores. Apesar disso, segundo ela, todo ano os catadores passam por dificuldades, principalmente quando cai a venda no comércio, e o Polo Industrial entra em crise. Por estes motivos, os catadores sempre estão procurando alternativas para coletar materiais.
Dona Geralda conta que em 2009 a PCE, empresa que compra o material da cooperativa, sofreu um incêndio e os demais catadores ficaram cerca de três meses sem ter para onde vender sua produção. “Foi um dos momentos de maior dificuldade que enfrentamos na Cooperativa”, disse. Dona Geralda entende que, para alcançar uma estrutura mais forte e ter mais êxito nos negócio, a economia solidária teve de entrar em ação, de forma que a sociedade doe seus resíduos aos catadores para que eles possam fazer a coleta seletiva.
Ela conta que a Aliança é uma das primeiras cooperativas de catadores do Brasil e, por esse motivo, trabalha com o objetivo de conseguir maiores oportunidades no mercado. Ela diz que o sistema cooperativista está avançando a cada dia no Estado, mas, mesmo assim, ainda falta muita estrutura em relação a equipamentos para os cooperados exercerem melhor suas atividades, bem como apoio do Poder Público.
“Nós buscamos apoio do Sistema OCB/Sescoop-AM para conseguirmos uma estrutura mais sólida que possa oferecer às futuras gerações uma boa base na qual haja segurança e qualidade de vida neste ramo. Hoje como cooperativa, os sócios visam beneficiar o material reciclado e agregar valor, investindo em equipamentos para melhorar o processo dentro da nossa atividade.
Eu procuro ser uma força atuante e participativa dentro da instituição, porém tenho a certeza que o caminho ainda é muito longo para desempenhar melhor a minha função na sociedade”, avaliou.
Dona Geralda é considerada pelos seus colegas a grande conselheira e braço forte da cooperativa. Ela participa de todas as reuniões e acompanha os trâmites da lei, mostrando o valor do trabalho aos cooperados. Para os mais novos, ela é considerada na cooperativa a “mãezona”. Muitas vezes os orienta a desempenhar da melhor maneira possível suas funções. Em tom de descontração, seus colegas falam que o traço mais marcante dela é ser forte e “brigona” por seus direitos.
A catadora afirma que o mercado da reciclagem é muito instável. Ela diz que no momento apenas uma empresa está comprando a produção da cooperativa, e a empresa se encontra em crise. “Nosso trabalho é feito em uma engrenagem bastante delicada, onde uma rota mal feita pode causar um enorme prejuízo para o catador. Eu me considero uma pessoa forte, já ‘carreguei’ sozinha carrinhos lotados de materiais pelo centro da cidade.
Cheguei a reciclar cerca de cinco toneladas de papelão por semana. Por conta do esforço do trabalho, adquiri muitos problemas de saúde, mas nunca desisti. A reciclagem é meu único meio de sustento. Com a minha profissão, criei meus filhos e netos. Eu preciso dizer às futuras gerações que elas podem viver dessa honrada e árdua atividade, sem ter vergonha e se considerar inferior”, finalizou dona Geralda.
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Manaus só tem 1#$-$#de coleta seletiva e é a única cidade em toda a região Norte que está caminhando como determina a Lei 12.305. Homologada no dia 23 de dezembro de 2010, a Lei dos resíduos sólidos levou cerca de 20 anos para ser criada. Antes disso, foi discutida com os catadores e, há quatro anos, está em vigor para auxiliar no processo de reciclagem.
A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.
Prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para proporcionar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambiental adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).
Institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo.
Cria metas importantes que irão contribuir para a eliminação dos lixões e institui instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microrregional, intermunicipal e metropolitano e municipal; além de impor que os particulares elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
Também coloca o Brasil em patamar de igualdade aos principais países desenvolvidos no que diz respeito ao marco legal e inova com a inclusão de catadoras e catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, tanto na Logística Reversa quanto na Coleta Seletiva.
Além disso, os instrumentos da PNRS ajudarão o Brasil a atingir uma das metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que é de alcançar o índice de reciclagem de resíduos de 20#$-$#em 2015.
Texto e fotos: Priscila Torres/Coopcom – Cooperativa de Comunicação do Amazonas
Fonte: Portal de Notícias Coopnews

Entre ‘montanhas’ de materiais recicláveis, debaixo de sol ou chuva, quem passa na Rua Frei José dos Inocentes, no Centro de Manaus, pode observar uma senhora de pequena estatura, corpo franzino e cabelos ‘prateados’ pelo tempo. Ela calça botas de borracha para proteger seus pequenos pés de acidentes. O seu olhar é atento aos riscos, seus movimentos são rápidos e contínuos ao escalar destemidamente as altas ‘montanhas’ em busca de produto para reciclar. Nesta rotina diária já se vão 15 anos reciclando materiais sólidos.
Quando percebeu a aproximação da equipe de jornalistas, a mulher meio desconfiada fez uma breve pausa no seu trabalho e se aproximou devagar. Com semblante tímido e sereno, cumprimentou os repórteres e, um pouco acanhada, se colocou à disposição para uma breve entrevista, onde iniciou o relato de sua trajetória de vida. Suas colegas de trabalho ao perceberem a senhora sendo entrevistada se aproximaram e em tom de brincadeiras disseram: “Aí colega, agora você virou celebridade!”. Ela responde o gracejo com um sorriso tímido e amigável.
O nome da senhora é Geralda Izidoro da Cunha que, por trás de um sorriso tímido, ainda insiste em tentar esconder o pulsar acelerado de um coração forte e voluntário que carrega como sinônimo de vida aos 65 anos dos quais 15 dedicados à profissão de catadora de materiais recicláveis no Centro da cidade de Manaus. Dona Geralda, como é conhecida, é uma mulher de educação refinada e de um nível de humildade raro em um ser humano, apesar da vida sofrida não ter lhe dado oportunidade de estudar como gostaria.
Migrante de Coari, município do Amazonas, região Norte do Brasil, localizada às margens do rio Solimões, entre os lagos Mamiá e Coari, a 444 km em linha reta de Manaus, onde trabalhava como carvoeira, fazendo caieiras para ajudar no sustento da família, dona Geralda chegou à capital amazonense no ano 2000 com a esperança de conseguir novas oportunidades de trabalho para criar seus quatro filhos que, há época, eram crianças.
Ela começou suas atividades em uma associação de catadores no Centro da cidade. Hoje, dona Geralda é cooperada fundadora da Cooperativa de Catadores Aliança do Amazonas.
Ela lembra que quando chegou a Manaus, aos 42 anos de idade, percebeu as dificuldades que os camelôs enfrentavam com o acúmulo dos materiais recicláveis e se propôs a trabalhar de forma voluntária, varrendo ruas do Centro Comercial de Manaus para ajudá-los na limpeza. “Foi aí que tudo começou na minha vida, e também tive a oportunidade de mudar o rumo da vida da minha família”, conta.
A catadora lembra ainda que através dos seus filhos conheceu as atividades da associação e lá começou a reciclar os materiais e a vendê-los para gerar renda. Anos mais tarde, foi constituída a Cooperativa Aliança, que trouxe uma visão diferenciada na vida dos catadores do Amazonas. “A cooperativa é hoje o meio que encontrei para sustentar a minha família, e veio como uma grande ajuda para todos, visto que a minha idade já está avançada, e as oportunidades no mercado de trabalho vão ficando cada vez ainda mais escassas”, argumenta.
Dona Geralda afirma que os catadores exercem um papel fundamental na sociedade e para o meio ambiente. Eles, em sua opinião, fomentam o trabalho de reciclagem da sociedade, visto por eles como “trabalho de formiguinhas”, ajudando a reduzir a emissão de gases tóxicos na atmosfera, além de desempenhar uma logística melhor para o trabalho dos recicladores. Apesar disso, segundo ela, todo ano os catadores passam por dificuldades, principalmente quando cai a venda no comércio, e o Polo Industrial entra em crise. Por estes motivos, os catadores sempre estão procurando alternativas para coletar materiais.
Dona Geralda conta que em 2009 a PCE, empresa que compra o material da cooperativa, sofreu um incêndio e os demais catadores ficaram cerca de três meses sem ter para onde vender sua produção. “Foi um dos momentos de maior dificuldade que enfrentamos na Cooperativa”, disse. Dona Geralda entende que, para alcançar uma estrutura mais forte e ter mais êxito nos negócio, a economia solidária teve de entrar em ação, de forma que a sociedade doe seus resíduos aos catadores para que eles possam fazer a coleta seletiva.
Ela conta que a Aliança é uma das primeiras cooperativas de catadores do Brasil e, por esse motivo, trabalha com o objetivo de conseguir maiores oportunidades no mercado. Ela diz que o sistema cooperativista está avançando a cada dia no Estado, mas, mesmo assim, ainda falta muita estrutura em relação a equipamentos para os cooperados exercerem melhor suas atividades, bem como apoio do Poder Público.
“Nós buscamos apoio do Sistema OCB/Sescoop-AM para conseguirmos uma estrutura mais sólida que possa oferecer às futuras gerações uma boa base na qual haja segurança e qualidade de vida neste ramo. Hoje como cooperativa, os sócios visam beneficiar o material reciclado e agregar valor, investindo em equipamentos para melhorar o processo dentro da nossa atividade.
Eu procuro ser uma força atuante e participativa dentro da instituição, porém tenho a certeza que o caminho ainda é muito longo para desempenhar melhor a minha função na sociedade”, avaliou.
Dona Geralda é considerada pelos seus colegas a grande conselheira e braço forte da cooperativa. Ela participa de todas as reuniões e acompanha os trâmites da lei, mostrando o valor do trabalho aos cooperados. Para os mais novos, ela é considerada na cooperativa a “mãezona”. Muitas vezes os orienta a desempenhar da melhor maneira possível suas funções. Em tom de descontração, seus colegas falam que o traço mais marcante dela é ser forte e “brigona” por seus direitos.
A catadora afirma que o mercado da reciclagem é muito instável. Ela diz que no momento apenas uma empresa está comprando a produção da cooperativa, e a empresa se encontra em crise. “Nosso trabalho é feito em uma engrenagem bastante delicada, onde uma rota mal feita pode causar um enorme prejuízo para o catador. Eu me considero uma pessoa forte, já ‘carreguei’ sozinha carrinhos lotados de materiais pelo centro da cidade.
Cheguei a reciclar cerca de cinco toneladas de papelão por semana. Por conta do esforço do trabalho, adquiri muitos problemas de saúde, mas nunca desisti. A reciclagem é meu único meio de sustento. Com a minha profissão, criei meus filhos e netos. Eu preciso dizer às futuras gerações que elas podem viver dessa honrada e árdua atividade, sem ter vergonha e se considerar inferior”, finalizou dona Geralda.
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Manaus só tem 1#$-$#de coleta seletiva e é a única cidade em toda a região Norte que está caminhando como determina a Lei 12.305. Homologada no dia 23 de dezembro de 2010, a Lei dos resíduos sólidos levou cerca de 20 anos para ser criada. Antes disso, foi discutida com os catadores e, há quatro anos, está em vigor para auxiliar no processo de reciclagem.
A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.
Prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para proporcionar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambiental adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).
Institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo.
Cria metas importantes que irão contribuir para a eliminação dos lixões e institui instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microrregional, intermunicipal e metropolitano e municipal; além de impor que os particulares elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
Também coloca o Brasil em patamar de igualdade aos principais países desenvolvidos no que diz respeito ao marco legal e inova com a inclusão de catadoras e catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, tanto na Logística Reversa quanto na Coleta Seletiva.
Além disso, os instrumentos da PNRS ajudarão o Brasil a atingir uma das metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que é de alcançar o índice de reciclagem de resíduos de 20#$-$#em 2015.
Texto e fotos: Priscila Torres/Coopcom – Cooperativa de Comunicação do Amazonas
Fonte: Portal de Notícias Coopnews
Equiparação das CTCs às empresas de transporte de cargas - ETC, para fins de pagamento eletrônico de frete é uma das demandas discutidas em audiência pública no Congresso
Brasília (26/11) – Representantes do Sistema OCB apresentaram ontem as contribuições do movimento cooperativista brasileiro ao texto do Marco Regulatório de Transporte Rodoviário de Cargas, atualmente em debate no Congresso. Eles participaram de uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília. Dentre os pontos defendidos pelos cooperativistas estiveram: a inclusão da clara definição da Categoria de Cooperativa de Transporte de Cargas (CTC) na Lei nº 11.442/07 e sua equiparação às empresas e transporte de cargas (ETC), para fins de pagamento eletrônico de frete.
Segundo o coordenador nacional do Ramo Transporte do Sistema OCB, Abel Paré, estes assuntos estão entre os principais itens da lista de demandas do ramo. “Caso o marco regulatório contemple estes nossos pleitos, as Cooperativas do TRC terão tratamento adequado em relação a sua frota e seu modelo, o que seguramente resultará em melhores condições comerciais e consequentemente, melhoria da consistência e competitividade de todo o setor", analisa Paré.
Abel Paré explica que, considerando a expressividade do cooperativismo de transporte, torna-se imperativo adequar a legislação que regulamenta o transporte rodoviário de cargas, em especial a Lei nº 11.442/2007. A intenção, neste caso, é contemplar tais especificidades, garantindo, assim, a isonomia entre os atores do transporte de carga, contribuindo, ainda, com a estruturação do próprio setor no país.
“O Sistema OCB defende a inclusão expressa da categoria CTC na referida lei, para assegurar a perenidade e a segurança jurídica necessária à operação do segmento. Atualmente, sua atividade está prevista somente em ato normativo da ANTT, na Resolução nº 4.799/2015, como dito anteriormente, gerando riscos de alteração e questionamentos”, justifica Paré, ressaltando que a alteração não possui impacto orçamentário para Poder Executivo.
EQUIPARAÇÃO – A intenção das cooperativas de transporte é obter o mesmo tratamento, atualmente, dispensado às empresas, em função de seu número de veículos. Quando a legislação equipara a Cooperativa de Transporte de Cargas (CTC) ao Transportador Autônomo de Carga (TAC), cria uma enorme desvantagem comercial e econômica às cooperativas, frente às Empresas de Transporte de Cargas (ETC) com mais de três veículos.
Segundo os normativos da ANTT, as empresas com mais de três veículos estão dispensadas da emissão do Código de Identificação da Operação de Transporte (CIOT). Este é o caso das cooperativas. Entretanto, atualmente elas estão equiparadas com os transportadores autônomos e as empresas com menos de três veículos em sua frota.
Conforme dados da ANTT, a média de veículos por cooperativa é de 42,4 – número seis vezes superior ao das Empresas Transportadoras de Cargas, que é de sete veículos. “Se comparado à média por Transportador Autônomo de Cargas (1,2), a discrepância é ainda maior”, analisa Paré.
OUTROS ASSUNTOS – Além destes dois itens, ao longo da audiência pública, também foram debatidas as iniciativas legislativas para autorizar a criação de fundos específicos pelas cooperativas de transporte, visando a cobertura de eventos danosos em suas frotas.
PARTICIPAÇÃO – Também estiveram presentes os representantes das seguintes entidades: a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, a Federação Interestadual dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Cargas e Bens da Região Nordeste e a União dos Nacional dos Caminhoneiros.
Fortaleza (27/11) – Diversas autoridades do meio jurídico participaram do IV Congresso Brasileiro de Direito e Saúde, realizado em Fortaleza. O evento é uma realização do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública e teve a duração de três dias. Na quarta-feira, o cooperativismo, foi um dos temas centrais numa das mesas redondas da programação.
Conhecido pela excelência no atendimento à população e com o crescente serviço junto à sociedade, o cooperativismo do ramo saúde foi discutido na tarde dessa quarta-feira. Com o tema “Terceirização e cooperativismo no SUS: a quem interessa?”, os participantes puderam expor suas ideias a respeito do assunto. Foram eles: Isabel Correia Pinheiro, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará; o presidente da Associação Médica Cearense, Carmelo Silveira Carneiro Leão Filho; o procurador Regional do Trabalho da 7ª Região, Antônio de Oliveira Lima; e para representar o cooperativismo, o vice-presidente do Sistema OCB/CE, Frederico Joffily.
Começando o debate, o representante do cooperativismo expos os principais resultados do setor, focando na atuação das cooperativas de saúde junto à sociedade. Além disso, Frederico Joffily falou sobre os principais direitos e deveres das cooperativas, informando assim, o compromisso com os resultados. Em seguida os outros componentes da mesa puderam expor suas ideias.
“Acredito que os presentes à mesa de debates assimilaram bem os nossos conceitos. Nós estamos a todo instante divulgando os princípios do cooperativismo e levando as pessoas para dentro da OCB/CE até mesmo para que conheçam de perto o trabalho sério que fazemos. Por isso é que nós da OCB/CE defendemos um cooperativismo cada vez mais justo e dentro das normas que a lei determina. Além do mais, atuamos para que o nosso movimento possa, realmente, trazer o bem-estar a seus cooperados e à sociedade como um todo”, disse Frederico Joffily. (Fonte: Assimp Sistema OCB/CE)
Brasília (27/11) – A importante contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do país, bem como para a redução da pobreza, foi o foco do discurso proferido ontem, na Câmara dos Deputados, por Heitor Schuch, parlamentar que representa o estado do Rio Grande do Sul. Ele ressaltou que uma cooperativa tem como objetivos principais a prestação de serviços aos seus cooperados e o bem estar da comunidade onde está inserida.
Confira o discurso na íntegra
O SR. HEITOR SCHUCH (RS). Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.)
- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, desta tribuna quero falar sobre o Cooperativismo e destacar sua importante contribuição para o desenvolvimento econômico, social, e seu trabalho pela redução da pobreza, geração de emprego e sua contribuição real para a organização de um novo modelo de organização social, onde o ser humano e o ambiente em que ele vive estejam em primeiro lugar.
Diferente de uma empresa privada, que é uma sociedade de capital, a cooperativa é uma sociedade de pessoas, enquanto a empresa privada visa unicamente a maximização do lucro a cooperativa tem como objetivo principal a prestação de serviços aos seus associados e o bem estar da comunidade, na cooperativa, cada associado tem direito a um voto, independentemente de sua participação, já numa empresa privada a decisão é pela participação no capital e finalmente o numa empresa privada o lucro é dividido proporcionalmente ao número de ações que a pessoa detiver, enquanto numa cooperativa, que não visa o lucro, as sobras são distribuídas de forma proporcional as operações de cada associado, e o que é melhor, o resultado obtido é investido na região do cooperado e não remetido para o estrangeiro como ocorre com as grandes empresas transnacionais.
Mas porque surgiram as cooperativas? Porque desde os primórdios da humanidade as pessoas são levadas a cooperar em determinadas situações, mas o cooperativismo mais organizado tem seu março no dia 21 de dezembro de 1844, quando um grupo de vinte e sete tecelões e uma tecelã do bairro de Rochdale, em Manchester na Inglaterra, criaram a “Associação dos Probos Pioneiros de Rochdale”, tecelões estes que se organizam para enfrentar a exploração na venda de roupas e alimentos no mercado local. Primeiramente criaram um armazém próprio para abastecer os associados e depois para auxilia-los na construção e compra de casas além de montar linha de produção para trabalhadores com salários muito baixos ou desempregados.
Contrapunham-se a uma jornada de trabalho de 16 horas que incluía mulheres e crianças, sendo que as mulheres recebiam salários muito menores do que os pagos aos homens. Podemos sintetizar dizendo que num momento da história em que o ser humano havia sido desalojado dos meios de produção e submetidos a um modelo de exploração extrema, a cooperativa surge para resgatar e dar um mínimo de valorização ao ser humano.
Nestes 171 anos o cooperativismo amadureceu e deu frutos trazendo muitos benefícios e ajudando pessoas a vencerem os embates da vida. No Mundo: um bilhão de pessoas estão filiadas a cooperativas em pelo menos noventa países, gerando 100 milhões de empregos. No Brasil contamos com aproximadamente 6.650 cooperativas com um quadro social que chega a nove milhões de pessoas e gera 300 mil empregos diretos e responde por 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representou no ano de 2014 R$ 193,24 bilhões.
Não poderia furtar-me aqui de falar do Estado do Rio Grande do Sul, um dos berços do cooperativismo brasileiro, que conta com 728 cooperativas que tem um quadro social de dois milhões de associados, que geram 50 mil empregos diretos e tem uma participação de 10,1% do Produto Interno Bruto Gaúcho, com força expressiva no setor agropecuários, em especial com as cooperativas de produção, principais responsáveis pela modernização do meio rural gaúcho onde a participação no PIB rural chega 59,57% e também das cooperativas de crédito.
Mas não podemos deixar de destacar aqui os demais ramos do cooperativismo, que na atualidade totalizam treze. Que além do agropecuário e do de crédito são: o de consumo, educacional, especial, habitacional infraestrutura, mineração, produção, saúde, trabalho, transportes, turismo e lazer.
Preciso aqui fazer um reconhecimento especial a Cooperativa Habitacional da Agricultura Familiar – a COOHAF que foi criada durante a minha gestão como presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul – FETAG/RS, que no período de traze anos já oportunizou moradia de qualidade a mais de 15 mil agricultores, seja através da construção de casas novas ou de reformas. É o cooperativo tornando muito melhor a vida das pessoas a ajudando-os a se manterem no processo produtivo do meio rural.
O cooperativismo e tão importante que no ano de 2012, a Organização das Nações Unidas – ONU, instituiu aquele como sendo o Ano Internacional das Cooperativas, onde entre outros pontos, busca incentivar os governos a estabelecerem políticas, leis e regulamentos propícios para a formação, crescimento e estabilidade das cooperativas.
Quero ressaltar aqui o meu comprometimento com o setor cooperativo, destacando que na última legislatura como Deputado Estadual pelo Rio Grade do Sul presidi da Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo – Frencoop/RS no período de 2011/2014, juntamente com outros 31 parlamentares, período em que conseguimos aprovar várias Leis que representaram avanços para o cooperativismo do estado.
Chegando a esta casa passei a integrar a Frencoop nacional, importante ferramenta para desaguar as demandas do setor cooperativo de Brasileiro. E aqui, desta tribuna, quero reforçar o apoio ao setor cooperativo e colocar o nosso mandado assim como a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Agricultura da Familiar a disposição deste importante segmento para a economia brasileiro que muitos costumam chamar de terceira entre o modelo capitalista e o socialista.
No Brasil tem entorno de 500 municípios que não tem nenhuma agência bancária oficial, e as pessoas precisam viajar 20, 30 km até o município vizinho para pagar impostos e tributos. As Cooperativas de Crédito poderiam resolver isto desde que fossem habilitadas pelo Banco Central a receber estes tributos.
Finalizo destacando que “O Cooperativismo, cada vez mais, faz parte da vida dos gaúchos e dos brasileiros”, e conclamo a todos que se integrem a esta grande família, se filiando a um dos ramos cooperativos, e participando do processo de decisão e fortalecimento desta, que é uma importante ferramenta para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Que o cooperativismo continua a seguir em frente corajosamente, pois sem ele o Brasil seria ainda mais desigual. Senhor Presidente, peço que este discurso seja dado como lido e encaminhado à publicação nos órgãos de comunicação desta casa, em especial na Voz do Brasil.
Vitória (27/11) – Com 131 materiais inscritos, entre matérias, fotos e vídeos e um recorde de mais de 22 mil votações, a 9ª edição do Prêmio de Jornalismo Cooperativista Capixaba divulgará seus vencedores na noite de hoje. A solenidade de premiação está marcada para ocorrer logo mais às 20h, no Prime Hall, na Orla de Camburi, em Vitória. A premiação – recorde – nesta edição, é outra grande expectativa:
1º Lugar: 5,5 mil
2º Lugar: 4 mil
3º Lugar: 2,7 mil
Voto popular: 5,5 mil
PARTICIPAÇÃO – São diversos profissionais dos mais variados veículos e localidades do ES, que estão entre os cinco finalistas das seis categorias (Impresso, Rádio, TV, Cinegrafia, Fotografia e Web) e do “Voto Popular” e outras dezenas que se inscreveram e deixaram o júri técnico pesaroso em não tê-los na final. De acordo com o Prof. Dr. José Antônio Martinuzzo, coordenador da premiação, as matérias estão aumentando consideravelmente a qualidade ao longo dos anos e o júri está tendo cada vez mais trabalho para decidir entre as cinco melhores.
“Os materiais estão realmente maravilhosos e diferença de pontuação entre eles é bem pequena, uma tarefa difícil e ao mesmo tempo gratificante para quem vem acompanhando a evolução do Prêmio”, conclui.
Dentre os finalistas estão profissionais da TV Gazeta, CBN, Gazeta AM, Rádio Globo Linhares, Gazeta Online, Revista Safra, Revista Campo Vivo, O Noticiário, Montanhas Capixabas, TV Tribuna, TV Vitória, Rádio do ES, Rádio Diocesana e TV Educativa! Isso demonstra a proporção que o cooperativismo capixaba está atingindo.
Para o Sr. Esthério Sebastião Colnago, além dos números de inscritos e da pluralidade dos veículos, um fato que chama bastante atenção é o número de votações no site. “Tivemos um total de 22.014 votos, durante cinco dias, para 30 materiais diferentes. Se tirarmos uma média, daria cerca de 733 votos para cada material, mas o vencedor teve 1.599 votos! Isso mostra o quanto ele mereceu, o número de pessoas que analisou e votou em seu material, é muito gratificante”, diz ele.
SAIBA MAIS – A premiação que já está consolidada dentre os comunicadores e principais veículos de informação do Estado é uma iniciativa que tem como objetivo contribuir para a educação cooperativista e incentivar a divulgação das ações e dos projetos socioeconômicos do cooperativismo capixaba.
Nosso intuito é aumentar a produção de matérias espontâneas sobre o cooperativismo e temos conseguido, a cada ano, mais matérias e profissionais que se identificam com o único modelo capaz de unir o econômico e o social de maneira harmoniosa.
No ano passado, por exemplo, batemos nosso recorde e conquistamos um aumento de 60% no número de matérias inscritas e novos profissionais que se renderam ao cooperativismo através da motivação trazida pela premiação! Em oito edições tivemos cerca de 600 matérias inscritas por centenas de jornalistas, em diversos veículos de comunicação do Estado, além de veículos de alcance nacional. E o reconhecimento não vem apenas pelo Sistema OCB/ES, vem também dos veículos onde os profissionais premiados trabalham, pois após a premiação, os nomes desses profissionais também são lembrados em matérias de repercussão.
PRÊMIO NA MÍDIA – Os jornais ESTV 2ª edição do dia 23/11 e Bom Dia ES do dia 24, mostraram os profissionais da Rede Gazeta que são finalistas do 9º Prêmio de Jornalismo Cooperativista! Matheus Pinto Martins, Roberto Manfrini, Gustavo Henrique Ribeiro Santos, André Luiz Andrade Falcão, Fábio Linhares e Ewerton Amaro, são os finalistas da rede!
CLIQUE e veja a matéria.
O portal Campo Vivo, que também tem o finalista Franco Fiorot, concorrendo ao Prêmio de Jornalismo Cooperativista, publicou matéria incentivando o público a votar!
CLIQUE e leia mais.
Também tivemos destaque no jornal Fala Manhã, da TV Vitória.
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E no portal da TV Gazeta.
CLIQUE e veja.
(Fonte: Ascom OCB/ES)
Cuiabá (27/11) – Foram necessários mais de 365 dias de discussões para que houvesse a definição do posicionamento das cooperativas e demais agentes da cadeira do leite e a aprovação do Fundo do Leite de Mato Grosso, que já existe por lei, mas ainda não está regulamentado. A aprovação ocorreu durante o 3º Fórum Estadual Permanente do Leite, realizado no dia 25/11, na unidade do Sistema OCB/MT, com a participação de representantes das cooperativas agropecuárias, do Sistema OCB/MT, da Aproleite, do Senar/MT, da Famato, Sindilat, Mapa, UFMT, Governo do Estado e outros convidados.
“Esse é um momento importante para a cadeira produtiva e temos condições de nos organizar e promover um grande desenvolvimento do setor, pautado sempre na autonomia e com visão na industrialização da nossa produção. Assim teremos escala e produtos para o mercado externo”, disse o presidente do Sistema OCB/MT, Onofre Cezário de Souza Filho.
Para o presidente da Coopnoroeste e representantes das cooperativas no processo de formatação do Fundo do Leite, Ademar Furtado, “demos um passo grande em relação ao Fundo do Leite, de forma participativa envolvendo todos representantes do setor. Saímos dessa reunião com o compromisso de legalização do Fundo, pois todos entendem como importante para a evolução da cadeia produtiva do leite de Mato Grosso, principalmente na profissionalização desse setor. Agora daremos mais um passo no que diz respeito às questões legais, na definição do estatuto, diretoria, da equipe do Fundo, do posicionamento do estado, e a contribuição de cada agente desse processo.”.
Carlos Augusto Zanata, gestor do Núcleo Técnico da Famato, destaca a importância da união das entidades envolvidas no projeto. "Certamente, os produtores, os consumidores e o Estado só têm a ganhar com a concretização desse projeto. O Fundo do Leite trará novos benefícios para o desenvolvimento econômico, gerando novos empregos e renda. Todo esse contexto irá somar-se aos resultados positivos para a cadeia produtiva de leite."
Para Alessandro Casado, presidente da Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite), o Fórum contribuiu positivamente para o projeto do Fundo do Leite e irá alavancar o setor. "Hoje, demos um passo importante para o setor produtivo do leite, conseguimos unir representantes de todas as áreas do ramo leiteiro do estado de Mato Grosso, para discutirmos melhorias na implantação do Fundo do Leite, que irá alavancar ainda mais a produção do laticínio no estado. Caminhando consequentemente para sermos os maiores produtores de leite do país."
O analista de Desenvolvimento do Sistema OCB/MT, Mauro Machado Vieira, pontua que o Fundo do Leite beneficiará diretamente os produtores mato-grossenses e visa incentivar a produção leiteira, já que o estado tem presença forte na produção e o setor pode evoluir ainda mais. Machado explica que “a próxima reunião técnica foi marcada para o dia 14 de dezembro, ocasião em que começarão a formatar as regras do Fundo”.
Conforme dados divulgados pelo Senar/MT, Mato Grosso é o nono produtor nacional de leite, com uma produção anual de 618 milhões litros ou 3% da produção brasileira. A cadeia leiteira está em expansão no estado e, nos últimos 10 anos, a produção cresceu 154,29%. (Fonte: Assimp Sistema OCB/MT)
Os presidentes das unidades nacional e mato-grossense destacaram a contribuição das cooperativas à economia, mesmo em tempos de crise
Brasília (26/11) – Promover um amplo debate sobre o cenário econômico e os desafios para o cooperativismo do estado de Mato Grosso. Foi com este objetivo que o Sistema OCB/MT realizou hoje, em Cuiabá, a quarta edição de seu Encontro Mato-grossense de Lideranças Cooperativistas. O encontro contou com a participação de dirigentes, gerentes e técnicos de cooperativas. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e o anfitrião Onofre Cezário de Souza Filho, presidente da unidade estadual de Mato Grosso, deram as boas-vindas aos participantes.
Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Freitas, que discorreu sobre cenários atuais e o planejamento estratégico realizado pelo Sistema OCB, a atualidade brasileira, na qual estamos inseridos, não é muito agradável, por conta do momento da deterioração do sistema político e seus graves impactos para a economia nacional.
“Apesar de tudo o que temos visto, as cooperativas encaram as possibilidades e as oportunidades nesses processos econômicos de uma maneira diferente das demais empresas mercantis. A crise traz grandes oportunidades de as cooperativas reverem seus processos e aí elas agarram cada chance. Com isso, o resultado só poderia ser um: o crescimento do movimento cooperativista nacional”, explica o presidente do Sistema OCB.
TRANSFORMAÇÃO – Já o presidente do Sistema OCB/MT, Onofre Cezário de Souza Filho, ressaltou que o cooperativismo mato-grossense está em transformação. “O nosso estado tem buscado inovar, sempre respeitando os princípios e a história. E o instrumento mais capaz de operar esta transformação é a educação. Em Mato Grosso a nossa ferramenta será o I.COOP, uma faculdade totalmente voltada ao cooperativismo, que chega com o propósito de modificar e contribuir com a consolidação do nosso setor tanto no estado quanto no país”, destaca.
PALESTRAS – A programação do encontro previu, também, um momento com a escritora Marta Gabriel, especialista em mídias sociais e comunicação estratégica. Ela abordou o tema ‘Futuro da Comunicação Frente às Mídias Sociais: Oportunidades e Riscos’.
E o diretor do BRINCLab da Columbia University, Marcos Troyjo, discorreu sobre a importância da promoção internacional do estado, sendo uma agenda para Mato Grosso, evitando impactos às cooperativas.
HOMENAGEM – Durante o VI Encontro, as 44 cooperativas que participaram com ações no Dia C 2015, receberam um troféu e um exemplar da revista do Dia C, que apresenta um balanço das 148 ações realizadas por mais de 4 mil voluntários e que beneficiaram quase 60 mil pessoas.
Rio de Janeiro (26/11) – O Sistema OCB/RJ participou ontem na Praça XV, centro do Rio de Janeiro, do primeiro dia da Campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”. O evento, promovido pela Rede Capital, trata-se de uma mobilização praticada anualmente pela sociedade civil e pelo poder público, que estão engajados nessa temática de enfrentamento. A iniciativa vai até 10/12, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Realizada em cerca de 160 países, a campanha é organizada no Brasil pela bancada feminina do Congresso Nacional, pela Procuradoria Especial da Mulher no Senado Federal e pela Secretaria da Mulher na Câmara dos Deputados.
O Sistema OCB/RJ esteve presente no evento divulgando as ações do cooperativismo, com base nos 6º e 7º princípios, Intercooperação e Interesse pela Comunidade, respectivamente. Em parceria com a Cooperativa dos Cuidadores de Idosos e Doentes Dependentes (Coopidade), foram oferecidos serviços gratuitos à população, como shiatsu, orientações de saúde e qualidade de vida.
A conselheira do Sescoop/RJ, Inês Di Mare, acompanhou o evento e destacou que o cooperativismo apoia o fim da violência contra as mulheres e prega a igualdade de gênero na sociedade.
Participaram do evento a Casa da Mulher de Manguinhos, os centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs) Chiquinha Gonzaga e Márcia Lyra, o Centro de Referência LGBT da Capital, o Centro de Referência das Mulheres da Maré Carminha Rosa, o CDDM/ALERJ, através do Disque SOS Mulher, o Disque Denúncia, a Defensoria Pública, através do NUDEM, o Ministério Público, através do CAOp das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica e Contra a Mulher, a Secretaria Municipal de Saúde, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJERJ), através da CEJEM e da CEJUVIDA.
COMO SURGIU – A campanha "16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres" foi criada em 1991 por 23 feministas de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), localizado nos EUA. Trata-se de uma mobilização educativa e de massa, que luta pela erradicação desse tipo de violência e pela garantia dos direitos humanos das mulheres. Internacionalmente, ela começa no dia 25 de novembro (Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres) e termina no dia 10 de dezembro. Porém, no Brasil, a campanha sempre começa antes para poder incluir o dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra.
O objetivo estratégico da campanha no Brasil é dar visibilidade às diversas formas de violência de gênero e doméstica contra as mulheres previstas na Lei Maria da Penha como uma questão pública a ser enfrentada no âmbito dos direitos humanos e da luta por uma nova sociedade mais igualitária, sem opressão e exploração. Com uma abordagem simplificada, pretende-se tornar conhecido ao público as formas de violências e como combatê-las no meio social. (Fonte: Assimp Sistema OCB/RJ)
